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QUEM MATA MAIS, BANDIDO OU POLÍCIA?

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Olinda     Tags

A violência está em toda parte. Os bandidos, também. A polícia, idem.
Estamos acostumados a ver, ouvir e ler nos veículos de comunicação (TV, rádios e jornais) diariamente o discurso de que os traficantes amedrontam, matam, usam a força, torturam e impõem o medo nas áreas sob o seu comando.
Mas também vemos na televisão, ouvimos no rádio e lemos nos jornais como ocorrem as ações das polícias nas favelas e nos morros. Amedrontam, ameaçam, usam a força, prendem, atiram e (também) matam. E matam muito, inclusive inocentes e… pelas costas.
E agora? Parece que bandidos e policiais agem da mesma forma, têm o mesmo Modus operandi (expressão em latim que significa “modo de operação”). Quem aprendeu com quem? N
a verdade, os dois grupos são muito parecidos quando o assunto é a prática da violência.
Um documento produzido recentemente pela Organização das Nações Unidas (ONU) aponta a polícia como a maior responsável pelos mais de 48 mil homicídios que ocorrem a cada ano no Brasil. Segundo a ONU, os problemas incluem as execuções cometidas por policiais em serviço, fora do serviço, integrantes de esquadrões da morte ou de milícias, assassinos de aluguel e as mortes de internos nas prisões.
Philip Alston, relator especial da ONU sobre execuções extrajudiciais, afirma que policiais em serviço são responsáveis por uma proporção significativa de todas as mortes no Brasil. “Enquanto a taxa de homicídios oficial de São Paulo diminuiu nos últimos anos, o número de mortos pela polícia aumentou, de fato, nos últimos três anos, sendo que em 2007 os policiais em serviço mataram uma pessoa por dia”, descreveu ele no relatório.
Alston, que esteve no Brasil entre os dias 04 e 14 de novembro do ano passado (2007) e visitou os Estados de São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro e o Distrito Federal, acrescenta que no Rio de Janeiro “os policiais em serviço são responsáveis por quase 18% do número total de mortes, matando três pessoas a cada dia”.
Ele sustenta que o uso de força policial excessiva, estimulado por autoridades governamentais, tem levado à morte de suspeitos de crimes (que deveriam ser apenas presos) e de pessoas inocentes atingidas nas proximidades dos locais das operações. Entre os excessos citados por Philip Alston está a morte, pela polícia de São Paulo, de 124 pessoas suspeitas de integrarem o Primeiro Comando da Capital (PCC). A situação foi descrita pela polícia como “resistência seguida de morte”.
O relator também critica o governo do Rio de Janeiro e as autoridades de segurança daquele Estado por estimularem um ‘clima de guerra’ contra o crime organizado, com concessões para os abusos. “A extensão com a qual as mortes de criminosos são toleradas e até publicamente motivadas por representantes do alto escalão do governo nos explicam, em grande parte, o motivo para a ocorrência de muitas mortes por policiais e o motivo delas não serem investigadas corretamente”, analisa ele.

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