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FECHAMENTO DE LIXÃO

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Olinda     Tags

ISABELA FABRÍCIO – Folha de Pernambuco
Há 11 anos, o Lixão de Aguazinha (Olinda) recebeu reatores biológicos, que prometiam uma nova forma no tratamento dos resíduos sólidos depositados no local. Porém, os novos equipamentos nunca chegaram a funcionar. Hoje, o aterro de Aguazinha, assim como outros lixões, também está com os dias contados para fechar suas portas. Este é o cenário que será traçado na reportagem que encerra a série, iniciada ontem, sobre os lixões da Região Metropolitana do Recife (RMR).
O lixão de Aguazinha, em Olinda, a exemplo do da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, também está com os dias contados. De acordo com o promotor do Meio Ambiente da comarca de Olinda, André Felipe Menezes, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em 2005, prevê que, em setembro do próximo ano, as portas do Aterro Controlado sejam fechadas. “Na época da assinatura seriam apenas três anos, ou seja, até 2008, mas a prefeitura pediu dois anos a mais, uma técnica de mediação aceitável”, disse o promotor, ressaltando que a vida útil do local está com o prazo quase vencido. “O solo não conseguirá suportar o chorume, que escorrerá em via pública”, alerta.
Mas, quase dez anos antes da assinatura desse termo de conduta, precisamente em setembro de 1998, o Governo do Estado, junto com prefeitura, utilizou o Lixão de Aguazinha como local de estudo para o Projeto de Tratamento e Destinação Final para Resíduos Sólidos, que previa a implantação de três aterros e adequação de outros três na Região Metropolitana do Recife, com investimento de R$ 800 mil, até então captados pelo Estado. Foram construídas duas células, onde o lixo era aterrado, além da fabricação de reatores biológicos e fisicoquímicos. A ideia era que os detritos passassem por esses reatores e, através do aquecimento, fosse fabricado o chorume, que seria derramado no restante do lixo. Esse processo tinha objetivo de acelerar a decomposição da matéria orgânica e acabar com os resíduos a céu aberto. O que era pioneirismo, nunca chegou a ser usado. E virou ferro-velho. Hoje, quem passa na frente do Aterro de Aguazinha pode ver os dois imensos reatores, totalmente enferrujados.
Segundo o diretor de Limpeza Urbana de Olinda, Vassil Vieira, os reatores nunca funcionaram e o contrato foi rompido com a empresa antes mesmo da conclusão do projeto. “Deixamos os reatores ali para chamar a atenção de que foi uma tecnologia que não obteve resultado”, conta. Sobre o futuro do local, Vieira explica que está sendo estudada a criação de um centro de tratamento de resíduos, dentro do próprio bairro onde hoje fica o lixão. “Se até a data limite não estiver pronto, vamos levar nosso lixo para um dos aterros licenciados pela CPRH”, afirma Vieira. Com fechamento do Lixão de Aguazinha, outro problema será resolvido, o da violência. Moradores dizem que o local serve como rota de fuga para assaltantes. “Às vezes que a prefeitura tentou aumentar o muro do Aterro Controlado, ele foi derrubado pelos marginais”, relata o promotor André Felipe Menezes, ressaltando que esse é um problema difícil de ser tratado. “Muitas vezes quando há assaltos, os bandidos se escondem por trás do muro”, diz um morador, que prefere não se identificar.
A dona de casa Edith Maria da Silva, de 73 anos, mora na Perimetral Norte há mais de 16 anos e disse que muita coisa mudou desde que ela chegou, principalmente a fumaça que sai do local”. Todos os dias são recolhidos 380 toneladas de lixo. No local há cerca de 300 catadores, número que segundo Vassil Vieira aumentou após o processo de fechamento que o Lixão da Mirueira, em Paulista, vem passando. No local, o lixo é compactado e coberto por barro. Para o tratamento do chorume, há complexos de lagoas, que visam diminuir a carga orgânica do líquido fabricado pela decomposição do lixo.
Fonte: Folha de Pernambuco – 13.07.2009
http://www.folhape.com.br

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