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dez
23

É "TEMPO", DE MÁRIO QUINTANA

AuthorPostado por: Paulo Fernando    CategoryEm: Olinda     Tags

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo (…)
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

dez
20

NATAL: VALORIZAÇÃO DA LENDA E DO CONSUMO

AuthorPostado por: Paulo Fernando    CategoryEm: Olinda     Tags

A cada chegada do Natal exercito mais o meu lado de observador e, não raro, brota, nesse tempo de festa, um pouco de tristeza com alguns procedimentos da sociedade brasileira, cristã na sua maioria. A festa do Natal, que deveria comemorar o nascimento do Menino Jesus, o Filho do Altíssimo, àquele que veio ao mundo para nos salvar (João 3:16), está desvirtuada e serve apenas para estimular o consumo pelo consumo. É a valorização do mercantilismo pagão, centralizado na figura lendária daquele a quem chamam de o “Bom Velhinho”, o Papai Noel.
A quem devemos celebrar neste período? Jesus Cristo ou Papai Noel?

É tão grande o sucesso do marketing que em todos os Natais – e na maioria dos lares – só se fala no Papai Noel, aquele senhor gorducho, de barba branca, que distribui presentes. Não existe quase nenhuma alusão ao nascimento do Filho de Deus, Jesus Cristo, o nosso Irmão Maior.

Nessa época, embalados pelo incremento do 13º salário no bolso, homens e mulheres de todas as classes, estão mais preocupados e ocupados com a troca de móveis, a compra de eletrodomésticos, roupas e sapatos. Querem embelezar a casa, pintá-la, decorá-la. Dedicam-se à realização de lautas ceias, com muitos queijos, carnes, frios, defumados, frutas tropicas, bebidas a vontade e presentes, muitos presentes: para o pai, a mãe, marido, esposa, tia, avó, irmão, filho, sobrinho, amigo, colega, vizinho e tantos outros.

Pena que não mais se lembram das orações e dos agradecimentos ao Grande Arquiteto do Universo. Quase não se faz referências a Jesus Cristo, o grande aniversariante do dia 25 de dezembro – embora haja questionamentos com relação à data. As crianças, por exemplo, pedem apenas brinquedos… ao Papai Noel.

Vejam os exemplos na agência central dos Correios ou em algum lugar dos shoppings centers, onde estão expostas milhares de cartas endereçadas ao “Bom Velhinho”, pedindo brinquedos.

Entristece-nos ter a certeza de que os (ditos) cristãos esqueceram que no Dia de Natal se comemora o nascimento do Cristo, o Salvador, Filho do Criador e Senhor de todas as coisas. Entristece-nos ver a valorização de alguns dos pecados capitais, como a gula, a vaidade e a luxúria, nas mesas, nos corpos e nos ambientes. Infelizmente, nesses tempos reverencia-se mais a lenda e valoriza-se o consumo.

Lembremo-nos que no Natal devemos valorizar a vida, relembrando a vinda de Jesus Cristo, que nasceu entre nós, sem luxo e sem riqueza. Não nos esqueçamos disso ao celebremos a natalidade, o dia da chegada do nosso Irmão Maior.

Celebremos a continuidade da vida. Feliz Natal!

dez
19

ESCOLHI A PROFISSÃO ERRADA OU SERÁ MESMO O FIM DO MUNDO?

AuthorPostado por: Paulo Fernando    CategoryEm: Olinda     Tags

Faz tempo que deixamos de receber mensagens do nosso real interesse. Diariamente, ao abrirmos a caixa de correspondência (e-mail), nos deparamos com muito lixo, coisas inúteis. São dezenas, centenas de pedidos, spans, correntes e aqueles famosos avisos de depósitos de grana (referente ao pagamento de um serviço que você não prestou), naquela sua conta bancária que você nunca teve e nem sabe se abrirá um dia.



Agora, no final de ano, o número de e-mail recebidos triplica, com mensagens de Natal, Feliz Ano Novo e muitas previsões para o ano que se aproxima. Pois bem… Depois de três dias sem consultar a minha caixa de mensagens, resolvi, hoje (19.12), no finalzinho da manhã, buscar e selecionar informações e contatos interessantes… Aqueles que, realmente, poderiam servir para alguma coisa.


Depois de jogar na lixeira mais de uma centena de inutilidades, um e-mail me chamou a atenção. Justamente um, com previsões para 2012. É uma espécie de consultoria, mostrando-me o caminho a seguir em 2012, justamente o ano em que o mundo irá se acabar, segundo as previsões Maia  (Aliás, vale a pena a leitura de “O cataclismo mundial em 2012 – A contagem regressiva Maia para o fim do mundo”, de Patrick Geryl).


O texto do ‘confidente dos astros’ não deixa de ser interessante. Mas é, também, engraçado, surpreendente e, porque não dizer, preocupante. Coisa do fim do mundo? Diz exatamente o seguinte:


“ALEXANDRE, por ser muito calmo, você prefere profissões que exijam passividade e que proporcionem oportunidades de receber elogios. Não hesite; afaste-se dos trabalhos que exijam intensa competição”.


Em seguida vem um extenso e cansativo perfil do canceriano. No finalzinho, de quebra, a consultora astrológica faz sugestões para o fim das minhas dificuldades e, naturalmente, para o meu sucesso profissional: “As profissões mais adequadas para o seu perfil, ALEXANDRE, são: arqueólogo, enfermeiro, marinheiro, mergulhador, pediatra e poeta (sic)”.


Até aí tudo bem. Mas o pior de tudo é que essa consultoria vocacional chega com (pelo menos) 25 anos de atraso. Durante o último quarto de século frequentei a academia nos cursos de graduação em Jornalismo e Radialismo, passei pelo mestrado em Comunicação e por especializações em Marketing e Ciência Política, além de um aperfeiçoamento em Educação Ambiental. Durante duas décadas, respiro, faço e vivo jornalismo. Um emprego aqui, um freela alí, mas sempre insistindo no jornalismo.


E agora, consultora? O que faço da minha vida a partir de 2012? Devo desistir do Jornalismo? Vou estudar Arqueologia? Ou será melhor me inscrever no concurso público para a Marinha? Enquanto aguardo alguma resposta, vou começar tentando fazer a minha primeira poesia!

dez
16

RASPADINHAS: A COMPULSÃO DA CAIXA

AuthorPostado por: Paulo Fernando    CategoryEm: Olinda     Tags

Ainda não satisfeita com o monopólio das loterias, todo final de ano a Caixa Econômica Federal lança as famosas “Raspadinhas”, oferecendo prêmios milionários: Casa, mais R$ 45 mil; Carro, mais R$ 15 mil e R$ 60 mil em espécie.

Antes, cada bilhete tinha 12 números. Especificamente, no caso do prêmio de R$ 60 mil em espécie, a probabilidade de um ingênuo e esperançoso mortal brasileiro ganhar o primeiro prêmio é de uma chance em um milhão.

Mas, achando ainda pouco, a Caixa Econômica resolveu dificultar ainda mais a possibilidade de ganho. Sem aviso prévio, resolveu reduzir de 12 para sete, a quantidade de números da Raspadinha que oferta o prêmio de R$ 60 mil.

Julgamos que para os outros dois prêmios (Casa e Carro) a Caixa também tenha aplicado a mesma condição. Agora, a probabilidade de alguém acertar as sete dezenas passou para, mais ou menos, uma em 1.420.000.

Verdadeiramente, a compulsão da Caixa de “comer” o dinheirinho e “raspar” o bolso do brasileiro é imensa. Nessas condições, como podemos atender ao apelo de uma das peças publicitárias do banco (“Vem prá Caixa você também”)? O que nos resta é, apenas, fazer um apelo para que ninguém compre mais as tais “Raspadinhas”.

dez
10

CIÊNCIA E FÉ PODEM ANDAR JUNTAS?

AuthorPostado por: Paulo Fernando    CategoryEm: Olinda     Tags

No início desta semana, mais precisamente na terça-feira, dia 06 de dezembro, os principais jornais do País, sites, blogs, noticiários de rádios e TV divulgaram a descoberta, pelos cientistas do Centro de Pesquisas Ames, da Nasa, de um sistema planetário numa região do universo onde acredita-se que possa haver água na forma líquida e temperatura que permite o desenvolvimento de vida – assim como na Terra.

O planeta, batizado de Kepler-22b, está localizado, segundo afirmam os cientistas, numa “Zona Habitável”, a cerca de seiscentos anos-luz da Terra. “Zona Habitável” é explicada como uma área onde as temperaturas permitem o desenvolvimento de vida. Durante a entrevista para fazer o anúncio da novidade, os cientistas estavam radiantes e a subeditora do Centro de Pesquisas Ames, Nathalie Batalha, chegou a afirmar: “estamos cada vez mais perto de encontrar um planeta parecido com a Terra”.


O relato dos dois parágrafos iniciais serve para que possamos fazer a introdução para o comentário de um filme de ficção sobre a busca de vida inteligente em outras partes do Universo. O filme é “Contacto”.
Aqueles que costumam olhar para o céu com aquela quase-certeza de que não estamos sós nesse “mundo de meu Deus” e acreditam que em algum lugar do Universo deve haver vida inteligente, semelhante à Terra, irão gostar de assistir ao filme “Contacto”.

Não é nenhum lançamento. O filme é de 1997 e já tem, portanto, 14 anos. Mesmo assim não tem nada de velho ou de antigo, pois a sua abordagem é atual e deverá continuar sendo por muitos e muitos anos. O enredo é baseado em um livro de ficção espacial, escrito em 1985, por Carl Sagan. É bastante interessante, sobretudo para àqueles que apreciam o gênero ficção científica.



O enredo, criativo e bem explorado, enfoca a atuação engajada da astrônoma Eleanor Arroway (Jodie Foster), que se dedica ao trabalho incansável de buscar sinais no espaço que possam apontar qualquer vestígio da existência de vida inteligente fora da Terra.



Depois de muitos anos pesquisando com dedicação, Eleanor depara-se com uma “mensagem codificada”, “um sinal real” da possibilidade de vida pulsante em algum lugar do Cosmos. Esse sinal é emitido da longínqua estrela Vega. Mais à frente, a astrônoma recebe instruções para construir uma estrutura que possibilitará o contato com os seres daquele planeta.



Aí começa a trama, que vai muito mais além do que a simples ficção. Mais do que ficção científica e pesquisa sobre a vida em outras partes do Universo, o filme – que, diferentemente do que ocorre com a maioria dos trabalhos cinematográficos desse gênero, transformando-os em verdadeiros clichês – não exibe muitas cenas e lances de efeitos especiais. “Contacto” procura, sim, mostrar as diversas (e possíveis) reações da população mundial ao saber que não está sozinha no Universo, as relações sociais do homem, os conflitos e interesses políticos e econômicos, e o jogo do poder.



O diretor Robert Zemeckis aproveita o trabalho para lançar questionamentos sociais e religiosos ao espectador. No final, o filme procura mesmo é levar todos à reflexão, levantando o maior número de questionamentos do público e provocar a discussão dos limites entre a razão e a fé – questões até então inexploradas… ou pouco exploradas no nosso cotidiano.



A provocação vem a partir de algumas situações e da relação ciência-fé entre a cética astrônoma Eleanor Arroway e o teólogo (ex-padre) Palmer Joss, dono de uma fé inabalável. Fica no ar, para as nossas respostas, questionamentos como:



– O cientista é mesmo um cético?

– É correta a forma cartesiana de pensar e agir do(s) cientista(s)?



– A fé também é necessária ao(s) cientista(s)?

– A experiência empírica de Eleanor Arroway, sem provas nem registros, é válida para a ciência?



– É tudo uma questão de fé, como tenta mostrar o filme, e que tudo (Verdade, mentira, fé, razão) está dentro de cada um de nós, desde que acreditemos?
Assistindo ao filme você poderá responder a estas indagações e até levantar outras muitas. Poderá fazer outras reflexões que aqui não foram colocadas, até mesmo pela minha falta de percepção. Afinal de contas todos nós temos uma maneira própria de observar e entender as coisas… de acordo com as nossas vivências e experiências.


Filme: Contacto

Gênero: Ficção Científica


Ano: 1997 – Estados Unidos


Direção: Robert Zemeckis


Atores: Jodie Foster, Matthew McConaughey, Angela Bassett, David Morse e William Fichtner entre outros.


dez
10

MUITO ESTRESSE, MENOS HORMÔNIOS

AuthorPostado por: Paulo Fernando    CategoryEm: Olinda     Tags


Sexta-feira, ‘véspera’ de final de semana que, para muitos, foi iniciado desde ontem, com o feriado dedicado a nossa Senhora da Conceição, no Recife.
Mas hoje, mesmo com a proximidade dos dias de descanso (Sábado e Domingo), vi muita gente estressada no ônibus, nas ruas do centro do Recife e nas lojas. Principalmente mulheres.
Isso me fez “linkar” com o resultado de uma recente pesquisa feita pela Nielsen Company, que coloca as brasileiras no quarto lugar do ranking das estressadas, com 67%. A nossa mulherada fica atrás, apenas, das indianas (87%), mexicanas (74%) e russas (69%).
Por que será? Será por conta da tal TPM?
É um completo desequilíbrio emocional. E, como se não bastasse, todas elas, agora, querem ser lindas e magras – uma combinação para poucas, muito poucas mesmo! Some-se a isso, a necessidade que elas sentem de serem mais competitivas e mostrarem que são melhores que os homens.


Sinceramente, nada disso deveria ser prioridade. Elas (as mulheres) devem lembrar que há limites e que eles devem ser respeitados. Extravase o riso, priorize os bons sentimentos, exercite a calma.


O conselho vale para todas, mas deve ser observado, principalmente, por aquelas que já chegaram aos 50, pois não contam mais com a proteção dos seus hormônios e, a partir da menopausa, tornam-se vulneráveis às doenças cardiovasculares.


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