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NO AREAL DA PRAIA DO BAIRRO NOVO, O PEQUENO PARAÍSO DE "BERÉ"

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Sem categoria     Tags


“Se você não pode mudar seu destino, mude sua atitude”. A frase da escritora nortea mericana Amy Tan retrata bem a história de vida do ambientalista olindense Santiago Oliveira, 64 anos, mais conhecido como Beré, o “rei da praia”. O conselho de Amy também pode ser lido logo na entrada da cabana erguida por ele em um areal, no meio do mar, na praia do Bairro Novo, em Olinda. O lugar, feito de bambu e madeira, e com plantações de frutas, propõe um clima de tranquilidade que enfatiza a necessidade de preservar e propagar a natureza.
Responsável pela marina de Olinda, Beré, que também é gerente da Secretaria de Lazer, Juventude e Esporte da cidade, é cria da praia. Sua paixão pelo litoral surgiu ainda muito pequeno, quando o seu avó o levava para pescar. Com o passar dos anos, o carinho pelo verde e pela água do mar aumentou, paralelamente à vontade de preservar e mostrar o bem e a paz que tudo aquilo atraía. “As pessoas não sabem como é bom sentar em meio ao verde de uma mata ou na areia da praia para ver o nascer ou o pôr do sol. Isso é divino”, ressaltou.
Há nove meses, o “rei da praia” teve a iniciativa de utilizar o areal para a construção da cabana. Para chegar até o local é preciso pegar carona em uma embarcação. O lugar, que fica cheio de lixo industrializado com a subida da maré, é limpo diariamente por Beré. A recepção no local é feita por frases de filósofos, compositores, escritores e anônimos. Todas remetem à ideia de preservação à natureza e mudança de costumes.
A beleza, no entanto, não se reduz apenas à proposta da construção. A vista do lado contrário à praia gera uma reflexão sobre o contínuo crescimento da cidade. “A cabana tem a vista do contrário. Enquanto as pessoas dos prédios, rodeadas de trânsito e poluição, olham para a ilha como se fosse apenas um areal rodeado de água, quem está aqui observa o quanto elas estão desligadas da melhor coisa que Deus nos deu: a natureza”, analisou Beré.
Não há um custo para visitar o lugar e nem restrição, até porque a área é pública. Liberdade e preservação são as duas palavras que valem como lei no local. Para mantê-lo, Beré conta com a ajuda de alguns amigos.

Fonte: Portal FolhaPE

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