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CONSERVAÇÃO DE MONUMENTOS. MAIS RECURSOS, DE NOVO?

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Sem categoria     Tags

Casarão Hermann Lundgren, no Carmo
A liberação de aproximadamente R$ 171 milhões para a restauração de 27 monumentos, em três cidades pernambucanas, com verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, foi bem recebida pelos que lutam pela preservação do patrimônio estadual. Mas levou alguns especialistas a se questionarem sobre a falta de conservação e manutenção desses equipamentos. O cine-teatro Duarte Coelho e o Casarão Hermann Lundgren, ambos em Olinda, são exemplos de locais que, em um passado muito recente, já foram foco de investimentos emergenciais. Agora voltaram, novamente, à lista de monumentos que precisam de restauração imediata.

O diretor do Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada (Ceci) da UFPE, Jorge Eduardo Tinoco, é um dos que questionam a rapidez com que os monumentos se deterioram. Para ele, um reflexo da falta de políticas de conservação, problema que vem gerando gastos aos cofres públicos há décadas. “Não se pode a cada dez ou 15 anos fazer restaurações novas. Na década de 1970 tivemos o Programa de Reconstrução das Cidades Históricas do Nordeste, um derrame de dinheiro de restauração. Depois, veio o Programa Monumenta, que foi outro derrame. E pior: nesse caso, tratou-se de um empréstimo. Agora vem o PAC das Cidades Históricas”, criticou.
Antigo Cine Duarte Coelho, no Varadouro (Foto; JC/2011)
Como exemplo de obra “complicada” está o cineteatro Duarte Coelho, que hoje, para espanto dos especialistas, encontra-se completamente desfigurado. O questionamento se deve ao seguinte fato: o espaço passou por uma reforma em outubro de 1998. Deveria ter sido entregue no final de 1999. As obras, no entanto, nunca foram completamente concluídas e o trabalho que foi feito terminou deteriorado pelo tempo e com a ação de vândalos. Um funcionário da Prefeitura e um segurança fazem um revezamento para evitar que pessoas entrem no imóvel. Esse espaço é um exemplo de como o dinheiro investido na recuperação do patrimônio escoa pelo ralo.

Apesar das críticas, as verbas são fundamentais e o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ficará responsável pela distribuição da verba e acompanhamento dos trabalhos no Recife (R$ 78,4 milhões), em Olinda (R$ 61,8 milhões) e em Fernando de Noronha (R$ 30,8 milhões). As obras, afirmou o presidente do Iphan em Pernambuco, Frederico Almeida, serão realizadas no prazo de três anos. O início ainda não tem data: começarão a partir do repasse da verba, momento em que serão abertas as licitações para contratação de empresas que realizem os projetos.

De acordo Frederico Almeida, a manutenção dos espaços deverá ser feita pelos proprietários ou órgãos administrativos. Para garantir a conservação, será um compromisso entre proprietários e poder público. “Caso o termo não seja cumprido, são aplicadas multas”, destacou.

Fonte: Folha de Pernambuco/Portal FolhaPE 

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