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A VIA CRUCIS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Sem categoria     Tags

Jadson Nunes

É lamentável a situação dos segurados que necessitam da assistência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). É um verdadeiro calvário para centenas de pessoas que se dirigem as agências da Previdência Social em busca do benefício, sejam eles um auxílio-doença ou uma aposentadoria por invalidez – e até mesmo por tempo de serviço.

Deparamos-nos com uma rede de atendimento sucateada, onde há uma mescla de fatores que corroboram com o mau atendimento ao segurado, que vai desde a falta de informação dos atendentes até a desumanidade de alguns peritos. É intrigante observar que mesmo diante de tamanha exigência para a grande maioria dos beneficiários (baixa renda), ainda existem aqueles que driblam o INSS e se beneficiam indevidamente dos recursos destinados à nossa população.

Como um profissional de saúde, que faz um juramento de defesa à vida, consegue, de maneira sorrateira, indeferir benefícios pelo simples caráter externo, ou um fator per capita, para deferir uma solicitação? Uma entrevista, muitas vezes de 10 ou 15 minutos, após uma espera de no mínimo umas duas horas, define o direito de um cidadão dentro de uma APS.

Muitas vezes as informações aos segurados partem de colaboradores terceirizados (seguranças e trabalhadores de conservação patrimonial) ou de estagiários que pouco conhecem das normas que regem o sistema. Essas pessoas obrigam o público a voltar muitas vezes ao local, por tomarem como verídicas as orientações recebidas, prolongando ainda mais o processo e o tempo de espera.

É chocante saber que não se trata de uma rotina esporádica, de uma denúncia extraordinária. Isso é uma prática que acontece desde o início da Seguridade Social. O que é um direito ao cidadão e co-participe do regime previdenciário, na sua maioria parece um pedido de favor. Não é a toa que nas paredes dos estabelecimentos está estampado: “desacato a funcionário público no exercício de sua função é crime”. Pasmem os senhores, que tal citação deveria ser transcrita para: “desacato ao cidadão e negativa de direitos previstos em lei é crime; o mau atendimento no exercício obrigatório da função também”. Acredito que dessa maneira poderíamos ter pelo menos um atendimento digno dentro das nossas repartições públicas.

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