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MANIFESTAÇÕES E IMPEACHMENT

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Artigos     Tags

impeach

Adriano Oliveira – Professor da UFPE

Desde junho de 2013, as manifestações ocupam a agenda midiática e as redes sociais. Neste momento, após as recentes manifestações, observo processo de mudança quanto às causas e reclamações dos manifestantes. Embora, o perfil dos manifestantes, em particular na cidade de São Paulo, seja semelhante, como bem mostrou o instituto Datafolha.

As manifestações de junho de 2013 reclamavam do PT e da presidente Dilma Rousseff. As manifestações de março de 2016 também fizeram isto. As manifestações de 2013 reclamaram do aumento das passagens dos transportes públicos. Aliás, esta foi a principal causa das manifestações. Desta vez, o aumento da passagem de ônibus não faz parte da agenda dos manifestantes. Em ambas as manifestações, os participantes reclamaram dos políticos e da corrupção.

Em junho de 2013, o Movimento Passe Livre teve participação ativa nas manifestações. Compreensível, já que a principal agenda das manifestações era o aumento das passagens dos transportes públicos. Desta vez, o Movimento Passe Livre não aparece como sujeito ativo nas manifestações. As manifestações de junho possibilitaram o surgimento dos Black blocs.

Os Black blocs trouxeram atos violentos para as manifestações do Rio de Janeiro e de São Paulo, os quais passaram a ser costumeiros. Em virtude de tais atos, pesquisas de opinião mostraram que a partir do segundo semestre de 2013, decresceu fortemente o apoio dos brasileiros às manifestações.

As manifestações de março de 2016 foram organizadas, supostamente, pelos movimentos Vem Pra Rua, Brasil Livre e Quero Me Defender. Tais movimentos não defendem a intervenção militar e, segundo eles, são apartidários. Os Movimentos Brasil Livre e Vem Pra Rua defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O Movimento Quero Me Defender não defende.

Se tais movimentos, aparentemente, incentivam a ocorrência das manifestações atuais, presumo que a agenda do impeachment fará parte fortemente das manifestações de abril. Tal tese é reforçada pelo seguinte dado: 59,7% dos brasileiros apoiam o impedimento da presidente Dilma Rousseff – Instituto MDA, pesquisa realizada em março de 2015.

Sendo assim, surgem as seguintes indagações:

 1) As manifestações de abril terão força para incentivar o debate sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional? 

2) Se sim, PMDB e PSDB decidirão pelo impedimento ou optarão pela cooperação com o PT, no caso, não darão forte atenção a tese do impeachment? 

3) Caso o debate sobre o impeachment venha à tona fortemente, ele continuará sendo aprovado por parte majoritária dos brasileiros, ou eventos, inclusive no âmbito econômico, enfraquecerão tal tese entre os eleitores? 

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