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SE NÃO EXISTEM METADES DIFERENTES, ENTÃO PARA QUE CULTOS ECUMÊNICOS?

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Artigos     Tags

Alexandre Acioli

edNum país como o Brasil, onde convivem alguns milhões de pessoas que professam dezenas de religiões, costuma-se realizar cultos ecumênicos durante alguns tipos de eventos, entre eles as formaturas. Os objetivos de união, solidariedade e o amor fraternal entre as religiões não são alcançado.

Por que? Porque esses cultos não atendem a diversidade de crenças. Em 99,9% dos casos, os cultos são realizados apenas com a presença de um padre e um pastor. Contempla, assim, católicos romanos (64,6%) e evangélicos (22,2%), que juntos representam 86,8% (IBGE, 2010) dos seguidores. E as demais religiões?

Seguidores das religiões de matrizes africana (Candomblé, Umbanda, Quimbanda) e indígena (Pajelança e Jurema); de doutrinas orientais (Taoísmo,  Budismo, Xintoísmo e Hinduísmo; a Perfect Liberty, a Mahikari, Seicho-no-iê, Sathya Sai Baba, Brahma Kumaris, Hare Krishna e Baha’i); os judeus, islâmicos, messiânicos, rajneesh (origem indiana), Santo Daime, União do Vegetal e até os espíritas (que são cristãos) não são contemplados por esse “ecumenismo”.

Isso é, no mínimo, intolerância religiosa.  

Aí vem a justificativa de que o ecumenismo (do grego “οἰκουμένη” – öikouméne), que segundo os dicionários significa “mundial” ou “universal”, foi criado para reunir o mundo cristão e buscar a unidade entre as igrejas cristãs. É verdade. Historicamente, desde 1520, quando ocorreu a Grande Reforma Protestante, a Igreja demonstra o interesse de aproximar o catolicismo dos principais segmentos dissidentes diretos, que são os Anglicanos, Calvinistas, Luteranos e cristãos Ortodoxos.

O Fim – Então está resolvido: se o ecumenismo busca a unidade entre as igrejas cristãs, que se acabe com os tais cultos ecumênicos, uma vez que ignoram e não atendem a multiplicidade de fiéis e de outras religiões existentes e praticadas no Brasil.

Nos tempos atuais não dá mais para conceber a prevalência, pela imposição (que vem desde o tempo de Constantino, no ano 313), da Igreja Católica, responsável pelas perseguições pela “Inquisição” na Idade Média, quando os  não “Católico Apostólico Romano”, não eram considerados cristãos, eram mortos e os seus algozes recebiam recompensas em indulgências ( perdão de pecados).

Realizar culto ecumênico para católicos e protestantes e ignorar a fé e a prática dos não cristãos é discriminação, é o mesmo que afirmar que existem metades diferentes.

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