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ESCOLAS DE OLINDA ESTÃO EM SITUAÇÃO DE ABANDONO

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Olinda     Tags

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Um inquérito civil instaurado elo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) cobra medidas urgentes ao quadro de abandono encontrado nas escolas municipais de Olinda. A prefeitura foi notificada para apresentar um cronograma de reforma e adequação para mais de 50 unidades de ensino, com parte das ações devendo ser sanadas até dezembro deste ano. Entre os principais problemas, figuram a falta de iluminação, rachaduras nas paredes e telhados, banheiros depredados, carteiras quebradas e crianças amontoadas em salas improvisadas.

O caso vem sendo acompanhado desde 2014 e agora deve transformar-se em uma ação civil pública, com a elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Segundo o MPPE, a averiguação considera as denúncias de vereadores, assim como o relato de pais, alunos e da população em geral. A avaliação, o número de apontamentos é bem superior às providências adotadas pelo município, desde a primeira gestão.

O inquérito tem à frente as promotoras de Justiça Maria Célia Meireles e Aline Arroxelas, que estabeleceram diferentes prazos para os serviços. As projeções vão desde reformas construção de novas unidades, variando em calendários de dois a seis meses, nos casos mais urgentes, e se estendendo até um ano no caso de construção de novas unidades de ensino. Uma comissão de parlamentares realizou um monitoramento em diversas unidades, produzindo um relatório da situação. “Realizamos blitze sem prévio aviso e encontramos quadros dramáticos. Trata-se de um verdadeiro descaso, que representa uma vergonha para o município”, disparou o vereador Jesuíno Araújo.

As escolas Monsenhor Fabrício, no bairro de Peixinhos, Rotary, no Varadouro, e ainda a Claudino Leal, na Cidade Tabajara, figuram entre as ocorrências mais graves. Na primeira, o registro de imagens foi vetado pela direção, o que não impediu a constatação de falhas como o esgoto correndo em valas abertas, bem próximo das salas de aula. “Estamos atendendo as recomendações aos poucos, mas algumas intervenções ainda dependem de processos burocráticos, como a licitação de empresas”, reconheceu o gestor Tiago Silva. O estabelecimento de ensino possui 1,1mil alunos, divididos entre o Ensino Fundamental I e II, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Já na Claudino Leal, o mato alto podia ser visto desde a entrada, na íngreme rua Potiguar. O piso grosseiro e desnivelado dificulta o acesso, sobretudo para alunos com deficiência de locomoção. Já nos banheiros, a situação é alarmante, com dejetos à mostra e forte odor. Portas e banheiros estão em frangalhos, além de vasos sanitários sem a devida instalação. Em um dos corredores, a caixa de ar-condicionado está amarrada ao teto por uma corda. “Por diversas vezes os alunos são liberados mais cedo pela falta d’água na escola. O aprendizado acaba sendo comprometido”, diz a dona de casa Andrea Santos, 30, que possui dois filhos matriculados, com idades de seis e 13 anos.

Procurada pela Folha, a Prefeitura de Olinda informou que já respondeu aos questionamentos do MPPE. Conforme o executivo, alguns pontos levantados pelos parlamentares já foram resolvidos. Enquanto outros serão sanados com base num calendário de ações.

Fonte/Foto: FolhaPE 

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