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MIMO DIVULGA PRIMEIRA ATRAÇÃO INTERNACIONAL EM OLINDA

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Eventos, Olinda     Tags

bombO rock do deserto do guitarrista tuareg “Bombino” (derivado da palavra italiana equivalente a “criança”) é o primeiro nome confirmado para a edição 2015 do Festival Mimo, que acontecerá na etapa pernambucana, na cidade de Olinda, entre os dias 20 e 22 de novembro.

Nascido num acampamento de uma tribo nômade, na região de Níger, Nordeste da África, Omara Moctar viveu parte da sua infância como um “cigano do deserto”. Filho de um pai mecânico e mãe dona de casa, peregrinou por várias regiões entre a cidade de Agadez e acampamentos tuaregues, sob a tutela da avó (em comum acordo aos princípios matriarcais dos Tuaregues).

Descendente de guerreiros, comerciantes e viajantes do Deserto do Saara, que lutaram pelo seu modo de vida durante séculos contra o colonialismo e as imposições das regras islâmicas, desde cedo Bombino recusou-se a frequentar escolas tradicionais. A base da sua educação, incluindo a musical, é proveniente da cultura do deserto e incursões em escolas mistas francesas.

Com as dificuldades de sobrevivência devido a confrontos militares, Bombino partiu com a família para a Argélia, onde viveu por um curto período de dois anos, mas o suficiente para ser apresentado à guitarra, numa visita aos seus parentes.

De volta à vida em Níger, Bombino aperfeiçoou as técnicas na guitarra e deu os primeiros passos como músico profissional, apresentando-se em festas, casamentos, comícios políticos e outras cerimônias. Mudou-se para a Líbia, onde ouviu grandes nomes da guitarra norte-americana e inglesa, como Jimi Hendrix e Mark Knopfler, do Dire Straits.

Entre o trabalho solitário como pastor de animais, as horas foram dedicadas ao estudo do instrumento. O guitarrista voltou para o Níger, quando gravou seu primeiro álbum com o auxílio de um grupo de cineastas documentaristas espanhóis. Viajou para a Califórnia (EUA) em 2006, como músico de apoio da banda “Tidawt”, onde gravou junto a alguns membros dos Rolling Stones, o clássico “hey negrita“. 

Rebelião O ano de 2007 foi um marco na história de Bombino. Uma forte rebelião se instalou na cidade em decorrência da opressão sofrida pelos povos tuaregues, levando à morte dois companheiros de banda do músico. Durante o exílio em Burkina Faso, ele conheceu o cineasta Ron Wyman, que ouviu uma fita-cassete com suas músicas numa viagem nas proximidades de Agadez.

Após três anos de terror e fim dos conflitos, entre idas e vindas de Bombino aos Estados Unidos, para gravação do seu álbum no “home studio” do cineasta, foi autorizado pelo sultão uma grande festa de paz na Grande Mesquita, onde mais de mil pessoas compareceram e dançaram ao som de Bombino.

O seu primeiro álbum reconhecido internacionalmente, Agadez, foi lançado em 2011, que fez da sua música, sua causa. 

Atualmente Bombino é considerado “a voz do deserto” e carrega não apenas a força da sua guitarra e influências da música tuareg, mas também o compromisso de perpetuar a luta pelo reconhecimento e eternização de um povo que já dura quatro mil anos. Em seu último lançamento, o álbum “Nomad” (2013), produzido pelo vocalista e guitarrista do Black Keys, Dan Auerbach, alcançou o primeiro lugar na Billboard World Music e no iTunes, recebendo elogios de grandes veículos de comunicação, como a BBC World Service e Rolling Stones. Os críticos de música, devido a sua performance ao vivo numa combinação de som e alma com pitadas de virtuosismo, o comparam a ídolos como Jimi Hendrix, Santana, Neil Young e Jerry García.

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