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13,1 MILHÕES DE BRASILEIROS AINDA NÃO SABEM LER E ESCREVER

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Serviços     Tags

LETRASApesar do longo caminho a percorrer, o Brasil conseguiu progredir no ano passado nos indicadores da área de educação. A taxa de analfabetismo no país encolheu e mais crianças estão frequentando a escola. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, divulgada ontem (13), a taxa de analfabetismo do país recuou pelo segundo ano consecutivo, de 8,5% em 2013 para 8,3% da população com 15 anos ou mais.

A população analfabeta com 15 ou mais anos de idade era de 13,2 milhões no ano passado. São 100 mil pessoas a menos que não sabem ler e escrever no país. Ao longo de uma década, o número de analfabetos encolheu em 2,1 milhões. A taxa de analfabetismo caiu em 3,2 pontos percentuais nesse período, segundo os dados da pesquisa. 

Mesmo com os avanços, o contingente segue elevado. É como se a população somada das cidades de São Paulo (SP) e de Curitiba (PR) não soubesse ler nem escrever. Ou uma Bolívia inteira. Em abril passado, um relatório da Unesco mostrou que dez países concentram 72% dos adultos analfabetos no mundo e o Brasil é um deles, ocupando a oitava posição. O maior contingente está na Índia.

Nordeste – Mais da metade da população analfabeta do país está no Nordeste (54,1%). A região tem a maior taxa de analfabetismo no país, de 16,6%, mas foi a que mais progrediu: o indicador era de 16,9% em 2013. Outras regiões também tiveram avanços, incluindo Sudeste (de 4,8% para 4,6% em 2014) e Sul (4,6% para 4,4%). Esta última tem a menor proporção de analfabetos em relação ao total da sua população.

O desafio para reduzir o analfabetismo segue concentrado nos mais idosos. Uma em cada quatro pessoas com 60 anos ou mais é analfabeta no país. São 6,4 milhões de analfabetos nessa faixa etária. “Os analfabetos são sobretudo idosos na zona rural do Nordeste. É uma geração que não pegou a universalização do ensino básico no país. É um grande desafio chegar a essa parcela da população”, disse o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre), Tiago Barreira. A taxa de analfabetismo funcional – representada por pessoas que têm menos de quatro anos de estudos- teve queda de 18,1% para 17,6%. São pessoas que sabem ler e escrever apenas um enunciado simples.

Fonte: Folhapress

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