dez
30

FILA PARA TRANSPLANTE DE CÓRNEA TEM MAIS DE 10 MIL PESSOAS

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Serviços     Tags

corneaUma pesquisa recente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos apontou que no Brasil entre janeiro e junho deste ano, 6.585 pessoas haviam realizado o transplante de córnea no país. São Paulo, com 2.289 transplantes, e Minas Gerais com 668, são os Estados que mais realizaram o procedimento.

O que muitas pessoas não sabem é que em alguns casos o transplante pode ser evitado, como, por exemplo, em casos de ceratocone – doença que provoca alterações na curvatura da córnea e gera uma progressão da Miopia e do Astigmatismo – e que atualmente é a principal causa de transplantes de córnea no Brasil, respondendo por 70% dos casos.

Hoje, no país, cerca de 10.300 pessoas estão na fila de espera. Porém a evolução nos tratamentos referente ao ceratocone já diminuiu em 44% o número de candidatos ao transplante de córnea.

“Novos procedimentos para tratar a doença podem evitar o transplante de córnea, que é muito difícil no Brasil por causa da fila muito grande à espera de doadores. Com essas novas técnicas e cirurgias muito rápidas, a pessoa tem a volta da sua visão e a qualidade de vida restauradas”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Ceratocone, Renato Neves.

Segundo ele, um diagnóstico precoce do ceratocone, ajuda a obter resultados satisfatórios. “O ceratocone tem quatro graus evolutivos e, dependendo da severidade da doença, o paciente pode perder a visão, resultando na necessidade de um transplante de córnea. Mas com os tratamentos atuais é possível diagnosticar o problema com uma topografia corneana e interromper o progresso do ceratocone com um diagnóstico precoce, ajudando no tratamento”, afirma.

Há mais de cinco anos, quando o paciente não conseguia boa visão ou adaptação a lentes de contato, indicava-se o transplante de córnea. Com o desenvolvimento de tecnologias na área, o transplante de córnea em função do ceratocone se tornou o último recurso. Hoje é possível optar pelo implante de um anel nas córneas.

“Através do implante de anel intracorneano, também chamado Anel de Ferrara, é possível corrigir a curvatura com um fortalecimento da córnea, restaurando o seu formato arredondado. A técnica consiste na implantação de dois segmentos de arco de acrílico especial na córnea, melhorando o conforto e a visão do paciente”, explica o especialista.

Uma outra técnica para tratar a doença é o Crosslink, que se vale da aplicação de um colírio para estimular novas ligações entre as moléculas de colágeno, aumentando a resistência estrutural da córnea.

“É feito um tratamento cirúrgico no crosslink, que tem como objetivo endurecer a córnea para melhorar a estabilidade. Aplicamos um colírio a base de vitamina B6 (Riboflavina), ativada através de um feixe especial de luz ultravioleta para a maior união das fibras de colágeno, estabilizando assim a evolução do ceratocone”, conclui o oftalmologista Renato Neves. 

Envie um comentário

Redes Sociais:

senai-dez

sesi-dez

Anuncio-gif OH

pernambucont


Olinda Hoje no Facebook:

Previsão do Tempo:

Favoritos

Categorias do Blog:

Mapa do Site:

Arquivos do Blog: