mar
12

ARTISTAS MONTAM PLAYLIST COM MÚSICAS EM HOMENAGEM AO ANIVERSÁRIO DE OLINDA E RECIFE

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Olinda     Tags , ,

Estar na cidade, fruir do espaço urbano é um modo de atuação que envolve partilha de afetos e imaginários. A música é uma forma de inventar esses espaços e sentimentos. No dia do aniversário de Olinda e Recife (481 e 479 anos, respectivamente), perguntou-se a artistas: – Qual música faz lembrar essas cidades pernambucanas e por quê? O JC juntou tudo e criou a playlistMúsicas Para Recife e Olinda no Spotify do JC (jc_pe):

Da Lama ao Caos, de Chico Science e Nação Zumbi. Escolhida pelo diretor teatral Pedro Vilela: “Acho o Chico nosso grande poeta contemporâneo. Uma figura que conseguiu ler com profundidades as artérias da nossa cidade. Sei que estamos diante de uma data celebrativa, mas é preciso estarmos sempre atentos às questões que ela nos impõe.”Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça”, ele diz. Celebremos e estejamos atentos às forças que tentam dominá-la. A cidade é das pessoas”. 

Movimento da Cidade, de Luis Boquinha, por Dona Cila do Coco. Escolhida pelo cantor e compositor Juliano Holanda: “A música foi gravada por Ary Lobo mas a versão que tenho o maior carinho e admiração foi a feita por Dona Cila do Coco. Dona Cila é uma das maiores cantoras do Estado e conheceu o compositor quando ainda era jovem. A melodia é muito inventiva e a letra invoca imagens muito belas: ‘o relógio dos Correios ganhando sem trabalhar’ ou ‘e o camelô faz seu mapa, porém quando avista o rapa sai correndo sem parar’. Urbano e atemporal”. 

Festejem, de Eddie. Escolhida por Missionário José, baixista da Mombojó: “Uma das coisas mais bacanas de acompanhar o começo do Movimento Mangue em Recife e Olinda foi ver as pessoas se deslocando de todos os cantos da cidade para todos os outros em torno de uma instigação comum de ouvir música e fazer festa. Festejem, da Eddie, para mim é uma espécie de hino oficial dessa instiga coletiva que é a cara das cidades até hoje”. 

Nosso Ninho de Amor, de Labaredas. Escolhido pelo músico Juvenil Silva: “A primeira vez que ouvi falar foi quando meu pai (que mora na Mustardinha e frequenta os clubes de gafieira há tempos) pediu de presente de aniversário à minha tia o disco de uma banda chamada ‘Labaredas’. Eu devia ter uns 13 anos, mas lembro como se fosse hoje da reação  de espanto dela, e dizendo que nunca tinha ouvido falar da banda. Era a época do primeiro disco deles. Realmente, poucos conheciam. Depois me lembro de quando o presente chegou e de como me senti esquisito em relação à capa, ao nome da banda. Aquele disco logo começou a rolar pesadamente na minha e em todas outras casas e lugares da cidade. 

Sobre a canção que escolhi, eu poderia ter escolhido várias outras deles, ou mesmo de Rossi, do Conde. Na verdade escolhi pelo ritmo, o ‘Brega’, estilo musical que me remete muito à cidade. Ao contrário do frevo, constantemente exaltado, o brega é um estilo altamente marginalizado, na maioria das vezes.

Acho o vocalista da banda, o Mittó, fabuloso, uma espécie de ‘Roy Orbison Recifense’ por conta do timbre vocal. Também destaco o trabalho das guitarras, que me remetem mais às nossas latinidades e aos tecladinhos, mas pro rock anos 50. 

Fonte: JC Online

Envie um comentário

Redes Sociais:

senai-dez

sesi-dez

Paixão de Cristo 2018

pernambucont


Olinda Hoje no Facebook:

Previsão do Tempo:

Favoritos

Categorias do Blog:

Mapa do Site:

Arquivos do Blog: