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VIA METROPOLITANA NORTE PODE MELHORAR TRÂNSITO EM OLINDA

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Olinda     Tags ,

A Via Metropolitana Norte poderá representar, para os municípios de Olinda e Paulista, a importância que a Via Mangue tem para a Zona Sul do Recife. A expectativa é de que, com a implantação do equipamento viário, a velocidade média nas vias arteriais de Olinda e Paulista aumentem em pelo menos 60%, como aconteceu com as avenidas Boa Viagem, Domingos Ferreira e Conselheiro Aguiar, após a liberação das pistas Leste e Oeste. A primeira etapa da obra ficará pronta em 2017. A segunda aguarda liberação de recursos federais e levará 30 meses para ser concluída.

VIAO incremento de 6,1 quilômetros de vias promete desafogar não apenas o fluxo intenso das avenidas Getúlio Vargas e Carlos de Lima Cavalcanti, paralelas à Metropolitana Norte, como também de outros corredores importantes da região, como as avenidas Pedro Álvares Cabral e Fagundes Varela, acessos ao bairro de Jardim Atlântico, e a Avenida Coronel Frederico Lundgren, acesso ao bairro de Rio Doce, em Olinda.

Para o secretário de Trânsito e Transportes da Prefeitura de Olinda, Oswaldo Lima Neto, a importância da Via Metropolitana Norte está justamente na transferência do volume de veículos, na sua maioria vindos de Paulista, Rio Doce e Jardim Atlântico, das vias saturadas de Olinda para o novo sistema viário. Após a implantação do corredor, os motoristas poderão acessar o Recife sem passar por dentro de Olinda.

A frota de Olinda hoje é de 130 mil veículos. Mas, segundo Lima Neto, há um acréscimo diário de 100 mil carros, impactando sobretudo as vias estreitas. “Das 7h às 9h e das 17h às 19h, não hesito dizer que a velocidade média não chega aos 10 km/h. Espera-se que essa velocidade, nas avenidas Getúlio Vargas e na Carlos de Lima Cavalcanti, atinja os 40 km/h nos horários de pico após a conclusão da Via Metropolitana”, estima o secretário.

O fluxo chegará perto da sua velocidade ideal, que é de 50 km/h. “Temos que ponderar a existência de comércio e residências ao longo da Getúlio Vargas e Carlos de Lima, diferente dos corredores expressos, quando é possível atingir a velocidade máxima da via”, pondera Lima Neto. Ele lembra também que como as obras da Via Metropolitana Norte envolvem a requalificação do sistema de macrodrenagem do Canal do Fragoso, há a promessa de dar fim aos constantes alagamentos, que são hoje outro grande entrave à mobilidade de Olinda.

O professor do Departamento de Engenharia da UFPE, Maurício Andrade, diz que a Via Metropolitana Norte, quando totalmente implantada, pode não atingir 100% da sua eficiência, sobretudo em um gargalo que poderá se formar na saída da rodovia PE-15. O motivo é que o projeto da via é uma das etapas do empreendimento II Perimetral Via Norte e IV Perimetral – Binário Cajueiro Seco, ambos parados.

Fonte: DP

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