abr
8

PACIENTES COM CÂNCER AINDA PODEM SE TORNAR PAIS

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Saúde     Tags ,

Hoje, 08 de abril, é o Dia Mundial de Combate ao Câncer, uma das principais causas de morte em todo o mundo e responsável pelo óbito de mais de sete milhões de pessoas por ano. De acordo com o Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer, este número pode passar de 10 milhões em pouco menos de 10 anos.

Nas ultimas décadas, observou-se um intenso avanço na cura de diferentes tipos de câncer, propiciando a sobrevivência a longo cctermo para diversos pacientes, especialmente os mais jovens. De fato, tratamentos quimioterápicos e radioterápicos têm permitido taxas de sobrevivência de aproximadamente 80% entre crianças e adolescentes e estima-se que um em cada 250 adultos será sobrevivente de algum tipo de câncer infantil.

Um dos maiores efeitos negativos dos tratamentos para o câncer é a infertilidade. De acordo com o especialista em Reprodução Humana e diretor do Fertility Medical Group, Edson Borges Jr., ainda que a sobrevivência seja o principal foco do cuidado com o paciente de câncer, a qualidade de vida após o tratamento é cada vez mais discutida e deve ser levada em consideração, o que inclui a possibilidade de se tornarem pais. Pesquisas indicam que 78,8% dos pacientes de câncer se preocupam com a fertilidade.

Recentemente diversas estratégias para a preservação da fertilidade nestes pacientes foram desenvolvidas, sendo que o método mais seguro e eficaz é o congelamento de óvulos ou embriões, anteriormente à terapia gonadotóxica.

Nada menos que 89,5% dos pacientes se sentem seguros com a técnica do congelamento. Porém, o congelamento requer a coleta de óvulos posterior ao estímulo ovariano controlado, um procedimento que pode levar até seis semanas. Além disso, para o estímulo ovariano, altas doses de hormônios podem estimular o crescimento de tumores sensíveis, como cânceres de mama e do endométrio.

Portanto, a estimulação ovariana convencional acaba sendo uma alternativa apropriada apenas para mulheres que não apresentam tumores sensíveis a hormônios e quando o tratamento de câncer não é imediatamente iniciado após o diagnóstico. Para estes casos, outras estratégias incluem regimes de estímulo ovariano modificados, para prevenir o potencial efeito deletério das altas concentrações hormonais.

Mesmo assim, o congelamento de embriões acaba sendo um método disponível apenas para pacientes que tenham parceiro do sexo masculino ou a intenção de utilizar sêmen de doador.

No caso de crianças e pré-adolescentes, o congelamento do tecido ovariano pode ser a única opção para a preservação da fertilidade. Essa alternativa também deve ser utilizada quando não há tempo para o estímulo ovariano, anteriormente ao tratamento do câncer. O tecido ovariano possui diversos gametas, que podem ser preservados e, após o final do tratamento oncológico, a paciente tem possibilidade de restabelecer os ciclos reprodutivos.

Segundo o doutor Borges Jr., a preservação do tecido ovariano humano é ainda um grande desafio da medicina, pela complexidade das células envolvidas. Porém, avanços nessa área têm permitido o desenvolvimento de diversas técnicas de preservação da fertilidade, trazendo a possibilidade de maternidade para essas pacientes.

O importante é que, independentemente da gravidade da situação, as pacientes de câncer devem ser alertadas a respeito da possível perda da fertilidade e, principalmente, das opções para que essa seja mantida. 

Fonte: Dino

Envie um comentário

Redes Sociais:

senai-dez

sesi-dez

Paixão de Cristo 2018

pernambucont


Olinda Hoje no Facebook:

Previsão do Tempo:

Favoritos

Categorias do Blog:

Mapa do Site:

Arquivos do Blog: