abr
19

PRÉ-CANDIDATOS EM OLINDA SÃO USADOS COMO INOCENTES ÚTEIS PARA ELEGER OS JÁ ESCOLHIDOS

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Eleições 2016     Tags ,

Manoel Larré – Jornalista

Nos tempos atuais, em plena era da internet, alta tecnologia, com as notícias do mundo sendo registradas em tempo real, é praticamente impossível acreditar que pessoas – no caso, os agora pré-candidatos a vereador – se submetam a servir de cauda das legendas, para eleger os já escolhidos. Esses candidatos serão usados como “inocentes úteis” e mercadorias de troca, nessas manobras 16eleitorais, muitas delas espúrias e mentirosas, escondendo o lado obscuro das coligações e acordos.

Por ignorância, desconhecimento do processo eleitoral ou mesmo por má-fé (já que muitos se lançam para depois barganhar alguma coisa, em troca, como, cargos na Prefeitura e Câmara Municipal), a maioria dos recém-filiados (candidatos a vereador em Olinda) entram nessa disputa desigual e sem chances de se eleger. Muitos mandatários, “donos” dos diretórios municipais dos partidos, trabalham para formar boas chapas com os “inocentes úteis” para poder atingir o coeficiente eleitoral.

A meta é fazer coligações – muitas delas prejudiciais aos candidatos, que podem receber votações expressivas e não se elegerem. o objetivo único é eleger os caciques das legendas. Os olindenses já perceberam essa jogada de alguns “donos” de partidos, desde as últimas eleições (2012): elegeram um único candidato, ou seja, o próprio vereador de mandato, e enganam os futuros candidatos com promessas que nunca irão cumprir.

A maioria dos candidatos, inocentemente, irão às ruas à cata de votos, de cara limpa e sem dinheiro. O máximo que terão nessas eleições será o famoso “santinho”, colado com a cara de alguns astutos candidatos majoritários, que entram na disputa apenas para negociar a sigla, alugando-a, colocando-a à venda. E os candidatos a vereador, como “gado manso”, vão caminhar ao abatedouro para receber a pancada do cutelo.

Em Olinda, principalmente depois desses quatro anos em que a cidade está entregue às moscas, com um prefeito relapso e incompetente, o que se vê é o proselitismo de vereadores, fazendo empréstimo de cadeiras e mesas para festinhas e entregando coletes e bolas para os peladeiros de fim de semana, na periferia da cidade. Vamos apelar para que os eleitores olindenses não os reelejam. Chega de altos salários, mordomias, farra de combustível, nepotismo, verbas de representação/gabinetes e penduricalhos.

Entenda a regra atual de coligação

O sistema atual possibilita a união de partidos durante os pleitos para vereadores. Essa união é chamada de coligação. Durante a eleição, o eleitor tem a opção de votar no candidato (voto nominal) ou apenas no partido (voto legenda). Na contagem, quanto mais votos uma coligação obtém (somando os nominais e os de legenda), mais vagas essa coligação terá no Legislativo.

Na coligação os candidatos conhecidos como “puxadores de votos”, hoje tidos como “inocentes úteis”, são essenciais, sendo determinantes na eleição de outros candidatos. Não se deixe enganar por mandatários espertos e calejados em manobras políticas eleitoreiras.  Entenda o processo eleitoral para não ser mais um “inocente útil” nas mãos dos políticos profissionais.

Entenda o cálculo eleitoral para se obter uma vaga

Na Câmara Municipal, o cálculo é o seguinte: o número total de votos válidos (314.254 na última eleição) é divido pelo número de vagas (17). O resultado é chamado de Quociente Eleitoral e representa o número de votos que cada partido/coligação precisa receber para garantir pelo menos uma cadeira na Câmara. Se um partido/coligação receber 38 mil votos, isso quer dizer que ele conseguiria eleger dois de seus candidatos. Estas cadeiras, então, serão preenchidas pelos candidatos mais votados dentro da lista daquele partido ou coligação.

E qual é a diferença de partido e coligação?

Coligação são alianças que os partidos fazem nas eleições, muitas vezes na calada da noite, sem conhecimento dos pré-candidatos, que só irão saber dessas manobras/armadilhas próximo às eleições. E ai, já era. Na prática, para as eleições proporcionais, a coligação funciona como se fosse um partido único (mas somente para aquelas eleições) e o número máximo de candidatos é aumentado e o tempo de televisão e rádio também fica maior.

E o voto branco e o voto nulo?

Os dois são considerados a mesma coisa: não servem para o cálculo eleitoral. A única diferença é a forma que você invalida o seu voto: na primeira você coloca o dedo na maquininha e digita qualquer número que vier à cabeça. Na segunda se vota num número que não está registrado na justiça eleitoral (como 99, que não está associado a nenhum partido, a não ser que você queira fazer propaganda de uma empresa de táxi).

É por isso que muitas pessoas dizem que votar em branco ajuda quem está “na frente”: como o voto não é considerado válido, se muitas pessoas anularem o seu voto o Quociente Eleitoral será menor e isso torna mais fácil de eleger um vereador (eles vão precisar de menos votos para se elegerem, do que se você tivesse votado em outro candidato).

2 Comentários to “PRÉ-CANDIDATOS EM OLINDA SÃO USADOS COMO INOCENTES ÚTEIS PARA ELEGER OS JÁ ESCOLHIDOS”

  • Victor Teixeira 19 de abril de 2016 às 09:45

    Atrelamento a partidos também foi o modo como muitos deputados votaram o impeachment. Isso foi apontado pelo prefeito de vocês em Brasília.
    Registro aqui minha especial audiência. Não sou daí, e sim de Itaporã, Mato Grosso do Sul. Este site é mais um entre tantos que eu visito como parte do meu interesse em conhecer realidades diferentes em mídias locais de tudo quanto é estado ou país.
    Tenho um blog onde comento muitas notícias que assim obtenho: http://victorteixeiraaborda.blogspot.com/

  • Manoel F. Larré 20 de abril de 2016 às 16:15

    PRÉ-CANDIDATOS USADOS COMO INOCENTES ÚTEIS NAS ELEIÇÕ
    ES DE 2016

Envie um comentário

Redes Sociais:

senai-dez

sesi-dez

an3

pernambucont


Olinda Hoje no Facebook:

Previsão do Tempo:

Favoritos

Categorias do Blog:

Mapa do Site:

Arquivos do Blog: