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A ESTRANHA NOSTALGIA DO REGIME MILITAR

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Política     Tags

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O regime militar brasileiro torturou milhares de pessoas durante o período que esteve em vigor, de 1964 a 1985. Na época, ocorreram incontáveis violações aos direitos humanos, que incluíam prisões arbitrárias, violência sexual e ocultação de cadáveres.

Segundo um relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), 434 pessoas foram mortas durante o período, entre jornalistas, professores, estudantes, acadêmicos, advogados e políticos de oposição.

Apesar das bem documentadas atrocidades, mais de 30 anos após o fim do governo militar, alguns brasileiros pedem a intervenção militar e o retorno do regime. Em protestos, jantares em família e viagens de táxi é possível escutar como as coisas eram boas durante o regime militar.

O principal rosto desse movimento é o deputado conservador Jair Bolsonaro (PSC). Há 20 anos ele advoga pelo retorno do regime militar. Agora, sua causa parece ter encontrado apoio.

Mas Bolsonaro não é o único. O deputado Capitão Augusto circula fardado pelo Congresso, defendendo o retorno do regime militar e chamando o golpe de 1964 de “revolução democrática”.

Para Bolsonaro, o cerceamento das liberdades civis é um preço pequeno a pagar para que “professores sejam respeitados” e seja possível “comprar um revólver em uma loja”.

Mas talvez a nostalgia de Bolsonaro e de seus apoiadores não tenha a ver com família ou respeito. O que eles realmente sentem falta é de um tempo em que as elites conservadoras tinham poucos obstáculos e os mais desprivilegiados tinham pouco a fazer a não ser obedecer ordens. O mais provável é que a nostalgia do regime militar seja, na verdade, saudade de manter as pessoas em seu devido lugar.

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