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PÍLULA DO CÂNCER PODERÁ SER VENDIDA POR R$ 6 A CÁPSULA

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Saúde     Tags ,

pilNão se conhece os efeitos colaterais ou a eficácia, e nenhum estudo em humanos foi realizado. Mas a pílula do câncer pode começar a ser comercializada por R$ 6 pela PDT Pharma, laboratório que foi autorizado a produzir a fosfoetalonamina apenas para testes.

O preço foi calculado pela PDT Pharma quando questionada pela Justiça sobre a possibilidade de fornecer a droga mediante ações judiciais. Até agora, 12 liminares obrigam o laboratório a distribuir a cápsula. Outros 275 processos tramitam nos tribunais. As informações são do portal G1.

A substância ganhou fama de milagrosa entre pacientes, por curar diversos tipos de câncer. Tribunais de Justiça de todo o Brasil recebem ordens para obrigar laboratórios a fornecerem a pílula, que ainda não passou por todos os estudos exigidos pela legislação brasileira. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — que regulamenta o setor de medicamentos — e diversas entidades médicas já se posicionaram contra a venda da “fosfo”.

A PDT Pharma se vê em um beco sem saída. De um lado, a Justiça obriga o fornecimento da pílula do câncer. De outro, a Anvisa proíbe a venda enquanto os estudos clínicos não forem concluídos. Não se sabe ainda, por exemplo, a dosagem correta para ingestão da droga.

Para o médico da Aliança Oncologia, Márcio Almeida, a decisão de liberar a fosfoetalonamina abre um precedente perigoso: “Não se sabe nada da efetividade da pílula. Essa aprovação faz com que outros remédios experimentais também possam ser aprovados sem os testes exigidos”, analisa.

Márcio conta que é comum nos consultórios pacientes perguntarem se podem tomar doses da pílula do câncer. “Eu não vou proibir, mas também não vou prescrever uma substância que não tem o aval da Anvisa”, pontua.

Mesmo com os relatos de pacientes que conseguiram regredir os tumores e até mesmo se curar do câncer, Almeida se mantém cético. “Pela complexidade do câncer, com mais de 100 tipos e mecanismos moleculares diferentes, é difícil acreditar que uma substância vai resolver tudo”, opina.

Ele reforça que não é contra a pílula, mas se opõe ao que chamou de “aprovação sem critérios” da droga: “Os médicos trabalham em prol do paciente. Seria ótimo ter controlada uma doença grave como essa. Mas a liberação tem que ser realizada de maneira responsável”, completa o oncologista.

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