maio
13

HOMENS BRANCOS SEM MULHERES E O DESAFIO FISCAL

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Artigos     Tags ,

bc

Mansueto Almeida – Economista do Ipea

Antes de começar a escrever, uma observação: não estou no governo e não fui nomeado para coisa alguma. Dito isso, agradeço ao carinho de todos.

Ontem (12), tive um dia corrido em São Paulo e não consegui acompanhar o discurso de posse do novo Presidente da República. Mas este governo começa com vários desafios: recuperar a economia da profunda recessão dos últimos dois anos, reduzir o déficit primário e começar a agenda de reformas estruturais.

A noticia boa é que a mera troca de governo já tem ocasionado uma onda de otimismo. Hoje, um banco me falou que a demanda por informação de ativos da Petrobras que serão postos a venda já aumentou com a simples troca de governo. As expectativas de crescimento do PIB para 2017 também já começaram a crescer.

No entanto, fiquei surpreso com os jornais reclamarem que no ministério não tem mulheres e que os ministros são homens brancos. Mas no governo está cheio de mulheres e de homens não brancos, magros, gordos, altos e baixos. Qual deveria ser o número de ministros não brancos e de mulheres? Confesso que não sei e nem pensei nisso como um retrocesso.

Acho que, no momento, mais urgente que uma grande discussão sobre o sexo e a cor dos ministros, é saber se os ministros terão a capacidade de desempenhar com sucesso a tarefa de suas pastas em um governo que não pode perder um minuto, pois se inicia com uma agenda enorme de desafios, um período muito curto e com a tarefa hercúlea de corrigir sete anos de erros sucessivos de política econômica.

Desejo ao novo governo os meus mais sinceros votos de sucesso nessa tarefa difícil. Vou contribuir com eles de alguma forma no que for possível. Os nomes já confirmados (não sou eu) no Ministério da Fazenda são espetaculares. Equipe experiente que sabe o que deve ser feito. Não precisarão de apresentação e não será necessário fazer busca no Google. Além disso, muita gente fora do governo querendo colaborar.

A sociedade sabe que dois anos não serão suficientes para o país aprovar uma ampla agenda de reformas. Mas o desafio é começar o processo de reformas estruturais, a correção dos desequilíbrios e, logo, a retomada da confiança dos investidores que levará ao crescimento do investimento e do PIB.

Nada é fácil, mas dá para avançar nessa agenda. Se o novo governo não conseguir consenso para cortes fortes da despesa terá que aumentar carga tributária. Mas o ajuste, como falou o ministro do Planejamento Romero Jucá, começará pelo cortes de despesas antes que se cogite qualquer aumento de impostos.

Uma coisa é certa neste novo governo. As pessoas de baixa renda notarão que, apesar da mudança de governo, os programas sociais continuarão a existir. Assim, o discurso do fim de alguns programas sociais não poderá ser mais usado no debate eleitoral por alguns grupos políticos. As pessoas saberão que é mentira.

Em resumo, além de o novo governo ter a chance de poder começar o ajuste fiscal e as reformas estruturais que o país precisa, temos a chance também de melhorar o debate eleitoral nas próximas eleições. Boa sorte ao novo governo.

Fonte: Opinião&Noticia

Envie um comentário

Redes Sociais:

senai-dez

sesi-dez

an3

pernambucont


Olinda Hoje no Facebook:

Previsão do Tempo:

Favoritos

Categorias do Blog:

Mapa do Site:

Arquivos do Blog: