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SÃO JOÃO É A FESTA POPULAR MAIS ESPERADA PELOS NORDESTINOS

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Eventos     Tags ,

forro

Nem Carnaval, muito menos réveillon. Para muitos brasileiros, principalmente os nordestinos, a festa popular mais esperada do ano é o São João. Neste ano de 2016, a noite de São João acontece nesta sexta-feira (24). A data é sinônimo de muitas fogueiras ardendo nas ruas das cidades do interior nordestino; muito milho verde sendo assado na brasa, apresentações de quadrilhas juninas e muito forró, xote, xaxado e baião cantados ao som de sanfona, zabumba e triângulo.

Em casa, as comidas para o jantar são a base de milho: canjica, pamonha, pé-de-moleque, milho assado e cozido, munguzá. Nas ruas e arraiais, apresentações de quadrilhas juninas e de trios de pé-de-serra, além de milhares de pessoas circulando vestidas com “roupa matuta” – um estilo (hoje um esteriótipo fora de moda) de peças bastante coloridas, com muitas estampas xadrez e quadriculados.

Esse comentário se aplica à festa de São João que acontece principalmente no Nordeste. Sim, porque é nessa região do Brasil onde o santo católico é mais festejado. Para se ter uma ideia, hoje (24), nesta sexta-feira, enquanto os brasileiros das demais regiões do país trabalham e os estudante estão em período de aulas, aqui no Nordeste o dia 24 de junho é feriado: é o Dia de São João, é dia de festa e de muito forró.

Pelo Mundo – Mas o São João não é uma festa exclusiva nossa. O santo também é festejado em outras partes do mundo. Temos, por exemplo, a Noc Świętojańska, que significa “Noite de São João” em polonês.

Na Polônia, a Noc Świętojańska faz parte do calendário oficial das cidades mais importantes daquele país do Leste Europeu, como Varsóvia e Cracóvia. Uma das tradições da festa é justamente o uso de fantasias — não de caipira, mas de pirata.

Na Ucrânia também se comemora o São João. Lá chama-se de Festa de Ivana Kupala (João Batista), onde, assim como aqui no Nordeste brasileiro, também é comum a brincadeira de pular a fogueira.

Mais parece uma mistura de Carnaval com réveillon, o São João festejado na cidade do Porto, em Portugal. Por lá, entre as tradições estão a utilização dos martelos de plástico, os famosos martelinhos de São João do Porto (que há algumas décadas chegaram a ser proibidos porque as autoridades entenderam que o brinquedo atentava contra a tradição) e a queima de fogos de artifício à meia-noite.

Nos países do norte da Europa a noite de São João coincide com o solstício de verão, o dia mais longo do ano e marco da chegada do clima mais quente naquela região. Curiosamente uma das festas de São João daquela região mais parecidas com as do Brasil é o Juhannus, o São João finlandês, entre cujos maiores símbolos estão dois itens de festas juninas que nos são bem familiares: a kokko (fogueira) e o makkara (salsichão).

Em Penedo, no sul do Estado do Rio de Janeiro, única colônia finlandesa do Brasil, são comuns as celebrações do Juhannus, ainda que mais à moda brasileira mesmo, mas sempre, obrigatoriamente, com uma bandeira da Finlândia hasteada entre bandeirinhas coloridas e ao som de forró, xotes e xaxados.

Numa reportagem recente sobre o Juhannus, a revista de viagens Lonely Planet parece ter achado a expressão mais certeira para descrever a noite de São João na Finlândia: é a noite em que o país “descongela”. Na Finlândia, aliás, tem até uma versão nórdica, por assim dizer, do nosso casamento na roça, brincadeira que não pode faltar no São João nordestino que se preze.

No folclore finlandês, à meia-noite do Juhannus marca o momento em que as finlandesas solteiras tentam descobrir, identificar quem serão os seus futuros e respectivos maridos (aqui, essa fama e tradição de casamenteiro é de Santo Antônio). Uma crença muito comum é a de que se uma garota ficar nua em um lago precisamente à meia-noite ela vai ser capaz de ver o rosto daquele que virá a ser o seu futuro marido.

Isso no país com o maior número de lagos em todo o mundo. Mas se aqui o casamento na roça não passa de uma encenação, lá, na Finlândia, o São João parece de fato inspirar o romantismo: a época do Juhannus é a mais popular para se casar.

E quem achava mesmo que o São João com fogueira era só nosso — e achou estranha a ideia de poloneses pulando fogueira no fim de junho – não gostará nada da tese defendida por alguns estudiosos de que o “dois prá lá, dois pra cá” do arrasta-pé do forró, afinal, veio da polca…

Fonte: Opinião&Notícia

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