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ENTREVISTA COLETIVA, TRAPALHADAS E MAIS DÚVIDAS

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Denuncias     Tags , ,

Horas depois da movimentação do Sinpol-PE e Asppape (ver matéria), o secretário-executivo da Secretaria de Defesa coletivaSocial (SDS), Alexandre Lucena, reagiu. Convocou uma coletiva (foto1) para dirimir as polêmicas levantadas pelas duas entidades acerca da “falta” de perícia no quarto do motel Ti-Ti-Ti, em Olinda, onde foi encontrado, na última quarta-feira (22), o corpo do empresário Paulo César Morato.

Na sede da SDS estavam os principais atores do dia do crime, como a perita criminal, Vanja Coelho; a delegada Gleide Ângelo e o perito Lauro Macena, além do delegado da Polícia Federal (PF), Marcelo Diniz Cordeiro; a gestora da Polícia Científica, Sandra Santos; e o chefe da Polícia Civil, Antônio Barros.

Mas o que era para explicar terminou por alimentar mais dúvidas. Fazendo mea-culpa, o secretário reconheceu um “erro de comunicação” da equipe policial e voltou a defender que todas as perícias in loco foram feitas e, inclusive, o local – o quarto do motel Ti- Ti-Ti – foi imediatamente liberado.

Alexandre Lucena explicou que o perito Lauro Macena se equivocou “sem má fé” ao não comunicar às autoridades a necessidade de novas perícias – na noite da última quarta-feira (22) – e que, no dia seguinte, novos peritos foram sem necessidade ao local. 

“O que houve foi uma cena do fato tumultuada em que o papiloscopista entendeu por si só que poderiam ser feitas mais perícias e ele, sem comunicar à doutora Gleide e à doutora Vanja, deixou o documento para os peritos do plantão. Em razão disso, os peritos pegaram o documento e entenderam que deveriam ir até o local para fazer as perícias complementares. É ela (a delegada) que determina o que é necessário ou não”, disse Lucena, que tentou, diversas vezes, conduzir às falas dos envolvidos no cenário do crime.

“Mea-culpa– Muito abalado e desconfortável em responder às perguntas dos jornalistas, Lauro Macena (foto2) peritotambém fez uma mea-culpa afirmando que tinha feito a solicitação para continuar a perícia de forma verbal para a delegada Gleide Ângelo, o que não bate com documentos apresentados pela Asppape, que reforçam a necessidade pela continuidade revelada pelo perito.

Gleide Ângelo, por sua vez, admitiu que o pedido de continuidade da perícia num ofício tinha sido feito já no final do plantão, no dia 23, e quando a perícia já tinha concluído os trabalhos.

Ela também reforçou que, quando os policiais chegaram ao local, o corpo de Morato já estava embalado pelo IML. “Muita gente passou lá, houve violação do local. Não por má vontade, mas porque acharam que era uma morte natural”, afirmou. Na coletiva, Vanja reforçou que fez todos os exames e liberou o corpo.

O delegado da PF, Marcelo Diniz, disse que as investigações vêm sendo compartilhadas e comunicou que não entrou nas perícias por depender de ordem judicial. Porém, reforçou que continuará acompanhando o desdobramento das investigações.

O caso continuará com a delegada Gleide Ângelo, que aguarda o resultado de exames papiloscópico, tanatoscópico, toxicológico e histopatológico. Copos e garrafas encontrados na cena do crime ainda serão analisados. O corpo de Morato só deverá ser liberado na quarta (29) ou na quinta-feira (30).

Fonte/Fotos: Folhape

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