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LAVAGEM DE DINHEIRO E MORTES MISTERIOSAS

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Denuncias     Tags , ,

O envolvimento de empresas ligadas ao ramo de pneus na lavagem de dinheiro, fraudes e outras falcatruas é coisa antiga. A denúncia do Ministério público Federal (MPF) teve origem numa auditoria da Receita Federal, feita entre os anos de 2002 e 2005. Quando fiscalizaos auditores apontaram fraude tributária na Alpha, Apolo e Matteo tinham outro sócio, Rodrigo Arce. Aos 43 anos na época, ele também era alvo da investigação e geria duas firmas offshore em Miami (EUA). Em 2005, Arce despencou do oitavo andar do edifício onde morava, em Boa Viagem, num fato que ficou conhecido como um suposto suicídio nunca elucidado. Antes de morrer, Arce também havia sido denunciado e tornou-se réu no mesmo processo de Apolo e Matteo.

Diferentemente de Apolo Vieira, que foi preso, Matteo Bologna foi apenas investigado e levado a depor coercitivamente na operação Turbulência – que ficou marcada por outra morte polêmica, a de Paulo César de Barros Morato. O corpo de Morato foi encontrado um dia após a operação ter sido deflagrada em Pernambuco. Ele entrou na investigação da PF por movimentar grandes quantias de dinheiro e é apontado como testa de ferro de todo esse esquema que já movimentou mais R$ 600 milhões.

Morato tinha uma atuação fundamental para que o esquema desse certo. Em seu nome estavam a Câmara & Vasconcelos, empresa que recebeu mais de R$ 18 milhões da Construtora OAS, e a Lagoa Indústria e Comércio – também de fachada, que em três anos movimentou R$ 792 mil. Havia ainda a Morato Locação e Terraplanagem EIRELI-ME. Em algumas, ele era sócio oculto.

Em 2007, a Câmara & Vasconcelos Locação sucedeu a Vasconcelos & Câmara, fundada em 1990. Nesta empresa, Morato era sócio oculto. A outra empresa de Morato, a Lagoa Indústria e Comércio, foi aberta em 2005 tendo Morato como único sócio. Entre 2010 e 2013 transacionou R$ 792 mil.

O procurador da República em Pernambuco, Cláudio Henrique Dias, um dos investigadores da Operação Turbulência, disse recentemente à Folha de Pernambuco que Paulo César Morato possuía um “papel muito importante na organização criminosa”. “Na investigação, o que temos, até agora, é que Morato arregimentava pessoas para constituir empresas e muitas delas eram de fachada, constavam como laranjas”, explicou.

Outra com atuação no ramo é a AM de Pontes Pneus, citada pelo COAF por movimentações acima de R$ 8 milhões. Antônio Martins de Pontes, morador de uma residência simples no bairro da Várzea, periferia do Recife, era o seu titular. Além de executar as transações milionárias, ele manteve, segundo a PF, vínculos empregatícios com outras empresas envolvidas na operação, entre os anos de 2005 e 2015.

Todas as empresas atuavam no segmento de pneus, como a TS Comercio, Importação e Exportação Ltda., Tonimar de Araújo Ribeiro ME e da Bandeirantes Pneus, de Apolo Vieira.

Leia: Mercado de pneus no centro da lavagem de dinheiro

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