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OLINDA DEVERÁ TER NO MÁXIMO QUATRO CANDIDATOS À PREFEITURA

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Eleições 2016     Tags ,

Sebastião da Paz

Essa história de que Olinda tem 12 nomes para disputar a Prefeitura da cidade é só balela. Quem conhece e sabe como funciona a política, está acostumado com essas armações. Lança-se os nomes, para depois negociar… Negociar participação em outra chapa majoritária, secretárias no futuro governo, cargos, vantagens… ou até mesmo funcionar como uma “candidatura laranja” para travar ou desacelerar um determinado postulante. É assim que funciona.

Fala-se na cidade nas pré-candidaturas de Antônio Campos (PSB), Izabel Urquisa (PSDB), Luciana Santos (PCdoB), Teresa Leitão (PT), deputados estaduais Lupércio Carlos (Solidariedade) e Ricardo Costa (PMDB); Jorge Federal (PR), Gustavo Rosas (PV), Múcio Aguiar (PPL) e João Luiz (PPS). Mas esse balaio de candidaturas chegará ao final de julho com menos da metade, porque muitos só entraram nessa história para garantir negociações e a sua fatia num possível futuro governo.

Jesualdo Campos

Jesualdo Campos

Mas há ainda outros dois nomes citados para a disputa: corre por fora e sem alarde, o advogado sindical Jesualdo Campos, do PSOL (foto1). Já o coronel José Lopes, do PRTB, tratou logo de negar o interesse pela disputa, quando o seu nome foi lançado, ainda em dezembro do ano passado, pelo presidente regional da legenda, Marco Aurélio de Medeiros.

Quadro – Não sou nenhum especialista no assunto, portanto passível de erro. O que coloco aqui é resultado de comentários que circulam na cidade e das minhas próprias observações. Então, para tentarmos montar um quadro lógico da disputa, lanço aqui a primeira pergunta:

  • – Quem acredita mesmo nas candidaturas de Jorge Federal (PR), Gustavo Rosas (PV), João Luiz (PPS) e Múcio Aguiar (PPL)?

Nem eles mesmos acreditam. Nem querem ser candidatos e não são. Múcio Aguiar, por exemplo, passou o final de semana posando com o pré-candidato do PSB na Fenearte e, na segunda-feira (11), estava com o circo armado para anunciar a sua desistência e apoio ao socialista.

Nos próximos dias, o mesmo deverá acontecer com Jorge Federal, João Luiz e Gustavo Rosas. E não se surpreendam se eles também anunciarem o apoio à candidatura do PSB… com o discurso surrado de que a decisão é por uma Olinda melhor – ou outros jargões já batidos.

Então aí já teremos menos cinco na disputa: o coronel José Lopes, que logo em dezembro de 2015 negou a pretensão, e os quatro figurantes, do PPL, PR, PPS e PV.

Ricardo Costa

Ricardo Costa

PMDB – Pouca gente acredita na candidatura do deputado Ricardo Costa (foto2). Na eleição passada (2012), ele deu uma rasteira nos candidatos a vereador do PTC e de outros partidos da oposição olindense que tinham nele um nome forte para a disputa. Negociou escondido com o PCdoB e no último minuto, na hora da convenção, anunciou a renúncia à candidatura e o apoio a Renildo Calheiros.

A cena pode se repetir em 2016… mas em favor – não mais de Renildo e companhia – mas de outro candidato. E a justificativa pode ser semelhante à de 2012: sair do páreo em favor da unidade ou da melhor candidatura.

2Novo quadro – Então agora temos a metade do número de candidatos: seis. Quem acredita que o PCdoB e o PT terão candidaturas próprias? Os dois partidos são aliados nacionalmente e estão juntos em Olinda há 16 anos. Em todo período pré-eleitoral é essa mesma ladainha e, no final, estão os dois juntos, com o PT ocupando a vice do PCdoB. E isso deve acontecer de novo: os dois partidos estarão unidos.

Agora temos as candidaturas do PCdoB/PT (ou PT/PCdoB), do PSB e do PSDB garantidas – porque ninguém acredita, a essa altura do campeonato, que Izabel Urquisa desista da disputa. O PSOL também deverá manter a candidatura do advogado Jesualdo Campos.

Lupércio Carlos

Lupércio Carlos

A dúvida é o Partido Solidariedade. Será que o deputado estadual Lupércio Carlos (foto4) entrará mesmo na disputa? Ou é apenas peça do xadrez político de alguém? Se disputar, ele tem papel fundamental e que interessa ao jogo do PSB: tirar mais votos da chapa PCdoB/PT e garantir a realização do segundo turno na cidade.

Não é nada certo, mas pode ser isso. O meu raciocínio pode estar certo, mas também posso estar completamente errado e terei que admitir que ainda tenho muito o que aprender.

Se eu estiver mesmo errado, desculpem-me desde agora.

 

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