jul
22

O SILÊNCIO DA POLÍCIA NO CASO MORATO

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Brasil, Olinda, Pernambuco, Política, Recife     Tags

No dia 22 de junho deste ano, funcionários do motel Tititi resolveram abrir a porta do quarto número 2 do estabelecimento, motel-tititi-paulo-cesar-morato-morto-flavio-japasituado em Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR). Eles acharam estranho o hóspede não haver renovado a diária do local. Ao ingressarem no cômodo utilizando uma chave mestra, encontraram – sem sinal de violência, sangue ou arma no quarto – o corpo do empresário Paulo César de Barros Morato, considerado foragido da Justiça pela operação Turbulência, deflagrada pela Polícia Federal no dia anterior.

Completado um mês da morte do empresário nesta sexta-feira (22), o inquérito policial ainda não foi finalizado. A Secretaria de Defesa Social (SDS), através da Polícia Civil (PCPE), informou que só vai falar sobre o “Caso Morato” “quando tudo estiver concluído”. A PCPE informou, ainda, que não há prazo para a conclusão das investigações. Por sua vez, a 8ª promotora de Justiça Criminal de Olinda, Rosângela Padela, também informou ao portal FolhaPE que aguarda o recebimento do inquérito.

A causa da morte de Morato foi por envenenamento por chumbinho, ou seja, “intoxicação exógena por organofosforado”. A informação foi confirmada pela SDS no dia 1° de julho. O exame histopatológico, que verifica se houve morte natural, deu negativo. A secretaria, contudo, não confirma se ele foi envenenado ou se cometeu suicídio.

Paulo César é considerado “testa de ferro” de organização criminosa suspeita de lavar dinheiro para financiar campanhas do ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em agsto 2014.

O silêncio pode ser visto como estratégia da SDS devido à polêmica perícia complementar, requisitada pela delegada responsável pelas investigações, Gleide Ângelo. No dia 23 de junho, peritos papiloscopistas se dirigiram ao motel para realizar o trabalho pericial complementar. Passaram poucos minutos e retornaram sem realizá-lo.

A ordem para retornar teria sido dada pela pasta conforme denunciou o Sindicato dos Policiais Civis em Pernambuco (Sinpol), que protocolou, junto com a Associação dos Peritos de Pernambuco (Asppape), um pedido de informações na SDS sobre a falta de perícia no local. A denúncia foi feita quatro dias depois que a gerente geral de Polícia Científica, Sandra Santos, declararar, em coletiva à imprensa, ainda no dia 23, que a perícia havia sido realizada.

Sem alarde, o corpo de Morato foi enterrado no dia 4 de julho em Barreiros, na Zona da Mata Sul, depois de liberado pelo Instituto de Medicina Legal (IML). 

A mãe, funcionária pública aposentada, não crê em suicídio. Sobre a vida dele, sabe-se que o Jeep Renegade utilizado para entrar no motel estava no nome da enteada, a advogada Gleicy Leandro da Silva. Até 2015, Morato vivia em uma casa modesta na rua José Bezerra Sobrinho, em Tamandaré, Litoral Sul do Estado. Vizinhos alegam que ele levava uma vida simples e o consideravam uma “boa pessoa”. Mesmo assim, as investigações apontam que Morato mantinha R$ 24,5 milhões em sua conta bancária.

Morato era proprietário da empresa Câmara & Vasconcelos, cujo endereço oficial era na avenida Ernesto de Paula Santos, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Funcionários do empresarial, entretanto, informaram que empresa não funcionava lá há mais de um ano e meio. A Câmara & Vasconcelos estava envolvida na compra do avião Cessna Citation PR-AFA, que transportava Eduardo Campos.

A empresa também teria sido contratada pela OAS por R$ 18.858.978,16 para prestar serviços de terraplanagem durante as obras da transposição do Rio São Francisco e teria movimentado a maior quantia de dinheiro dentro do esquema investigado pela Operação Turbulência.

Materiais

Alguns objetos, além de dinheiro, foram recolhidos no quarto do motel Tititi onde estava Morato: cartelas de remédios, três aparelhos celulares (iPhone 5, iPhone 6 e um da marca Blue), vários óculos de grau e sol, três carteiras de couro marrom, três cheques em branco – dois do Banco do Brasil e um do Bradesco -, 53 envelopes vazios para depósito do BB, R$ 3 mil em espécie e R$ 4,95 em moedas, sete pen drives e um boneco do Homem-Aranha.

Fonte: Folha PE

Envie um comentário

Redes Sociais:

senai-dez

sesi-dez

Paixão de Cristo 2018

pernambucont


Olinda Hoje no Facebook:

Previsão do Tempo:

Favoritos

Categorias do Blog:

Mapa do Site:

Arquivos do Blog: