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PLANO DE GESTÃO DE OLINDA AINDA NÃO SAIU DO PAPEL

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Olinda     Tags ,

Olinda 03
 
Quarenta dias após ser lançado, o plano de gestão do Sítio Histórico de Olinda, ainda não sinaliza mudanças nas ruas da cidade. Dividido em 20 metas, o documento promete soluções para as questões de gerenciamento do território, mobilidade, transportes e serviços públicos, a exemplo da segurança oferecida à população e a limpeza nas ladeiras históricas.

A medida foi alvo de premiação pela organização portuguesa de urbanismo Update Cities. O anúncio ocorreu durante o fórum Beyond 2020 que se­gue até esta sexta-feira (29), discutindo o planejamento das cidades inteligentes e como a tecnologia pode mudar a vida das pessoas. Apesar do reconhecimen­to, para moradores e turistas é preciso fazer bem mais.

O documento reúne quase 200 páginas e apresenta cerca de 50 projetos, grande parte fruto de legislações já existentes. De acordo com a gestão, a elaboração durou cerca de dois anos. “Essa premiação é fruto de um trabalho construído em conjunto com as pessoas. Passaremos a discuti-lo ainda mais em cada RPA, sentindo a necessidade de qual­quer ajuste”, afirmou o diretor de Tecnologia de Olinda, Cláudio Nascimento.

Uma das propostas do plano diz respei­to à conservação do casario his­tórico, com a criação de for­ças-tarefas para dar assistência a reformas nos imóveis, evitando a descaracterização do patrimônio tombado.

Na prática, não é o que acontece. O produtor Raiony Costa, 27, reside na Rua 13 de Maio e reclama. “Acabamos como prisioneiros do que é nosso. Qualquer intervenção acaba esbarrando em muita burocracia”, opina.

À frente da Sociedade Olindense de Defesa da Cidade Alta (Sodeca), Edmilson Cordeiro também reforça esse cenário. “Todo o sistema é falho. Hoje temos pichações nas paredes e ampliações de casas que surgem de madrugada ou nos fins de semana, para burlar a fiscalização. Não escapam nem as igrejas, em péssimas condições de preservação. Precisamos de regras que saiam do papel”, afirmou.

A circulação de veículos pesados e o uso das ruas para eventos também é um dos pontos altos do documento. Contudo, ainda é possível ver caminhões circulando desregradamente nas vias estreitas, assim como o estacionamento para carga e descarga.

A convivência entre bares e residências também não se mostra harmoniosa. “Não respeitam horários, ocupam as calçadas e as portas e ainda utilizam som em alto volume”, denuncia a aposentada Terezinha Loreto, 72, moradora da Ladeira da Sé.

O secretário de Meio Ambiente Urbano e Natural de Olinda, Helvio Polito, reconhece as dificuldades. “Diferente de outras cidades históricas, temos 80% das edificações usadas como residência, o que implica em novos formatos de família e mudanças constantes. São problemas resolvidos a longo prazo”. Segundo ele, as medidas ainda são alvo de estudos. “O plano não é algo que te­nha reflexo do dia para a noite”, esclarece.

Fonte: Folhape

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