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GALO DA MADRUGADA HOMENAGEARÁ JOTA MICHILES E ALCEU VALENÇA NO CARNAVAL 2017

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Carnaval     Tags ,

galo

No sábado, dia 25 de fevereiro de 2017, durante seu 40° desfile de Carnaval, o Clube de Máscaras “O Galo da Madrugada” prestará homenagem a dois grandes representantes da música pernambucana. A agremiação sairá às ruas com o tema “Alceu Valença e Jota Michiles  – Guerreiros do Frevo”. A data servirá também para celebração dos 50 anos de carreira de Michiles e os 70 anos de vida de Alceu. 

O anúncio foi feito no início da tarde de ontem (22), durante coletiva de Imprensa, na sede do Galo, no bairro de São José – Recife. “A escolha dos homenageados se deu pela grande representatividade que os dois artistas têm no frevo e em nosso Carnaval, levando a cultura pernambucana para o cenário nacional e até do exterior”, explicou o presidente do Galo da Madrugada, Rômulo Meneses.

jota-michilesJota Michiles – Consagrado compositor pernambucano, nasceu no Recife. É formado em História e autor de sucessos antológicos que fazem parte do Carnaval do Estado. Está celebrando 50 anos de música, de uma trajetória iniciada no Rio de Janeiro, em plena Jovem Guarda, quando gravou a canção “Não Quero que Chores” com o grupo Golden Boys. 

Ainda na década de 1960, venceu o concurso Uma Canção para o Recife, instituído pela prefeitura da cidade, com a marcha “Recife Manhã de Sol”. Michiles concorreu com consagrados compositores da época: Capiba, Nelson Ferreira e Aldemar Paiva. Atualmente, ele tem mais de 100 letras registradas na União Brasileira de Compositores (UBC).

Mas foi a partir do Carnaval 1986, com o hit “Bom Demais”, eternizado na voz de Alceu Valença, que o nome de Jota Michiles virou sinônimo de frevo. Depois, ainda com Alceu, emplacou “Me Segura Senão Eu Caio” (1987), “Diabo Loiro” (1995), “Roda e Avisa” (1999) – homenagem a Chacrinha, em parceria com Edson Rodrigues, e “Vampira” (2007).  

Alceu Valença – Pernambucano de São Bento do Una, Alceu cresceu em convívio direto com os elementos vivos que ajudaram a consolidar a cultura do Nordeste. Aos sete anos de idade, veio para o Recife, onde conheceu os clubes de frevo, grupos de maracatu e ciranda e conviveu com personalidades como o maestro Nelson Ferreira e os poetas Carlos Penna Filho e Ascenso Ferreira, amigos do seu pai. Criador de um estilo próprio, iniciou a carreira artística no exterior. Já no fim da década de 1970, de volta ao Recife, começou a compor suas primeiras canções.

Os sucessos para o público chegaram na década de 1980. “Voltei Recife”, composição de Luiz Bandeira, é um dos clássicos que foi eternizado na voz do artista. Em 1982, o disco “Cavalo de Pau” representa o ápice deste período, com músicas como “Tropicana”, “Pelas Ruas Que Andei”, “Como Dois Animais”. Em 1983, o LP “Anjo Avesso” conta com um dos seus grandes sucessos “Anunciação”.  Em janeiro de 1985, grava novo disco no qual interpreta o frevo “Chego Já”. Ainda na década de 1980, compôs “Coração Bobo”, inspirado em Jackson do Pandeiro. 

 Na década de 1990, Alceu lançou “Sete Desejos” (1991), que traz clássicos como “Tesoura do Desejo” e “Belle de Jour”. Em 1996, o artista junta-se aos colegas de geração, como Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho para a celebração de O Grande Encontro”. Em 2014, Alceu lançou um disco com repertório carnavalesco, o “Amigo da Arte”.

Fotos: Divulgação

 

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