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ELEIÇÕES 2016 E A REVALORIZAÇÃO DAS REDES SOCIAIS

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Artigos     Tags ,

*Felipe Durand

rsHá aqueles mais bem assessorados e já bastante familiarizados com a uso da internet na promoção de suas ideias, ações e imagens. Em seus blogs e em perfis nas redes sociais, mantêm um trabalho contínuo de exposição ao público, desenvolvido por profissionais de marketing digital, em conjunto com as assessorias de Imprensa. Por outro lado, e por incrível que pareça, no cenário político brasileiro atual ainda há aqueles candidatos que simplesmente dão pouco ou nenhum crédito a esse potencial comunicativo. 

Sem dúvida, a primeira classe de políticos acima citada saiu na frente na campanha às eleições municipais deste ano, sobretudo por conta das novas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impostas aos candidatos ao pleito. Entre as limitações estão a redução do tempo da própria campanha eleitoral como um todo, de 90 para 45 dias, tendo iniciado no último dia 16 de agosto; a redução das inserções dos candidatos no rádio e na TV, além da proibição do financiamento eleitoral por parte de pessoas jurídicas – o que reduz consequentemente a verba disponível para outras ações publicitárias tradicionais.

Mesmo em municípios com parques eleitorais modestos, nas zonas mais afastadas do país – onde o contato corpo a corpo entre candidato-eleitor é a principal ferramenta de prospecção de voto –, lá estão os moradores interagindo sobre a política local nas ruas e calçadas, cada vez mais por meio dos smartphones. Já são 168 milhões de aparelhos em uso no país, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Outro dado interessante é que 103 milhões de brasileiros utilizam as redes sociais frequentemente (cerca de 650 horas/mês), de acordo com a We Are Social.

Ao analisarmos fanpages de políticos no Facebook, por exemplo, percebemos algo profundamente inerente às redes sociais, e que para candidatos da chamada “velha política” parece intimidar: a extrema interação, para o ‘bem’ ou para o ‘mal’, com o público. São críticas das mais vorazes, sugestões e apoios acentuados que fazem das páginas oficiais espaços democráticos de impressões e constatações em torno das candidaturas, muito embora não raro os políticos deixem praticamente tudo nas mãos dos assessores, dando a falsa sensação de proximidade para os seguidores.   

Enquanto muitos estão acostumados à construção de suas imagens de forma distanciada de feedbacks da população, os candidatos mais jovens e/ou com pouca história política parecem valorizar mais a verdadeira interatividade cibernética. Apenas o resultado das urnas e uma eventual pesquisa focada posteriormente poderá dizer o quanto as redes sociais irão contribuir para uma eventual renovação no quadro político nacional.

O fato é que, se no universo dos negócios elas já se mostram a plataforma mais eficaz na relação entre as empresas e seus clientes, e na prospecção de novos consumidores, bem votados parecem ser os candidatos que já sabem utiliza-las de maneira estratégica e, sobretudo, criativa. Afinal, criatividade faz parte desse show. 

  • * Diretor de Jornalismo & Conteúdo da Arcturus Marketing Digital

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