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DO LITORAL AO SERTÃO, PERNAMBUCO CELEBRA 104 ANOS DE LUIZ GONZAGA

AuthorPostado por: Maraba Soares    Category Em: Cultura     Tags , ,

Não existe na face da Terra músico pernambucano mais conhecido do que ele. Mesmo hoje com tanta tecnologia e opções musicais, ao menos uma música sua é conhecida pelos jovens de Pernambuco e de quase todo Nordeste. E ele é reverenciado em todo país. Ele é o Seu Lua. Seu Luiz Gonzaga, o Grande! 

luizgonzagaNesta terça-feira (13), completa-se 104 anos que, na recém emancipada cidade de Exú, distante 537 quilômetros da capital pernambucana, nascia Luiz Gonzaga Nascimento. Filho de Januário José dos Santos, músico, tocador de fole de 8 baixos, e de Dona Ana de Jesus, cabocla nascida e criada no sopé da Serra do Araripe.

Era uma sexta-feira, 13 de dezembro. E na fazenda Caiçara, terras do barão de Exu, o segundo dos nove filhos do casal Januário e Ana, que na pia batismal da igreja matriz recebe o nome de Luiz (por ser o dia de Santa Luzia), Gonzaga (por sugestão do vigário), Nascimento (por ter nascido em dezembro, também mês de nascimento de Jesus Cristo), nascia para ser reconhecido em todo país como um dos maiores divulgadores da cultura nordestina.

Luiz Gonzaga, com apenas 8 (oito) anos de idade substitui um sanfoneiro em festa tradicional na fazenda Caiçara, no Araripe, Exu, a pedido de amigos do pai. Canta e toca a noite inteira e, pela primeira vez, recebe o que hoje se chamaria cachê; o dinheiro – 20$000 (vinte mil réis) – “amolece” o espírito da mãe, que não o queria sanfoneiro. A partir daí, os convites para animar festas – ou sambas, como se dizia na época – tornam-se freqüentes. Antes mesmo de completar 16 anos, “Luiz de Januário”, “Lula” ou Luiz Gonzaga já é nome conhecido no Araripe e em toda a redondeza, como Canoa Brava, Viração, Bodocó e Rancharia.

Depois de uma carreira no serviço militar, onde também obteve experiência musical com outros companheiros de farda que eram músicos, além da experiência adquirida com o velho Januário, seu pai, Luiz Gonzaga inicia enfim sua carreira no final da década de 1930. Em 1947, ele grava em 78 rpm o que se tornaria um clássico da música brasileira: ‘Asa Branca’, sua terceira parceria com Humberto Teixeira, inspirado no repertório de tradição oral nordestina. A partir desse ano, Luiz Gonzaga adota o chapéu de couro semelhante ao usado por Lampião, a quem tinha verdadeira admiração, à sua apresentação artística – embora a Rádio Nacional ainda não o permitisse apresentar-se ‘como cangaceiro’ nos seus programas –, assumindo, ao mesmo tempo em que também plasmava, a identidade nordestina no cenário nacional. Seria então a consolidação de uma grande carreira musical, repleta de várias outras obras gravadas em parceria com outros compositores, tais como ‘Pagode Russo’, ‘Feira de Caruaru’ e ‘Danado de Bom’.

No ano de 1989, no dia 06 de Junho, Luiz Gonzaga sobe pela última vez num palco, com o auxílio de uma cadeira de rodas. A platéia presente no teatro Guararapes no Centro de Convenções no Recife não podia prever que não mais veria o Velho Lua. Ele morreria em 02 de agosto. Seu corpo foi velado na Assembléia Legislativa do Estado e o Governo de Pernambuco decretou luto oficial por três dias.

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