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Movimento Ocupe Cine Olinda publica comunicado sobre situação do cinema

AuthorPostado por: Maraba Soares    Category Em: Cultura     Tags , ,

O Movimento Ocupe Cine Olinda, que no ano passado reabriu as portas do Cine Olinda depois de mais de cinquenta anos fechadas, divulgou comunicado através de sua página nas redes sociais, na manhã desta sexta-feira (17), sobre a situação em que se encontra o cinema e quais os novos rumos da luta para reativar o espaço cultural. Acompanhe abaixo:cine olinda

“PARA O CINE OLINDA FICAR PERMANENTEMENTE DE PORTAS ABERTAS!

O Movimento Ocupe Cine Olinda deu vida cultural, social e política a um espaço que se encontrava fechado há mais de 30 anos! A partir da ocupação, que se iniciou no dia 30 de setembro, promovemos sessões de cinema, debates, melhorias no espaço, em uma dinâmica aberta à sociedade. Enquanto movimento social, mantivemos o diálogo aberto em todos os momentos (antes e durante a ocupação), com as três instituições responsáveis pelo prédio – a Prefeitura de Olinda, o Iphan (Governo Federal) e a Fundarpe (Governo do Estado). O nosso esforço se focava em manter o espaço aberto, acessível à população, pois sabemos que essa é a maneira mais eficaz de preservá-lo. Nossa ação, não impedia procedimentos administrativos e nos colocávamos de forma proativa inclusive no sentido de angariar recursos para reparos temporários na estrutura do cinema, de forma a reforçar a segurança e o conforto. No entanto, mesmo abrindo uma negociação com a mediação do Ministério Público Estadual, a única resposta que obtivemos do poder público foi a interdição. Não houve por parte da Prefeitura de Olinda, do Iphan e da Fundarpe, qualquer comunicado público sobre o encaminhamento das negociações, evidenciando a falta de transparência e responsabilidade social.
No dia 30 de dezembro de 2016, fomos forçados a sair do cinema através de uma ordem de interdição, sem qualquer garantia quanto a retomada das obras de reforma e possibilidade de uso do espaço para atividades agendadas. A argumentação monotemática do poder público era a de que o prédio causava risco à segurança das pessoas. Comprovamos que esse argumento tratava-se de um recurso retórico para tentar dissolver a mobilização, uma vez que o movimento se dispôs a realizar junto com a sociedade os reparos indicados no laudo técnico apresentado pela Defesa Civil. A indisposição dessas três instituições em aceitar a participação social na gestão de um equipamento público demonstra o quanto estamos carentes de democracia real. Soubemos, através de um comunicado compartilhado pelo Ministério Público Estadual, que nos últimos dias de 2016 a guarda do Cine Olinda passou para a Fundarpe. Esta instituição fica, portanto, com a responsabilidade de concluir a reforma, equipar o cinema e geri-lo. Essas ações estruturais são necessárias e urgentes! Mas não há motivo para o cinema ficar fechado enquanto faz-se o trâmite burocrático! A sociedade já viu, e nós mostramos, que o espaço pode e deve ser usado. A comunidade olindense aprovou a ocupação e chegou junto, participando das dezenas atividades que realizamos durante os três meses de ocupação!
Defendemos a democracia e a participação, por isso, nos mobilizamos para abrir o Cine Olinda! Responsabilizamos o poder público pelo descaso! A história não apagará a falta de respeito das sucessivas gestões municipais, estaduais e federais que deixaram o espaço fechado!
Solicitamos, portanto, que a Fundarpe se posicione em relação aos termos da negociação que encaminhamos no final do ano passado. Os termos apresentados possibilitam que o movimento busque autorização perante os devidos órgãos para realizar REPAROS EMERGENCIAIS TEMPORÁRIOS, que não atrapalham o processo de reforma futura do prédio. Também estabelece que o Movimento só retornaria ao espaço para promoção de atividades culturais regulares, uma vez que um novo laudo da Defesa Civil seja emitido e remova a interdição do espaço, após esses reparos emergenciais temporários. Os reparos que envolvem a aplicação de canaletas para a passagem de fiação elétrica temporária e outras ações pontuais serão custeados pelo próprio Ocupe Cine Olinda por meio de financiamento coletivo. Nunca recebemos uma resposta formal e pública sobre essas propostas. A falta de resposta nesta etapa configurará mais um desrespeito à coisa pública.
Essa luta não cessará enquanto não abrirmos novamente as portas do Cine Olinda!Por um Cine Olinda permanentemente de portas abertas!”

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