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Morre Gira, um dos fundadores da Nação Zumbi

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    Category Em: Cultura     Tags

A banda Nação Zumbi anunciou, na tarde desta quarta-feira (14), o falecimento do ex-integrante Gira em publicação no Facebook. Percussionista natural de Peixinhos, em Olinda, nascido Givanildo, Gira esteve presente na gênese do grupo pernambucano liderado por Chico Science, tocando uma das três alfaias ao lado dos músicos Jorge Du Peixe e Gilmar Bolla. Após um surto psicótico, o músico ficou internado durante 30 dias no Hospital Miguel Arraes, onde veio a falecer.

gira

Músico do Lamento Negro, bloco percussivo embrionário da banda de manguebeat, ele esteve presente na formação da Nação até o ano 2000, três anos após a morte de Chico Science, integrando os três primeiros discos da banda: Da lama ao caos (1994), Afrociberdelia (1996) e CSNZ (1998). Na rede social da banda, foi publicada uma foto com a legenda “Descanse em paz Gira”.

Ex-integrante da NZ e também morador de Peixinhos, Gilmar Bola Oito publicou uma mensagem sobre o companheiro de percussão redes socias: “Boa tarde, terráqueos! Acabo de saber que Gira, um dos fundadores da Nação Zumbi, acaba de falecer. Eternas saudades!”. “Gira, tambor mor, marcou uma época com suas performances esmagadoras. Descanse em paz”, postou Lucio Maia, guitarrista do grupo.

Gilmar disse que soube da morte do amigo por telefone. Ele era um dos poucos que ainda tinham contato com Gira. “Eu gostava muito dele. Eu falava ‘Bora tocar, Gira’, e ele parecia sempre desanimado”. Bola Oito também revelou as péssimas condições em que Gira vivia antes de falecer. “Da última vez que vi Gira, ele estava largado no chão e com feridas no corpo. Eu falava sobre fazer música, mas ele só dizia que não tinha dinheiro”, disse. “Gira morava em uma espécie de fiteiro. Eu ficava muito chateado com isso, eu até dizia para as pessoas, mas ninguém me ouvia”, recordou.

O produtor do Abril Pro Rock, Paulo André, trabalhou com a Nação Zumbi nos anos em que Chico ainda estava vivo e relembrou do talento e da dedicação de Gira como músico. “Ele como músico dava tudo no palco. Fica a lembrança de um amigo, uma pessoa que não tinha tanta perspectiva de sair de Peixinhos e conheceu o mundo através da música, se apresentou em Montreal, em Nova York e em diversos festivais não tão conhecidos no Brasil”.

Fonte: Diário de Pernambuco

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