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Centrais sindicais desistem da “greve geral” na próxima sexta-feira

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Brasil     Tags , ,

Enfrentando divergências internas após intervenção do Governo Temer, as centrais sindicais desistiram de convocar uma greve geral para a próxima sexta-feira, dia 30 de junho, como haviam anteriormente anunciado.

Após três horas de reunião, dirigentes de nove centrais divulgaram nota em que apresentam um calendário de mobilizações, mas sem usar a expressão greve geral. Representantes da Força Sindical, UGT, Nova Central e CSB deverão se reunir ao longo desta semana com o presidente Michel Temer (PMDB). CUT e CTB poderão ser convidadas. 

Centrais sindicaisPesou para a decisão a constatação de que os trabalhadores da área de transportes, especialmente os de São Paulo, não parariam no dia 30. Os metroviários resistiram sob o argumento de que foram punidos com perda de quatro dias de salário em decorrência da greve do dia 28 de abril.

Mas não foi só isso. A Força Sindical recuou após forte articulação do governo Temer. Dirigentes de Força, UGT, Nova Central e CSB foram convidados para uma reunião com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. Ficou acertada, também, uma audiência com o presidente. Segundo participantes, o ministro manifestou o temor de que o dia fosse marcado pelo “Fora Temer” e acenou com a possibilidade de manutenção da contribuição sindical e a extinção gradativa do imposto.

A CUT admite a suspensão da contribuição. A Força Sindical reivindica a sua permanência. Diante da possibilidade de negociação, a Força passou a defender que o dia 30 tivesse o caráter de dia nacional de mobilização e paralisação.

O secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o “Juruna”, afirma que o “governo sinalizou com o diálogo” ao admitir a hipótese de veto ou edição de uma MP sobre o tema. E acrescenta: “Não é greve geral. É paralisação nacional, de acordo com a força de cada central”.

O recuo expõe rachas entre as diferentes centrais. Os bancários, filiados à CUT, defendiam adesão à greve. Metroviários, não. As divergências foram expressas na última quinta-feira (22), nas notas divulgadas pela Força Sindical e CUT. Pela manhã, a Força divulgou um comunicado orientando seus filiados a realizarem “atos, manifestações e paralisações em suas bases” na próxima sexta-feira (30). À tarde, a CUT divulgou uma nota cujo título diz reforçar “greve do dia 30 contra as reformas de Temer”.

Fonte: Folhapress. Foto: Agência Brasil

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