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Ex-ministro de Temer, Geddel Vieira Lima é preso pela PF

O ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, Geddel Vieira Lima (PMDB), foi preso nesta segunda-feira (03) pela Polícia Federal. O peemedebista, apontado por Joesley Batista como interlocutor de Temer após a prisão do ex-deputado Eduardo Cunha, foi preso em uma ação deflagrada no âmbito da Operação Cui Bono, que investiga desvios na Caixa Econômica Federal. Este é o segundo ex-ministro de Temer preso em menos de um mês. O outro foi Henrique Eduardo Alves (PMDB), preso em 06 de junho.

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O juiz Vallisney de Souza, de Brasília, determinou a apreensão dos celulares do ex-ministro Geddel Vieira Lima no despacho em que concedeu a prisão preventiva dele. No documento, o magistrado também autorizou a Polícia Federal a “forçar entrada e arrombar portas e cofres, na hipótese de resistência de seu cumprimento”. O juiz também “autoriza empregar força contra coisas existentes e todos os meios legais para o cumprimento do mandado”.

Segundo o Ministério Público Federal, o ex-ministro estaria tentando obstruir investigações que apuram irregularidades na liberação de recursos do banco. A prisão, diz o MPF, baseou-se em depoimentos recentes do doleiro Lúcio Bolonha Funaro à Justiça e nas delações do empresário Joesley Batista, dono da JBS, e de Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico do grupo J&F, holding da JBS.

O objetivo de Geddel, para os procuradores, seria evitar que Cunha e o próprio Lúcio Funaro firmassem acordo de colaboração com o MPF. Para isso, dizem os investigadores, o ex-ministro tem atuado no sentido de “assegurar que ambos recebam vantagens ilícitas, além de ‘monitorar’ o comportamento do doleiro para constrangê-lo a não fechar o acordo”.

Os investigadores basearam-se em mensagens enviadas recentemente, entre maio e junho, por Geddel à esposa de Funaro. O doleiro teria entregado à polícia diversas reproduções de conversas com o ex-ministro, identificado pelo codinome de “carainho”. Nos diálogos, diz o MPF, Geddel sonda a mulher de Funaro sobre a disposição do doleiro em assinar um acordo de colaboração.

Em sua delação, Joesley afirmou que vinha recebendo sinais claros “de que era importante manter financeiramente as famílias” de Cunha e Funaro. Os sinais teriam vindo “inicialmente através de Geddel”, em referência ao ex-ministro chefe da Secretaria de Governo. O Dono da JBS decidiu então procurar Temer diretamente a partir do momento em que Geddel passou a ser investigado por tentar influenciar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a liberar uma obra de seu interesse pessoal em Salvador

Além de Geddel, estão presos preventivamente no âmbito da Operação Sépsis Cui Bono a dupla Cunha e Funaro, o ex-ministro Henrique Eduardo Alves e André Luiz de Souza, ex-conselheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Cunha, Funaro e Alves são réus no processo que apurou o pagamento de propina para a liberação de recursos do Fundo de Investimento do FGTS para a construção do Porto Maravilha, no centro do Rio de Janeiro. 

 

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