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Causas da ventania e das chuvas

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Serviços     Tags , ,

Os ventos mais fortes do Estado estão soprando no Interior. Na sexta-feira (07), a velocidade recorde em 2017, de 57,2 km/h, foi registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Ibimirim, no Sertão. Uma rajada capaz de fazer estragos em fachadas ventos e chuvae derrubar árvores. Um risco. No Recife, o vento mais forte foi de 37 km/h, correspondente ao ar que carrega jornais pelas ruas e faz os guarda-chuvas virarem do avesso. 

Outras cidades no Interior registraram ventos fortes, mais rápidos que os do litoral. Caruaru, com 45,3 km/h, Arcoverde, com 41,7 km/h e Petrolina, no extremo do Estado, com 39,6 km/h. O fenômeno aconteceu um mês antes do que esperam os meteorologistas normalmente.

Segundo o chefe de Previsão de Tempo do Inmet, Ednaldo Araújo, os ventos são resultado de uma movimentação precoce de um anticiclone que gira no Oceano Atlântico Sul. É um sistema de ventos que giram no sentido contrário do ciclone mais conhecido, ou seja, no sentido anti-horário.

“Na borda do anticiclone, os ventos correm mais rápido que no centro. Há poucos dias ele entrou no continente e a borda foi passando pelo Recife, causando os estragos. Agora que penetrou mais no Estado, a Capital está mais próxima do centro do anticiclone”, explicou. O anticiclone deve voltar à posição inicial e, com isso, sua borda deve novamente cruzar o Recife.

A primeira passagem pelo litoral não passou despercebida. Até porque, em grandes cidades, tende a ser potencializado. “Isso acontece porque grandes avenidas com prédios se tornam um caminho livre para os ventos e os terminam canalizando”, explicou o meteorologista da Agência Pernambucana do Clima (Apac) Fabiano Prestrelo. Os estragos não foram poucos. 

Sessenta e quatro árvores caíram entre segunda e quarta-feira, segundo a Empresa de Limpeza e Manutenção Urbana do Recife (Emlurb). No Alto do Refúgio, Zona Norte da Capital, as intempéries chegaram a derrubar muro. No Bairro do Recife, estruturas de ferro caíram de um casarão. Pedaços de ferro desabaram sobre carros estacionados na Rua Dona Maria César.

No seu percurso, o anticiclone acaba levando as nuvens carregadas do oceano em direção ao continente, causando chuvas frequentes, como as que os recifenses acompanham durante os últimos dias. O fenômeno, segundo o chefe de meteorologia da Apac, Patrice Oliveira, é conhecido como Onda de Leste

O frio é consequência da soma entre dois fenômenos: chuva e vento. “Com pouco sol incidindo nessa região, o esfriamento não foi limitado, como no ano passado”, explica Prestrelo. A umidade do ar e os ventos fazem a diferença na sensação térmica, levando as pessoas a perceberem o clima ainda como mais frio que o que marcado pelos termômetros. 

Fonte/Foto: Folhape

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