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MP discute falta d’água em Olinda

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    Category Em: Olinda     Tags ,

Até oito anos atrás, os moradores da rua Paca, no bairro de Ouro Preto, em Olinda, desconheciam as dificuldades que hoje enfrentam por causa da falta d’água. Desde então, tarefas básicas do dia a dia como escovar os dentes, tomar banho, cozinhar ou lavar roupa, já não são feitas com a facilidade de antes e a solução é a água armazenada em baldes. E, para piorar o problema, quando é dia de ter água, a falta de pressão mantém as torneiras das casas vazias.

AGUA
O problema de abastecimento na rua Paca é reflexo de um problema histórico que também ocorre em vários outras ruas dos bairros de Ouro Preto e Rio Doce, ambos em Olinda. O impasse vai ser discutido em mais uma audiência pública do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) no próximo dia 16. O encontro ocorre às 14h, na sede das Promotorias de Justiça de Olinda, na avenida Pan-Nordestina, no município.

A dona de casa Maria de Lourdes Oliveira, 78 anos, é moradora da rua Paca e sabe o que é conviver com o drama. “Antes, essa era a melhor rua para se morar. Água tínhamos todos os dias na torneira. O que mais revolta é pagarmos por uma água que não chega. Mês passado mesmo, chegamos a ficar oito dias sem água para nada. Tivemos que juntar o nosso dinheiro para alugar um carro-pipa”, reclamou ela, que mora há mais de 40 anos no lugar.

A aposentada Geraldina Guimarães, 88, reafirma a versão.”Se antes eu abria o chuveiro e tinha água à vontade, hoje nem sei mais o que é isso. Está complicado. Ligamos para reclamar, mas a Compesa nada faz. Cansa”, queixou-se.

Diante dessa situação, a promotora reforça a importância de a população comparecer à audiência. “Estamos abrindo espaço para que moradores demonstrem sua insatisfação e descrevam os pontos que devem ser melhorados pela Compesa, que, segundo as denúncias, não cumpre o calendário de abastecimento divulgado. 

Além disso, com a presença do público, as respostas oferecidas pela empresa serão mais concretas e com prazo para conclusão”, observa Maísa. O encontro também vai discutir as reclamações referentes à cobrança de tarifa mínima nos bairros do Amparo, Guadalupe, Monte e Carmo, situados no Sítio Histórico de Olinda.

Em contato com a Compesa, o órgão afirmou que irá comparecer à reunião e esclarecerá, de acordo com os problemas relatados no dia, as providências em andamento pelo órgão.

Fonte: Folha PE

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