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PF analisa abrir inquérito para investigar gestor do Cemo que usou diploma falso

A Corregedoria da Polícia Federal (PF) está analisando se vai abrir um inquérito para investigar o caso do gestor do Centro de Educação Musical de Olinda (Cemo) que foi exonerado após a comprovação de que seu diploma era falso. O documento dizia que Flávio Cassimiro dos Santos tinha concluído uma graduação em música na instituição, que desmentiu o fato, afirmando não ter sido emitido qualquer de diploma neste nome.

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A PF informou que ainda está analisando se o caso é de competência da corporação, o que pode levar até uma semana. Flávio ocupava a função de gestor do Cemo desde o início deste ano, após ser indicado pela Prefeitura do município, e foi expulso do quadro de funcionários na última quinta-feira (17). O substituto ainda não foi anunciado.

Em nota sobre a exoneração, a Prefeitura de Olinda informou que o cargo ocupado por Flávio era de livre nomeação, não sendo exigida a comprovação do grau de instrução. A gestão acrescentou que o mesmo procedimento se aplica a outros cargos administrativos do Cemo, que podem ser nomeados ou exonerados de acordo com o entendimento do prefeito por se tratarem de cargos de confiança.

Professor de história da música do Cemo, Fernando Torres, contou que os docentes suspeitaram assim que Flávio assumiu a gestão, já que existe apenas um curso de música em Pernambuco e nenhum outro docente tinha estudado com ele. “Todos os graduados acabam se conhecendo, e nunca ouvimos falar dele” afirmou.

Fernando comentou que observou discrepâncias no diploma apresentado por Flávio. “Analisando as datas, o documento diz que ele entrou na faculdade aos 15 anos de idade e se formou em 1983, mas o diploma só foi emitido em 2002”, disse.

O professor informou que, após a exoneração, Flávio deletou todas as contas pessoais das redes sociais e desapareceu. O corpo docente do Cemo pede eleições diretas entre os profissionais da unidade para a nova ocupação do cargo.

A Prefeitura informou que iniciou análise junto ao Ministério Público de Pernambuco no intuito de estudar a possibilidade de eleições para cargos administrativos serem implementadas no Cemo. A gestão explicou que, por se tratar de uma autarquia e não de uma escola regular da rede, as eleições não estão previstas na legislação e nem no regimento do centro.

Fonte: Folha PE

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