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Audiência de missionário acusado de estupro é adiada em Olinda

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    Category Em: Olinda     Tags , , ,

Foi adiada, na tarde desta terça-feira (26), a audiência de instrução do missionário da igreja batista de Rio Doce acusado de estuprar, em 2015, uma adolescente de 18 anos. O caso corre em segredo de Justiça. Três advogados já estavam listados para defender o acusado e mais cinco foram apresentados nesta terça, fazendo com que a juíza concedesse um prazo de dez dias para habilitação deles. 

fórum

A adolescente contou ter sido violentada dentro de casa, em 2015. O acusado teria dito que o objetivo era que ela “passasse a gostar de homem e deixasse de ficar com meninas”.

A promotora Henriqueta de Belli, da 3ª Vara Criminal de Olinda, conseguiu autorização da juíza para que a vítima seja ouvida em estrutura de depoimento acolhedor, na capital, por uma equipe interprofissional, com juízes, advogados e promotores em salas separadas. “Tudo passa pelo crivo da equipe. Acho essa estrutura bem adequada para o caso dela”, disse.

De Belli disse que a estratégia da defesa é apresentar novos advogados a cada etapa do processo. “Como o caso rola em segredo de justiça, essas novas habilitações de advogados não são tão simples”, afirmou. “O Ministério Público e a juíza do caso, a gente não tem interesse que a vítima passe por constrangimento. Muito menos ela, numa sala de audiência, ficar sendo observada por 8, 10 homens durante seus relatos de uma violência sexual sofrida”, afirma a promotora. 

A promotora também quer demonstrar que o acusado está tentando tumultuar o processo e encaminhou a ata da audiência para o desembargador que havia concedido habeas corpus ao suspeito por ele ter tentado atropelar a vítima.

“Existe um interesse por parte da defesa do acusado de procrastinar o máximo que puder a ouvida da vítima e das testemunhas porque, afinal, ele tá solto por liminar de habeas corpus”, disse Henriqueta de Belli, promotora da 3ª Vara Criminal de Olinda, responsável pela acusação. 

A promotoria espera que, após a ouvida da vítima, se tenha apenas mais um julgamento com as outras testemunhas e a previsão é que até dezembro o processo seja concluído

Protesto
Um grupo de mulheres fez um protesto em frente ao Fórum de Olinda, na expectativa de que a audiência acontecesse. A coordenadora de mobilização, Bárbara Aguiar, salientou que o coletivo de mulheres evangélicas quer colocar publicamente o depoimento de que a igreja não pode mais se omitir tanto. No caso em questão, ela argumenta que o pastor da igreja que a vítima e o acusado participam foi omisso e não prestou auxílio à jovem. “A gente não aceita mais essa situação, o evangelho de Cristo é de dignidade e justiça, e gente tá aqui pra gritar por justiça”, afirmou.

Ainda de acordo com ela, o acusado tinha acesso a vítima por que tinha um papel forte dentro da igreja. Segundo Bárbara, ele era líder da juventude e ministro de louvor. 

O crime teria acontecido no final de 2015, mas relatado pela vítima apenas em março do ano seguinte, por medo de se pronunciar. O homem teria se encaminhado para o apartamento da vítima e abusado da jovem enquanto afirmava que a ação criminosa era para que “ela passasse a gostar de homem e deixasse de ficar com meninas”.

A vítima resolveu vir a público após descobrir que outra garota havia sido abusada pelo mesmo agressor. O acusado respondia em liberdade até julho deste ano, quando ela e familiares receberam ameaças. O fato levou ele à prisão em no dia 17 de julho, mas poucos dias depois ele foi solto por meio de uma liminar. 

Fonte/Imagem: Folha PE

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