set
29

Aumenta consumo de alimentos ultraprocessados no Norte e Nordeste durante a pandemia

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Serviços     Tags , ,

As primeiras análises do Estudo NutriNet Brasil, que envolveram 10 mil participantes, indicam um aumento generalizado na frequência de consumo de frutas, hortaliças e feijão (de 40,2% para 44,6%) durante a pandemia. Por outro lado, a evolução positiva na alimentação foi acompanhada por um aumento no consumo de alimentos ultraprocessados nas regiões Norte e Nordeste e também entre as pessoas de escolaridade mais baixa. Esses resultados sugerem desigualdades sociais na resposta do comportamento alimentar à pandemia.

Na análise do consumo de alimentos não saudáveis, foram considerados 23 subgrupos de alimentos ultraprocessados incluindo refrigerante, suco de fruta em caixa ou lata, iogurte com sabor, salsicha, hambúrguer ou nuggets; presunto, salame ou mortadela; pão de forma, de cachorro-quente ou de hambúrguer; margarina, batata frita congelada, entre outros. No Norte e Nordeste, o número médio de subgrupos consumidos por pessoa aumentou em cerca de 10%: de 2,2% para 2,4% e de 2% para 2,2%, respectivamente. Aumento semelhante também foi constatado entre os brasileiros de todas as regiões com escolaridade inferior a 11 anos de estudo.

“O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, que aponta para uma piora na qualidade da dieta, preocupa”, comenta o coordenador do NutriNet Brasil, professor Carlos Monteiro. Enquanto o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados fortalece os mecanismos de defesa do organismo, o consumo de ultraprocessados favorece doenças crônicas que aumentam a letalidade do covid-19. 

Para essa análise, o Estudo NutriNet Brasil aplicou o mesmo questionário alimentar em dois momentos: entre 26 de janeiro e 15 de fevereiro (antes da pandemia) e entre 10 e 19 de maio (durante a pandemia). Foi questionado o consumo de uma série de alimentos no dia anterior ao preenchimento do formulário. Na amostra composta pelos 10 mil primeiros participantes do estudo, constavam respostas de 290 pessoas do Norte e 1.122 do Nordeste, na sua maioria jovens adultos, de 18 a 39 anos (59,8%), mulheres (69,7%) e com nível de escolaridade superior a 11 anos de estudo (85,4%).

A motivação desta análise foi conhecer o impacto da pandemia do covid-19 sobre o comportamento alimentar da população. O recorte faz parte do Estudo NutriNet Brasil, lançado em janeiro de 2020, que tem como objetivo investigar a relação entre padrões de alimentação e o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis no Brasil. A pesquisa tem duração de 10 anos e irá acompanhar 200 mil pessoas.

Envie um comentário

Carnaval 2020

Está chegando o Sábado de Carnaval22 de fevereiro de 2020
O grande dia está aqui.

Olinda Hoje no Facebook:

Previsão do Tempo:

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

Junte-se a 613 outros assinantes

Categorias do Blog:

Mapa do Site:

Arquivos do Blog:

Olinda Hoje

%d blogueiros gostam disto: