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nov
16

O verdadeiro desafio do juiz Sérgio Moro no Ministério da Justiça

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , , ,

Uranio Bonoldi – Consultor

No dia 01 de novembro, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato na Primeira Instância, aceitou ser Ministro da Justiça a convite do presidente eleito Jair Bolsonaro.

A escolha do magistrado para o cargo reforçou o discurso de Bolsonaro durante a sua campanha, fortemente marcada pelo combate à corrupção. Já Sérgio Moro declarou que ao assumir o cargo vai conseguir consolidar os avanços contra o crime e a corrupção presentes nos últimos anos, ou seja, a Operação Lava Jato.

Um caso curioso desta história é que Moro sempre se apresentou, ao longo da sua carreira, como um profissional orgulhoso do seu distanciamento político. Em 2006, o juiz chegou a dizer em uma entrevista que não tinha a menor intenção de entrar para política. Mas o que será que levou o magistrado a aceitar o convite para o cargo?

Ao que parece, Sérgio Moro voltou atrás da sua afirmação alegando que não “se vê como um político verdadeiro”. Diz que seguirá para fazer um trabalho eminentemente técnico de um juiz a cargo do Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Disse ainda que, como ministro, vai trabalhar com aquilo que conhece, que é a Justiça.

Um ponto aqui a ser ressaltado é que já faz algum tempo que a Lava Jato tem sido alvo de críticas ao passar dos seus limites e objetivos, tomando um ar concretamente político. Mas será que vale essa crítica, uma vez que foram condenados políticos de quase todos os partidos, além de inúmeros empresários? Independente dos fatos expostos, como já dito anteriormente, a nomeação do magistrado como Ministro da Justiça, atende muito bem ao objetivo e discurso proferido pelo futuro presidente durante a campanha nas eleições presidenciais.

Por melhor que possa ter sido o seu desempenho à frente da Operação Lava Jato, Sérgio Moro terá um grande desafio pela frente: atender a vontade da população, em ter uma política harmoniosa e livre de esquemas de corrupção e, ao mesmo tempo, criar meios eficientes de combate ao crime organizado.

Para tanto, o futuro super ministro pretende criar forças-tarefa, levando “nomes” da Operação Lava Jato para integrar a sua equipe. Tudo indica que ele sabe exatamente o que deve fazer, e como, para que o brasileiro volte a ter um ambiente sadio para o trabalho e venha a experimentar um crescimento econômico sustentável, com justiça e segurança pública.

Expresso aqui, boa sorte ao futuro Ministro da Justiça e da Segurança Pública do Brasil!

nov
4

Fim de um ciclo

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Celso Tracco – Economista

A eleição presidencial de 2018 foi histórica em muitos aspectos e talvez o seu resultado possa mudar o rumo da, ainda jovem, democracia brasileira.

O primeiro aspecto que devemos observar é que o Partido dos Trabalhadores (PT) participou de todas as eleições diretas para presidente desde 1989. Sempre foi uma participação de protagonista, ficando em 2º lugar em 1989, 1994, 1998 e 2018 e vencendo em 2002, 2006, 2010 e 2014.

Isto não é de se desprezar, afinal o partido foi fundado em 1980 e sua estrutura surgiu de uma inusitada união entre intelectuais acadêmicos de esquerda e uma forte base sindical. Operacionalmente, para alcançar uma rápida capilaridade, usou, entre outras estratégias, a rede das Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica (CEB’s). Com isso, tomou conta das periferias, sempre muito carentes, das grandes cidades.

Na década de (19)80 o país já dava muitos sinais de cansaço e esgotamento do regime militar, instaurado em 1964. Além disso, na economia, a década de (19)80 ficou conhecida como a década perdida, com baixíssimo crescimento. Há de se reconhecer, politicamente falando, que ninguém soube aproveitar melhor essas condições do que o PT. Sendo oposição e perdendo, nas eleições de 1989, 1994 e 1998, chegou ao poder em 2003, permanecendo até o final de 2015, quando se iniciou o processo de impeachment da então presidente, Dilma Rousseff. Em 2018, o PT chegou mais uma vez ao segundo turno, mesmo em condições muito adversas, pois o seu principal dirigente político está preso desde abril.

O segundo aspecto é que tivemos o improvável surgimento da candidatura de um ex-capitão do Exército que se tornou deputado federal em 1990 e sempre foi, na sua vida pública, um opositor ferrenho do PT. Destacou-se mais pelo seu tipo de comunicação, severo e autoritário, do que pelos seus feitos parlamentares.

Na verdade, Jair Bolsonaro nunca usou uma estrutura partidária. Na sua vida parlamentar, já passou por oito partidos, o que prova que o sistema político brasileiro está desgastado, é anacrônico e não representativo. Com seu discurso de extrema-direita, de ordem e progresso e de liberalismo econômico, um parlamentar sem dinheiro, sem apoio partidário, sem tempo de televisão, sem apoio da mídia e baseando sua comunicação com os eleitores via mídias sociais, derrotou os maiores partidos brasileiros de forma inapelável. PSDB e PT, que protagonizaram as eleições por 20 anos, enlameados por muitos escândalos de corrupção e desgoverno, foram democraticamente rejeitados nas urnas.

A alternância de poder é saudável, mas infelizmente o poder corrompe. O PT, em certo sentido, foi vítima do seu próprio veneno. Encastelado no poder, esqueceu-se das suas origens, das periferias. Não promoveu nenhuma das reformas necessárias e o seu populismo de esquerda levou o país à maior recessão da sua história.

Paradoxalmente, o PT promoveu altas taxas de desemprego, um déficit fiscal gigantesco e a paralisia da economia. Parece que não queremos aprender com a história. As mesmas condições que levaram o PT do nada ao centro do poder, o derrubaram pela sua ganância, corrupção e distanciamento das suas origens. A história se repete. Esperemos, para o bem do país, que o fim seja diferente.

out
27

A limpeza necessária

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

O primeiro turno das eleições de 2018 teve vários perdedores: um deles foi a pesquisa eleitoral: os institutos erraram feio. Declaro não ser adepto da teorias da conspiração. Não creio que os resultados das pesquisas sejam manipulados, no entanto, acredito que as técnicas dessas pesquisas estão ultrapassadas e não refletem o real sentimento do eleitor. Elas erram tanto, que uma das explicações é que “o eleitor deixa para decidir no último momento”.

O segundo perdedor foi a grande imprensa, dita especializada em política. Sem dúvida ela não é mais formadora de opinião, pois afirmou que a renovação do Congresso seria mínima. Sequer deu espaço para os partidos “nanicos” ou desconhecidos, cujos candidatos se elegeram em grande número. Promoveu debates que tiveram repercussão perto de zero e, em alguns casos, como já aconteceu no passado, agiu com uma indisfarçável parcialidade. As mídias sociais, ainda que timidamente, estão exercendo um papel cada dia mais relevante na opinião pública. Parece que estamos longe de compreender, profundamente, esse fenômeno, mas manifestamente ele é importante.

O terceiro grande perdedor foi o anacrônico, ineficiente e corrupto sistema político brasileiro. Os grandes partidos e seus caciques fizeram de tudo para que a renovação dos candidatos fosse mínima. Perderam de goleada. A Câmara de Deputados teve a maior renovação desde 1990 – perto de 50% – sendo que 20% dos eleitos ocuparão uma cadeira legislativa pela primeira vez. No Senado a mudança não foi uma onda, mas um tsunami. Das 54 vagas em disputa, 46 serão ocupadas por novos nomes. Uma renovação de 85%, a maior de sua história.

Os vencedores foram aqueles que perceberam que a sociedade brasileira anseia por transformação, dentro do Estado de Direito e do respeito às leis vigentes. A população brasileira está cansada do seu dia-a-dia inseguro com mais de 60 mil assassinatos por ano, outras 50 mil mortes no trânsito, em estradas e cidades abandonadas pelo poder público; de um sistema de saúde precário e desumano.

A população está cansada de saber que mais de 50% dos domicílios não têm tratamento de esgoto; de ser transportada em ônibus e trens lotados; de levar seus filhos para escolas públicas onde os professores estão desmotivados e mal pagos; de conviver com altíssimas taxas de desemprego e de promessas vãs; de ver seu dinheiro ir para privilégios, faraônicas aposentadorias do setor público, gastos infindáveis com mordomias e corrupção, sem retorno para quem quer levar uma vida digna, trabalhar e criar sua família em paz.

Esta população não quer saber de ideologias extremistas, nem de direita, nem de esquerda. Quer um país decente, digno, humano e solidário. Deu um primeiro basta, ainda que tímido, pois sabe que tem muito mais sujeira para ser removida. Que seu protagonismo continue crescendo, a limpeza apenas começou!

out
14

Você sabe com quem está falando?

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags ,

Celso Tracco – Economista 

Uma das características de uma sociedade ainda bem distante da cidadania é o exercício do autoritarismo, transvestido de uma autoridade constituída pela lei.

A sociedade brasileira mantém um grande “ranço” autoritário, prepotente, dominador e escravocrata. Além disso, temos um sistema jurídico que deseja legislar sobre absolutamente tudo, deixando a impressão que somos uma sociedade imbecilizada e incapaz. O artigo 331 do Código Penal, o decreto lei nº 2.848/40 escancara essa situação:

Art. 331 – “Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa”.

Quem já frequentou alguma repartição pública certamente notou esse aviso. Em geral, ele está afixado em destaque e em tamanho indisfarçavelmente grande. O autoritarismo por trás desta lei me parece incontestável. Em primeiro lugar, o “funcionário” público deveria ser chamado de SERVIDOR PÚBLICO, pois ele está lá, “apenas”, para atender os contribuintes que, através dos impostos arrecadados, pagam seus salários. Em grande parte das vezes, o contribuinte precisa recorrer ao serviço público para resolver problemas que a própria burocracia pública criou. O contribuinte deveria ser tratado como cliente e não como um incômodo indesejável.

É evidente que não se deve desacatar ninguém, em nenhuma circunstância. Mas quem determina o que é um desacato? Também é evidente que não devemos generalizar e, certamente, há milhares de bons e eficazes servidores públicos. Mas é notória a grave improbidade administrativa governamental. O eventual descaso no atendimento é uma falta de consideração com o contribuinte e ele tem que aceitar isso por força de lei? Não me parece ser razoável.

Os serviços públicos deveriam ser avaliados pelos contribuintes de acordo com seus préstimos à comunidade. E os melhores servidores deveriam ser promovidos e os constantemente mal avaliados deveriam ser afastados. A meritocracia deveria imperar como em qualquer outra entidade que presta um serviço a quem quer que seja. Jamais o serviço público deveria ter tanta ingerência política, pior ainda partidária, que apenas prejudica a população e é uma fonte de corrupção.

Mesmo com os nossos seculares problemas, a sociedade brasileira precisa se aproximar do século XXI no qual os serviços estão cada vez mais informatizados e a população é tratada de forma mais igualitária, mais solidária, mais humana. Quando os governantes usarem transporte, saúde e escolas públicas, certamente os serviços irão melhorar. Um dia a frase-título cairá em desuso, pois todos saberão com quem estão falando: com um cidadão ou cidadã que tem os mesmos deveres e direitos perante a sociedade e a comunidade. TODOS efetivamente serão iguais perante a lei, justa e igualitária.

set
16

Você se lembra em quem votou na última eleição?

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Celso Luiz Tracco – Economista

Em véspera de eleição surgem notícias do tipo: 8 em 10 eleitores não se lembram em quem votaram para deputado federal, estadual ou distrital; eleitores não fiscalizam seus representantes. E por aí vai, demonstrando que a nossa frágil democracia ainda tem muito por crescer, desenvolver e se consolidar.

Nossa experiência democrática é muito superficial, porque somos uma sociedade:

Secularmenteiletrada – recente pesquisa mostrou que 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro na vida. Se a população em geral não lê, porque iria se interessar por política? Política, direita, esquerda, liberalismo? Ah! Não adianta entender! Nada muda!

Extremamente desigual – a renda média per capita de 1% dos trabalhadores mais bem pagos representa a mesma massa de renda de 40% dos trabalhadores que recebem na faixa mais baixa de salários. É lícito pensar que quem está preocupado com a sobrevivência diária da sua família, não se importa com quem está no poder, tanto faz. Ninguém olha para o pobre, o que interessa é comida na mesa!

Perigosamente desalentada – a abstenção, votos brancos e nulos em 2014 foi perto de 30%, tanto no 1º como no 2º turno das eleições. Em 2018, as pesquisas indicam que os votos brancos, nulos e indecisos somam cerca de 40%, muito acima do número de votos dados ao primeiro colocado. Parece que, após apenas 30 anos de eleições diretas, já estamos cansados de votar. Democracia serve para que mesmo? Não tenho emprego, segurança…

Culturalmente escravocrata – parte da sociedade gosta do estilo feitor, do pensamento único, do isolacionismo social. Somos uma nação de privilégios, de exceções, onde nem todos são iguais perante a lei. Queremos ser servidos e não servir. Hipocritamente admiramos sociedades mais igualitárias mas agimos como as totalitárias. Você sabe com quem está falando? Sou autoridade! A lei? Ora a lei.

Por isso damos mais atenção aos candidatos do Executivo (presidente e governador) aqueles que mandam, decidem autoritariamente, do que àqueles do legislativo (deputados e senadores), os que, teoricamente, deveriam promulgar as leis em benefício da população.

O atual sistema político é anacrônico, perdulário, ineficiente e corrupto no seu cerne. O Congresso Nacional se tornou um balcão de negócios, onde o interesse público nada vale. Isto só terá chance de mudar se a sociedade mudar. Se ela realmente quiser ser protagonista do seu destino, assumindo suas responsabilidades e deixando de querer sempre, um “salvador da pátria”. Caso contrário, continuaremos caminhando como um bêbado claudicante que vai tropeçando nas próprias pernas. Uma hora ele irá cair e não conseguirá se levantar sozinho.

O Brasil precisa mudar enquanto é tempo.

ago
2

Sorria, seu futuro está sendo roubado

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Celso Luiz Tracco – Economista 

Começou a temporada das convenções partidárias para definir as chapas e coligações para as próximas eleições de outubro. Em outras palavras, está aberto o balcão de negócios entre os partidos e os candidatos aos cargos eletivos. Uma verdadeira negociata onde tudo é financiado pelo dinheiro de impostos, menos o que realmente interessa ao dono do dinheiro, o povo. Em troca de alguns segundos de programa eleitoral gratuita, o candidato promete: cargos em estatais, em ministérios, na futura mesa diretora e em comissões do Senado e da Câmara Federal, aumentos de salário para servidores, doações de fundos para a campanha de seus “aliados” etc. A “criatividade para nos roubar é inesgotável”. Debate de ideias para tirar o Brasil da crise, reduzir déficit público e o desemprego, nem pensar. Eles nem sabem onde está o “Brasil real”. Eles só sabem onde está Brasília e seu pote de ouro. Ganhar seu quinhão no botim é o que importa. Os piratas do século XVII seriam meros “trombadinhas” perto dos nossos “representantes” legitimamente eleitos.

Mas, qual é a responsabilidade da população? Total, uma vez que temos a cultura de não discutir política, de achar que nada muda, que política é para quem não presta. Sim, enquanto as pessoas de bem não fizerem política, os aproveitadores e inescrupulosos se locupletarão.

Sei que nossas armas, isoladamente, têm baixo poder de fogo, mas, se nos unirmos em algumas causas comuns, creio que podemos incomodar esses verdadeiros faraós mumificados que se julgam divindades inatacáveis.

1 – Se o horário “gratuito” na TV e no Rádio é tão importante, então não vamos dar audiência. Iniciemos uma campanha via redes sociais propondo não assistir ou ouvir qualquer programa político, obrigatório ou não.

2 – Não votar em nenhum político que já tenha ocupado algum cargo público, de qualquer partido. A renovação deve ser ampla, geral e irrestrita.

3 – Não votar nos grandes partidos já muito conhecidos e mais comprometidos com esse sistema que gera contínuos escândalos. Quanto maior o partido, maior a quantidade de membros envolvidos com a roubalheira. Na divisão do roubo, todos estão irmanados, não importa a cor da bandeira.

Para o Brasil mudar, vai depender de pessoas preocupadas com o bem comum. A população precisa ser protagonista do seu destino, assumindo suas responsabilidades. Uma delas é o voto. Pela ação popular, podemos impedir que os maus políticos se reelejam. As redes sociais têm um grande poder e são de todos. Use-as para divulgar suas boas ideias sobre política. Ajude a formar um novo Brasil.

Ilustração: PalavraFaz

jul
13

Hoje é “Sexta-feira 13”

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags ,

Esta é a segunda e última “Sexta-feira 13” deste ano de 2018. Certamente foi aguardada com expectativa pelos supersticiosos, que atribuem à data um breve período de azar. Essa história é antiga…!

Hesíodo (Século VII a.C) registrou no seu livro “Os trabalhos e os dias” a recomendação de não se plantar no 13º dia. Na numerologia o 13 é tido como um número irregular, sinal de infortúnio. No Tarô, a carta 13 representa a morte. Para muitos, a “Sexta-feira 13” é o dia em que a sorte está de folga e, portanto, merece muita atenção e precaução redobrada.

A crença de que a “Sexta-feira 13” é um dia agourento não é nova; tem fundamento em antigas lendas cultivadas ainda na Idade Média, do outro lado do Oceano Atlântico. Atribuíam a data às bruxas. Na sexta-feira, dia 13, essas personagens estariam soltas e trazendo má sorte aos mortais.

Uma lenda da mitologia nórdica conta que Friga, a Deusa do Amor e da Beleza, foi transformada em bruxa quando as tribos escandinavas se converteram ao Cristianismo. A partir de então, Friga, juntamente com o demônio e outras 11 bruxas, passou a se reunir às sextas-feiras para infernizar a vida da população.

Os antigos cristãos também faziam menção à data, baseados em dois relatos bíblicos: a última Ceia do Senhor Jesus, onde haviam 13 pessoas; e a crucificação de Cristo, ocorrida numa sexta-feira. Há também o registro da prisão, tortura e execução dos membros da Ordem dos Cavaleiros Templários (Cavaleiros de Cristo), numa sexta-feira, 13 de outubro de 1307, na França, acusados de heresia.

Mas, deixando a crendice de lado, quem tem medo deste dia? Afinal, o que tem de mau o dia 13, especialmente se ocorrer numa sexta-feira? Nada existe de verdade. É só superstição e muita especulação.

Segundo a Astrologia, a sexta-feira é o dia regido por Vênus, o planeta do amor, da beleza, do entretenimento e da harmonia. Para os místicos o 13 está associado à evolução de todo ser. Então, não há porque temer a “Sexta-feira 13”! É um dia como outro qualquer; de obrigações, compromissos, afazeres e prazeres. Se os esotéricos dizem que o número 13 sugere a morte, ótimo! Morte significa o fim de um ciclo e o início de um novo período na nossa evolução cíclica.

Sigamos em frente, acreditando que este é apenas mais um dia nas nossas vidas. É preferível não considerar este como um dia de infortúnios. O azar, creia, está ligado à falta de .

Inteligentes como somos, não devemos determinar um dia/data para culpar pelos nossos fracassos. Estes são, na maioria das vezes, resultado da nossa própria falta de atenção, de planejamento, preparo, cuidado e esforço.

Cada um deve procurar os seus pontos mais positivos e usá-los com bom senso, equilíbrio, inteligência e sabedoria, no momento certo, para evitar conflitos, aproveitar as oportunidades que surgem e atrair coisas boas.

Dê folga ao azar. Ainda virão por aí muitas e muitas sextas-feiras 13. Serão dias para apostarmos na sorte!

abr
13

Quem tem medo da Sexta-feira 13?

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

 
*Alexandre Acioli

Esta é a primeira Sexta-feira 13 de 2018. Era aguardada com expectativa, principalmente pelos supersticiosos, que veem nessa combinação (dia-número) um período de 24 horas de azar.

Mas para quem acredita mesmo no azar, ele está em qualquer sexta-feira, em qualquer dia de qualquer mês. A Sexta-feira 13 é só o ápice para os supersticiosos, que neste ano de 2018 terão mais um dia 13 numa sexta-feira: em julho.

A crença de que a Sexta-feira 13 é um dia agourento não é nova. Hesíodo (Século VII a.C) registrou no seu livro “Os trabalhos e os dias” a recomendação de não se plantar no 13º dia. Na numerologia o 13 é tido como um número irregular, sinal de infortúnio. No Tarô, a carta 13 representa a morte. Para muitos, a Sexta-feira 13 é o dia em que a sorte está de folga e, portanto, merece muita atenção e precaução redobrada.

Esse medo tem fundamento em antigas lendas cultivadas na Idade Média, na Europa. Atribuíam a data às bruxas. Na sexta-feira, dia 13, essas personagens estariam soltas e trazendo má sorte aos mortais. Uma lenda da mitologia nórdica conta que a Deusa do Amor e da Beleza (Friga) foi transformada em bruxa quando as tribos escandinavas se converteram ao Cristianismo. A partir de então, Friga, juntamente com o demônio e outras 11 bruxas, passou a se reunir às sextas-feiras para infernizar a vida da população.

Antigos cristãos também faziam menção à data, baseados em dois relatos bíblicos: a última Ceia do Senhor Jesus, onde haviam 13 pessoas, e a crucificação de Cristo, ocorrida numa sexta-feira. Há ainda o registro da prisão, tortura e execução dos membros da Ordem dos Cavaleiros Templários (Cavaleiros de Cristo), numa sexta-feira, 13 de outubro de 1307, na França, acusados de heresia.

Oposto – Mas, segundo a astrologia, a sexta-feira é o dia regido por Vênus, o planeta do amor, da beleza, do entretenimento e da harmonia. Para os místicos o 13 está associado à evolução de todo ser. Então, não há porque temer a Sexta-feira 13! É um dia como outro qualquer; de obrigações, compromissos, afazeres e prazeres. Se alguns místicos dizem que o número 13 sugere a morte, ótimo! Morte significa o fim de um ciclo e o início de um novo período na nossa evolução cíclica.

Sigamos em frente, acreditando que este é apenas mais um dia nas nossas vidas. É preferível não considerar este como um dia de infortúnios. O azar, creia, está ligado à falta de fé.

Inteligentes como somos, não devemos determinar um dia ou uma data para culpar pelos nossos fracassos. Os fracassos são, na maioria das vezes, resultado da nossa própria falta de atenção, de planejamento, preparo, cuidado e esforço.

Cada um deve procurar os seus pontos mais positivos e usá-los com bom senso, equilíbrio, inteligência e sabedoria, no momento certo, para evitar conflitos, aproveitar as oportunidades que surgem e atrair coisas boas.

Dê folga ao azar. Ainda virão por aí muitas e muitas sextas-feiras 13. S e tivermos fé, estes serão dias para apostarmos na sorte!

Uma boa sexta-feira 13 para todos.

*É jornalista e pesquisador de Folkcomunicação

mar
11

A Serra Pelada das moedas digitais

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags ,

Vinicius Carneiro Maximiliano – Advogado

O cenário brasileiro anda agitado com a valorização meteórica da mais famosa das cryptomoedas (bitcoin)! Até a Câmara dos Deputados está perdida e correndo contra o tempo para tentar regulamentar o uso de moedas digitais, devido ao teor das discussões da audiência pública que ocorreu no dia 19 de dezembro de 2017.

Os debates nas redes sociais não são menos acalorados, muitas vezes beirando a revolta, tanto dos que apoiam quanto dos que a odeiam. A polarização quanto a “ser um bom negócio”, “ser uma moeda” ou “ser um ativo”, tem chegado as raias do debate às vezes até desrespeitoso. Os “early adopters” xingam qualquer um que critique a moeda: retrógrado, atrasado ou defensor do status quo dos bancos.

Do outro lado, economistas e analistas (alguns de peso, outros nem tanto!) fundamentam seus temores e alertas. Buscam suas análises em fatos históricos e cíclicos da economia mundial, na maioria as vezes sem sucesso! Não que seus fundamentos sejam inválidos: a multidão de “crentes” nas cryptomoedas simplesmente nega, em trocadilho gramatical, “o outro lado da moeda”, literalmente.

Entre discussões e debates, venho tentando formar uma opinião sobre as cryptomoedas. E sobre elas, de forma geral, já cheguei às minhas conclusões. Eu não acredito em bolhas… mas que elas existem, existem! Tulipomania é a mais famosa delas, mas tantas outras já se mostraram arrasadoras em mercados muito estruturados. Um detalhe: não é porque um investidor de credibilidade e peso adere ao ativo, que isso torna o ativo seguro, capisce?

Mas com relação ao bitcoin, especificamente, ainda tenho buscado entender alguns movimentos de mercado para formar meu convencimento. Portanto, esse momento em que escrevo essas linhas, acredito que o que deixarei aqui é o que tenho até agora. Certamente, com toda essa dinâmica que vemos, isso vai mudar! Em suma: é apenas mais um ativo, no caso digital, para investimentos.

Dinheiro e moeda, certamente, não o é. E isso não tem relação alguma com defesa aos bancos ou a conservadorismo. Isso é lógica pura (a qual tem faltado muitas vezes nos debates sociais) sobre a forma em que o dinheiro (efetivo) circula em função da aquisição e venda da moeda digital. Não é porque os cryptopunkers disseram que isso é uma desmonetização do dinheiro que isso é uma desmonetização.

Aliás, chamá-la cryptomoeda a mim parece muito mais uma bela sacada de marketing, estruturada em um fantástico storytelling da “lenda do seu criador anônimo”, do que efetivamente um meio monetário. Prefiro o termo “ativo digital fantástico” (porque realmente é!), que atende nesse momento minhas conclusões e evidências sobre essa nova onda.

A bitcoin, bem como as demais cryptomoedas, padece de um dos maiores problemas do mundo moderno: falta de liquidez! Dinheiro que é dinheiro, está disponível de imediato, na mão ou virtualmente, para adquirir bens e serviços. E essa é uma das maiores barreiras que as moedas digitais (atualmente!) sofrem. Sim, sim, eu sei que isso é fácil de resolver… mas enquanto não for resolvido, é um limitador.

Some-se a isso os custos de transação. Certamente nem todo mundo (ou quase ninguém!) entende como funciona a famosa “mineração” das moedas. E a grande sacada delas está nesse processo. Certamente, por essa razão chamei este post de “Serra Pelada” das moedas digitais. Vemos um batalhão de pessoas buscando ganhar dinheiro com o “ouro digital” que brota das CPU e GPUs mundo afora, em uma busca insana pela “pepita” (bloco de dados) mais pesada e mais brilhante, e que pague mais!

Não me diga que você não sabia que os mineradores podem escolher quais “blocos” minerar, em função dos melhores pagamentos? Essa é uma das razões pelas quais algumas transações entre carteiras demoram horas… e outras alguns minutos! A coisa não é tão democrática assim…

Atrele a isso tudo que o algoritmo criado pelo lendário desenvolvedor da moeda, vive alardeando que em dois mil e alguma coisa, será minerado o último bitcoin… praticamente uma mina de “ouro” que, com o tempo, se esgotará, e todo o “produto” que foi minerado ficará circulando no mundo em uma quantidade estável, porém com uma cotação totalmente instável. E que venham as especulações!

Assim, vemos pessoas nos mais recônditos cantos do mundo investindo em placas de processamento, hardware, usinas de energia portáteis, hipoteca da casa, empréstimos em bancos (tradicionais!) para viabilizar a tão sonhada mineração! Se pensarmos bem, em nada difere dos mineiros que, buscando o enriquecimento, largaram famílias país afora para ir viver em condições precárias em Serra Pelada, na busca de uma vida melhor. Se alguma vez você ler a história do Tio Patinhas, vai ver que, antes dele ficar quaquilhionário, se endividou em bancos e perdeu diversas “minas de ouro” em razão dos empréstimos para adquirir os materiais de mineração…

As “fazendas de mineração” não tem tanto glamour como pensamos! A imagem que se tem é de uma central hiper resfriada, com controles e luzes piscando e todo aquele charme do Vale do Silício. Faça uma busca simples no Google e verá que esse romantismo é bem longe da realidade dos mineradores da vida real. Famílias estão ficando malucas com seus adolescentes que montam verdadeiras centrais em casa e consomem a energia do bairro todo.

Ainda temos o alarde mundial (que confesso não saber se é verdadeiro) que o consumo de energia está aumentando assustadoramente para as mineradoras, e que isso pode causar um colapso energético, ou coisa do tipo. Vejam, é o mesmo caos de um impacto ambiental de uma mineradora de ouro, não é? Uma perfeita Serra Pelada, com toda sua glória e suas mazelas!

Na prática, o que mudou foi o instrumento e o formato: ao invés de picareta, precisamos de um laptop e placas potentes de processamento; ao invés da terra e mercúrio, utilizamos energia elétrica aos “tubos” e cryptografia decodificada; no final, de uma tonelada de barro (blocos de dados para serem descryptografados), sai 1 biticoizinha… ou quando não, um centésimo de milésimo de uma bitcoin.

E esse é outro detalhe: moeda, em sentido estrito, é uma unidade de medida com referencial definido. Moeda digital fez com que “um inteiro”, fosse dividido aos milhares dos milhares, chegando ao ponto de uma pessoa adquirir ou receber 0,000001 de bitcoin, pode?

Entre essas e outras características, as moedas digitais ainda possuem desafios grandes para serem socializadas e aceitas pelo mercado corrente. Sim, existe um lobby fortíssimo dos bancos e outros meios de pagamento para que isso tudo seja barrado. É sim um dos maiores impactos no sistema financeiro mundial. Porém, tais limitações ainda dificultam que o ativo seja facilmente transacionável por pessoas comuns. Fora as acusações de lavagem de dinheiro e os esquemas de pirâmide usando moedas digitais.

Como tudo nesse mundo capitalista em que vivemos, quem tem dinheiro, tecnologia e conhecimento pode operar facilmente com moedas digitais, pagando com cartão de credito, ou transferências internacionais. Porém, traga isso ao mundo real, do dia a dia, da compra do pão na padaria aos quilos de carne no açougue… é quase que ressuscitar a URV… quem se lembra?

Sou um entusiasta dessas inovações e acredito fortemente que o blockchain, que é a tecnologia que permite essa corrida do ouro, veio para ficar. Mas confesso que essa euforia com a bitcoin é mais um modismo digital. Veja-se os choques anafiláticos que pessoas tem sofrido mundo afora quando a moedinha dá um sustinho e cai uns 90% em meia hora… Imagina!

Costumo dizer que bitcoin é para os fortes… de bolso! Se você tem dinheiro para perder e não vai passar necessidades, invista! Ainda dá para ganhar um bom dinheiro… e para perder um tanto bom também. Contudo, dinheiro e moeda não estão nem perto do que é um bitcoin, uma grande sacada de ativo digital dos tempos modernos. E por fim: quer saber quando uma bolha está chegando ao seu limite ou querendo estourar? Preste atenção aos movimentos de “liquidez” de grandes investidores no ativo… se começarem a vender, tem coisa por ai!

mar
5

Energia eólica não é energia limpa

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags

Heitor Scalambrini Costa – Professor aposentado da UFPE

Usualmente as fontes de energias renováveis solar e eólica são tratadas como fontes limpas. O que realmente significa adjetivar de limpas tais fontes energéticas?

Limpa é o antônimo de suja, e as fontes sujas são bem conhecidas. São as fontes não renováveis como o petróleo e seus derivados, o carvão mineral e o gás natural. Constituem as maiores fontes emissores de gás carbônico, conhecido como gás que provoca o efeito estufa, o aquecimento global, e consequentemente as mudanças climáticas. Além destes combustíveis lançarem para a atmosfera outros resíduos altamente poluentes e danosos a vida no planeta.

A energia eólica não gera gases tóxicos, que causam o efeito estufa durante o processo de conversão/geração de energia. Dai, talvez assim, serem chamadas de limpas. Todavia é um grande equivoco e incorreto no estrito sentido de fonte sustentável. Assim, aqueles que propagam esta meia verdade acabam iludindo, confundindo e distorcendo a verdade dos fatos.

A quem interessa ficar repetindo como um mantra, que a energia elétrica produzida em grandes parques eólicos é energia limpa, sustentável?

A física nos ensina que não existe processo de conversão de uma fonte de energia em outra que não gera poluição, resíduos, afeta pessoas, enfim algum tipo de impacto. O que temos que escolher, diante do maior desafio da humanidade, que é o aquecimento global, as fontes renováveis, e a configuração, o modelo de implantação menos impactante de gerar energia. 

O que deve ser analisado, portanto, ao priorizarmos as fontes renováveis de energia (Sol, água, vento, biomassa) é como a energia é gerada, o modelo de implantação destas tecnologias. Existem duas configurações possíveis de geração de energia, chamado geração descentralizada (distribuída) e geração centralizada.

As grandes usinas, os parques eólicos, constituem uma maneira de geração concentrada. Também conhecida como geração “industrial” de energia, onde grandes “pacotes” de energia são gerados e transmitidos até os locais de consumo através de linhas de transmissão, e posteriormente distribuidas nas residências, no comércio, para as diferentes atividades econômicas.

Outra forma de geração de energia elétrica é a descentralizada, também chamada de distribuída, onde a geração está próxima do seu consumo, sem que haja necessidade de construir grandes linhas de transmissão, percorrendo milhares de quilômetros. Neste caso, o consumo de energia se dá próximo à geração. São menores as quantidades de energia produzidas neste caso.

Portanto, dependendo da escolha feita, a energia eólica pode acarretar mais ou menos efeitos negativos (sociais, econômicos e ambientais). Como por exemplo, supressão de vegetação, problemas causados à fauna (morcegos, pássaros), alterações do nível hidrostático do lençol freático no processo de instalação da estrutura das torres, aterramento e devastação de dunas, impacto sonoro afetando a saúde das pessoas (distúrbios do sono, dor de cabeça, zumbido e pressão nos ouvidos, náuseas, tonturas, taquicardia, irritabilidade, problemas de concentração e memória, episódios de pânico com sensação de pulsação interna ou trêmula, que surgem quando acordado ou dormindo), deslocamentos forçados de populações com destruições de modos de vida de populações tradicionais, expropriação de terras (com contratos draconianos de arrendamento), entre outros efeitos negativos.

Inúmeros estudos acadêmicos mostram os danos sociais, econômicos e ambientais causados, além das sistemáticas denúncias sobre agressões cometidas contra o meio ambiente e pessoas, relatando verdadeiras tragédias (perdas, prejuízos, danos, privações, destruições de vidas e de bens, muitas vezes permanentes e irreversíveis), que estão sendo cometidas com as instalações de parques/usinas eólicos. Em particular, no Nordeste brasileiro, onde mais de 80% dos mais de 500 parques eólicos (6.500 aerogeradores) estão instalados.

Não há dúvidas que grandes instalações, ocupando grandes áreas, atentam mais gravemente contra o meio ambiente e as pessoas, do que pequenas instalações eólicas. Em pouco mais de cinco anos, a potência instalada no país, devido à instalação de parques eólicos, multiplicou por 100, atingindo atualmente a 8ª colocação no ranking mundial de capacidade instalada. Em 2017 o Brasil atingiu 12.640 MW.

Não se pode mais escamotear os problemas que estão sendo denunciados pelos atingidos; relatados nos trabalhos científicos. Faz-se necessário uma ampla revisão da conduta dos órgãos públicos a respeito das inúmeras violações que estão sendo cometidas pelos “negócios do vento”. Lembrando que omitir, retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de investigação é prevaricação. Crime funcional praticado por funcionário público contra a Administração Pública.

Foto: aeajs

fev
28

O valor da verdade na era do fake news

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Paulo Nassar – Professor-titular da ECA/USP e presidente da Aberje

Já dizia o filósofo e escritor italiano Umberto Eco: “O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade.” Segundo ele, os “idiotas da aldeia” tinham o direito à palavra em um bar após uma taça de vinho, mas sem prejudicar a coletividade. Com o advento das redes sociais, no entanto, hoje eles “têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel”.

A teoria de Eco é comprovada por um levantamento realizado pelo Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Acesso à Informação da USP, na semana que antecedeu a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, em abril de 2016. A diligência, que investigou mais de 8 mil reportagens publicadas em jornais, revistas, sites e blogs no período, concluiu que três das cinco notícias mais compartilhadas no Facebook eram falsas. Juntos, os textos tiveram mais de 200 mil compartilhamentos, o que nos leva a crer que mais de 1 milhão de pessoas tenham sido impactadas por notícias falsas em menos de uma semana.

A má notícia (e essa não é falsa) é que a onda de inverdades não se restringiu ao processo de impeachment de Dilma Rousseff — ela está presente em nosso dia a dia e hoje influencia discussões nas mais diferentes áreas, da política ao esporte, passando pela economia e a cobertura ambiental. Vivemos a era do “fake news”, onde blogs com interesses escusos deturparam o princípio básico do jornalismo, que é a imparcialidade, para manipular a opinião pública de acordo com os interesses de determinados grupos.

Nos últimos anos, essa se tornou uma atividade altamente lucrativa — talvez até mais rentável que o jornalismo de verdade. Prova disso é que atualmente existe uma verdadeira indústria que movimenta bilhões de dólares por ano através dos fake facts.

Mas nem só de blogs sujos vive o fake news. Em um momento de debates polarizados, de “nós contra eles”, muitos profissionais da área têm misturado jornalismo com ativismo, levando a desinformação até mesmo aos veículos que gozam de credibilidade junto ao seu público. O que pouca gente se dá conta é que notícias falsas ou coberturas jornalísticas tendenciosas podem afetar não somente a política, como também pessoas e empresas, destruindo a reputação e gerando prejuízos bilionários às corporações.

O jornalismo, não como empresa, mas como instituição, precisa criar um escudo para se proteger dessas práticas obscuras e não ser predada pelo fake news. É cada vez mais necessário zelar pela história, valores e princípios dos veículos tradicionais — e sobretudo pela credibilidade conquistada por eles ao longo de décadas. Muitos desses meios de comunicação contam atualmente com checadores profissionais de informações, uma arma eficiente na busca pela diferenciação. Outros apostam em parcerias com empresas especializadas em checagem de notícias, um negócio novo, mas que se tornou altamente relevante nos dias de hoje.

Até mesmo companhias como o Facebook, o Google e o Twitter — que não produzem conteúdo, apenas os distribuem entre seus usuários — vêm investindo fortemente em ferramentas de checagem, buscando aumentar a credibilidade dos seus serviços.

Mas a busca pela verdade, é preciso dizer, não é uma tarefa exclusiva dos veículos de comunicação. Do lado do leitor, também é preciso cuidado para interpretar as notícias, avaliar a credibilidade de quem as veicula e, principalmente, não colaborar para a difusão de conteúdos falsos, uma tarefa que acaba dificultada pelo cunho ideológico dos principais virais.

A luta contra o fake news precisa ser encarada como uma via de mão dupla. Se por um lado é preciso criar uma relação de confiança com o leitor, esse, por sua vez, precisa valorizar as fontes confiáveis. Em tempos de pós-verdade, somente o bom jornalismo pode fazer a diferença para a sociedade. Essa é a informação que vale.

jan
25

Ingredientes de um julgamento histórico

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Leonardo Pantaleão – Especialista em Direito Penal

Ontem (24), em um dia histórico para a Republica brasileira, em que novamente se avaliou a responsabilidade criminal de um ex-presidente perante um órgão colegiado do Poder Judiciário, relembro-me de uma das célebres frases de Platão, que assim um dia asseverou: “o juiz não é nomeado para fazer favores com a Justiça, mas para julgar segundo as leis.”

A par de qualquer questão ideológico-política, o Poder Judiciário demonstrou, com a mantença da condenação do ex-presidente Lula, que a função de julgar deve ser alheia a pressões externas, até mesmo daquelas de natureza intimidatórias, como antidemocraticamente noticiadas recentemente. Isso, em epítome, é o que se espera de um Poder independente, imparcial e apartidário.

Devo aqui destacar, também, o intenso combate travado entre acusação e defesa, natural em uma ação penal que envolve a representatividade de entendimentos, sentimentos e interesses avessos entre si. Ambos devem ser merecedores de aplausos, posto que com brilhantismo desenvolveram seus misteres.

Engana-se aqueles que imaginam que a batalha, com o desfecho desse dia, repita-se, histórico, alcançou o seu final. Muitos serão, ainda, os capítulos que se avizinham nesse roteiro protagonizado por alguém que, não se nega, despertou sentimentos antagônicos entre os brasileiros.

Nosso sentimento, nesse momento, é único: que prevaleça, ao final, a Justiça, como forma de sedimentar a credibilidade do tão sofrido povo brasileiro, nas suas instituições.

jan
23

Ensaio sobre Lula e a sociedade do espetáculo

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Celso Tracco – Economista e teólogo

Guy Debord, filósofo francês, criou a expressão “sociedade do espetáculo”. Uma crítica tanto ao mundo capitalista como socialista. Não importa a essência dos fatos, mas a aparência da comunicação, isto há 50 anos atrás. Nada mais atual em uma sociedade influenciada pela informação e pela contrainformação. Assim está sendo tratado o caso do julgamento do ex-presidente Lula, no TRF-4. Como a impunidade para políticos, empresários e poderosos, ainda é grande, o julgamento de um ex-presidente é tido como o grande acontecimento – um show. Não deveria ser, se nossa sociedade fosse justa e onde todos fossem iguais perante a lei, como reza a nossa Constituição.

Lula é um fenômeno de comunicação. Sua carreira política foi feita no movimento sindical, usou as estruturas sociais da Igreja Católica para divulgar o PT e empolgou os intelectuais com seu discurso reformista. Alcançou a presidência, entre outros motivos, pela incompetência do PSDB – partido dito de centro-esquerda, mas vivia e vive muito mais na “Casa Grande” do que na “Senzala”. Lula veio da “Senzala”, conhecia as necessidades da população historicamente marginalizada, esquecida de todos, sem voz e sem vez.

Eleito, sabia que não poderia deixar de lado o poder financeiro. Ironicamente, nunca antes na história deste país, os banqueiros ganharam tanto dinheiro como no seu governo, assim como a indústria automobilística, agronegócio, infraestrutura. Brasil potência! Os pobres ficaram com as migalhas sociais, os ricos mais ricos, a classe média se esfolando para pagar impostos pois, pobres não pagam e ricos sonegam, para manter uma máquina pública cada vez mais inchada, ineficiente, anacrônica e corrupta. Lula, como tantos outros, se apaixonou pela “Casa Grande” e suas mordomias.

A casa começou a cair com o “Mensalão”. Lula não foi atingido, apesar de vários dos seus companheiros de primeira hora terem conhecido o cárcere. Com o “Petrolão”, esquema gigantesco de corrupção, o messiânico sindicalista foi alcançado. Agora temos um ato importante. O ex-presidente irá a julgamento em 2ª instância no primeiro de seis outros processos, onde é réu ou indiciado.

Já sabemos que o resultado do julgamento, seja ele qual for, não será acatado por todos. Lula, infelizmente é um exemplo de que nada muda neste país. Tudo o que ele combatia: velhas oligarquias políticas, falta de renovação, a luta por cargos públicos, manipulação da Justiça, agora ele, através de seus apoiadores, pratica. Ele é mais um “senhor de engenho” da política brasileira, agora transvestido de vítima das classes opressoras.

E o povo? Ora o povo que fique com Carnaval e Copa do Mundo. Pão e circo é uma prática válida há mais de 2000 anos.

out
17

Transformação Digital no setor de call center: o início de uma nova era

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call center

Andrés Enrique Rueda Garcia* 

Um dos segmentos da economia em que a tecnologia promove mais mudanças é, certamente, o setor de call center. Fatores como comunicação em diversas plataformas, novos produtos e serviços, integração com chats, redes sociais e o avanço da Inteligência Artificial têm mudado permanentemente a experiência do cliente. Tais disrupturas demonstram a preferência dos consumidores pela automatização do atendimento devido às possibilidades destes usuários exercerem maior protagonismo na resolução das suas demandas, além de proporcionar maior conectividade e menor interação humana neste processo.

Um desafio compreendido para muitas empresas do segmento, a inovação tecnológica tem permitido maior sinergia e engajamento das companhias com o seu público-alvo. Esta constatação é confirmada num estudo recente da E-Consulting Corp., que apontou que 92% das operações já disponibilizam o atendimento via redes sociais. Realizado com mais de 600 operações de call centers brasileiras, o levantamento confirma que os meios digitais são os maiores impulsionadores do setor.

Em cinco anos, o atendimento em redes sociais cresceu 27,78%. Tal dado sinaliza que não se trata mais de uma tendência, mas sim de uma realidade a ser adequada pelas empresas. Ao passo que os números crescem positivamente, aumentam no mercado indagações do tipo:

  • – Como as mudanças impactarão na estrutura dos call centers?
  • – Os robôs passarão a substituir a atividade humana?
  • – Qual o futuro da atividade? 

Antes de tratar estas questões é preciso retratar alguns dados. O setor é reconhecidamente um dos maiores empregadores no cenário nacional. Em 10 anos, cresceu aproximadamente 244% em contratação de mão-de-obra. A expectativa é encerrar 2017 com cerca de 1.539 milhão de pessoas empregadas pelo segmento. Porta de entrada de jovens no mercado de trabalho, o setor aposta na diversidade e, diferente de outras áreas, absorve profissionais com pouca ou sem qualificação anterior para oferecer treinamento e desenvolvimento das aptidões necessárias ao exercício da função.

É certo que as mudanças em curso com a priorização da tecnologia reflete na perspectiva de uma diminuição da representatividade dos Serviços de Atendimento ao Cliente (SAC) para a imposição de um modelo com foco no digital, e que isso gere maior valor agregado na gestão do relacionamento com o cliente, impactando em canais como atendimento em redes sociais, chat, trade, B2B, Supplychain e BPO (terceirização de processos de negócio) dentre outros com maior potencial de retorno nos próximos anos.

Com isso, o profissional do futuro deverá ter competências analíticas e a capacidade de gerir relacionamento com amplo entendimento das necessidades e expectativas do cliente. No caso das empresas, fica a busca constante em um cenário bastante competitivo de migração de um modelo de postos de atendimento (PA´s) para uma convergência multiplataforma, que considere a gestão do relacionamento e não do contato, dividindo metas e realizando a gestão de riscos com seus contratantes.

A partir das novas possibilidades tecnológicas e de integração total (qualquer canal, com qualquer informação em qualquer lugar) é possível sugerir até uma mudança de nomenclatura do setor, passando de Contact Center para Contact Solution ou Contact Services, em que todas as informações estratégicas estarão reunidas e integradas com ferramentas de relacionamento necessárias e canais eficientes disponíveis para contato direto com o consumidor final.

*Presidente do Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos (Sintelmark)

out
13

Hoje é sexta-feira 13

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags

sexta-feira

Alexandre Acioli

Enfim, hoje é sexta-feira. Sexta-feira 13! Os supersticiosos têm certeza que é dia de azar e por isso é preciso muita atenção e precaução redobrada.

A crença de que a Sexta-feira 13 é dia de azar, é antiga. Hesíodo (Século VII a.C) registrou no seu livro “Os trabalhos e os dias” a recomendação de não se plantar no 13º dia.

Na numerologia o 13 é tido como um número irregular, sinal de infortúnio. No Tarô, a carta 13 representa a morte. 

A fama de dia agourento tem fundamento em antigas lendas cultivadas na Idade Média, do outro lado do Oceano Atlântico. Atribuíam a data às bruxas. Na sexta-feira, dia 13, essas personagens estariam soltas e trazendo má sorte aos mortais. Uma lenda da mitologia nórdica conta que Friga, a “Deusa do Amor e da Beleza” foi transformada em bruxa quando as tribos escandinavas se converteram ao Cristianismo. A partir de então, Friga, juntamente com o demônio e outras 11 bruxas, passou a se reunir às sextas-feiras para infernizar a vida da população.

Antigos cristãos também faziam menção à data, baseados em dois relatos bíblicos: a última Ceia do Senhor Jesus, onde haviam 13 pessoas, e a crucificação de Cristo, ocorrida numa sexta-feira. Há também o registro da prisão, tortura e execução dos membros da Ordem dos Cavaleiros Templários (Cavaleiros de Cristo), numa sexta-feira, 13 de outubro de 1307, na França, acusados de heresia.

Superstição – Mas, deixando a crendice de lado…  Quem tem medo deste dia? Afinal, o que tem de mau o dia 13, especialmente se ocorrer numa sexta-feira? Talvez, tudo não passe de superstição.

Segundo a Astrologia, a sexta-feira é o dia regido por Vênus, o planeta do amor, da beleza, do entretenimento e da harmonia. Para os místicos o 13 está associado à evolução de todo ser.

Então, não há porque temer a Sexta-feira 13! É um dia como outro qualquer; de obrigações, compromissos, afazeres e prazeres. Se os esotéricos dizem que o número 13 sugere a morte, ótimo! Morte significa o fim de um ciclo e o início de um novo período na nossa evolução cíclica.

Siga em frente, acredite que este é apenas mais um dia na sua vida. É preferível não considerar este como um dia de infortúnios. O azar, creia, está ligado à falta de fé.

Inteligentes como somos, não devemos determinar um dia/data para culpar pelos nossos fracassos. Os fracassos são, na maioria das vezes, resultado da nossa própria falta de atenção, de planejamento, preparo, cuidado e esforço.

Então, desejamos a todos uma excelente sexta-feira… com 13 motivos para ter sucesso e ser feliz.

out
12

Pior do que se imagina

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

*Armando Monteiro – Senador PTB-PE

Pesquisa realizada anualmente, desde 2011, pelo Centro de Liderança Política, em parceria com a consultoria Tendências e a revista The Economist, revela que Pernambuco perde posição no cenário nacional. No ranking de competitividade e de condições de vida dos Estados, caiu do 13º para o 18º lugar, em relação a 2016.

É a segunda pior performance em termos relativos, perdendo apenas para o Amapá, que caiu dez posições. Foi ultrapassado, no Nordeste, por Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A pesquisa avalia dez indicadores. Estamos no final da fila em vários deles.

Em segurança pública, Pernambuco teve nota zero, ficando na última e vergonhosa posição do ranking. Foi o 23º em mobilidade urbana, 18º na qualidade de rodovias e 19º na proporção de domicílios com acesso a água encanada.

Em sustentabilidade social, ficou atrás do Ceará, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe, ocupando a 19ª posição. E mesmo com os avanços registrados no ensino médio, o Estado ainda ocupa os 16º e 17º lugares nas avaliações do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa).

Registro esses números com pesar porque o povo pernambucano dá exemplos, cotidianamente, de tenacidade, empreendedorismo e capacidade de trabalho, em especial numa conjuntura adversa. 

O Governo do Estado, ao contrário, não faz a sua parte. Patrocina uma campanha publicitária massiva em que falseia a realidade. Culpar a crise econômica do País, tentando transferir responsabilidades, e apresentar como conquista o pagamento em dia do funcionalismo não convencem.

A crise é madrasta para todos. E pagar as contas pontualmente é obrigação que apenas dois dos 27 Estados da Federação não conseguem cumprir.

A raiz do retrocesso verificado nos últimos anos, portanto, está na gestão do Estado – sem foco, ineficaz, lenta, insossa. É essencial dar novo rumo a Pernambuco.

out
2

“Informalidade” ou passar fome? A decisão está na sua atitude

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Mohamed Gorayeb – especialista em vendas e atendimento

Certo dia estava assistindo a um telejornal e me deparei com uma notícia sobre desemprego, em que recentes pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontavam que mais de 13 milhões de pessoas, ou seja, uma quantidade maior do que o número de pessoas que moram no Estado de São Paulo, estão fora do mercado de trabalho.

O mesmo estudo traz um dado positivo. A taxa de desemprego, desde o começo de 2016 apresentou uma queda, desde o ponto mais alto, 13,7%, no primeiro trimestre, para os atuais 12,8%. Entretanto, a frase “melhora que vem mais na quantidade do que na qualidade, porque o crescimento é principalmente das pessoas que trabalham por conta própria ou na informalidade”, me tocou profundamente, e de forma negativa.

Porque trabalhar desta forma é visto com tanta descriminação? Eu comecei exatamente assim, e hoje sou o maior nome da perfumaria do Brasil e este ano, lancei-me no mercado internacional. O que seria de mim, hoje, com uma carteira assina?

Algumas vezes, não seguir certos conceitos ou ir na contramão do que é aceito, pode trazer resultados surpreendentes e fazer com que a sua vida, e foi o que aconteceu comigo. Há muitos anos, eu estive em situação muito complicada. A minha família estava com dez meses de aluguel atrasado e luz cortada. Sobrevivíamos com uma “ligação alternativa que provia o fornecimento de energia”.

Foram incansáveis e incontáveis vezes que procurei uma oportunidade no mercado formal, com carteira assinada e contribuição com recolhimentos de tributos. Mas ela nunca aparecia. Então, o que fazer? Continuar procurando e comprometendo todo o bem-estar da minha família ou partir para algo novo? A sobrevivência falou mais alto! E resolvi buscar outras alternativas, que também são dignas e honestas.

Preenchi algumas fichas em agências de promoção para ver se eu conseguia ao menos um trabalho “freelancer”. Foi ai que eu recebi um convite para trabalhar no segmento de perfumaria durante dois dias, borrifando em frente de uma loja. Sabe quando você está passeando no shopping e de depara com aquele cara que fala “experimente a nossa fragrância que acabou de chegar” então, era eu.

A partir deste ponto, não parei mais. Tornei-me promotor de vendas de perfumaria, permanecendo dois dias em cada loja de São Paulo. Depois, passei a viajar o Brasil inteiro e atendendo muito clientes. Após esta etapa, ministrei diversos treinamentos, acumulando mais de 10 mil horas.

Essa rica vivência foi fundamental para que eu lançasse o meu livro pela editora Senac. Todas as páginas foram elaboradas cuidadosamente para ajudar e impactar vidas. Em 90 dias, a primeira edição foi esgotada.

Eu entendo o sentimento de quem está desempregado e precisa desesperadamente trabalhar, afinal, a situação de não conseguir atender as necessidades de filhos ou familiares é a mais degradante e que acaba com a autoestima.

E se você optou por trabalhar por conta própria, assim, como eu, há hoje disponível no mercado formatos de negócios que podem te ajudar e amparar inclusive com treinamento, como é o caso de vendas diretas em que é possível comprar direto com a fabricante com certos descontos e revender para o consumidor final.

Em pouco tempo se atinge ótimos lucros. Visite pessoalmente o local, conheça os produtos para verificar se são bons, se tem qualidade aliada a aceitação do consumidor final. Se todas essas etapas estiverem analisadas e pensadas, o ideal seria associar-se a esta empresa. E neste nicho há varias, que são classificadas em mononivel e multinível.

Uma outra opção é ir em outro local com produtos baratos. Por exemplo, em São Paulo há o bairro do Brás. Os compradores podem embutir o custo e revender, só que neste caso não há treinamento ou ajuda para aumentar as suas vendas.

Já numa empresa sólida de venda direta tem todo respaldo e pode usar a estrutura para auxiliar na abordagem e prospecção e assim, é possível planejar como vai comercializar os produtos. No mercado há inúmeras como perfumes, produtos para o corpo, cosméticos, shakes, colchão e brevemente uma de café.

Mas se a ideia é vir para o mundo da perfumaria, afirma que não haverá arrependimentos. Na minha concepção é muito fácil de vender, se olhar ao redor e perguntar quem usar perfume, a resposta será sim. Agregado a isto, é possível vender itens para banho.

Se gostou das dicas, o primeiro passo é procurar empresas de venda direta. Segundo, analisar se você se identificou com os produtos. Terceiro, verificar se a empresa possui algum sistema de treinamento. Quarto, adquirir os produtos desta empresa e não pare de ir atrás de informação e conhecimento. Independente se você está no mercado ” informa” ou ” formal”.

set
21

O desinteresse pela política

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William Brigido – coordenador político do PRB-PE

A última pesquisa que analisou o comportamento dos brasileiros nas últimas eleições aponta para uma triste realidade: cerca de 70% dos eleitores não lembram em quem votou um ano depois de cada eleição. Além disso, muitos não sabem o que realmente faz um vereador ou um deputado, e também não lembram ou fiscalizam o cumprimento de suas promessas. Um outro problema é a abstenção do voto eleitoral. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas últimas eleições (2016), votos nulos e brancos e pessoas que não compareceram às urnas somam cerca de 10,7 milhões, e essa rejeição caracteriza claramente o descontentamento dos eleitores.

Uma realidade que nos preocupa, pois como reivindicar aquilo que não temos conhecimento? Como podemos cobrar daqueles que elegemos se não lembramos em quem votamos? Como podemos participar do desenvolvimento do nosso estado ou cidade se não há interesse em saber as atividades do Poder Legislativo ou Executivo? Será que deixar de votar vai resolver o problema? Pelo contrário! O desinteresse gera graves consequências para a sociedade.

A falta de consciência política, por parte da maioria dos eleitores brasileiros, colabora para que os maus políticos continuem se perpetuando no poder. E o resultado disso é a falta de compromisso com a necessidade do povo, que são refletidos principalmente, na péssima qualidade do sistema público de saúde, educação e segurança pública, pois as medidas tomadas pelos parlamentares interferem diretamente em nossa qualidade vida.

No atual momento que passa o cenário político do país, é compreensível que muitos estejam desmotivados e desacreditados, depois dos vários escândalos de corrupção . No entanto, esse comportamento fragiliza a nossa democracia, pois os políticos são os representantes do povo e por meio deles é que podemos reivindicar os nossos direitos, pois como dizia Ruy Barbosa: “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles”.

De nada vai adiantar ser omisso, pelo contrário irá apenas agravar ainda mais a situação. Platão, um filósofo grego, uma vez afirmou que: “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”. Por isso, se queremos bons políticos devemos está atentos para que os “maus” não usem a política para benefício próprio, o momento agora é de reagir!

ago
27

Reforma Política: Distritão, Distrital e a falácia do “efeito Tiririca”

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Sávio Chalita – Especialista e professor de Direito Eleitoral

A reforma política, em trâmite no Congresso Nacional, mais uma vez, frustra os cidadãos brasileiros que anseiam por significativas e eficazes alterações no processo eleitoral e em todo sistema representativo.

Inegável que estamos diante de uma grande crise de representatividade ante às posturas que temos sido testemunhas e vítimas, por parte de políticos eleitos. É por meio deles que deveríamos ter a experiência de exercício democrático em sua forma indireta. No entanto, o que vemos são atuações pautadas em grandes acordos de interesses espúrios e voltados ao próprio umbigo. 

Partidos políticos aos montes. Trinta e cinco partidos e nenhuma bandeira verdadeiramente defendida. Ante uma situação de lástima quanto a estes grandes instrumentos de uma desejada experiência democrática, temos uma reforma que pauta-se em dois grandes pontos: Distritão e fundo democrático.

Quanto ao Distritão, escondido sob a falácia de se colocar fim no chamado “efeito tiririca”, busca implantar um sistema onde cada estado ou município (a depender das eleições) será considerado um grande distrito. Ali, o candidato mais bem votado será eleito.

No estado de São Paulo, por exemplo, as 70 vagas para deputados federais serão ocupadas pelos 70 mais votados. Zeramos a chance de que minorias sejam representadas. A proposta é que tenhamos este modelo em 2018 e 2020. De 2022 em diante, teríamos o Distrital misto, onde a divisão em distritos não obedece o mesmo raciocínio, mas sim uma divisão em distritos dentro do estado ou município considerando o número de vagas a serem preenchidas e o tamanho da população de cada região.

Metade dos cargos seria ocupados por uma análise majoritária dentro de cada distrito. A outra metade, através do voto em legenda, de listas fechadas. O partido elaborará uma lista com a ordem desejada de candidatos a ocuparem o cargo, caso atinjam votação suficiente para tanto.

Mas qual a razão, então, de se fazer o Distritão em 2018? Manter no poder quem já está. Garantir mais um mandato, pelo menos. E como? Com a segunda mudança que se busca, ao criar um fundo democrático (assombrosos 0,5% da receita obtida pelo governo federal). Não se trata de extinguir o Fundo Partidário, que quase alcançou R$ 900 milhões em 2017, mas aprovar um novo mecanismo que, nas estimativas divulgadas na imprensa, pode, facilmente, avançar os R$ 6 bilhões em 2018.

No Distritão, os partidos políticos injetaram cifras jamais vistas em âmbito eleitoral em determinados candidatos, apenas – afinal a análise passará a ser de cunho majoritário.

Mais uma vez nosso Congresso curando com “aspirina” (ou qualquer placebo caseiro) a um verdadeiro câncer em nossa democracia, ainda tão jovem.

ago
20

Partidos trocam de nome, mas as práticas políticas continuam as mesmas

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avante

Sebastião da Paz

Faltando um ano para as eleições (presidente da República, governador, senador, deputados federais e estaduais) e sabedores do desgaste das siglas partidárias, os políticos tentam ludibriar o eleitorado, mudando os nomes do partidos. 

A novidade agora é substituir as siglas por nomes corridos, como o recém criado (partido) “Novo”, que abriga o ex-técnico da seleção brasileira de vôlei, Bernardinho; a “Rede”, da ex-candidata à presidência da República, Marina Silva; e o “Solidariedade”, de Paulinho da Força e do prefeito de Olinda, Professor Lupércio.

No dia 23 de setembro, o PMDB de Michel Temer, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, Romero Jucá, Rodrigo Rocha Loures e José Sarney realiza convenção nacional para oficializar a troca de nome:  deixa de ser PMDB e volta a chamar-se “MDB”, sigla usada durante o regime militar.

O DEM, de Mendonça Filho, José Agripino Maia e Ronaldo Caiado, também vai mudar de nome. O partido, que já foi PFL, PDS e Arena, entrou na onda e agora vai se chamar “Mude”. 

O Partido Ecológico Nacional (PEN), que deverá receber o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) nos seus quadros, vai virar “Patriotas”.

E por aí vai! O PTN já virou “Podemos”; o PTdoB, do deputado federal Sílvio Costa, virou “Avante” (foto); e o PSL de Luciano Bivar e do ex-vereador olindense Arlindo Siqueira, virou “Livres”.

Mas não se engane (e)leitor: a troca do nome do partido não significa absolutamente nada. Muda só o nome, mas a identidade e as práticas dos políticos permanecem as mesmas. Se eles continuam praticando irregularidades, aumentando salários escondido, legislando para si e para os amigos,  criando subsídios na calada da noite e escondendo o lixo embaixo do tapete… ou em bancos estrangeiros, então nada muda.

Se a prática política não muda, nada muda. O cinismo continua o mesmo. O que muda é apenas a máscara, num corpo sujo e fedorento. Mas a cara de pau permanece a mesma.

 

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