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set
30

Revista científica recebe artigos para publicação de dossiê do covid-19

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

A revista científica Colloquium Socialis está recebendo artigos a serem selecionados para a sua próxima edição, com publicação prevista para o final deste ano. A proposta é publicar um dossiê da pandemia do covid-19 e suas repercussões jurídicas e sociais no Brasil.

O prazo para entrega dos artigos vai até 15 de outubro, com o retorno dos pareceristas até o dia 31. Os três primeiros dias de novembro constituem o prazo de reformulação, com o resultado final no dia 15. As normas para preparação e submissão dos artigos estão no site da Colloquium Socialis.

A intenção da revista é promover um debate qualificado sobre os efeitos jurídicos, sociais, culturais, econômicos, laborais, administrativos, penais, ambientais e políticos da pandemia do covid-19 no Brasil e a nível mundial.

O dossiê propõe estudos sobre as consequências da doença para o desenvolvimento nacional e regional, nos quais são esperadas propostas de estratégias para enfrentar as fragilidades encontradas.

maio
27

Hoje é o Dia da Mata Atlântica

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Alexandre Acioli

Nesta quarta-feira, dia 27 de maio, comemora-se o “Dia Nacional da Mata Atlântica”, bioma com a maior biodiversidade do planeta, mas também um dos ecossistemas mais ameaçados da Terra. Nela estão quase 20% de todas as formas de vida animal e vegetal do planeta. Somente de aves e pássaros são conhecidas 1.020 espécies – número três vezes superior ao catalogado em toda a Europa. Na Mata Atlântica também estão 513 espécies de mamíferos, 350 de peixes, 340 de anfíbios e 197 de répteis. São mais de 20 mil espécies vegetais, 8 mil delas endêmicas.

Há cinco séculos, a mata cobria quase todo o litoral brasileiro, do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Era a segunda maior floresta tropical do país, somente atrás da Floresta Amazônica, com uma área ocupada de 1,3 milhão de quilômetros quadrados. Mas o homem se encarregou de mudar esse status e hoje a floresta tem menos de 80 mil quilômetros quadrados, o que representa cerca de 7% da sua extensão original.

floresta (foto: IstoÉ) começou a ficar menor a partir do século XVI, com a extração do Pau-Brasil, e continua diminuindo a cada dia por conta de fatores como a explosão demográfica e a especulação imobiliária, a derrubada para a expansão das atividades agrícolas (entre elas a monocultura da cana-de-açúcar) e pecuária, instalação de carvoarias, a extração ilegal e predatória do palmito (Euterpe edulis), da erva-mate (Ilex paraguariensis) e de outras plantas.

Entre os anos de 1985 e 1990 foram derrubadas aproximadamente 1,2 milhão de árvores. Em alguns lugares, como no Rio Grande do Norte, a mata desapareceu. No restante do país encontramos apenas vestígios da floresta em 13 Estados – e o que ainda existe são pequenas ilhas de manchas verdes.

Sem a floresta, não haverá umidade suficiente para provocar chuvas, agravando a seca no Nordeste, além de vermos diminuído o poder de captura do CO2 atmosférico. Sem floresta não haverá fauna. Das mais de 200 espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção, 171 tem ali o seu habitat natural.

A partir de hoje, comece a pensar na possibilidade de abdicar do direito de destruir a mata, lutar pela sua conservação (proteger os recursos naturais e utilizá-los de forma racional, para garantir a sua sustentabilidade e existência para as futuras gerações) e poder viver harmonicamente com a natureza. A Mata Atlântica vai agradecer… e as próximas gerações também.

Leia texto completo no Recanto das Letras

dez
22

10 razões para incentivar o gosto pela leitura

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags

Janaína Spolidorio – Especialista em Educação

Ouvimos muito falar que é importante incentivar o gosto pela leitura, mas também é essencial saber os motivos que levam a tanto incentivo! Veja a seguir 10 razões para incentivar com empenho o gosto pela leitura em seus filhos.

1 – Desperta e facilita a capacidade ligada à imaginação – a criança que tem contato com outras realidades pelos livros consegue ter a imaginação estimulada e começa a criar seus próprios mundos, o que facilita a criação autônoma, mais à frente.

2 – Enriquece o vocabulário – ler para uma criança a ajuda a ter um repertório maior de palavras, enriquecendo assim seu vocabulário e ampliando sua compreensão no mundo letrado e fora dele também.

3 – Melhora a escrita e amplia o domínio da língua – a criança que gosta de ler tem uma maior exposição às palavras escritas e estruturas da língua, o que facilita que tenha melhores resultados na aprendizagem acadêmica tanto da escrita quanto das estruturas.

4 – Melhora a capacidade de sintetizar informações – muitos adultos não acham fácil a arte de sintetizar, ou seja, resumir. Ela começa exatamente quando contamos histórias para as crianças e as estimulamos a nos recontar. Quanto mais estimular novas histórias, mais oportunidades de sintetizar a criança terá e mais fácil irá adquirir esta capacidade.

5 – Melhora a capacidade de analisar informações – interpretar não é tarefa fácil, mas analisar é mais profundo ainda! A criança que tem contato com a leitura tem também um maior repertório para poder analisar.

6 – Diminui falhas de ortografia – o estímulo visual das palavras ajuda nosso cérebro a lembrar a imagem da palavra escrita, o que auxilia também na aquisição da ortografia.

7 – Permite conhecer outras épocas e outros lugares – ler nos permite viajar sem sair do lugar. Podemos visitar outras épocas, conhecer seus hábitos e tradições, além de novos lugares. Amplia demais o banco de possibilidades de informação das crianças.

8 – Melhora a compreensão leitora – falando de modo geral, se aprendemos a andar, andando, chegamos à conclusão também que quanto mais se lê, mas se compreende. A compreensão leitora pode ser estimulada ainda antes da criança ler propriamente e perdura até a fase adulta seu desenvolvimento, uma vez que bem estimulada.

9 – Eleva o nível cultural, proporcionando novas oportunidades – saber mais, conhecer novas culturas e realidades, novas histórias e ampliar a imaginação promove um aumento de cultura, que pode ter influência direta na vida da criança, oportunizando mais caminhos na sua vida adulta.

10 – Melhora a saúde mental – atenção, concentração e memória são estimuladas, além do entretenimento que a leitura nos fornece. A saúde mental é muito favorecida durante a leitura.

Estimule a leitura de forma consciente e proporcione ao seu filho uma grande aventura de sucesso tanto na fantasia quanto na vida cotidiana. Ele encontrará nos livros ferramentas que poderá usar na sua vida por muitos e muitos anos, além do aumento de vínculo afetivo familiar que esta atividade pode proporcionar.

Ilustração: SóEscola

ago
6

Jornada dupla cada vez mais amparada pela licença-paternidade

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Olivia Pompeu

Se a igualdade salarial ainda está longe de ser alcançada, o quesito da licença-maternidade sempre esteve avançado no Brasil. Desde a Constituição Federal de 1988, toda mulher contribuinte do INSS tem direito a 120 dias de licença-maternidade com remuneração integral, podendo ainda somar as férias. Esse benefício é quase o dobro da média mundial.

O período da licença-maternidade é baseado no tempo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para que o bebê seja alimentado exclusivamente pelo leite materno. Mas fora a incumbência de amamentar obviamente da mulher, especialistas constatam cada vez mais os benefícios do convívio de ambos progenitores na primeira fase de vida dos bebês.

Diferente das gerações anteriores, os pais atuais não só desejam viver a paternidade em sua plenitude, como também estão convictos que sua participação desde o nascimento é essencial para o desenvolvimento dos filhos. Talvez essa seja a geração de homens mais conscientes do papel de pai, além de mero provedor.

A “jornada dupla”, tão associada às mães que trabalham fora e ainda cuidam da casa e dos filhos, agora é, aos poucos, compartilhada com os pais. Em homenagem ao Dia dos Pais, celebrado no próximo domingo, dia 11 de agosto, o site de empregos Adzuna pesquisou como a licença-paternidade é concedida no Brasil e mundo afora. Confira!

A evolução no Brasil – Pela lei brasileira vigente, homens têm direito a cinco dias corridos em licença-paternidade, incluindo pais adotivos. Mesmo pouco, já é uma evolução desde a CLT de 1943, que estabelecia aos pais o direito de um dia útil somente e apenas com a finalidade de realizar o registro civil da criança.

Novo avanço aconteceu em 2016, com a alteração da lei que permite ampliar a licença para 20 dias, desde que o empregador faça parte da iniciativa federal do Programa Empresa Cidadã. Segundo a Receita Federal, 18% das empresas no Brasil já aderiram ao programa que promove a igualdade de gênero nos cuidados dos filhos.

Outro marco importante no país ocorreu também em 2016, quando Peterson Rodrigues dos Santos, de Porto Alegre (RS), ganhou na Justiça o direito à licença-maternidade remunerada de seis meses. A exceção foi concedida por Peterson, pai solteiro, ter adotado um menino de nove anos e como era o único responsável pela adaptação e bem-estar da criança, precisava da garantia do emprego e salário.

Países com a menor licença – Apesar de ser considerada a maior potência mundial, os Estados Unidos é um dos países que pouco incentiva a licença-paternidade. Por lei, trabalhadores americanos podem tirar até 12 semanas de licença, mas sem nenhuma remuneração, desestimulando a prática pela maioria dos pais.

Os vizinhos na América Latina seguem a mesma linha do Brasil, de poucos dias de licença-paternidade, com dois dias na Argentina e até 14 dias na Venezuela e Bolívia. Mas há países que além de não remunerar, sequer concedem o direito. Rússia, China e Índia não permitem nenhum dia de licença-paternidade.

Países com a maior licença – A Coréia do Sul é o país com a maior licença-paternidade do mundo, de 52,6 semanas ou
quase um ano; seguido do Japão, com 52 semanas. No entanto, o trabalhador ganha apenas uma porcentagem do seu salário no período (31% na Coréia do Sul e 58% no Japão), o que explica a razão de apenas 2% dos pais nesses países optarem pela licença.

Outros países europeus compõem a lista das dez maiores licenças-paternidade do mundo, mas o destaque vai para a Espanha. Em março deste ano, o governo espanhol assinou um decreto que concede aos pais, a partir de 2021, o mesmo tempo de licença das mães, de quatro meses, com remuneração integral.

maio
27

Hoje é o Dia da Mata Atlântica

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Alexandre Acioli

Nesta segunda-feira, dia 27 de maio, comemora-se o “Dia Nacional da Mata Atlântica”, bioma com a maior biodiversidade do planeta, mas também um dos ecossistemas mais ameaçados da Terra. Nela estão quase 20% de todas as formas de vida animal e vegetal do planeta. Somente de aves e pássaros são conhecidas 1.020 espécies – número três vezes superior ao catalogado em toda a Europa. Lá também estão 513 espécies de mamíferos, 350 de peixes, 340 de anfíbios e 197 de répteis. São mais de 20 mil espécies vegetais, 8 mil delas endêmicas.

Há cinco séculos, a mata cobria quase todo o litoral brasileiro, do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Era a segunda maior floresta tropical do país, somente atrás da Floresta Amazônica, com uma área ocupada de 1,3 milhão de quilômetros quadrados. Mas o homem se encarregou de mudar esse status e hoje a floresta tem cerca de 90 mil quilômetros quadrados, o que representa apenas 7% da sua extensão original.

A floresta (foto: Registradores) começou a ficar menor a partir do século XVI, com a extração do Pau-Brasil, e continua diminuindo a cada dia por conta de fatores como a explosão demográfica e a especulação imobiliária, a derrubada para a expansão das atividades agrícolas (entre elas a monocultura da cana-de-açúcar) e pecuária, instalação de carvoarias e a extração ilegal e predatória do palmito (Euterpe edulis), da erva-mate (Ilex paraguariensis) e de outras plantas.

Entre os anos de 1985 e 1990 foram derrubadas aproximadamente 1,2 milhão de árvores. Em alguns lugares, como no Rio Grande do Norte, a mata desapareceu. No restante do país encontramos apenas vestígios da floresta em 13 Estados e o que ainda existe são pequenas ilhas de manchas verdes.

Sem a floresta, não haverá umidade suficiente para provocar chuvas, agravando a seca no Nordeste, além de vermos diminuído o poder de captura do CO2 atmosférico. Sem floresta não haverá fauna. Das mais de 200 espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção, 171 tem ali o seu habitat natural.

A partir de hoje, comece a pensar na possibilidade de abdicar do direito de destruir a mata, lutar pela sua conservação (proteger os recursos naturais e utilizá-lo de forma racional, para garantir a sua sustentabilidade e existência para as futuras gerações) .e de poder viver harmonicamente com a natureza. A Mata Atlântica vai agradecer… e as próximas gerações também.

Leia texto completo no Recanto das Letras

jan
1

Fim do mundo em 2019 é apenas boato

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Alexandre AcioliJornalista

Nos últimos 20 anos escutamos lendas e boatos sobre o fim do mundo. Foi assim em 1999 (profecia de Nostradamus), 2012 (Calendário Maia), 2014 (Mitologia Nórdica), 2015 (previsão do grupo Brussells Sprouts) e 2016 (grupo Profecias do Fim dos Tempos). A Terra passou incólume por todos eles. Agora a história se repete, em 2019.

Ganhou corpo nas redes sociais os boatos do fim do mundo em 1º de fevereiro de 2019. O novo Apocalipse será provocado pela colisão do asteroide NT7 com a Terra, capaz de destruir um continente inteiro, causar a extinção das espécies e provocar mudanças climáticas no planeta.

Outros falam do asteroide 2002AJ129 (do tamanho do edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa, de 826 metros, em Dubai – Emirados Árabes), que está vindo em direção à Terra numa velocidade de 122 mil quilômetros/hora. Capaz de destruir cidades inteiras e, se cair no mar, provocar tsunamis com poder de destruição em escala global. A data do caos é o domingo, dia 04 de fevereiro de 2019.

Para ilustrar, alguns profetas da desgraça relacionam o NT7 ao filme “Impacto Profundo” (Paramount Pictures e Dream Works, 1998 – Estados Unidos), uma produção de US$ 80 milhões. Dirigido por Mimi Leder, com produção executiva de Steven Spielberg, o foco do enredo fictício são as tentativas de cientistas para colocar detonadores nucleares num cometa de 11 quilômetros de diâmetro, que está prestes a colidir com a Terra e provocar extinção em massa.

Asteroides – O NT7 realmente existe. Foi visto pela primeira vez em 05 de julho de 2002, pelo Observatório Linear do Novo México (Estados Unidos) e, de acordo com o seu grau de brilho, os astrônomos calculam que tenha cerca de dois quilômetros de diâmetro.

O asteroide passará, sim, próximo à órbita da Terra em 1º de fevereiro de 2019 e, posteriormente, em 1º de fevereiro de 2060. Mas, pelo menos nessa primeira passagem, o choque está descartado. Os astrônomos concederam ao NT7 o “nível 0,6” de perigo, baseados na Escala de Palermo (escala de tipo logarítmica com função de medir riscos de impacto de objetos próximos à Terra). Também pelos cálculos na Escala de Turim (método de classificação de risco de colisão e poder destrutivo de asteroides e cometas próximos à Terra), tal ameaça inexiste: não há a menor hipótese do choque. E isso já havia sido informado desde 2002.

O 2002AJ129, também descoberto em 2002, não oferece nenhum perigo à Terra. Segundo a Nasa, o asteroide vai passar a 11 vezes a distância entre a Terra e a Lua, numa velocidade de 107.000 km/h.

No início de 2018, o gerente do Centro de Estudos para Objetos próximos à Terra, da Nasa, Paul Chodas, garantiu que há 14 anos os cientistas acompanham de perto o 2002AJ129 e conhecem a sua rota. Pelos cálculos, segundo ele, o asteroide demorará (pelo menos) cerca de 100 anos para atingir o nosso planeta.

Portanto, não há com o que se preocupar. O que existe, de fato, são apenas boatos de pessoas que não querem ver a paz da humanidade; estão apenas interessadas em provocar alardes, medos e confusão.

Uma rápida pesquisa nos leva à constatação de que as previsões catastróficas são antigas e vêm desde antes da vinda de Jesus Cristo. Então, não deem atenção aos falsos profetas. Acalmem vossos corações e creiam no que diz a Bíblia: “Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai” (Mateus 24:36 e Marcos 13:32).

Prefiro manter a minha esperança e convicção do que está escrito no Salmo 37: “Os justos possuirão a terra e viverão nela para sempre” (Salmo 37:29).

dez
23

2019: mais um boato sobre o fim do mundo

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Alexandre Acioli – Jornalista

Nos últimos 20 anos escutamos lendas e boatos sobre o fim do mundo. Foi assim em 1999 (profecia de Nostradamus), 2012 (Calendário Maia), 2014 (Mitologia Nórdica), 2015 (previsão do grupo Brussells Sprouts) e 2016 (grupo Profecias do Fim dos Tempos). A Terra passou incólume por todos eles. Agora a história se repete, em 2019.

Começa a ganhar corpo nas redes sociais os boatos do fim do mundo em 1º de fevereiro de 2019. O novo Apocalípse será provocado pela colisão do asteroide NT7 com a Terra, capaz de destruir um continente inteiro, causar a extinção das espécies e provocar mudanças climáticas no planeta.

Outros falam do asteroide 2002AJ129 (do tamanho do edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa, de 826 metros, em Dubai-Emirados Árabes), que está vindo em direção à Terra numa velocidade de 122 mil quilômetros/hora. Capaz de destruir cidades inteiras e, se cair no mar, provocar tsunamis com poder de destruição em escala global. A data do caos é o domingo, dia 04 de fevereiro de 2019.

Para ilustrar, alguns profetas da desgraça relacionam o NT7 ao filme “Impacto Profundo” (Paramount Pictures e Dream Works, 1998 – Estados Unidos), uma produção de US$ 80 milhões. Dirigido por Mimi Leder, com produção executiva de Steven Spielberg, o foco do enredo fictício são as tentativas de cientistas para colocar detonadores nucleares num cometa de 11 quilômetros de diâmetro, que está prestes a colidir com a Terra e provocar extinção em massa.

Asteroides – O NT7 realmente existe. Foi visto pela primeira vez em 05 de julho de 2002, pelo Observatório Linear do Novo México (Estados Unidos) e, de acordo com o seu grau de brilho, os astrônomos calculam que tenha cerca de dois quilômetros de diâmetro.

O asteroide passará, sim, próximo à órbita da Terra em 1º de fevereiro de 2019 e, posteriormente, em 1º de fevereiro de 2060. Mas, pelo menos nessa primeira passagem, o choque está descartado. Os astrônomos concederam ao NT7 o “nível 0,6” de perigo, baseados na Escala de Palermo (escala de tipo logarítmica com função de medir riscos de impacto de objetos próximos à Terra). Também pelos cálculos na Escala de Turim (método de classificação de risco de colisão e poder destrutivo de asteroides e cometas próximos à Terra), tal ameaça inexiste: não há a menor hipótese do choque. E isso já havia sido informado desde 2002.

O 2002AJ129, também descoberto em 2002, não oferece nenhum perigo à Terra. Segundo a Nasa, o asteroide vai passar a 11 vezes a distância entre a Terra e a Lua, numa velocidade de 107.000 km/h.

No início de 2018, o gerente do Centro de Estudos para Objetos próximos à Terra, da Nasa, Paul Chodas, garantiu que há 14 anos os cientistas acompanham de perto o 2002AJ129 e conhecem a sua rota. Pelos cálculos, segundo ele, o asteroide demorará cerca de 100 anos para atingir o nosso planeta.

Portanto, não há com o que se preocupar. O que existe, de fato, são apenas boatos de pessoas que não querem ver a paz da humanidade; estão apenas interessadas em provocar alardes, medos e confusão.

Uma rápida pesquisa nos leva à constatação de que as previsões catastróficas são antigas e vêm desde antes de Cristo. Então, não deem atenção aos falsos profetas. Acalmem vossos corações e creiam no que diz a Bíblia: “Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai” (Mateus 24:36 e Marcos 13:32).

Prefiro manter a minha esperança e convicção do que está escrito no Salmo 37: “Os justos possuirão a terra e viverão nela para sempre” (Salmo 37:29).

nov
16

O verdadeiro desafio do juiz Sérgio Moro no Ministério da Justiça

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , , ,

Uranio Bonoldi – Consultor

No dia 01 de novembro, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato na Primeira Instância, aceitou ser Ministro da Justiça a convite do presidente eleito Jair Bolsonaro.

A escolha do magistrado para o cargo reforçou o discurso de Bolsonaro durante a sua campanha, fortemente marcada pelo combate à corrupção. Já Sérgio Moro declarou que ao assumir o cargo vai conseguir consolidar os avanços contra o crime e a corrupção presentes nos últimos anos, ou seja, a Operação Lava Jato.

Um caso curioso desta história é que Moro sempre se apresentou, ao longo da sua carreira, como um profissional orgulhoso do seu distanciamento político. Em 2006, o juiz chegou a dizer em uma entrevista que não tinha a menor intenção de entrar para política. Mas o que será que levou o magistrado a aceitar o convite para o cargo?

Ao que parece, Sérgio Moro voltou atrás da sua afirmação alegando que não “se vê como um político verdadeiro”. Diz que seguirá para fazer um trabalho eminentemente técnico de um juiz a cargo do Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Disse ainda que, como ministro, vai trabalhar com aquilo que conhece, que é a Justiça.

Um ponto aqui a ser ressaltado é que já faz algum tempo que a Lava Jato tem sido alvo de críticas ao passar dos seus limites e objetivos, tomando um ar concretamente político. Mas será que vale essa crítica, uma vez que foram condenados políticos de quase todos os partidos, além de inúmeros empresários? Independente dos fatos expostos, como já dito anteriormente, a nomeação do magistrado como Ministro da Justiça, atende muito bem ao objetivo e discurso proferido pelo futuro presidente durante a campanha nas eleições presidenciais.

Por melhor que possa ter sido o seu desempenho à frente da Operação Lava Jato, Sérgio Moro terá um grande desafio pela frente: atender a vontade da população, em ter uma política harmoniosa e livre de esquemas de corrupção e, ao mesmo tempo, criar meios eficientes de combate ao crime organizado.

Para tanto, o futuro super ministro pretende criar forças-tarefa, levando “nomes” da Operação Lava Jato para integrar a sua equipe. Tudo indica que ele sabe exatamente o que deve fazer, e como, para que o brasileiro volte a ter um ambiente sadio para o trabalho e venha a experimentar um crescimento econômico sustentável, com justiça e segurança pública.

Expresso aqui, boa sorte ao futuro Ministro da Justiça e da Segurança Pública do Brasil!

nov
4

Fim de um ciclo

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Celso Tracco – Economista

A eleição presidencial de 2018 foi histórica em muitos aspectos e talvez o seu resultado possa mudar o rumo da, ainda jovem, democracia brasileira.

O primeiro aspecto que devemos observar é que o Partido dos Trabalhadores (PT) participou de todas as eleições diretas para presidente desde 1989. Sempre foi uma participação de protagonista, ficando em 2º lugar em 1989, 1994, 1998 e 2018 e vencendo em 2002, 2006, 2010 e 2014.

Isto não é de se desprezar, afinal o partido foi fundado em 1980 e sua estrutura surgiu de uma inusitada união entre intelectuais acadêmicos de esquerda e uma forte base sindical. Operacionalmente, para alcançar uma rápida capilaridade, usou, entre outras estratégias, a rede das Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica (CEB’s). Com isso, tomou conta das periferias, sempre muito carentes, das grandes cidades.

Na década de (19)80 o país já dava muitos sinais de cansaço e esgotamento do regime militar, instaurado em 1964. Além disso, na economia, a década de (19)80 ficou conhecida como a década perdida, com baixíssimo crescimento. Há de se reconhecer, politicamente falando, que ninguém soube aproveitar melhor essas condições do que o PT. Sendo oposição e perdendo, nas eleições de 1989, 1994 e 1998, chegou ao poder em 2003, permanecendo até o final de 2015, quando se iniciou o processo de impeachment da então presidente, Dilma Rousseff. Em 2018, o PT chegou mais uma vez ao segundo turno, mesmo em condições muito adversas, pois o seu principal dirigente político está preso desde abril.

O segundo aspecto é que tivemos o improvável surgimento da candidatura de um ex-capitão do Exército que se tornou deputado federal em 1990 e sempre foi, na sua vida pública, um opositor ferrenho do PT. Destacou-se mais pelo seu tipo de comunicação, severo e autoritário, do que pelos seus feitos parlamentares.

Na verdade, Jair Bolsonaro nunca usou uma estrutura partidária. Na sua vida parlamentar, já passou por oito partidos, o que prova que o sistema político brasileiro está desgastado, é anacrônico e não representativo. Com seu discurso de extrema-direita, de ordem e progresso e de liberalismo econômico, um parlamentar sem dinheiro, sem apoio partidário, sem tempo de televisão, sem apoio da mídia e baseando sua comunicação com os eleitores via mídias sociais, derrotou os maiores partidos brasileiros de forma inapelável. PSDB e PT, que protagonizaram as eleições por 20 anos, enlameados por muitos escândalos de corrupção e desgoverno, foram democraticamente rejeitados nas urnas.

A alternância de poder é saudável, mas infelizmente o poder corrompe. O PT, em certo sentido, foi vítima do seu próprio veneno. Encastelado no poder, esqueceu-se das suas origens, das periferias. Não promoveu nenhuma das reformas necessárias e o seu populismo de esquerda levou o país à maior recessão da sua história.

Paradoxalmente, o PT promoveu altas taxas de desemprego, um déficit fiscal gigantesco e a paralisia da economia. Parece que não queremos aprender com a história. As mesmas condições que levaram o PT do nada ao centro do poder, o derrubaram pela sua ganância, corrupção e distanciamento das suas origens. A história se repete. Esperemos, para o bem do país, que o fim seja diferente.

out
27

A limpeza necessária

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

O primeiro turno das eleições de 2018 teve vários perdedores: um deles foi a pesquisa eleitoral: os institutos erraram feio. Declaro não ser adepto da teorias da conspiração. Não creio que os resultados das pesquisas sejam manipulados, no entanto, acredito que as técnicas dessas pesquisas estão ultrapassadas e não refletem o real sentimento do eleitor. Elas erram tanto, que uma das explicações é que “o eleitor deixa para decidir no último momento”.

O segundo perdedor foi a grande imprensa, dita especializada em política. Sem dúvida ela não é mais formadora de opinião, pois afirmou que a renovação do Congresso seria mínima. Sequer deu espaço para os partidos “nanicos” ou desconhecidos, cujos candidatos se elegeram em grande número. Promoveu debates que tiveram repercussão perto de zero e, em alguns casos, como já aconteceu no passado, agiu com uma indisfarçável parcialidade. As mídias sociais, ainda que timidamente, estão exercendo um papel cada dia mais relevante na opinião pública. Parece que estamos longe de compreender, profundamente, esse fenômeno, mas manifestamente ele é importante.

O terceiro grande perdedor foi o anacrônico, ineficiente e corrupto sistema político brasileiro. Os grandes partidos e seus caciques fizeram de tudo para que a renovação dos candidatos fosse mínima. Perderam de goleada. A Câmara de Deputados teve a maior renovação desde 1990 – perto de 50% – sendo que 20% dos eleitos ocuparão uma cadeira legislativa pela primeira vez. No Senado a mudança não foi uma onda, mas um tsunami. Das 54 vagas em disputa, 46 serão ocupadas por novos nomes. Uma renovação de 85%, a maior de sua história.

Os vencedores foram aqueles que perceberam que a sociedade brasileira anseia por transformação, dentro do Estado de Direito e do respeito às leis vigentes. A população brasileira está cansada do seu dia-a-dia inseguro com mais de 60 mil assassinatos por ano, outras 50 mil mortes no trânsito, em estradas e cidades abandonadas pelo poder público; de um sistema de saúde precário e desumano.

A população está cansada de saber que mais de 50% dos domicílios não têm tratamento de esgoto; de ser transportada em ônibus e trens lotados; de levar seus filhos para escolas públicas onde os professores estão desmotivados e mal pagos; de conviver com altíssimas taxas de desemprego e de promessas vãs; de ver seu dinheiro ir para privilégios, faraônicas aposentadorias do setor público, gastos infindáveis com mordomias e corrupção, sem retorno para quem quer levar uma vida digna, trabalhar e criar sua família em paz.

Esta população não quer saber de ideologias extremistas, nem de direita, nem de esquerda. Quer um país decente, digno, humano e solidário. Deu um primeiro basta, ainda que tímido, pois sabe que tem muito mais sujeira para ser removida. Que seu protagonismo continue crescendo, a limpeza apenas começou!

out
14

Você sabe com quem está falando?

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags ,

Celso Tracco – Economista 

Uma das características de uma sociedade ainda bem distante da cidadania é o exercício do autoritarismo, transvestido de uma autoridade constituída pela lei.

A sociedade brasileira mantém um grande “ranço” autoritário, prepotente, dominador e escravocrata. Além disso, temos um sistema jurídico que deseja legislar sobre absolutamente tudo, deixando a impressão que somos uma sociedade imbecilizada e incapaz. O artigo 331 do Código Penal, o decreto lei nº 2.848/40 escancara essa situação:

Art. 331 – “Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa”.

Quem já frequentou alguma repartição pública certamente notou esse aviso. Em geral, ele está afixado em destaque e em tamanho indisfarçavelmente grande. O autoritarismo por trás desta lei me parece incontestável. Em primeiro lugar, o “funcionário” público deveria ser chamado de SERVIDOR PÚBLICO, pois ele está lá, “apenas”, para atender os contribuintes que, através dos impostos arrecadados, pagam seus salários. Em grande parte das vezes, o contribuinte precisa recorrer ao serviço público para resolver problemas que a própria burocracia pública criou. O contribuinte deveria ser tratado como cliente e não como um incômodo indesejável.

É evidente que não se deve desacatar ninguém, em nenhuma circunstância. Mas quem determina o que é um desacato? Também é evidente que não devemos generalizar e, certamente, há milhares de bons e eficazes servidores públicos. Mas é notória a grave improbidade administrativa governamental. O eventual descaso no atendimento é uma falta de consideração com o contribuinte e ele tem que aceitar isso por força de lei? Não me parece ser razoável.

Os serviços públicos deveriam ser avaliados pelos contribuintes de acordo com seus préstimos à comunidade. E os melhores servidores deveriam ser promovidos e os constantemente mal avaliados deveriam ser afastados. A meritocracia deveria imperar como em qualquer outra entidade que presta um serviço a quem quer que seja. Jamais o serviço público deveria ter tanta ingerência política, pior ainda partidária, que apenas prejudica a população e é uma fonte de corrupção.

Mesmo com os nossos seculares problemas, a sociedade brasileira precisa se aproximar do século XXI no qual os serviços estão cada vez mais informatizados e a população é tratada de forma mais igualitária, mais solidária, mais humana. Quando os governantes usarem transporte, saúde e escolas públicas, certamente os serviços irão melhorar. Um dia a frase-título cairá em desuso, pois todos saberão com quem estão falando: com um cidadão ou cidadã que tem os mesmos deveres e direitos perante a sociedade e a comunidade. TODOS efetivamente serão iguais perante a lei, justa e igualitária.

set
16

Você se lembra em quem votou na última eleição?

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Celso Luiz Tracco – Economista

Em véspera de eleição surgem notícias do tipo: 8 em 10 eleitores não se lembram em quem votaram para deputado federal, estadual ou distrital; eleitores não fiscalizam seus representantes. E por aí vai, demonstrando que a nossa frágil democracia ainda tem muito por crescer, desenvolver e se consolidar.

Nossa experiência democrática é muito superficial, porque somos uma sociedade:

Secularmenteiletrada – recente pesquisa mostrou que 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro na vida. Se a população em geral não lê, porque iria se interessar por política? Política, direita, esquerda, liberalismo? Ah! Não adianta entender! Nada muda!

Extremamente desigual – a renda média per capita de 1% dos trabalhadores mais bem pagos representa a mesma massa de renda de 40% dos trabalhadores que recebem na faixa mais baixa de salários. É lícito pensar que quem está preocupado com a sobrevivência diária da sua família, não se importa com quem está no poder, tanto faz. Ninguém olha para o pobre, o que interessa é comida na mesa!

Perigosamente desalentada – a abstenção, votos brancos e nulos em 2014 foi perto de 30%, tanto no 1º como no 2º turno das eleições. Em 2018, as pesquisas indicam que os votos brancos, nulos e indecisos somam cerca de 40%, muito acima do número de votos dados ao primeiro colocado. Parece que, após apenas 30 anos de eleições diretas, já estamos cansados de votar. Democracia serve para que mesmo? Não tenho emprego, segurança…

Culturalmente escravocrata – parte da sociedade gosta do estilo feitor, do pensamento único, do isolacionismo social. Somos uma nação de privilégios, de exceções, onde nem todos são iguais perante a lei. Queremos ser servidos e não servir. Hipocritamente admiramos sociedades mais igualitárias mas agimos como as totalitárias. Você sabe com quem está falando? Sou autoridade! A lei? Ora a lei.

Por isso damos mais atenção aos candidatos do Executivo (presidente e governador) aqueles que mandam, decidem autoritariamente, do que àqueles do legislativo (deputados e senadores), os que, teoricamente, deveriam promulgar as leis em benefício da população.

O atual sistema político é anacrônico, perdulário, ineficiente e corrupto no seu cerne. O Congresso Nacional se tornou um balcão de negócios, onde o interesse público nada vale. Isto só terá chance de mudar se a sociedade mudar. Se ela realmente quiser ser protagonista do seu destino, assumindo suas responsabilidades e deixando de querer sempre, um “salvador da pátria”. Caso contrário, continuaremos caminhando como um bêbado claudicante que vai tropeçando nas próprias pernas. Uma hora ele irá cair e não conseguirá se levantar sozinho.

O Brasil precisa mudar enquanto é tempo.

ago
2

Sorria, seu futuro está sendo roubado

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Celso Luiz Tracco – Economista 

Começou a temporada das convenções partidárias para definir as chapas e coligações para as próximas eleições de outubro. Em outras palavras, está aberto o balcão de negócios entre os partidos e os candidatos aos cargos eletivos. Uma verdadeira negociata onde tudo é financiado pelo dinheiro de impostos, menos o que realmente interessa ao dono do dinheiro, o povo. Em troca de alguns segundos de programa eleitoral gratuita, o candidato promete: cargos em estatais, em ministérios, na futura mesa diretora e em comissões do Senado e da Câmara Federal, aumentos de salário para servidores, doações de fundos para a campanha de seus “aliados” etc. A “criatividade para nos roubar é inesgotável”. Debate de ideias para tirar o Brasil da crise, reduzir déficit público e o desemprego, nem pensar. Eles nem sabem onde está o “Brasil real”. Eles só sabem onde está Brasília e seu pote de ouro. Ganhar seu quinhão no botim é o que importa. Os piratas do século XVII seriam meros “trombadinhas” perto dos nossos “representantes” legitimamente eleitos.

Mas, qual é a responsabilidade da população? Total, uma vez que temos a cultura de não discutir política, de achar que nada muda, que política é para quem não presta. Sim, enquanto as pessoas de bem não fizerem política, os aproveitadores e inescrupulosos se locupletarão.

Sei que nossas armas, isoladamente, têm baixo poder de fogo, mas, se nos unirmos em algumas causas comuns, creio que podemos incomodar esses verdadeiros faraós mumificados que se julgam divindades inatacáveis.

1 – Se o horário “gratuito” na TV e no Rádio é tão importante, então não vamos dar audiência. Iniciemos uma campanha via redes sociais propondo não assistir ou ouvir qualquer programa político, obrigatório ou não.

2 – Não votar em nenhum político que já tenha ocupado algum cargo público, de qualquer partido. A renovação deve ser ampla, geral e irrestrita.

3 – Não votar nos grandes partidos já muito conhecidos e mais comprometidos com esse sistema que gera contínuos escândalos. Quanto maior o partido, maior a quantidade de membros envolvidos com a roubalheira. Na divisão do roubo, todos estão irmanados, não importa a cor da bandeira.

Para o Brasil mudar, vai depender de pessoas preocupadas com o bem comum. A população precisa ser protagonista do seu destino, assumindo suas responsabilidades. Uma delas é o voto. Pela ação popular, podemos impedir que os maus políticos se reelejam. As redes sociais têm um grande poder e são de todos. Use-as para divulgar suas boas ideias sobre política. Ajude a formar um novo Brasil.

Ilustração: PalavraFaz

jul
13

Hoje é “Sexta-feira 13”

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags ,

Esta é a segunda e última “Sexta-feira 13” deste ano de 2018. Certamente foi aguardada com expectativa pelos supersticiosos, que atribuem à data um breve período de azar. Essa história é antiga…!

Hesíodo (Século VII a.C) registrou no seu livro “Os trabalhos e os dias” a recomendação de não se plantar no 13º dia. Na numerologia o 13 é tido como um número irregular, sinal de infortúnio. No Tarô, a carta 13 representa a morte. Para muitos, a “Sexta-feira 13” é o dia em que a sorte está de folga e, portanto, merece muita atenção e precaução redobrada.

A crença de que a “Sexta-feira 13” é um dia agourento não é nova; tem fundamento em antigas lendas cultivadas ainda na Idade Média, do outro lado do Oceano Atlântico. Atribuíam a data às bruxas. Na sexta-feira, dia 13, essas personagens estariam soltas e trazendo má sorte aos mortais.

Uma lenda da mitologia nórdica conta que Friga, a Deusa do Amor e da Beleza, foi transformada em bruxa quando as tribos escandinavas se converteram ao Cristianismo. A partir de então, Friga, juntamente com o demônio e outras 11 bruxas, passou a se reunir às sextas-feiras para infernizar a vida da população.

Os antigos cristãos também faziam menção à data, baseados em dois relatos bíblicos: a última Ceia do Senhor Jesus, onde haviam 13 pessoas; e a crucificação de Cristo, ocorrida numa sexta-feira. Há também o registro da prisão, tortura e execução dos membros da Ordem dos Cavaleiros Templários (Cavaleiros de Cristo), numa sexta-feira, 13 de outubro de 1307, na França, acusados de heresia.

Mas, deixando a crendice de lado, quem tem medo deste dia? Afinal, o que tem de mau o dia 13, especialmente se ocorrer numa sexta-feira? Nada existe de verdade. É só superstição e muita especulação.

Segundo a Astrologia, a sexta-feira é o dia regido por Vênus, o planeta do amor, da beleza, do entretenimento e da harmonia. Para os místicos o 13 está associado à evolução de todo ser. Então, não há porque temer a “Sexta-feira 13”! É um dia como outro qualquer; de obrigações, compromissos, afazeres e prazeres. Se os esotéricos dizem que o número 13 sugere a morte, ótimo! Morte significa o fim de um ciclo e o início de um novo período na nossa evolução cíclica.

Sigamos em frente, acreditando que este é apenas mais um dia nas nossas vidas. É preferível não considerar este como um dia de infortúnios. O azar, creia, está ligado à falta de .

Inteligentes como somos, não devemos determinar um dia/data para culpar pelos nossos fracassos. Estes são, na maioria das vezes, resultado da nossa própria falta de atenção, de planejamento, preparo, cuidado e esforço.

Cada um deve procurar os seus pontos mais positivos e usá-los com bom senso, equilíbrio, inteligência e sabedoria, no momento certo, para evitar conflitos, aproveitar as oportunidades que surgem e atrair coisas boas.

Dê folga ao azar. Ainda virão por aí muitas e muitas sextas-feiras 13. Serão dias para apostarmos na sorte!

abr
13

Quem tem medo da Sexta-feira 13?

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

 
*Alexandre Acioli

Esta é a primeira Sexta-feira 13 de 2018. Era aguardada com expectativa, principalmente pelos supersticiosos, que veem nessa combinação (dia-número) um período de 24 horas de azar.

Mas para quem acredita mesmo no azar, ele está em qualquer sexta-feira, em qualquer dia de qualquer mês. A Sexta-feira 13 é só o ápice para os supersticiosos, que neste ano de 2018 terão mais um dia 13 numa sexta-feira: em julho.

A crença de que a Sexta-feira 13 é um dia agourento não é nova. Hesíodo (Século VII a.C) registrou no seu livro “Os trabalhos e os dias” a recomendação de não se plantar no 13º dia. Na numerologia o 13 é tido como um número irregular, sinal de infortúnio. No Tarô, a carta 13 representa a morte. Para muitos, a Sexta-feira 13 é o dia em que a sorte está de folga e, portanto, merece muita atenção e precaução redobrada.

Esse medo tem fundamento em antigas lendas cultivadas na Idade Média, na Europa. Atribuíam a data às bruxas. Na sexta-feira, dia 13, essas personagens estariam soltas e trazendo má sorte aos mortais. Uma lenda da mitologia nórdica conta que a Deusa do Amor e da Beleza (Friga) foi transformada em bruxa quando as tribos escandinavas se converteram ao Cristianismo. A partir de então, Friga, juntamente com o demônio e outras 11 bruxas, passou a se reunir às sextas-feiras para infernizar a vida da população.

Antigos cristãos também faziam menção à data, baseados em dois relatos bíblicos: a última Ceia do Senhor Jesus, onde haviam 13 pessoas, e a crucificação de Cristo, ocorrida numa sexta-feira. Há ainda o registro da prisão, tortura e execução dos membros da Ordem dos Cavaleiros Templários (Cavaleiros de Cristo), numa sexta-feira, 13 de outubro de 1307, na França, acusados de heresia.

Oposto – Mas, segundo a astrologia, a sexta-feira é o dia regido por Vênus, o planeta do amor, da beleza, do entretenimento e da harmonia. Para os místicos o 13 está associado à evolução de todo ser. Então, não há porque temer a Sexta-feira 13! É um dia como outro qualquer; de obrigações, compromissos, afazeres e prazeres. Se alguns místicos dizem que o número 13 sugere a morte, ótimo! Morte significa o fim de um ciclo e o início de um novo período na nossa evolução cíclica.

Sigamos em frente, acreditando que este é apenas mais um dia nas nossas vidas. É preferível não considerar este como um dia de infortúnios. O azar, creia, está ligado à falta de fé.

Inteligentes como somos, não devemos determinar um dia ou uma data para culpar pelos nossos fracassos. Os fracassos são, na maioria das vezes, resultado da nossa própria falta de atenção, de planejamento, preparo, cuidado e esforço.

Cada um deve procurar os seus pontos mais positivos e usá-los com bom senso, equilíbrio, inteligência e sabedoria, no momento certo, para evitar conflitos, aproveitar as oportunidades que surgem e atrair coisas boas.

Dê folga ao azar. Ainda virão por aí muitas e muitas sextas-feiras 13. S e tivermos fé, estes serão dias para apostarmos na sorte!

Uma boa sexta-feira 13 para todos.

*É jornalista e pesquisador de Folkcomunicação

mar
11

A Serra Pelada das moedas digitais

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags ,

Vinicius Carneiro Maximiliano – Advogado

O cenário brasileiro anda agitado com a valorização meteórica da mais famosa das cryptomoedas (bitcoin)! Até a Câmara dos Deputados está perdida e correndo contra o tempo para tentar regulamentar o uso de moedas digitais, devido ao teor das discussões da audiência pública que ocorreu no dia 19 de dezembro de 2017.

Os debates nas redes sociais não são menos acalorados, muitas vezes beirando a revolta, tanto dos que apoiam quanto dos que a odeiam. A polarização quanto a “ser um bom negócio”, “ser uma moeda” ou “ser um ativo”, tem chegado as raias do debate às vezes até desrespeitoso. Os “early adopters” xingam qualquer um que critique a moeda: retrógrado, atrasado ou defensor do status quo dos bancos.

Do outro lado, economistas e analistas (alguns de peso, outros nem tanto!) fundamentam seus temores e alertas. Buscam suas análises em fatos históricos e cíclicos da economia mundial, na maioria as vezes sem sucesso! Não que seus fundamentos sejam inválidos: a multidão de “crentes” nas cryptomoedas simplesmente nega, em trocadilho gramatical, “o outro lado da moeda”, literalmente.

Entre discussões e debates, venho tentando formar uma opinião sobre as cryptomoedas. E sobre elas, de forma geral, já cheguei às minhas conclusões. Eu não acredito em bolhas… mas que elas existem, existem! Tulipomania é a mais famosa delas, mas tantas outras já se mostraram arrasadoras em mercados muito estruturados. Um detalhe: não é porque um investidor de credibilidade e peso adere ao ativo, que isso torna o ativo seguro, capisce?

Mas com relação ao bitcoin, especificamente, ainda tenho buscado entender alguns movimentos de mercado para formar meu convencimento. Portanto, esse momento em que escrevo essas linhas, acredito que o que deixarei aqui é o que tenho até agora. Certamente, com toda essa dinâmica que vemos, isso vai mudar! Em suma: é apenas mais um ativo, no caso digital, para investimentos.

Dinheiro e moeda, certamente, não o é. E isso não tem relação alguma com defesa aos bancos ou a conservadorismo. Isso é lógica pura (a qual tem faltado muitas vezes nos debates sociais) sobre a forma em que o dinheiro (efetivo) circula em função da aquisição e venda da moeda digital. Não é porque os cryptopunkers disseram que isso é uma desmonetização do dinheiro que isso é uma desmonetização.

Aliás, chamá-la cryptomoeda a mim parece muito mais uma bela sacada de marketing, estruturada em um fantástico storytelling da “lenda do seu criador anônimo”, do que efetivamente um meio monetário. Prefiro o termo “ativo digital fantástico” (porque realmente é!), que atende nesse momento minhas conclusões e evidências sobre essa nova onda.

A bitcoin, bem como as demais cryptomoedas, padece de um dos maiores problemas do mundo moderno: falta de liquidez! Dinheiro que é dinheiro, está disponível de imediato, na mão ou virtualmente, para adquirir bens e serviços. E essa é uma das maiores barreiras que as moedas digitais (atualmente!) sofrem. Sim, sim, eu sei que isso é fácil de resolver… mas enquanto não for resolvido, é um limitador.

Some-se a isso os custos de transação. Certamente nem todo mundo (ou quase ninguém!) entende como funciona a famosa “mineração” das moedas. E a grande sacada delas está nesse processo. Certamente, por essa razão chamei este post de “Serra Pelada” das moedas digitais. Vemos um batalhão de pessoas buscando ganhar dinheiro com o “ouro digital” que brota das CPU e GPUs mundo afora, em uma busca insana pela “pepita” (bloco de dados) mais pesada e mais brilhante, e que pague mais!

Não me diga que você não sabia que os mineradores podem escolher quais “blocos” minerar, em função dos melhores pagamentos? Essa é uma das razões pelas quais algumas transações entre carteiras demoram horas… e outras alguns minutos! A coisa não é tão democrática assim…

Atrele a isso tudo que o algoritmo criado pelo lendário desenvolvedor da moeda, vive alardeando que em dois mil e alguma coisa, será minerado o último bitcoin… praticamente uma mina de “ouro” que, com o tempo, se esgotará, e todo o “produto” que foi minerado ficará circulando no mundo em uma quantidade estável, porém com uma cotação totalmente instável. E que venham as especulações!

Assim, vemos pessoas nos mais recônditos cantos do mundo investindo em placas de processamento, hardware, usinas de energia portáteis, hipoteca da casa, empréstimos em bancos (tradicionais!) para viabilizar a tão sonhada mineração! Se pensarmos bem, em nada difere dos mineiros que, buscando o enriquecimento, largaram famílias país afora para ir viver em condições precárias em Serra Pelada, na busca de uma vida melhor. Se alguma vez você ler a história do Tio Patinhas, vai ver que, antes dele ficar quaquilhionário, se endividou em bancos e perdeu diversas “minas de ouro” em razão dos empréstimos para adquirir os materiais de mineração…

As “fazendas de mineração” não tem tanto glamour como pensamos! A imagem que se tem é de uma central hiper resfriada, com controles e luzes piscando e todo aquele charme do Vale do Silício. Faça uma busca simples no Google e verá que esse romantismo é bem longe da realidade dos mineradores da vida real. Famílias estão ficando malucas com seus adolescentes que montam verdadeiras centrais em casa e consomem a energia do bairro todo.

Ainda temos o alarde mundial (que confesso não saber se é verdadeiro) que o consumo de energia está aumentando assustadoramente para as mineradoras, e que isso pode causar um colapso energético, ou coisa do tipo. Vejam, é o mesmo caos de um impacto ambiental de uma mineradora de ouro, não é? Uma perfeita Serra Pelada, com toda sua glória e suas mazelas!

Na prática, o que mudou foi o instrumento e o formato: ao invés de picareta, precisamos de um laptop e placas potentes de processamento; ao invés da terra e mercúrio, utilizamos energia elétrica aos “tubos” e cryptografia decodificada; no final, de uma tonelada de barro (blocos de dados para serem descryptografados), sai 1 biticoizinha… ou quando não, um centésimo de milésimo de uma bitcoin.

E esse é outro detalhe: moeda, em sentido estrito, é uma unidade de medida com referencial definido. Moeda digital fez com que “um inteiro”, fosse dividido aos milhares dos milhares, chegando ao ponto de uma pessoa adquirir ou receber 0,000001 de bitcoin, pode?

Entre essas e outras características, as moedas digitais ainda possuem desafios grandes para serem socializadas e aceitas pelo mercado corrente. Sim, existe um lobby fortíssimo dos bancos e outros meios de pagamento para que isso tudo seja barrado. É sim um dos maiores impactos no sistema financeiro mundial. Porém, tais limitações ainda dificultam que o ativo seja facilmente transacionável por pessoas comuns. Fora as acusações de lavagem de dinheiro e os esquemas de pirâmide usando moedas digitais.

Como tudo nesse mundo capitalista em que vivemos, quem tem dinheiro, tecnologia e conhecimento pode operar facilmente com moedas digitais, pagando com cartão de credito, ou transferências internacionais. Porém, traga isso ao mundo real, do dia a dia, da compra do pão na padaria aos quilos de carne no açougue… é quase que ressuscitar a URV… quem se lembra?

Sou um entusiasta dessas inovações e acredito fortemente que o blockchain, que é a tecnologia que permite essa corrida do ouro, veio para ficar. Mas confesso que essa euforia com a bitcoin é mais um modismo digital. Veja-se os choques anafiláticos que pessoas tem sofrido mundo afora quando a moedinha dá um sustinho e cai uns 90% em meia hora… Imagina!

Costumo dizer que bitcoin é para os fortes… de bolso! Se você tem dinheiro para perder e não vai passar necessidades, invista! Ainda dá para ganhar um bom dinheiro… e para perder um tanto bom também. Contudo, dinheiro e moeda não estão nem perto do que é um bitcoin, uma grande sacada de ativo digital dos tempos modernos. E por fim: quer saber quando uma bolha está chegando ao seu limite ou querendo estourar? Preste atenção aos movimentos de “liquidez” de grandes investidores no ativo… se começarem a vender, tem coisa por ai!

mar
5

Energia eólica não é energia limpa

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags

Heitor Scalambrini Costa – Professor aposentado da UFPE

Usualmente as fontes de energias renováveis solar e eólica são tratadas como fontes limpas. O que realmente significa adjetivar de limpas tais fontes energéticas?

Limpa é o antônimo de suja, e as fontes sujas são bem conhecidas. São as fontes não renováveis como o petróleo e seus derivados, o carvão mineral e o gás natural. Constituem as maiores fontes emissores de gás carbônico, conhecido como gás que provoca o efeito estufa, o aquecimento global, e consequentemente as mudanças climáticas. Além destes combustíveis lançarem para a atmosfera outros resíduos altamente poluentes e danosos a vida no planeta.

A energia eólica não gera gases tóxicos, que causam o efeito estufa durante o processo de conversão/geração de energia. Dai, talvez assim, serem chamadas de limpas. Todavia é um grande equivoco e incorreto no estrito sentido de fonte sustentável. Assim, aqueles que propagam esta meia verdade acabam iludindo, confundindo e distorcendo a verdade dos fatos.

A quem interessa ficar repetindo como um mantra, que a energia elétrica produzida em grandes parques eólicos é energia limpa, sustentável?

A física nos ensina que não existe processo de conversão de uma fonte de energia em outra que não gera poluição, resíduos, afeta pessoas, enfim algum tipo de impacto. O que temos que escolher, diante do maior desafio da humanidade, que é o aquecimento global, as fontes renováveis, e a configuração, o modelo de implantação menos impactante de gerar energia. 

O que deve ser analisado, portanto, ao priorizarmos as fontes renováveis de energia (Sol, água, vento, biomassa) é como a energia é gerada, o modelo de implantação destas tecnologias. Existem duas configurações possíveis de geração de energia, chamado geração descentralizada (distribuída) e geração centralizada.

As grandes usinas, os parques eólicos, constituem uma maneira de geração concentrada. Também conhecida como geração “industrial” de energia, onde grandes “pacotes” de energia são gerados e transmitidos até os locais de consumo através de linhas de transmissão, e posteriormente distribuidas nas residências, no comércio, para as diferentes atividades econômicas.

Outra forma de geração de energia elétrica é a descentralizada, também chamada de distribuída, onde a geração está próxima do seu consumo, sem que haja necessidade de construir grandes linhas de transmissão, percorrendo milhares de quilômetros. Neste caso, o consumo de energia se dá próximo à geração. São menores as quantidades de energia produzidas neste caso.

Portanto, dependendo da escolha feita, a energia eólica pode acarretar mais ou menos efeitos negativos (sociais, econômicos e ambientais). Como por exemplo, supressão de vegetação, problemas causados à fauna (morcegos, pássaros), alterações do nível hidrostático do lençol freático no processo de instalação da estrutura das torres, aterramento e devastação de dunas, impacto sonoro afetando a saúde das pessoas (distúrbios do sono, dor de cabeça, zumbido e pressão nos ouvidos, náuseas, tonturas, taquicardia, irritabilidade, problemas de concentração e memória, episódios de pânico com sensação de pulsação interna ou trêmula, que surgem quando acordado ou dormindo), deslocamentos forçados de populações com destruições de modos de vida de populações tradicionais, expropriação de terras (com contratos draconianos de arrendamento), entre outros efeitos negativos.

Inúmeros estudos acadêmicos mostram os danos sociais, econômicos e ambientais causados, além das sistemáticas denúncias sobre agressões cometidas contra o meio ambiente e pessoas, relatando verdadeiras tragédias (perdas, prejuízos, danos, privações, destruições de vidas e de bens, muitas vezes permanentes e irreversíveis), que estão sendo cometidas com as instalações de parques/usinas eólicos. Em particular, no Nordeste brasileiro, onde mais de 80% dos mais de 500 parques eólicos (6.500 aerogeradores) estão instalados.

Não há dúvidas que grandes instalações, ocupando grandes áreas, atentam mais gravemente contra o meio ambiente e as pessoas, do que pequenas instalações eólicas. Em pouco mais de cinco anos, a potência instalada no país, devido à instalação de parques eólicos, multiplicou por 100, atingindo atualmente a 8ª colocação no ranking mundial de capacidade instalada. Em 2017 o Brasil atingiu 12.640 MW.

Não se pode mais escamotear os problemas que estão sendo denunciados pelos atingidos; relatados nos trabalhos científicos. Faz-se necessário uma ampla revisão da conduta dos órgãos públicos a respeito das inúmeras violações que estão sendo cometidas pelos “negócios do vento”. Lembrando que omitir, retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de investigação é prevaricação. Crime funcional praticado por funcionário público contra a Administração Pública.

Foto: aeajs

fev
28

O valor da verdade na era do fake news

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Paulo Nassar – Professor-titular da ECA/USP e presidente da Aberje

Já dizia o filósofo e escritor italiano Umberto Eco: “O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade.” Segundo ele, os “idiotas da aldeia” tinham o direito à palavra em um bar após uma taça de vinho, mas sem prejudicar a coletividade. Com o advento das redes sociais, no entanto, hoje eles “têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel”.

A teoria de Eco é comprovada por um levantamento realizado pelo Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Acesso à Informação da USP, na semana que antecedeu a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, em abril de 2016. A diligência, que investigou mais de 8 mil reportagens publicadas em jornais, revistas, sites e blogs no período, concluiu que três das cinco notícias mais compartilhadas no Facebook eram falsas. Juntos, os textos tiveram mais de 200 mil compartilhamentos, o que nos leva a crer que mais de 1 milhão de pessoas tenham sido impactadas por notícias falsas em menos de uma semana.

A má notícia (e essa não é falsa) é que a onda de inverdades não se restringiu ao processo de impeachment de Dilma Rousseff — ela está presente em nosso dia a dia e hoje influencia discussões nas mais diferentes áreas, da política ao esporte, passando pela economia e a cobertura ambiental. Vivemos a era do “fake news”, onde blogs com interesses escusos deturparam o princípio básico do jornalismo, que é a imparcialidade, para manipular a opinião pública de acordo com os interesses de determinados grupos.

Nos últimos anos, essa se tornou uma atividade altamente lucrativa — talvez até mais rentável que o jornalismo de verdade. Prova disso é que atualmente existe uma verdadeira indústria que movimenta bilhões de dólares por ano através dos fake facts.

Mas nem só de blogs sujos vive o fake news. Em um momento de debates polarizados, de “nós contra eles”, muitos profissionais da área têm misturado jornalismo com ativismo, levando a desinformação até mesmo aos veículos que gozam de credibilidade junto ao seu público. O que pouca gente se dá conta é que notícias falsas ou coberturas jornalísticas tendenciosas podem afetar não somente a política, como também pessoas e empresas, destruindo a reputação e gerando prejuízos bilionários às corporações.

O jornalismo, não como empresa, mas como instituição, precisa criar um escudo para se proteger dessas práticas obscuras e não ser predada pelo fake news. É cada vez mais necessário zelar pela história, valores e princípios dos veículos tradicionais — e sobretudo pela credibilidade conquistada por eles ao longo de décadas. Muitos desses meios de comunicação contam atualmente com checadores profissionais de informações, uma arma eficiente na busca pela diferenciação. Outros apostam em parcerias com empresas especializadas em checagem de notícias, um negócio novo, mas que se tornou altamente relevante nos dias de hoje.

Até mesmo companhias como o Facebook, o Google e o Twitter — que não produzem conteúdo, apenas os distribuem entre seus usuários — vêm investindo fortemente em ferramentas de checagem, buscando aumentar a credibilidade dos seus serviços.

Mas a busca pela verdade, é preciso dizer, não é uma tarefa exclusiva dos veículos de comunicação. Do lado do leitor, também é preciso cuidado para interpretar as notícias, avaliar a credibilidade de quem as veicula e, principalmente, não colaborar para a difusão de conteúdos falsos, uma tarefa que acaba dificultada pelo cunho ideológico dos principais virais.

A luta contra o fake news precisa ser encarada como uma via de mão dupla. Se por um lado é preciso criar uma relação de confiança com o leitor, esse, por sua vez, precisa valorizar as fontes confiáveis. Em tempos de pós-verdade, somente o bom jornalismo pode fazer a diferença para a sociedade. Essa é a informação que vale.

jan
25

Ingredientes de um julgamento histórico

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags ,

Leonardo Pantaleão – Especialista em Direito Penal

Ontem (24), em um dia histórico para a Republica brasileira, em que novamente se avaliou a responsabilidade criminal de um ex-presidente perante um órgão colegiado do Poder Judiciário, relembro-me de uma das célebres frases de Platão, que assim um dia asseverou: “o juiz não é nomeado para fazer favores com a Justiça, mas para julgar segundo as leis.”

A par de qualquer questão ideológico-política, o Poder Judiciário demonstrou, com a mantença da condenação do ex-presidente Lula, que a função de julgar deve ser alheia a pressões externas, até mesmo daquelas de natureza intimidatórias, como antidemocraticamente noticiadas recentemente. Isso, em epítome, é o que se espera de um Poder independente, imparcial e apartidário.

Devo aqui destacar, também, o intenso combate travado entre acusação e defesa, natural em uma ação penal que envolve a representatividade de entendimentos, sentimentos e interesses avessos entre si. Ambos devem ser merecedores de aplausos, posto que com brilhantismo desenvolveram seus misteres.

Engana-se aqueles que imaginam que a batalha, com o desfecho desse dia, repita-se, histórico, alcançou o seu final. Muitos serão, ainda, os capítulos que se avizinham nesse roteiro protagonizado por alguém que, não se nega, despertou sentimentos antagônicos entre os brasileiros.

Nosso sentimento, nesse momento, é único: que prevaleça, ao final, a Justiça, como forma de sedimentar a credibilidade do tão sofrido povo brasileiro, nas suas instituições.

jan
23

Ensaio sobre Lula e a sociedade do espetáculo

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags ,

Celso Tracco – Economista e teólogo

Guy Debord, filósofo francês, criou a expressão “sociedade do espetáculo”. Uma crítica tanto ao mundo capitalista como socialista. Não importa a essência dos fatos, mas a aparência da comunicação, isto há 50 anos atrás. Nada mais atual em uma sociedade influenciada pela informação e pela contrainformação. Assim está sendo tratado o caso do julgamento do ex-presidente Lula, no TRF-4. Como a impunidade para políticos, empresários e poderosos, ainda é grande, o julgamento de um ex-presidente é tido como o grande acontecimento – um show. Não deveria ser, se nossa sociedade fosse justa e onde todos fossem iguais perante a lei, como reza a nossa Constituição.

Lula é um fenômeno de comunicação. Sua carreira política foi feita no movimento sindical, usou as estruturas sociais da Igreja Católica para divulgar o PT e empolgou os intelectuais com seu discurso reformista. Alcançou a presidência, entre outros motivos, pela incompetência do PSDB – partido dito de centro-esquerda, mas vivia e vive muito mais na “Casa Grande” do que na “Senzala”. Lula veio da “Senzala”, conhecia as necessidades da população historicamente marginalizada, esquecida de todos, sem voz e sem vez.

Eleito, sabia que não poderia deixar de lado o poder financeiro. Ironicamente, nunca antes na história deste país, os banqueiros ganharam tanto dinheiro como no seu governo, assim como a indústria automobilística, agronegócio, infraestrutura. Brasil potência! Os pobres ficaram com as migalhas sociais, os ricos mais ricos, a classe média se esfolando para pagar impostos pois, pobres não pagam e ricos sonegam, para manter uma máquina pública cada vez mais inchada, ineficiente, anacrônica e corrupta. Lula, como tantos outros, se apaixonou pela “Casa Grande” e suas mordomias.

A casa começou a cair com o “Mensalão”. Lula não foi atingido, apesar de vários dos seus companheiros de primeira hora terem conhecido o cárcere. Com o “Petrolão”, esquema gigantesco de corrupção, o messiânico sindicalista foi alcançado. Agora temos um ato importante. O ex-presidente irá a julgamento em 2ª instância no primeiro de seis outros processos, onde é réu ou indiciado.

Já sabemos que o resultado do julgamento, seja ele qual for, não será acatado por todos. Lula, infelizmente é um exemplo de que nada muda neste país. Tudo o que ele combatia: velhas oligarquias políticas, falta de renovação, a luta por cargos públicos, manipulação da Justiça, agora ele, através de seus apoiadores, pratica. Ele é mais um “senhor de engenho” da política brasileira, agora transvestido de vítima das classes opressoras.

E o povo? Ora o povo que fique com Carnaval e Copa do Mundo. Pão e circo é uma prática válida há mais de 2000 anos.

Carnaval 2020

Está chegando o Sábado de Carnaval22 de fevereiro de 2020
O grande dia está aqui.

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