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mar
22

Água: ainda desperdiçamos muito

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags

Alexandre Acioli*

aguaÉ preciso encarar o meio ambiente como parte das nossas vidas. É preciso ter em mente que em um ambiente poluído, com desmatamentos, sem água, hiper-consumo e inúmeras espécies de animais e plantas sendo extintas, não teremos condições de nos manter vivos ou de garantir a vida para as gerações futuras.

Profissionais mais dedicados ao estudo e acompanhamento da “saúde da Terra” apontam três questões que preocupam e podem levar a extinção da espécie humana dentro de alguns milhares de anos: desperdício e poluição das águas, desmatamento e o hiper-consumo, aliado à grande produção de lixo.

A questão da água é preocupante. A água doce é um recurso vital para a humanidade e, apesar de parecer abundante, não é inesgotável: de todo esse bem existente no planeta, somente 0,029% está nos rios e lagos; 0,39% no subterrâneo, e 0,001% na atmosfera. O restante é água salgada e imprópria para o consumo humano (97,2%), ou está nos pólos, na forma de gelo (0,39%). Apesar disso, a ‘pouca educação ambiental’ faz com que vigore a cultura do desperdício.

Nos últimos 75 anos a população mundial (com 7,2 bilhões de pessoas) triplicou, fazendo com que a demanda por água aumentasse em 60%. A estimativa é que se o consumo desordenado continuar, em 2025 a população estará consumindo 75% das reservas de água potável do planeta, que poderá enfrentar um déficit de 40% no abastecimento até 2030, se não se melhorar a gestão desse recurso. Atualmente, a água já é produto escasso para mais de 2 bilhões de pessoas, metade delas residindo em áreas urbanas.

E a situação só se agrava, com a alarmante contaminação dos recursos hídricos e o desperdício que se verifica, principalmente na agricultura: a produção mundial de alimentos consome algo perto dos cinco trilhões de metros cúbicos de água/ano. No Brasil, o uso de agrotóxicos e fertilizantes é a segunda causa de contaminação da água. Uma pesquisa divulgada recentemente pelo IBGE aponta que 1.134 dos 5.281 municípios brasileiros têm o solo contaminado por esses produtos.

Por esses números constata-se facilmente que nessas terras abaixo da Linha do Equador a população utiliza mal esse recurso natural, desperdiçando cerca de 40% da água potável destinada ao consumo humano, segundo dados do Parlamento Latino Americano, em 2003. A ONU estima que o desperdício de água poderia chegar, até, 20%.

Por ser um bem essencial, a água doce deve estar na pauta de discussões sobre desenvolvimento e sustentabilidade dos governos, em todos os níveis, a fim de definir, pelo menos, um programa de educação ambiental que possa orientar a população para o fato de que esse líquido não pode ser utilizado indiscriminadamente como ocorre nos dias atuais.

Bom seria que as pessoas pudessem parar um pouco para refletir acerca das suas responsabilidades sobre os recursos naturais e o modo de vida que levam. Essa reflexão pode ser feita hoje, dia 22 de março, quando se comemora o Dia Mundial da Água. 

*Jornalista e especialista em Educação Ambiental

mar
15

Eu consumo, tu consomes, ele consome, nós consumimos…

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags

Fátima Raizaro Queiroz – Gerente de RH da Rakuten Digital Commerce

No dia 15 de março é celebrado no Brasil o Dia do Consumidor. No consumo, o ato de comprar está diretamente Dia do Consumidorrelacionado à necessidade ou à sobrevivência. Já quando se trata de consumismo, essa relação está rompida, ou seja, a pessoa não precisa necessariamente daquilo que está adquirindo.

Consumir é, antes de tudo, comprar. É despender parcela econômica de capital para adquirir uma coisa. Esse hábito vem sendo discutido por muitos autores em suas origens e proporções. Alguns estudiosos enfatizam a importância da publicidade na construção da obsessão pelo ato de comprar. Outros autores destacam a vinculação histórica da possibilidade de compra à vida boa, riqueza e saúde. De certa forma, o consumismo define a relação de quebra entre a ação de comprar e a necessidade do que está sendo adquirido.

Falar de consumo nos remete a investigar a cultura. Pode-se viver sem produzir, mas dificilmente sem consumir. Sabemos disso. Estamos submetidos às culturas do consumo material, midiático e simbólico (prazer, sucesso, felicidade). O consumo implica em comunicar, pertencer, participar, estabelecer vínculos e sociabilidades, estar em rede, buscar e ter visibilidade. O meu estilo de vida corresponde a um modo de compra e consumo particular e único.

Pensando de forma abrangente, consumir é um processo decisório. Claro, pois ele envolve desde influências dos ambientes, diferenças individuais, estratégias de marketing e processos psicológicos. Essa decisão, que ativa ou não o processo de compra, é regida pelos nossos desejos e o despertar das necessidades.

Estes desejos podem permanecer armazenados na memória e sua execução, deixada para mais tarde, ou serem imediatistas. Aí entra a estimulação que, vinda do meio, pode levar a uma motivação. Se elas forem reforçadoras, a nossa motivação será maior. Afinal, o ato de comprar nos gera uma emoção. Sentimentos de alegria, de poder, de ansiedade, insegurança ou até medo nos invadem.

Gente, por isso adoramos tanto comprar!! Através de um clique ou um “rolê” pelo shopping, podemos, além de nos distrair, vestir a moda, aliviar o estresse, estar mais conectado. Nos sentirmos mais felizes! E o que é melhor, basta passar o cartão e saber que lá no futuro vou pagar, o que importa é que nada paga esse momento carregado de anseios e expectativas. Sim, porque neste momento há motivação por um desejo. Será assim para a vida toda.

Em outro momento, poderemos abordar os comportamentos que permeiam uma compra, os tipos de consumidores, racionalidade ou insensibilidade e muito mais. Já pensou como vai aproveitar este dia? Desejo, Motivação e Consumo… tudo a ver.

mar
1

FAMOSOS E SOLIDÁRIOS: CELEBRIDADES BRASILEIRAS QUE FAZEM A DIFERENÇA

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags ,

O Dia Mundial da Boa Ação acontece em Abril, e é quando muitos levam à prática a caridade que em teoria pretendem fazer. No entanto, muitos não esperam esse dia chegar para realizar boas ações, como alguns famosos, que além de darem um show no palco, na passarela ou nos gramados, o dão em solidariedade.

Alguns deles nós já admiramos e conhecemos muito bem por estarem sempre na mídia, como a atriz Angelina Jolie, que foi elevada a embaixadora da ONU pelo seu trabalho em missões humanitárias. No entanto não são apenas ídolos internacionais que lutam por uma causa e fazem a diferença no mundo. Muitos astros da terrinha verde-amarela também tem um papel importante quando o assunto se trata de caridade!

giseleGisele Bündchen

A übermodel mais bem paga do mundo não goza apenas de beleza exterior, Gisele Bundchen (foto ao lado) também é filantropa e ativista do meio ambiente. Algumas de suas diversas ações contam com o suporte a campanhas como I am African, que chama atenção às vítimas do HIV na África, sendo que promoveu a causa sem receber cachê. Também já doou o cachê de uma semana de desfiles no SPFW para o programa Fome Zero e reverteu o lucro de sua linha de sandálias para projetos em prol da proteção da Floresta Amazônica e seus recursos hídricos.

ronaldoRonaldo Nazário

Uma dessas celebridades engajadas em causas sociais vêm do mundo esportivo: o internacionalmente famoso Ronaldo, ex-jogador de futebol que já disputou 3 Copas do Mundo e é mais conhecido como Fenômeno. Em 2012, o craque e sua ex-esposa, Beatriz Antony, criaram a ONG “Fundação Fenômenos” para ajudar comunidades pobres e construir um mundo melhor através do esporte. Para ajudar a angariar fundos, Ronaldo e seus parceiros participam e organizam vários eventos em nome da fundação e desenvolvem diversos projetos sociais, como o “Desafio Fenômenos”, que ajuda moradores da periferia a mudar a comunidade a partir de ações esportivas e de sustentabilidade.

xuxaXuxa Meneghel

Além de ter feito a alegria da criançada por muitos anos em seus programas de TV, a rainha dos baixinhos continua comprometida com os pequenos fora das telinhas, com a Fundação Xuxa Meneghel. Criada em 1989, ela atua na defesa e promoção dos direitos das crianças e adolescentes, contando com diversos projetos e campanhas, além de programas em comunidades mais vulneráveis, que oferecem atividades extraescolares socioeducativas. A Fundação hoje auxilia mais de 30 mil faustãocrianças em todo o Brasil, e ainda trabalha em parceria com a Assistência Social, para garantir aos jovens a participação nas políticas públicas infanto-juvenis.

Faustão

Outro apresentador figura aqui nessa lista. Mesmo apesar de não fazer seus trabalhos sociais sob os holofotes, Faustão ajuda muita gente: já tornou realidade o sonho da casa própria de mais de 200 funcionários, e doa 10% do seu salário para ONGs, instituições de caridade e pessoas necessitadas.

 

dez
24

CURIOSIDADE: A MISTERIOSA HISTÓRIA DO CHESTER

AuthorPostado por: Maraba Soares    CategoryEm: Artigos     Tags ,

Uma ave que não há vídeos nem fotos dela. Um animal envolto em mistérios. E o que existe de concreto é a versão oficial da empresa responsável pelo desenvolvimento desse animal. E uma pergunta que é um verdadeiro clichê, feita todos os anos especialmente na época do Natal? Você já viu um chester vivo?

A história começou em 1979. Naquele ano, um diretor da Perdigão recebeu uma missão: criar uma alternativa para o peru de Natal da concorrente, a Sadia, um sucesso de vendas. Ele então enviou aos EUA dois técnicos, que voltaram com 11 linhagens de uma galinha escocesa.

Elas foram direto para a avícola Passo da Felicidade, em Tangará, no interior catarinense. A granja ficava no meio de uma reserva de araucárias, totalmente isolada. Em 1982, após três anos de desenvolvimento, surgia no mercado o Chester – marca registrada que vem do inglês chest (“peito”). Em contrapartida, anos depois, apareceu outro superfrango, o Fiesta, o “chester da Sadia”. 

Até hoje, tudo relacionado ao chester é muito fechado. Por questões sanitária, não é permitida a visita à granja onde o animal é criado. A única foto do animal disponível é da própria Perdigão (abaixo).

chester_vivo

Nada mais se sabe e um único vídeo do animal vivo nunca sequer foi exibido. Todo esse “mistério” por trás do chester originou um verdadeiro festival de teorias da conspiração.

Circulam na internet e à boca miúda histórias como a de que essa ave tem dificuldade para andar, pois boa parte de seu peso está no peito e nas coxas. Isso faz com que o animal fique com as pernas curtas e caia frequentemente de peito no chão. Será verdade isso?

Mas seria muito bom poder ver um, ou melhor, vários chesters vivos, para afastar de uma vez por todas as “teorias da conspiração” sobre o animal.

Fonte: Cura Pela Natureza

dez
21

CORRUPÇÃO E FELICIDADE

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Álvaro Fernando

cfTalvez você se lembre do nome de quem matou Odete Roitman, mas ninguém sabe dizer, até hoje, quem matou PC Farias no chamado “crime que abalou o país”. A história está repleta de casos de corrupção em que o corrupto se dá muito mal. A maioria? Quem sabe?

O significado do termo por si só já apresenta seus dentes, pois “corrupta”, em latim, é a junção das palavras “cor” (coração) e “rupta” (quebra ou rompimento). Algo que, de cara, não me parece provocar um resultado bom ou convidativo: romper com o coração.

A origem do termo está no latim, mas a prática é muito mais antiga que a língua. Fico espantado quando vejo pessoas associarem a corrupção aos brasileiros. Olhe em volta, viaje à China para conhecer as fábricas de trabalho escravo de um quarto da população do planeta ou jogue um feixe de luz sobre a indústria bélica americana. Procure entender o que acontece na Somália, Líbia, Coréia do Norte, Venezuela, Camboja ou República do Congo.

Outro dia, em uma mesa de bar, um suíço questionou uma colombiana sobre como era a vida na Colômbia em contato com os traficantes. Ela, com calma e uma lucidez cortante, respondeu que quem deveria conhecer os traficantes era ele, pois é na Suíça que eles depositam todo dinheiro e encontram cobertura para o que fazem. Muito firme o ponto de atenção dela e isso tem um nome, chama-se: corrupção. A história nos apresenta líderes de países “desenvolvidos” da Europa mestres nessa “arte”.

O que fazer com todo este dinheiro? Alguns dirão: “para comprar o poder!” Mais poder? Poder para roubar? Roubar para poder? De certo, alguém já lhe fez a deliciosa pergunta: “o que você faria caso ganhasse uma bolada rechonchuda na loteria? O que faria se amanhã depositássemos um bilhão de reais em sua conta?”.

Muitos podem ainda ter o cuidado de questionar: “mas será um bilhão de reais que pertencem a mim ou um bilhão de dinheiro sujo, roubado dos cofres públicos?”. Considero uma boa pergunta, pois muda completamente a situação do beneficiado. Mas a dúvida inicial persiste: o que fazer com um valor tão colossal?

O despropósito dos valores é proporcional à falta de propósito na vida dos corruptos. Não há finalidade alguma, o rombo que se faz no cofre público é sem propósito. Sim! Para entender qual o propósito de cada uma na vida, é preciso pensar sobre os valores mais elevados e a aspiração individual de algo que valha a pena ser vivido.

Perceba que não há nesse momento um questionamento à falta de caráter ou cobrança por mais integridade, retidão e princípios, mas, sim, a constatação da importância do propósito de vida particular de cada um, aquilo que Aristóteles chama de ética – ou seja, reconhecer aquilo a que se aspira e dirigir-se nesse sentido. Na rota contrária a isso, o mundo contemporâneo demonstra ser capaz de produzir uma legião de líderes sem noção, razão, motivo, critério, senso, discernimento ou juízo.

Momento em que paramos para pensar: quem é essa pessoa? O que ela quer de verdade? Estamos no tempo certo para distinguir sucesso de felicidade! Afinal, quantas pessoas o mundo já produziu com uma carreira de sucesso e tremenda infelicidade?

Mais uma face desse espelho distorcido que engana a tantos: olhe no rosto daquele que você julgar corrupto, tente buscar um sinal de felicidade e não encontrarás! Agora, pense em alguém que você considera muito feliz, e o que aparece? Vamos lá! Busque na memória alguém de suas relações que você nomearia como uma pessoa “exemplo de felicidade”, e veja o que encontra: propósito de vida, altruísmo e generosidade.

dez
18

FACEBOOK: AGORA É POSSÍVEL REALIZAR POSTAGEM COM FUNDO COLORIDO

AuthorPostado por: Maraba Soares    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

A partir desta sexta-feira (16), o app oficial do Facebook trouxe uma novidade bem legal para a rede social. Finalmente se tornou possível realizar a postagem de textos com fundos coloridos no seu feed. Exatamente: agora é possível fazer posts muito mais divertidos no sistema. Mas por enquanto é possível criar os posts somente no smartphone.

facebook

Quando você quiser publicar textos, poderá fazê-lo sem precisar usar o velho (e chato) padrão com fundo branco e palavras pretas. E o melhor: fazer isso é mais simples do que você pode estar pensando!

O primeiro passo é atualizar o app do Facebook no seu smartphone para a versão mais recente — a atualização está sendo liberada aos poucos e nem todos os consumidores terão acesso neste primeiro momento. Depois disso, é só abrir a rede social normalmente em seu smartphone e então tocar sobre “No que você está pensando” para abrir a janela de inserção de posts. 

facebook2

Neste momento, um ícone colorido será colocado logo acima do seu teclado habitual. Toque sobre ele para que uma nova paleta de cores seja mostrada. Escolha a que mais se encaixar com os seus gostos e toque sobre ela. Depois é só tocar novamente sobre a aba de inserção de textos e escrever o que você deseja compartilhar. Pronto!

O seu texto com fundo colorido ficará disponível para todos os seus amigos — tanto no carregamento mobile quanto no desktop.

Fonte: Tecmundo

nov
21

A FALÊNCIA DO PACTO PELA VIDA

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags , ,

Armando Monteiro Neto – Senador (PTB-PE)

Em 2015, a cada duas horas um pernambucano foi assassinado: foram quase 3.900 mortes violentas no armano, o que representou um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Aumentaram também, de forma significativa, os assaltos a ônibus, roubos de carro e explosões de caixas eletrônicos. E este ano a escalada de violência continua.

Se é verdade que a segurança pública é um problema em todo o país, também é fato há diferenças importantes entre regiões e mesmo entre Estados. No Nordeste, por exemplo, Alagoas reduziu em 21% a taxa de homicídios, e o Ceará registrou queda de 9% – ao contrário do que aconteceu em Pernambuco.

O que acontece em nosso Estado? Por que o Pacto pela Vida, que foi referência nacional ao reduzir o número de assassinatos em 30% entre 2007 e 2013, agora sofre tal retrocesso?

Na raiz dos problemas de hoje estão ausência de gestão e de comprometimento do governo estadual com as metas do programa e com o acompanhamento dos indicadores de criminalidade. Faltou investimento em áreas essenciais de tecnologia, inteligência e infraestrutura. Não foi institucionalizado um fórum de segurança pública, com participação das organizações da sociedade civil para acompanhar e monitorar o programa.

Este diagnóstico não é meu, é do idealizador do Pacto Pela Vida, o sociólogo José Luiz Ratton, que foi incisivo em sua entrevista recente neste mesmo JC: para ele, o programa morreu.

Em gestões passadas, o governador participava diretamente das reuniões e impunha um sentido de urgência. Hoje, existe afastamento proposital do tema, talvez pelos índices desastrosos e pela sensação de insegurança que inquieta o povo pernambucano. Enquanto isso, o Pacto pela Vida sobrevive apenas na propaganda do governo.

O Brasil precisa de uma política nacional de segurança pública, em que possamos valorizar a cooperação federativa no combate à criminalidade, melhorar e ampliar o nosso sistema penitenciário e proteger nossas fronteiras do tráfico de drogas e armas.

Mas Pernambuco não pode assistir passivamente ao aumento da criminalidade. Nossa população reclama por medidas urgentes, que coloquem um freio à escalada de violência e tragam paz e segurança para as ruas e os lares das nossas cidades.

nov
8

COMO SE PREPARAR PARA A MAIOR “SUPERLUA” EM QUASE 70 ANOS

AuthorPostado por: Maraba Soares    CategoryEm: Artigos     Tags

Daqui a alguns dias a Lua estará mais perto de nós do que o comum. Na véspera do próximo dia 14 será possível observar a superluamaior ”superlua” em quase 70 anos.

Mas do que se trata o fenômeno? De acordo com a astrônoma britânica Heather Couper, as “superluas” são resultado de uma “casualidade”.

“A Lua gira ao redor de uma órbita elíptica, e se a Lua Cheia coincide com o ponto do trajeto onde está mais próximo da Terra, ela pode parecer absolutamente enorme”, afirma.

Essa coincidência ocorrerá novamente no dia 14 de novembro e o fenômeno deve ser extraordinário por causa da proximidade: nesta data a Lua se encontrará a 48,2 mil quilômetros mais próxima da Terra do que quando esteve recentemente no seu apogeu – que é o ponto mais distante da órbita. O satélite não chegava tão perto assim desde 1948 e não voltará a fazê-lo até 2034.

Com exceção do eclipse da Superlua de 2015, não houve nem haverá por muito tempo uma Lua Cheia tão especial – mesmo que curiosamente tenhamos tido três Superluas consecutivas em três meses – a anterior ocorreu em 16 de outubro e a última será no dia 14 de dezembro.

É possível se preparar para aproveitar melhor o fenômeno e ainda identificar algumas “surpresas”. A melhor maneira, claro, é ir para um local aberto e tranquilo, longe das grandes cidades e da iluminação artificial muito forte e potente.

Como em qualquer outra Lua Cheia, o corpo celeste parece maior e mais brilhante quando aparece no horizonte. E o mesmo ocorre com as Superluas. Ainda que elas apareçam 14% maiores e 30% mais luminosas que as luas cheias comuns, são mais surpreendentes quando estão na linha do horizonte e não altas, no céu.

Fonte: BBC Brasil

nov
8

EMPRESA PAGA ATÉ R$ 2 MIL A QUEM COLOCAR ANÚNCIOS NO CARRO

AuthorPostado por: Maraba Soares    CategoryEm: Artigos, Pernambuco, Recife, Serviços     Tags

Uma empresa de São Paulo oferece até R$ 2 mil reais para motoristas que desejam estampar seus veículos com placas adesivopublicitárias. Já existem vários adeptos no grande Recife.

Para ter direito a renda extra, o proprietário do carro deve entrar no site do grupo para cadastro. Depois do contrato assinado, é estabelecida uma data em que o condutor seguirá até uma loja conveniada para a aplicação do adesivo com o anúncio.

A remuneração é computada com base na quilometragem e locais em que o carro costuma passar. O adesivo irá ocupar uma área inferior a 40% do veículo.

Fonte: Portal JC

out
30

GUARDA COMPARTILHADA NÃO É MECANISMO PARA REDUZIR PENSÃO

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags

Paulo Akiyama

Tenho notado, em inúmeros meios de comunicação, pessoas opinando sobre a guarda compartilhada (lei gc13.058/2014) e misturando assuntos, em especial com respeito à pensão alimentícia.

Isto me fez recordar quando o instituto do dano moral iniciou em nosso ordenamento jurídico e que inúmeros profissionais do direito, na busca de indenizações milionárias, deram início a ações judiciais requerendo muito mais do que seus clientes tinham direito. Nós, operadores do direito, sabemos muito bem até onde podemos ir, em especial com relação a danos morais, mas, à época, se banalizou de tal forma que resultou no que temos hoje, indenizações mínimas e de valores ínfimos, deixando de assistir àquele que realmente tem direito do pleito.

A guarda compartilhada não pode ser utilizada de maneira sórdida pelos operadores do direito. A lei não é um instrumento para reduzir a pensão alimentícia, mas sim uma forma de ampliar a convivência do genitor que não detém a residência ou a guarda dos filhos, de forma equilibrada, e que possa exercer o direito do poder familiar.

Aqueles genitores que pretendem ingressar com uma ação de guarda compartilhada objetivando a redução de pensão alimentícia, estão totalmente enganados no pleito, pois, o objetivo da lei é a ampliação de convivência e não redução de pensão.

Assim, precisamos que todos entendam muito bem o objetivo da guarda compartilhada, principalmente porque tratamos de convivência de pais e filhos e, não de administração financeira.

Não podemos em hipótese alguma deixar a lei da guarda compartilhada ser banalizada.

Já temos imensa dificuldade para que os magistrados apliquem a lei 13.058/2014 qual determina a aplicação da guarda compartilhada, até compulsoriamente, vamos imaginar: e se começarmos a banalizar com o interesse de redução de alimentos? Sabem quem irá sofrer com isto? Aqueles pais e filhos que realmente querem a ampliação de convivência.

Assim, é de grande importância, aqueles que buscam a guarida do Poder Judiciário para ampliar a convivência entre pais e filhos. Não misturem guarda compartilhada com redução de alimentos, sendo este último, objeto de ação de revisão de alimentos e que deve ser bem embasada para o sucesso, desde que não traga prejuízos aos menores que são os que devem ser amparados e assistidos.

out
20

PRECIOSAS DICAS SOBRE PERFUMES

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos, Brasil, Mulher, Saúde     Tags

Blog Miga, adorei!


Migas lindas, que tal conhecer mais sobre a fixação dos perfumes?
perfume_miga-adoreiInteressante e útil para nos ajudar na hora da compra do perfume.

Tão bom estar cheirosinha o dia todo, mas nem sempre isso é possível devido o dia corrido e também a duração do perfume na pele.

A fixação do perfume significa o tempo de duração do perfume na pele, então vamos ficar atentas nessa característica também, já que queremos passar todo dia perfumadas!

Meninas, o que é um fixador? São substâncias utilizadas para retardar ou até mesmo impedir a volatilização das essências ou óleos essenciais, conservando por mais tempo o aroma.

A concentração dos óleos essenciais e aromáticos varia de acordo com a sua edição: EP (extrait de parfum), EDP (eau de parfum), EDT (eau de toilette) e EDC (eau de cologne).

Cada perfume tem sua particularidade, que se baseia na concentração de fragrância dentro do frasco, no qual influencia na fixação do produto na pele. Algumas diferenças:

Parfum – 20% a 40% de concentração de essência – mais de 12 horas de fixação.

Eau* de Parfum – 12% a 18% de concentração de essência – entre 10 a 12 horas de fixação.

Desodorante Colônia/Eau*de toilette – 5% a 10% de concentração de essência – entre 5 e 10 horas de fixação.

Eau* De Cologne – Concentração de 5% de concentração da essência – entre 3 e 6 horas de fixação.

Dicas para uma maior duração do perfume na pele:

1.Usar o hidratante do perfume correspondente ao perfume que irá usar  ou caso não tenha, opte por  um sem cheiro (um óleo também serve) logo após o banho;  

2. Dar  “borrifadinhas” na sua roupa ou nos cabelos;

3. Aplicar o perfume em locais estratégicos (quentes), como no pulso e por trás das orelhas, joelhos e nuca;

4. Borrife o perfume depois do banho e antes de se vestir.

Bem migas, esperamos ter ajudado vocês na escolha dos perfumes. Beijinhos!!!

* Eau – em francês  – significa “água”

out
2

A ELEIÇÃO INVISÍVEL

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags

Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo

A eleição deste domingo (02) não definirá apenas os novos prefeitos. Os brasileiros também escolherão mais eleitor1de 57 mil futuros vereadores, que terão direito a ocupar gabinetes, nomear assessores e ser chamados de “excelência” pelos próximos quatro anos.

Os vencedores serão selecionados entre 463 mil candidatos —um universo tão grande que supera a população de seis capitais. Apesar dos números superlativos, a disputa é quase invisível. Não há debates na TV, e a cobertura jornalística acaba dominada pela corrida às prefeituras.

Neste ano, a escolha do eleitor ficará ainda mais difícil. A campanha encurtou, o dinheiro desapareceu e os aspirantes à vereança perderam espaço na propaganda obrigatória. As mudanças na lei tendem a beneficiar quem já é conhecido ou tem o apoio de máquinas, como igrejas e sindicatos.

eleitor2O clima de desilusão com a política também aumentou o desinteresse pela eleição dos vereadores, que não chega a ser uma novidade. Isso alimenta um círculo vicioso em que as cadeiras ficam com gente que está na disputa para fazer negócios.

Quem anda decepcionado com os nossos representantes ainda tem tempo para buscar um bom candidato. Além de propor leis, o vereador é responsável por fiscalizar os gastos municipais, tarefa que ganhou importância diante da penúria geral das prefeituras.

A indiferença do eleitor é um combustível para a ineficiência dos legislativos locais. Neste mês, a Folha mostrou que um em cada três projetos aprovados pelos vereadores paulistanos trata de homenagens, como nomes de ruas e títulos de cidadão.

out
1

DESINTERESSE E IRRITAÇÃO

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags ,

vote

Carlos Chagas

Vem se aproximando perigosamente do dia da eleição dois fatores que as pesquisas eleitorais não consideram. Pelo contrário, fogem deles como o diabo da cruz: o desinteresse e a irritação.

Os candidatos, os partidos políticos, a justiça eleitoral e até a mídia omitem e abominam esses dois sentimentos que acompanharão boa parte do eleitorado e demonstrarão a pouca importância que o cidadão comum vem dando ao processo político. 

Vamos aguardar os resultados, mas há quem preveja boa parte do eleitorado deixando de comparecer às urnas, por desinteresse amplo, geral e irrestrito.

Outros que não comparecem ou que votam por obrigação estarão com raiva de tudo o que os candidatos representam. A irritação diante daqueles que mentiram a mais não poder durante as campanhas torna-se evidente em qualquer conversa. “Votar nesses bandidos que nos exploram, para quê?”

Os acontecimentos recentes, do Mensalão ao Petrolão, da Operação Lava Jato ao juiz Sérgio Moro, deixaram o eleitor com raiva da política e dos políticos. “Para que votar se eles vão roubar?”

Essas previsões dependem de comprovação, porque milagres às vezes acontecem. Pode ser que a maioria do eleitorado decida cumprir o seu dever, assim como existirá, entre os candidatos a prefeito e a vereador, um grupo de gente honesta e capaz de trabalhar pelo povo. Mas é bom não apostar, porque o desinteresse e a irritação batem à porta, faltam só 24 horas.

Houve tempo em que as eleições não eram informatizadas e tínhamos de votar colocando no envelope um papelzinho com o nome do candidato. Era grande o número de eleitores que rabiscavam ofensas e até palavrões em vez do nome do candidato, ou até preferencialmente deixando os dois. A Justiça Eleitoral proibiu a divulgação daquelas opiniões, e agora ficou impossível exprimir nossa irritação num teclado de computador. Mas a raiva permanece a mesma.

Em suma, vale aguardar a noite de domingo (02), quando já se conhecerão os prefeitos recém-eleitos. O desinteresse poderá ser expresso pela ausência, a abstenção e o voto em branco. A irritação, porém, seguirá com o eleitor.

set
30

ELEIÇÕES: VOCÊ VAI APOSTAR NO NOVO OU FICAR COM O INEFICIENTE?

AuthorPostado por: Maraba Soares    CategoryEm: Artigos     Tags ,

voto*Alexandre Acioli

No próximo domingo, dia 02 de outubro, acontecem as eleições municipais em todo o país. Em Olinda, mais de 400 candidatos buscam conquistar o primeiro mandato na Casa Bernardo Vieira de Melo, além dos atuais 17 vereadores que tentam a reeleição. 

Normalmente, o eleitor está em busca de melhorias e prefere optar por aquele candidato que prega a mudança, em relação àquele que defende a continuidade. O “dono do voto” sente-se mais atraído pelo novo, do que pelo já conhecido. Prefere a mudança do que a continuação das “caras velhas” – muitos dos quais fazem campanha pregando “o novo”.

Desde 16 de agosto, data a partir da qual foi permitida a propaganda eleitoral (Lei nº 9.504/1997, art. 36), a vitrine está aberta e os “produtos” (políticos) expostos. Agora cabe a você, eleitor, analisar e, no próximo domingo (02), optar por um “produto novo” ou continuar “usando” aquele que você adquiriu através de uma propaganda enganosa, que não atende as suas expectativas e que não serve para nada.

Preste atenção: se o produto que você “adquiriu” em outubro de 2012 está com prazo de validade vencido ou não presta, esqueça-o, deixe-o de lado. Avalie e troque-o por algum melhor.

A prateleira está cheia de novos nomes… a escolha é sua. Sirva-se!

No próximo domingo, cara a cara com a urna eletrônica, lembre-se que você tem a força. O seu grande patrimônio, a sua arma, é o voto. A última palavra é sua. 

  • * Jornalista. Especialista em Ciência Política e Marketing.
set
28

ELEIÇÕES 2016 E A REVALORIZAÇÃO DAS REDES SOCIAIS

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags ,

*Felipe Durand

rsHá aqueles mais bem assessorados e já bastante familiarizados com a uso da internet na promoção de suas ideias, ações e imagens. Em seus blogs e em perfis nas redes sociais, mantêm um trabalho contínuo de exposição ao público, desenvolvido por profissionais de marketing digital, em conjunto com as assessorias de Imprensa. Por outro lado, e por incrível que pareça, no cenário político brasileiro atual ainda há aqueles candidatos que simplesmente dão pouco ou nenhum crédito a esse potencial comunicativo. 

Sem dúvida, a primeira classe de políticos acima citada saiu na frente na campanha às eleições municipais deste ano, sobretudo por conta das novas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impostas aos candidatos ao pleito. Entre as limitações estão a redução do tempo da própria campanha eleitoral como um todo, de 90 para 45 dias, tendo iniciado no último dia 16 de agosto; a redução das inserções dos candidatos no rádio e na TV, além da proibição do financiamento eleitoral por parte de pessoas jurídicas – o que reduz consequentemente a verba disponível para outras ações publicitárias tradicionais.

Mesmo em municípios com parques eleitorais modestos, nas zonas mais afastadas do país – onde o contato corpo a corpo entre candidato-eleitor é a principal ferramenta de prospecção de voto –, lá estão os moradores interagindo sobre a política local nas ruas e calçadas, cada vez mais por meio dos smartphones. Já são 168 milhões de aparelhos em uso no país, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Outro dado interessante é que 103 milhões de brasileiros utilizam as redes sociais frequentemente (cerca de 650 horas/mês), de acordo com a We Are Social.

Ao analisarmos fanpages de políticos no Facebook, por exemplo, percebemos algo profundamente inerente às redes sociais, e que para candidatos da chamada “velha política” parece intimidar: a extrema interação, para o ‘bem’ ou para o ‘mal’, com o público. São críticas das mais vorazes, sugestões e apoios acentuados que fazem das páginas oficiais espaços democráticos de impressões e constatações em torno das candidaturas, muito embora não raro os políticos deixem praticamente tudo nas mãos dos assessores, dando a falsa sensação de proximidade para os seguidores.   

Enquanto muitos estão acostumados à construção de suas imagens de forma distanciada de feedbacks da população, os candidatos mais jovens e/ou com pouca história política parecem valorizar mais a verdadeira interatividade cibernética. Apenas o resultado das urnas e uma eventual pesquisa focada posteriormente poderá dizer o quanto as redes sociais irão contribuir para uma eventual renovação no quadro político nacional.

O fato é que, se no universo dos negócios elas já se mostram a plataforma mais eficaz na relação entre as empresas e seus clientes, e na prospecção de novos consumidores, bem votados parecem ser os candidatos que já sabem utiliza-las de maneira estratégica e, sobretudo, criativa. Afinal, criatividade faz parte desse show. 

  • * Diretor de Jornalismo & Conteúdo da Arcturus Marketing Digital
set
27

UM BORBÔNICO NO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags

Heitor Scalambrini Costa – Professor aposentado da UFPE                                                                                          

Com o título “Em defesa da energia nuclear” o Jornal do Commercio, de Pernambuco, divulgou em 06 de setembro último, uma entrevista com o filho do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), que tem o nome do pai, atual ministro de Minas e Energia, por força das circunstâncias.

fbcSua entrevista é de uma clareza cristalina sobre o que o “menino” Fernando Bezerra Filho (foto1) pretende fazer como ministro de um dos ministérios mais estratégicos para o país. Obviamente como resposta à primeira pergunta, “de quais as principais iniciativas que vai adotar?”, tratou logo de asseverar sua total ignorância para o posto que foi guindado.

Confessou que seu ministério foi montado com uma equipe de pessoas ligadas ao mercado, as empresas privadas; com o intuito de gerar um ambiente favorável para o mercado. Ou seja, será somente um titere nas mãos dos grupos empresariais, das corporações, cujos interesses são somente mercantis.

Com relação à pergunta feita pelo repórter sobre a sua posição quanto à energia nuclear tratou logo de desqualificar aqueles que pensam o contrário, que afirmam que o Brasil não precisa de usinas nucleares. Disse que não tem preconceito sobre esta fonte energética.

Sua resposta demonstra a completa ignorância, a falta de conhecimento, sabedoria e instrução sobre este tema. Sua crença em elementos amplamente divulgados como falsos. E  a sua ignorância é tanta que nem sequer está em condições de saber aquilo que lhe falta.

O ministro conhece bem é como manipular seu curral eleitoral, afirmando em recente visita ao lado do seu pai, aos correligionários do Sertão pernambucano, que a usina nuclear será construída em Itacuruba, e trará “desenvolvimento”, empregos e geração de renda aos moradores dos municípios do seu entorno. Isto o ministro e seu pai sabem fazer. Manipular a informação, iludir as pessoas, vender uma falsa imagem de poderoso, daquele que decide.

energiaA energia nuclear para fins energéticos é totalmente desnecessária ao país para sua segurança energética. Esta justificativa de que ela é a salvação contra o “apagão” é trazido a tona, de tempos em tempos, por aqueles que defendem esta fonte de energia por interesses outros, muitas vezes nada republicanos.

O custo de uma usina de 1.000 Mw está em torno de R$ 15 bilhões (se não houver atrasos nas obras). Pense numa obra desta magnitude no Brasil, e que tenha sido entregue em dia, sem novos aditivos? Sem propinas das empreiteiras. O custo da energia para o consumidor é tão caro que se não fosse os subsídios do governo (de todos nós) seria proibitivo, comparado com outras tecnologias de geração de energia elétrica. Os custos são camuflados, não se leva em conta nos custos os danos ambientais do ciclo do combustível, e nem o descomissionamento da usina depois de cumprida a sua vida útil.

Caso haja vazamento de material radioativo, ai sim, a coisa complica.  Material radioativo disperso na natureza contamina o ar, a água, o solo e subsolo por tempo indeterminado. No desastre de Fukushima (Japão) fala-se em 40 anos para a descontaminação, e várias dezenas de bilhões de dólares. Nenhuma seguradora do mundo aceita assegurar uma usina nuclear. É o próprio Estado que tem que assegurar a usina para caso de acidentes.

Quanto ao material radioativo produzido nas reações nucleares, aqueles de maior radioatividade, ainda não se sabe o que fazer com eles. Como armazená-los definitivamente. O popular “lixo” fica como presente para as gerações futuras. Belo presente, não senhor ministro!

E assim vai os aspectos negativos de uma usina nuclear, hoje repudiada por vários países do mundo. 

Portanto, aqueles que defendem que o país não precisa de energia nuclear não tem nenhum preconceito. Suas posições são determinadas pelo conhecimento dos impactos causados por tal tecnologia. Diferente do senhor ministro, que nada sabe sobre este assunto, e de outros do ministério que ocupa. Que seja rápida a sua passagem para o bem do país.

Para um desenvolvimento sustentável, voltado para o bem de todos, da pessoa humana e da natureza, em um país como o Brasil com tantas opções de produção de energias renováveis, a energia nuclear não passará.

set
23

A PROPAGANDA ENGANOSA COMO ESTRATÉGIA DOS “NEGÓCIOS DO VENTO”

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags

eolica

Heitor Scalambrini Costa – Professor aposentado da UFPE

Toda minha vida profissional foi em defesa intransigente das fontes renováveis de energia, particularmente da energia solar e eólica. Defendia e defendo o modelo de implantação descentralizado (geração próxima do local de consumo) por entender que esta concepção de geração é a que menos afeta o meio ambiente e as pessoas.

Todavia em nosso país temos constatado que os “negócios do vento”, dentro da lógica mercantil, onde a energia é uma mera mercadoria,  a geração tem ocorrido em larga escala com parques eólicos contendo centenas de máquinas eólicas, e por conseguinte grandes superfícies de terras ocupadas. As áreas escolhidas são aquelas cujos ventos são mais forte, locais de altitude ou em áreas costeiras.

O Nordeste brasileiro concentra 80% de toda geração eólica no país, e o bioma Caatinga e as áreas costeiras são as mais impactadas. O que significa que populações ribeirinhas (pescadores e catadores de mariscos) e agricultores familiares, posseiros, sofrem as consequências das instalações em larga escala, muitas vezes privados de seu modo de vida, além da destruição ambiental provocada pela implantação em larga escala dos aerogeradores.

O que lamentavelmente não é dito pela propaganda enganosa é que NÃO existe energia limpa e de baixo custo. Energia eólica, como qualquer outra fonte energética  provoca danos socioambientais. E que o preço cobrado por MWh produzido por esta fonte energética, não leva em conta os custos socioambientais provocados.

O modelo “ofertista” de energia, tendo a frente como principal incentivador  a Empresa de Planejamento Energético (EPE), alardeia a necessidade de construção de mais e mais usinas geradoras de energia para atender a demanda do país. E neste caminho que “surfa” os negócios do vento. Hoje o setor de “marketing” deste setor, aliada a grandes grupos empresariais do setor de comunicação constitui um poderoso e eficaz instrumento inibidor do debate transparente da questão energética no país, inclusive sobre as opções adotadas.

Um exemplo desta aliança empresarial (mídia-empresas do vento)  é claramente percebida nas matérias do Jornal do Commercio de Pernambuco. Os textos difundidos a respeito da energia eólica estão muito longe de serem matérias jornalísticas. São na verdade informes publicitários de empresas ligadas aos “negócios do vento”. São alardeadas para o público leitor, informações deturpadas, tendenciosas e unilaterais.

Nem uma palavra é dada aos moradores do entorno dos parques eólicos, as entidades ambientalistas, aos sindicatos de trabalhadores rurais, a estudiosos do tema. Nem mesmo a igreja que tem denunciado, o que tornou lugar comum como consequência social da implantação dos parques eólicos, a existência dos chamados “filhos do vento”.

O que se verifica de fato é a atuação do poder econômico sobre a informação. Aliança que “empobrece” o jornalismo pernambucano/brasileiro. Que transforma jornalistas em meros reprodutores de releases das empresas interessadas em vincular sua própria “verdade”. E assim manipular a opinião pública.

Existe neste jornalismo uma transgressão da ética, nenhum compromisso com a autenticidade dos fatos, abrindo mão de qualquer abordagem de informar mostrando as “duas faces da moeda”.

Energia e meio ambiente são temas da maior importância na discussão mundial sobre  o aquecimento global. O momento vivido das mudanças climáticas e seus graves efeitos ao povo do semiárido merecem tratamento com mais seriedade e imparcialidade. E não somente como “negócios”.

set
23

PLANOS DE SAÚDE SÃO OBRIGADOS A COBRIR HOME CARE

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags ,

Luciano Correia Bueno Brandão – advogado especialista em Direito à Saúde

Doenças incapacitantes como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), infartos severos, demência, Parkinson, artigodoenças pulmonares crônicas ou osteoarticulares são apenas alguns exemplos de enfermidades que implicam numa drástica limitação do indivíduo e acarretam a necessidade de um acompanhamento constante. Isto pode ocorrer tanto em idosos quanto jovens, uma vez que os acidentes de trânsito somam 42% do número de pacientes que sofrem lesões medulares e vem a apresentar quadros de paraplegia ou tetraplegia, demandando por assistência ininterrupta. 

Nesse contexto, onde o paciente apresentam um altíssimo grau de dependência para as funções mais básicas, o home care, é comumente aplicado pelas operadoras de planos de saúde e seguradoras. Porém, fica a questão: os planos de saúde e seguradoras estão legalmente obrigados a arcar com este tipo de custo?

Em muitos casos os contratos fazem expressa menção à exclusão de cobertura de atendimento domiciliar e, em outros tantos casos, são omissos nesse tocante. Por isso, é necessário avaliar a natureza e o contexto em que se insere a necessidade do atendimento domiciliar, pois planos e operadoras de seguro saúde pretendem eximir-se da cobertura de tais despesas. 

Nos casos em que há expressa exclusão contratual, inicialmente, deve prevalecer o princípio pelo qual o que foi contratado faz lei entre as partes. Assim, se o contrato não prevê – ou exclui expressamente -, atendimento de natureza domiciliar (como consultas, colheita de material para exames, ou prestação de determinado atendimento na residência do paciente etc), obviamente o paciente não poderá exigir, para sua mera comodidade, que o serviço seja prestado. 

Situação diferente, no entanto, se o caso decorre de uma extensão da internação hospitalar. Por exemplo, um paciente vítima de um derrame cerebral, que tenha suas funções motoras totalmente comprometidas. Evidentemente estará sujeito a necessidade de acompanhamento ininterrupto por tempo indeterminado. Diante de tal quadro e havendo indicação médica, quer haja ou não expressa previsão contratual excluindo a cobertura de atendimento domiciliar, tal imposição não pode prevalecer e a cobertura é exigível. 

Prestar um serviço de forma parcial ou incompleta equivale a não prestá-lo. Nos casos em que o tratamento domiciliar se mostrar como verdadeira extensão ou desdobramento da internação hospitalar, deve haver cobertura integral dos procedimentos necessários. Da mesma forma, não há o que se falar em limitação temporal da prestação do atendimento domiciliar, que deve persistir enquanto houver necessidade. Diante de eventual negativa por parte das operadoras na cobertura das despesas com o home care, o paciente ou seus familiares podem e devem recorrer ao Judiciário. 

Atualmente, a posição majoritária dos tribunais é no sentido de reconhecer que as operadoras de planos e seguros saúde tem o dever de cobrir o tratamento sob a modalidade de home care, diante de indicação médica.

set
2

DINOSSAURO NORDESTINO É IDENTIFICADO POR CIENTISTAS DA UFPE

AuthorPostado por: Maraba Soares    CategoryEm: Artigos, Brasil, Cultura, Pernambuco     Tags

O dinossauro mais antigo do período Cretáceo registrado no Brasil foi identificado no município de Sousa, no Sertão paraibano, por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco. O titanossauro, vulgarmente conhecido como fossil-titanossauro-sousatitan-ufpe-paleontologia-3“pescoçudo”, teve a identidade revelada a partir dos fósseis de uma fíbula, osso da perna, que permitiu ligar o grande réptil a pegadas encontradas na região, a cerca de 440km de João Pessoa, em parque conhecido como Vale dos Dinossauros.

O dinossauro nordestino era herbívoro, ou seja, apenas alimentava-se de vegetais. O animal teria vivido no período Cretáceo, entre 145 milhões e 66 milhões de anos atrás, e, pelo que foi verificado, tinha apenas entre 1,4m e 1,6m de altura (até o quadril) e somente entre 5m e 5,7m de comprimento. No entanto, estima-se que ele poderia ser até 50% maior, considerando que era uma análise histológica, das células fósseis do animal, foi realizada na Universidade do Cabo, na África do Sul e revelou tratar-se de um indivíduo “adolescente”, morto antes de ter desenvolvimento completo.

Apesar de tratar-se de uma nova espécie, o animal foi apelidado de Sousatitan – “o titã de Sousa” – mas ainda não recebeu nome científico, por não haver material suficiente para descrevê-lo cientificamente, logo, batizá-lo com o tradicional nome em latim. “Essa foi a primeira vez que encontramos mais do que pegadas desses grandes animais. Os grandes sítios paleontológicos do Brasil ficam em Sousa (PB) e Araraquara/São Carlos (SP), mas, em ambos, apenas eram encontradas pegadas, graças às condições geológicas da região – onde normalmente se preserva um, não se preserva o outro”, explica a paleontóloga da UFPE Aline Ghilardi, da equipe que identificou o titanossauro brasileiro. “Estudamos a região há 30 anos e este é o ‘cálice sagrado’ da paleontologia. Sempre quisemos encontrar os ossos. Pela primeira vez, identificamos os produtores dessas pegadas”, explica, sobre a relevância internacional do estudo.

Esta seria a primeira informação precisa de dinossauros que habitaram o Nordeste brasileiro no Cretáceo. A descoberta foi publicada pelo canal Colecionadores de Ossos, no YouTube, veículo voltado à publicação de informações paleontológicas produzido pelos próprios paleontólogos da UFPE, Ghilardi e Tito Aureliano. Este também o registo mais antigo na porção central do Gondwana, o supercontinente que compreendia o que hoje é a América do Sul, a África, a Oceania e a Antártica, todos unidos há 150 milhões de anos.

Fonte: Diário de Pernambuco

 
ago
16

A CRISE POLÍTICA DA CASA BERNARDO VIEIRA DE MELO

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags

Igor Belchior – Professor de História

O Brasil passa por uma enorme crise política, tendo em vista o sistema politico eleitoral ainda predominantemente de caráter tradicional, viciado na troca de favores, pelo julgo do capital empresarial que contamina administrações públicas e quem paga a conta é a população, sobretudo os mais pobres.

camaraOlinda tem, hoje, talvez, a pior legislatura da Câmara Municipal da sua história. A Câmara Municipal de Olinda (foto) é uma das mais antigas do Brasil e cumpre um papel de grande importância desde o período Colonial, época em que o Recife era apenas ancoradouro do grande centro urbano da Marim dos Caetés.

Hoje, na Casa Bernado Veira de Melo, são poucos os que de fato desempenham o papel legislativo, que tem como suas principais atribuições a fiscalização do poder executivo e a criação de leis em favorecimento da população. Ao contrário disso, o que se observa é que algumas figuras da legislatura tão somente se comportam como eminências pardas da prefeitura da cidade, aprovando contas do poder executivo sem o escrutínio necessário, ou funcionando como meros cerimonialistas de comendas, insígnias e títulos para indivíduos da sua predileção.

O Poder Legislativo, entre os três Poderes, talvez seja o mais próximo da população numa democracia republicana. Infelizmente na cidade de Olinda, o que se verifica é um grande distanciamento dos cidadãos. A maioria da população desconhece os nomes dos vereadores do município, as sessões da Câmara são esvaziadas, as audiências públicas não têm envolvimento nem participação dos moradores da cidade, o site da Câmara desatualizado e a falta de transparência no acesso às contas da Casa são só alguns exemplos da incapacidade que a Câmara apresenta de se conectar com as demandas da população.

A sociedade olindense exige do Poder Legislativo uma atuação proativa que traga pautas que possam ir além das entregas de medalhas de honrarias e títulos de cidadão olindense e que promovam debates e busquem soluções efetivas para os problemas cotidianos, garantindo o acesso do povo às politicas públicas de mobilidade urbana, geração de emprego e renda, cultura popular, saúde pública, esporte, lazer, educação, moradia, meio ambiente, sustentabilidade, entre outras.

Nesta terça-feira (16), inicia-se uma corrida às 17 vagas na Câmara Municipal. Uma renovação é esperada no Poder Legislativo, porém essa mudança não pode ser de seis por meia-dúzia. É necessário eleger vereadores que tenham compromisso com a população, que conheçam de perto a realidade do Sítio Histórico da cidade e, principalmente, das periferias. Candidatos ficha limpa e que não tenham histórico de corrupção; candidatos que conheçam a Lei Orgânica do Município.

Olinda precisa de um farol de esperança e de justiça social.

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