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set
21

Nestlé e Garoto vão parar de produzir Serenata de Amor, Chokito e Lollo

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Brasil     Tags

A Nestlé não poderá vender para concorrente de grande porte um pacote de marcas e ativos do qual terá de se desfazer para conseguir, 15 anos depois, que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprove a compra da Garoto. A proibição consta do acordo firmado entre a empresa e o Conselho no ano passado. 
 
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O prazo para a venda dos ativos vai até outubro. Segundo fontes que acompanharam as negociações, o pacote inclui os chocolates Serenata de Amor, Chokito, Lollo e Sensação – o detalhamento dos ativos que a empresa terá de vender é mantido sob sigilo.
 
Com a proibição de que as marcas sejam repassadas para um concorrente de grande porte, fica de fora das negociações a Lacta (do grupo Mondelez), hoje vice-líder de mercado, atrás da Nestlé. A tendência é que os ativos sejam comprados por concorrentes menores, como Arcor e Hershey’s. O comprador terá de ser apresentado ao Cade e aprovado pelo conselho antes da operação. 

A fusão de Nestlé e Garoto foi firmada em 2002. Dois anos depois, foi vetada pelo conselho, tendo sido suspensa pela Justiça em 2005. Com isso a Nestlé teve de manter separados os ativos da Garoto e ficou impedida de incorporar totalmente a marca. 
 
No ano passado, a Nestlé procurou o Cade para apresentar uma proposta de acordo que possibilitasse dar fim ao processo e à longa disputa judicial. 
 
O conselho entendeu que as soluções apresentadas pela Nestlé endereçam todas as questões concorrenciais decorrentes da fusão, com a venda de ativos, plantas e marcas e homologou o acordo em outubro do ano passado, dando prazo de um ano para a venda. 
 
Na época da fusão, a Nestlé tinha 34% de participação no mercado de chocolate do País – ao comprar a Garoto sua fatia chegaria a 58%, contra 33% da Lacta. Mesmo com a entrada de concorrentes, o mercado continuou sendo dominado pelas três empresas 15 anos depois. 
 
O caso Nestlé/Garoto é um dos mais emblemáticos da história do Cade e influenciou o trabalho a legislação posterior. Em 2002, fusões e aquisições eram analisadas depois de o negócio já ter sido fechado. Isso muitas vezes acontecia anos depois da operação, quando as duas empresas já estavam funcionando conjuntamente.
 
Em 2012, com a nova lei da concorrência, os negócios passaram a ser analisados previamente. Empresas só podem fundir plantas de produção e administrações após o aval definitivo.
 
set
18

General sugere intervenção militar no Brasil e é alvo de críticas no Exército

Sempre polêmico, o general do Exército Antônio Hamilton Martins Mourão afirmou na última sexta-feira que é possível uma intervenção militar no Brasil, caso a crise política que o país atravessa não seja solucionada pelas próprias instituições.

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As afirmações de Mourão foram feitas em uma palestra realizada na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília, horas após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar o presidente Michel Temer (PMDB) pela segunda vez, por obstrução de Justiça e organização criminosa.

“Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”, disse Mourão. “Desde o começo da crise o nosso comandante definiu um tripé para a atuação do Exército: legalidade, legitimidade e que o Exército não seja um fator de instabilidade”.

O general destacou que a necessidade de “impor uma solução” poderia trazer “problemas”, mas que os militares possuem “compromisso com a Pátria, independente de sermos aplaudidos ou não”. “O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos, de qualquer maneira, atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver haverá”, destacou.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a fala de Mourão causou desconforto em oficiais-generais do Exército.

Ouvido pela publicação, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, voltou a dizer que “não há qualquer possibilidade” de intervenção militar. “Desde 1985 não somos responsáveis por turbulência na vida nacional e assim vai prosseguir. Além disso, o emprego nosso será sempre por iniciativa de um dos Poderes”, avaliou.

Ele ainda revelou que teve uma conversa com Mourão e que o problema já estaria “superado”. O próprio general, diante da repercussão, negou que estivesse “pregando intervenção militar”, dizendo que a interpretação das suas palavras “é livre”, já que falava em seu nome, e não no do Exército.

Em 2015, Mourão se envolveu em outra polêmica. Ele perdeu o posto do Comando Militar Sul depois de atacar a então presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando que o impeachment dela não traria mudança significativa e que “a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção”.

Desde então, Mourão responde como secretário de economia e finanças do Exército.

set
14

Governo inicia PDV de servidores

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Brasil     Tags , ,

O governo abriu ontem (13), a adesão de servidores públicos federais ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) anunciado pela equipe econômica como medida de contenção de gastos. Os servidores da administração direta, de fundações e autarquias, interessados, poderão aderir nos seus órgãos ou entidades de origem até o dia 31 de dezembro.

Outra medida regulamentada para conter despesas com pessoal, foi a jornada de trabalho reduzida, para a qual não há prazo limite de adesão. “Essas são as únicas medidas capazes de reduzir despesas com o estoque (de pessoal), já que não temos capacidade de demissão como tem o setor privado”, afirmou o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. “No governo Collor isso ocorreu, mas as pessoas depois foram reincorporadas por decisões judiciais.”

A previsão é que o PDV e a jornada reduzida permitam que o governo economize R$ 1 bilhão ao ano. De acordo com o Ministério do Planejamento, quem aderir ao PDV receberá 1,25 de salário por ano trabalhado, além de valores como férias e gratificação natalina.

A indenização será parcelada mensalmente – o número de parcelas será determinado pelo tempo de serviço do funcionário público. A pasta informou ainda que, para 22 carreiras, a adesão será limitada ao teto de 5% dos servidores. Entre essas carreiras estão advogado da União e procurador da Fazenda Nacional.

Fonte: Folhapress

set
9

Ditadura militar enriqueceu grandes empreiteiras

Ao contrário do que dizem seus defensores, a ditadura militar brasileira foi muito corrupta. E mais do que isso: ao barrar construtoras estrangeiras das obras do “milagre econômico“, militares celebraram o casamento entre o Estado e as grandes empreiteiras

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Denúncias contra empreiteiras pipocaram nos anos 1950, principalmente com os planos de JK de fazer o Brasil crescer 50 anos em 5. Depois, voltaram com a redemocratização. Já na ditadura, o silêncio. Sinal de limpeza? Não para o historiador Pedro Henrique Pedreira Campos, autor de Estranhas Catedrais. “Isso evidencia obviamente não o menor número de casos, mas o amordaçamento dos mecanismos de fiscalização e divulgação.”

Em 1969, o presidente Costa e Silva barrou empresas estrangeiras de participar das obras públicas no País. Com essa reserva de mercado e as obras faraônicas da ditadura – como Transamazônica, Itaipu, Tucuruí, Angra, Ferrovia do Aço e Ponte Rio-Niterói -, as construtoras se tornaram grandes grupos monopolistas ligados intimamente com o Estado e com poucos mecanismos de controle.

Até a década de 1960, as obras da Odebrecht mal ultrapassavam os limites da Bahia. Com o protecionismo de Costa e Silva, começou a dar saltos. Primeiro, construiu o prédio-sede da Petrobras, no Rio. Os contatos governamentais na estatal abriram portas para novos projetos, como o aeroporto do Galeão e a usina nuclear de Angra. Assim, de 19ª empreiteira de maior faturamento, em 1971, pulou para a 3ª em 1973, e nunca mais deixou o top 10. Outra beneficiada foi a Andrade Gutierrez, que saltou do 11º para o 4º lugar de 1971 para 1972.

Empreiteiras menos amigas da ditadura tinham futuro menos brilhante – como a mineira Rabello. Desde a década de 1940, seu proprietário Marco Paulo Rabello foi próximo a JK. Na prefeitura de Belo Horizonte, passou-lhe o Complexo da Pampulha. No governo de Minas, foram rodovias estaduais. Finalmente, como presidente, JK deu-lhe o filé mignon de Brasília: o Eixo Monumental, incluindo a Catedral, o Alvorada e o Planalto. Mas JK era um dos grandes desafetos dos conspiradores de 1964. Com o golpe, a Rabello ficou de escanteio. Foi perdendo licitações até ir à falência nos anos 1970.

Foi assim que, ao fim da ditadura,  dez irmãs detinham 68,7% do faturamento das cem maiores empreiteiras – para Campos, não necessariamente por sua excelência técnica e administrativa, mas por suas conexões políticas.

Fonte: Superinteressante

set
5

Apagões longos ou temporários podem render indenizações ao usuário

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Brasil     Tags , ,

As concessionárias de energia elétrica podem ser responsabilizadas por interrupções nos serviços aos usuários. Projeto de lei aprovado na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados na manhã desta terça-feira (05) prevê penalidades mais rigorosas às prestadoras desse tipo de serviço. Em Pernambuco, a Celpe.

De autoria da deputada federal Mariana Carvalho (PSDB-RO), a proposta prevê que as empresas de energia elétrica fiquem obrigadas a reparar danos, prejuízos e lucros cessantes em caso de falha na distribuição do serviço.

“O que percebemos é que as companhias são severas quando o assunto é cobrança ao usuário, mas pouco fazem quando elas são as responsáveis por problemas e até prejuízos causados por falhas no sistema de distribuição”, explicou a parlamentar.

Segundo ela, em caso de falha no fornecimento de energia elétrica, a empresa distribuidora passa a ser obrigada a pagar, em favor dos prejudicados, multa ao titular. “A avaria de aparelhos e equipamentos elétricos e eletrônicos pode ocorrer instantaneamente, em virtude de súbita variação da corrente elétrica”, acrescentou o relator do projeto, deputado Felipe Bornier (PROS-RJ).

De acordo com o texto aprovado, se a distribuição for interrompida por mais de duas horas em um período de 24 horas, a empresa pagará ao consumidor multa no valor do dobro do consumo estimado, calculado com base na média dos últimos 12 meses. “É uma medida razoável, uma vez que o consumidor precisa ter garantias de que aquele serviço que é essencial esteja garantido”, frisou.

Após a aprovação por unanimidade na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, a matéria segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.

set
4

Armando é o único pernambucano entre os mais influentes do Congresso

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Brasil     Tags , ,

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O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) divulgou a lista com os nomes dos mais atuantes do Congresso Nacional de 2017 e o senador Armando Monteiro (PTB-PE) integra a elite do legislativo federal. A lista contempla 19 nomes, sendo 11 deputados federais e oito senadores, classificados como os “operadores chave” do processo legislativo. Armando é o único representante de Pernambuco entre os mais influentes do Congresso.

Anualmente, o Diap lista os 100 parlamentares mais atuantes do Congresso Nacional. Desse grupo, o Departamento Intersindical enumerou 19 deputados e senadores mais influentes do Legislativo, de acordo com critérios pré-estabelecidos pela entidade. Neste ano, o Diap destaca o perfil “Negociador” exercido pelo senador Armando Monteiro. Líder do PTB no Senado, o pernambucano vem atuando de maneira decisiva nas principais pautas de interesse do País.

Para a habilidade de “Negociador”, o Diap destaca parlamentares que são “investidos de autoridade para firmar e honrar compromissos; que sentam-se à mesa de negociação respaldados para tomar decisões”, além de atribuir qualidades como credibilidade, urbanidade no trato, controle emocional, habilidade no uso das palavras, discrição e, sobretudo, capacidade de transigir.

Além de Armando Monteiro, oriundos do Senado também integram à lista da “elite do Congresso” os senadores Edison Lobão (PMDB-MA), José Serra (PSDB-SP), Otto Alencar (PSD-BA), Paulo Bauer (PSDB-SC), Raimundo Lira (PMDB-PB), Simone Teber (PMDB-MS) e Wellington Fagundes (PR-MT).

Da Câmara dos Deputados foram destacadas as atuações dos deputados federais Alexandre Baldy (Podemos-GO), Arthur Lira (PP-AL), Carlos Marun (PMDB-MS), Daniel Vilela (PMDB-GO), Fábio Ramalho (PMDB-MG), José Rocha (PR-BA), Lelo Coimbra (PMDB-ES), Marcos Montes (PSD-MG), Ricardo Tripoli (PSDB-SP), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) e Vicente Cândido (PT-SP).

Para a elaboração da lista dos “Cabeças” do Congresso, o Diap leva em conta critérios posicionais (institucionais), reputacionais e decisionais. “Entendemos como critério posicional ou institucional, o vínculo formal ou o posto hierárquico ocupado na estrutura de uma organização. O reputacional, a percepção e juízo que outras pessoas têm ou fazem sobre determinado ator político; e o decisional, a capacidade de liderar e influenciar escolhas”, destaca o Departamento. 

set
4

Petrobras sobe preço da gasolina pela 4ª vez seguida; alta total já é de 11%

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Brasil     Tags ,

Prepare o bolso! A Petrobras anunciou nesta segunda (4) o quarto aumento consecutivo no preço da gasolina, sob o argumento de que os preços internacionais subiram com os impactos do furacão Harvey nos Estados Unidos.

preco-gasolina(1)Desta vez, a alta será de 3,3% a partir da zero hora de terça (5). Considerando os reajustes anteriores, a gasolina vendida pelas refinarias da Petrobras ficará 11% mais cara do que no fim de agosto. O preço do diesel subirá 0,1%, informou a estatal. É o sexto aumento seguido, com alta acumulada de 8,9%.

Pela primeira vez desde que a política de preços foi revista, em junho, o reajuste teve que ser decidido pelos executivos que forma o Gemp (Grupo Executivo de Mercado e Preços) -o presidente da empresa, Pedro Parente, e os diretores Financeiro e de Refino e Gás, Ivan Monteiro e Jorge Celestino.

A política dá autonomia à área técnica para decidir por reajustes, desde que a variação acumulada em um mês não passe de 7% -para cima ou para baixo. “Na última semana, em face dos impactos do furacão Harvey na operação das refinarias, oleodutos e terminais de petróleo e derivados no Golfo do México, os mercados de derivados sofreram variações intensas de preços”, disse a Petrobras, em comunicado.

Fonte: Folha PE

set
4

Deputados alugam até ‘avião fantasma’ com verba da Câmara

Enquanto o Congresso discute a reforma política e tenta ressuscitar o financiamento privado de campanhas eleitorais, a despeito das denúncias de caixa dois deflagradas pela Operação Lava-Jato, e vende um discurso de austeridade fiscal, deputados federais insistem em usar o dinheiro do contribuinte para alugar carros e até avião fantasma. Parte dos contratos executados com a cota parlamentar são fechados, inclusive, com empresas que ajudaram a elegê-los em 2014 — antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir as doações privadas em 2015. 
 
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De acordo com levantamento feita pela reportagem, nos últimos quatro anos, cerca de 20% dos parlamentares eleitos fecharam negócios com doadores de campanha.
 
Em uma análise detalhada das notas fiscais entregues pelos parlamentares para reembolso, o auditor da Controladoria-Geral da União (CGU) Leonardo Sales encontrou diversas distorções. Uma das contas que chama a atenção são os gastos com a emissão de bilhetes aéreos: R$ 28,7 milhões até o oitavo mês deste ano. As passagens aéreas emitidas pelo gabinete do deputado Silas Câmara (PRB-AM), por exemplo, custaram R$ 4,5 mil no mês de julho. O valor se justifica pela distância entre Brasília e o Amazonas e a pouca disponibilidade de voos. 
 
Entretanto, em maio, o parlamentar gastou mais que o dobro do montante, R$ 9.750, com o fretamento de um avião particular para uma viagem que ele sequer realizou. O trajeto teria ocorrido, segundo a nota fiscal, entre Porto Velho e Rio Branco, em 4 de maio, em um bimotor de prefixo PP-EJB. Na data da viagem, uma quinta-feira, o parlamentar estava no gabinete, em Brasília, recebendo o líder do partido, deputado Cléber Verde (MA), e chegou a compartilhar imagens do encontro nas redes sociais.
 
Consultada, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a aeronave alugada está proibida de voar desde 2011 e o certificado de aeronavegabilidade está cancelado. “Uso muito o serviço aéreo, claro, pois sou o deputado que mais viaja para o Amazonas, meu estado eleitoral. E lá é muito complicado descer os rios e fazer tudo o que preciso fazer de carro. Não me lembro desse caso. Não monitoro essas coisas. Faço o que tenho que fazer”, afirmou Silas Câmara. 
 
O gabinete do parlamentar informou que tomará todas as providências para investigar a situação e contou que nesse dia específico uma equipe de representação do parlamentar voou na aeronave da empresa Aéreo Especial Turismo Ltda. A reportagem entrou em contato com o estabelecimento, que informou não ser proprietário do PP-EJB.
 
Além de supostamente alugar um avião fantasma, o deputado Silas Câmara prestigia empresas que o ajudaram na eleição em 2014. Uma delas é a Amazonaves Táxi Aéreo Ltda., que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez doação de R$ 50 mil para o deputado. Desde que foi eleito, ele fechou contratos que somam R$ 226 mil com o estabelecimento usando a cota parlamentar, segundo levantamento do auditor da CGU. 
 
“Por meio de um mecanismo que se chama ciência de dados, o qual me especializei por causa do meu trabalho na CGU, cheguei à conclusão de que 154 parlamentares realizaram o retorno das doações de campanha na forma de despesas bancadas indiretamente pela Câmara”. Sales analisou 68.978 registros de doações e 793.463 despesas parlamentares.
 
 
Outro caso em destaque envolvendo contratos reembolsados pela Câmara é o do deputado Luciano Ducci (PSB-PR), que, embora trabalhe no Distrito Federal, aluga mensalmente carros luxuosos na Cotrans Locação de Veículos, em Curitiba. A empresa doou R$ 84 mil para financiar a campanha do parlamentar e já recebeu R$ 152 mil em contratos de aluguel em retorno. “A doação da Cotrans à minha campanha foi feita conforme a legislação vigente. A locação de veículos, por sua vez, foi feita dentro das regras da Câmara Federal”, informou o pessebista via assessoria de imprensa.
 
O financiamento privado de campanhas eleitorais voltou a ser discutido na reforma política após a rejeição do fundo público proposto pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP) na PEC 77/2003, que consumiria até R$ 3,6 bilhões do dinheiro do contribuinte em anos eleitorais. 
 
Os empresários foram proibidos pelo Supremo de investir dinheiro em candidatos a cargos eletivos, justamente, por demonstrar que alguns integrantes do setor ajudavam e, depois, cobravam o favor em contratos e leis para os beneficiarem. A decisão do STF foi, principalmente, uma resposta à Lava-Jato, que desvendou um esquema de corrupção bilionário no país.
 
 
ATIVIDADE PARLAMENTAR/VERBA
Divulgação de atividade parlamentar                          R$ 31,1 milhões
Emissão de bilhetes aéreos                                            R$ 28,7 milhões
Consultorias, pesquisas e trabalhos técnicos             R$ 11,5 milhões
Combustíveis e lubrificantes                                         R$ 10,9 milhões
Publicações                                                                       R$ 280 mil
Locação ou fretamento de veículos                              R$ 16,1 milhões
Locação ou fretamento de aeronaves                          R$ 1,7 milhão
Alimentação                                                                      R$ 810 mil
Manutenção de escritório de apoio                              R$ 13,8 milhões
Serviços postais                                                                R$ 2,2 milhões
Total:                                                                     R$ 117 milhões
 
set
2

Solto após ejacular em mulher dentro de ônibus em São Paulo, homem repete ato e é preso novamente

O homem que foi solto na quarta-feira (30), após ser detido por ejacular em uma jovem no ônibus, foi preso novamente na manhã deste sábado, 2 de setembro. Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, foi detido por passageiros após assediar uma mulher em um ônibus  que passava pela Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na região do Jardim Paulista. Ele foi encaminhado ao 78º DP, segundo a Polícia Militar.

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O Centro de Operações da Polícia Militar confirmou a prisão, mas não informou mais detalhes sobre o caso da manhã deste sábado (2). Os envolvidos prestavam depoimento à polícia por volta das 10h. O 78º DP informou que o caso foi semelhante ao ataque que levou à prisão do homem nesta semana.

O juiz José Eugênio do Amaral Souza Neto, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), mandou soltar na quarta-feira, Diego Ferreira de Novais, preso em flagrante após ejacular em uma passageira dentro de um ônibus que trafegava na Avenida Paulista. 

Novais tem agora 16 passagens semelhantes na polícia, registradas nos últimos oito anos. O seu modus operandi é o mesmo: dentro do ônibus, ele se aproxima da vítima, mostra o pênis e, eventualmente, passa o órgão nela ou ejacula. 

Fonte/Imagem: Estadão

ago
31

Já somos 207,6 milhões de brasileiros

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Brasil     Tags ,

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nessa quarta-feira, dia 30 de agosto, no Diário Oficial da União (DOU), apontam que o Brasil já tem 207.660.929 habitantes.

O levantamento anterior do IBGE, divulgado no ano passado, indicava uma população de 206,08 milhões de habitantes. A estimativa atual utiliza como referência o dia é 1º de julho.

A população brasileira aumentou 0,77% entre 2016 e 2017. São Paulo continua na frente como o Estado mais populoso do país, com 45.094.866 habitantes. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 21.119.536, e Rio de Janeiro, com 16.718.956.

Pernambuco tem  9.473.266 habitantes. Já o Estado de Roraima é o que concentra a menor população, com 522.636 habitantes.

Fonte: Opinião&Notícia

ago
30

Projeto de lei de deputada paranaense defende que culpados por acidentes no trânsito paguem a conta do SUS

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Brasil     Tags , , ,

Mais penalidade para o motorista que causar crimes de trânsito com vítimas. Projeto de lei (PL 3.053/2015) que tramita na Câmara dos Deputados pretende incluir entre as punições previstas ao condutor responsável pelo acidente, o ressarcimento das despesas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) às vítimas da ocorrência.

De autoria da deputada federal Christiane Yared (PR-PR), a proposta prevê acrescentar uma parcela específica destinada a indenizar exclusivamente o SUS nesses casos. “O governo não consegue financiar adequadamente o Sistema Único de Saúde. Um dos componentes que pesam de modo importante no orçamento da saúde são os acidentes automobilísticos com vítimas”, informa Yared.

Segundo a autora do projeto, cerca de R$ 56 bilhões foram gastos com o SUS apenas em 2014, o correspondente a todo o repasse de recursos do Governo Federal para a região Norte. De acordo com os cálculos da parlamentar, com esses recursos gastos, o governo poderia construir 1,8 mil novos hospitais, custando R$ 30 milhões cada.

Pelos cálculos da deputada Christiane Yared, isso daria mais de 66 hospitais por Estado, incluindo os 26 Estados e o Distrito Federal. “Tudo isso poderia ser realidade se a violência no trânsito não ‘sequestrasse’ todo ano esses recursos para pagar os custos das mortes e tratamentos das vítimas e sequelados nas vias”, sustenta.

Os números de mortes por acidente de trânsito no país realmente são preocupantes. A cada minuto, uma pessoa é sequelada por acidentes nas ruas. No caso de morte, a cada 12 minutos. Os reflexos negativos dos acidentes, lembra Yared, não afetam apenas as famílias dos vitimados, mas toda a sociedade.

“O trânsito no Brasil está doente. E todos nós temos de nos envolver na busca de outro cenário, ou seja, na cura para este mal”, convoca a autora. O projeto aguarda para ser analisado pelo plenário da Casa.

ago
29

Esta é a última semana para a inscrição de municípios no Selo Unicef

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Brasil     Tags , , ,

As inscrições para o Selo Unicef – Edição 2017-2020 entra na sua última semana. Os municípios pernambucanos que ainda não tomaram a iniciativa, podem se inscrever até a próxima quinta-feira, dia 31 de agosto.

Mais de mil municípios brasileiros das regiões do Semiárido e da Amazônia já se inscreveram. A iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estimula a gestão municipal a implementar políticas públicas para garantir os direitos das crianças e adolescentes.

Os documentos para a inscrição podem ser acessados em www.selounicef.org.br. O Unicef recomenda que os municípios não deixem a inscrição para a última hora.

Ao aderir ao Selo Unicef, os municípios inscritos devem investir em ações para melhorar a oferta e a qualidade de serviços de saúde, educação, assistência social e participação, visando produzir impactos reais e positivos na vida de crianças e adolescentes. O Unicef capacita os gestores municipais e define os indicadores que ajudarão a monitorar os resultados das ações.

Na edição de 2013-2016 foram certificados 35 municípios pernambucanos: Águas Belas, Arcoverde, Bezerros, Bonito, Brejinho, Cabrobó, Caruaru, Casinhas, Cedro, Flores, Ibimirim, Itacuruba, Itambé, João Alfredo, Lagoa Grande, Limoeiro, Orobó, Panelas, Petrolândia, Petrolina, Poção, Salgueiro, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Maria da Boa Vista, Santa Terezinha, São Bento do Una, São Caetano, São José do Egito, Serra Talhada, Sertânia, Surubim, Tacaimbó, Tacaratu, Tuparetama  e Venturosa.

Quem pode se inscrever – Podem aderir ao Selo os municípios localizados em nove Estados do Semiárido (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e os nove Estados que compõem a Amazônia (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins).

ago
26

Mineradoras canadenses souberam de extinção de reserva na Amazônia 5 meses antes do anúncio oficial

Publicada no Diário Oficial da última quinta-feira sem alarde, o decreto que determina a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), na Amazônia, surpreendeu muita gente e ganhou manchetes alarmadas no Brasil e nos principais jornais do mundo.

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Não foi o que ocorreu com investidores e empresas de mineração canadenses. Em março, cinco meses antes do anúncio oficial do governo, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, anunciou a empresários do país que a área de preservação amazônica seria extinta, e que sua exploração seria leiloada entre empresas privadas.

O fim da Renca foi apresentado pelo governo Temer durante um evento aberto em Toronto, o Prospectors and Developers Association of Canada (PDAC), junto a um pacote de medidas de reformulação do setor mineral brasileiro, que inclui a criação de Agência Nacional de Mineração e outras iniciativas para estimular o setor.

Pouco depois do encontro, em abril, o ministério de Minas e Energia publicou no Diário Oficial uma portaria – que passou despercebida pelo público em geral – pavimentando o caminho para o decreto que seria assinado alguns meses depois e dispondo sobre títulos minerários dentro da Renca.

Conexão canadense

Segundo a pasta, esta foi a primeira vez em 15 anos em que um ministro de Minas e Energia brasileiro participava do evento, descrito pelo governo brasileiro como uma oportunidade para “abordar o aprimoramento na legislação brasileira e também demonstrar os planos do governo para incentivar o investimento estrangeiro no setor”. De outro lado, movimentos sociais, ambientalistas e centros de pesquisa dizem que não haviam sido informados sobre a extinção da Renca até o anúncio da última quinta-feira.

O Canadá é um importante explorador de recursos minerais no Brasil e vem ampliando este interesse desde o início do ano. Hoje, aproximadamente 30 empresas do país já exploram minérios em território brasileiro – especialmente o ouro, que teria atraído garimpeiros à área da Renca nos últimos anos.

Em junho, dois meses antes da extinção oficial da reserva amazônica, a Câmara de Comércio Brasil-Canadá anunciou uma nova Comissão de Mineração, específica para negócios no Brasil, que reúne representantes destas 30 empresas.

O coordenador da comissão canadense defendeu a abertura da área amazônica para pesquisas minerais, disse que a “mineração protege a natureza” e afirmou que “não há uma corrida” para explorar a região da Renca, mas que “acha muito saudável” a disponibilização da região para exploração mineral.

O Ministério de Minas e Energia prometeu responder aos questionamentos enviados pela BBC Brasil durante toda a sexta-feira. No final do dia, entretanto, informou que não daria retorno devido a uma entrevista coletiva de emergência convocada pelo ministro Fernando Coelho Filho.

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Na entrevista, o ministro afirmou que a extinção da área de reserva amazônica, com área um pouco maior que a da Dinamarca, não terá impactos ambientais. Segundo Coelho Filho, o início das atividades de exploração na região ainda deve demorar 10 anos.

Coordenador da recém-criada Comissão de Mineração da Câmara de Comércio canadense, o empresário Paulo Misk participou dos seminários realizados em março no Canadá e não vê problemas na divulgação antecipada do fim da reserva.

“A gente tem que fazer um trabalho de divulgação, promoção e atração de investimento de mais médio ou longo prazo”, diz.

“Não temos pronto nenhum projeto para ser instalado lá”, continua o representante canadense. “Por enquanto estamos no campo das perspectivas, promessas e iniciando o processo. Não é tão rápida a resposta.”

Misk afirma que o Canadá é o país que mais investe em pesquisa no mundo e que “os ambientalistas deveriam repensar a nossa posição: a mineração é extremamente benéfica.”

Sobre a Renca, ele afirma que a liberação permitirá que “uma grande área seja preservada”.

“Se tiver oportunidade de ter uma mineração bem constituída e legalizada (na região da Renca), olha, eu vou ficar muito feliz porque vai ser para o bem do Brasil e para o bem da sociedade brasileira, especialmente no Pará e no Amapá”, diz.

Misk também afirma que a ocupação da região por empresas de mineração deve inibir a presença de garimpeiros, cuja atuação irregular na região já resulta em contaminação de rios por mercúrio.

Presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), o geólogo Luiz Azevedo também esteve em Toronto e concorda.

“Dizer que o governo está abrindo para o desmatamento é ridículo, é coisa de quem não conhece o assunto”, diz.

“Eu não me atrevo a falar sobre música. Fico impressionado como os artistas agora se atrevem a falar sobre mineração e sobre unidades de conservação”, diz, citando a modelo Gisele Bündchen, que criticou o anúncio em suas redes sociais.

obre o anúncio antecipado da extinção da área de preservação na Amazônia, Azevedo diz que o ministro divulgou que “uma área muito grande que seria liberada para pesquisa mineral”.

“Foi dito pelo ministro como parte de um pacote de medidas visando mostrar ao investidor que a ideia da Dilma de estatizante tinha acabado.”

“O que eles querem são novas áreas para se pesquisar e novas possibilidades. Ninguém pode julgar o Canadá. Eles têm uma mentalidade mais cosmopolita, 70% da população é de imigrantes, então eles pensam nos outros. É um interesse legitimo”, avalia.

Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, o geógrafo Luiz Jardim pesquisa a relação entre empresas de mineração canadenses e o governo brasileiro.

Ele explica que o evento de março em Toronto, quando o fim da Renca foi anunciado pelo ministro, era formado essencialmente por empresas menores especializadas em pesquisa mineral e investimentos de risco.

“Há um padrão nessas empresas, chamadas ‘juniors’. Elas vêm, fazem as pesquisas e ao longo desse tempo publicam resultados em relatórios na bolsa de valores em Toronto, indicando o que eles encontraram. Esses relatórios fazem elas ganharem valor de mercado. Achando uma jazida significativa, a empresa pede uma licença ambiental e ganha ainda mais valor. Com a licença em mãos, elas anunciam na Bolsa novamente que estão perto do inicio do projeto. Num período de baixa no mercado, como agora, elas costumam vender a operação ou a mina para uma empresa maior interessada e assim fazem seus investidores lucrarem”, explica.

Jardim descorda da tese de que grandes mineradoras podem inibir o garimpo ilegal na região.

“A experiência no rio Tapajós, no Pará, mostra o contrário. O garimpeiro esta interessado em minas superficiais, a mineradora chega a veios mais profundos. Eles coexistem e a exploração formal pode até incentivar a vinda de mais garimpeiros.”

Segundo o engenheiro Bruno Milanez, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e membro do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, que reúne 110 ongs, sindicatos e movimentos sociais, não houve qualquer comunicado sobre a Renca para pesquisadores da área ou comunidades – diferente do que ocorreu com os empresários.

“Tudo o que acompanhamos foi pela imprensa”, diz.

Sobre esta aproximação entre governo e empresários, Milanez afirma que o movimento é “parte de um processo histórico, que vem se aprofundando” no governo Temer.

“Isso é reflexo de uma ocupação maior de pessoas do setor corporativo no governo. Hoje, o primeiro escalão da mineração no governo é formado por pessoas que ocuparam cargos de diretorias em empresas”, diz.

“Mas eles estão no governo temporariamente por cargos de confiança, e quando saírem vão voltar a assumir posições em empresas. Eles têm um lado nessa história.”

ago
21

CNH digital será implantada até fevereiro de 2018

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Brasil     Tags , ,

No final do mês de julho, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou um projeto que criou uma versão digital da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a partir de fevereiro de 2018. No último dia 17, o Conselho publicou a Resolução No 687, que antecipou o prazo para a entrada em vigor da CNH-e: a data agora é até 1º de fevereiro de 2018, e não mais a partir deste dia.

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Segundo o Ministério das Cidades, a antecipação do prazo se deu por conta da conclusão do aplicativo da CNH-e e do projeto piloto, que acontecerá no estado de Goiás a partir de setembro deste ano. Isso significa que, até fevereiro do ano que vem, o Detran de cada estado do país deve estar pronto para emitir a versão virtual da carteira de motorista.

Como solicitar o documento digital

– Baixar o aplicativo CNH-e que estará disponível para download (Apple Store e Google Play) a partir de fevereiro próximo.

– O condutor deve ter um certificado digital (Serpro), ou se cadastrar em um posto do Detran.

– Fazer cadastro no Portal de Serviços do Denatran (portalservicos.denatran.serpro.gov.br)

– Se tiver cadastro no Sistema de Notificação Eletrônica (SNE), não precisa se cadastrar novamente. Mas deve solicitar a CNH-e pelo portal do Denatran com a mesma senha do cadastro SNE.

– Fazer login no aparelho que utilizará a CNH digital. Criar PIN (4 dígitos) para primeiro acesso e visualizar, posteriormente, o documento.

– Ter a nova CNH impressa com QR Code.

O que fazer em caso de roubo do celular

O usuário poderá bloquear o documento. Se tiver certificado digital, poderá solicitar o bloqueio remoto no Portal de Serviços do Denatran. Caso contrário, terá que ir até algum posto do Detran.

ago
20

Lava Jato acha telefone da mulher do ministro Gilmar Mendes no celular do ‘Rei do Ônibus’

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Brasil     Tags , , ,

A força-tarefa da Operação Lava Jato encontrou o número de telefone de Guiomar Mendes, mulher do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), na agenda do celular do empresário Jacob Barata Filho, o “Rei do Ônibus”. Na noite de quinta-feira (17), Gilmar Mendes mandou soltar Jacob Barata Filho, preso pela Operação Ponto Final — que capturou a cúpula dos Transportes do Rio em julho.

O empresário nem chegou a sair da prisão, porque o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, do Rio, expediu novo mandado contra ele. A Procuradoria da República, no Rio, quer a suspeição de Gilmar.

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Em ofício enviado, nesta sexta-feira (18), ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nove procuradores regionais da República e mais quatro procuradores que atuam perante a 1.ª instância argumentam que o número de telefone da mulher de Gilmar no celular do Rei do Ônibus reforça a proximidade do ministro com o empresário.

“A proximidade de Jacob Barata Filho com o ministro Gilmar Mendes também é demonstrada pelo fato de o contato da esposa do ministro, Guiomar Mendes, constar na agenda telefônica do aparelho celular do empresário”, afirma a força-tarefa.

“A informação consta no aparelho de celular Apple Iphone 7 plus, apreendido na prisão de Jacob Barata Filho, conforme relatório de extração.”

O documento tem nove páginas. Segundo o Ministério Público Federal, no Rio, Jacob Barata Filho “possui vínculo societário empresarial com Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, irmão da esposa do ministro, Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, na empresa Auto Viação Metropolitana LTDA”. A Procuradoria mandou a Janot um documento da Receita como comprovação.

“Além do vínculo societário, Jacob Barata Filho e Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, cunhado do Ministro, possuem íntimo relacionamento pessoal, tratando-se como amigos e compadres em diálogo travado dias antes da prisão do empresário”, observou a força-tarefa.

Na mensagem, de 29 de junho de 2017, o “Rei do Ônibus” escreve a Chiquinho Feitosa. “Chiquinho, bom dia! Vc está sumido. Onde anda? Saudade do amigo. Um grande abraço, Jacob.”

Às 19h21, Chiquinho responde. “Td bem, meu amigo. Saudade tbm d vc. Estava em Portugal cheguei ontem e vim direto pra Presidente Prudente, afinal de contas lembra q vc foi quem me deu corda? Estava eu aposentado e agora cheio d trabalho kkkk Mas a sua disposição sempre… só vc chamar, hora e lugar. Abraço grande do seu amigo e compadre, Chiquinho Feitosa.”

No dia seguinte, às 12h34, Jacob pergunta. “Vc estará em Fortaleza na 2f?”

“Estarei irmão”, responde Chiquinho Feitosa.

“Vou lá te dar um abraço”, diz o “Rei do Ônibus”.

“Será um grande prazer, irmão. Segunda é meu aniversário porém farei um almoço na sexta na boisa. Se tiver como vc equacionar a sua agenda será ótimo, ficarei muito feliz. Sr Humberto e outros amigos lá de Portugal estão vindo na quinta e retornando sábado só para o almoço e sua presença me prestigiaria bastante.”

Jacob Barata Filho foi preso no dia 2 de julho.

Na noite desta sexta-feira (18), ministro Gilmar Mendes concedeu um novo habeas corpus para soltar Barata Filho e o ex-presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio), Lélis Teixeira.

Fonte: Portal R7

 

ago
20

Maioria dos brasileiros é a favor da legalização dos bingos e cassinos

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Brasil     Tags ,

cassinos

Uma sondagem nacional inédita da Paraná Pesquisas, encomendada pela Coluna Esplanada, revela que a maioria da sociedade – com pequena diferença – quer a legalização dos jogos com a volta de bingos e cassinos.

Apesar do leve viés de aprovação, os números mostram que a sociedade está dividida: 45,6% são a favor e 43,4% são contra sobre a volta dos bingos. Em relação aos cassinos há um empate técnico: 45,7% a favor e 45,5% contra.

As mulheres têm mais resistência. Só 35,2% delas são a favor dos bingos e 34,1% pelos cassinos. Ao contrário dos homens, cuja maioria aprova a volta dos jogos: 57,7% querem a volta dos cassinos e 56,8% são a favor das casas de bingos.

Sobre a volta ou não dos bingos, 5,3% se mostraram indiferentes e 5,8% não sabem ou não opinaram. Em relação aos cassinos, os índices foram 5,1% e 3,7% respectivamente.

A pesquisa foi online, com 2.802 pessoas, entre os dias 15 e 17 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Foram 1.345 homens (48%) e 1.457 mulheres (52%).

Foram registradas 1.205 entrevistas na região Sudeste, 757 no Nordeste, 422 na macrorregião Norte-Centro Oeste e 418 pessoas que responderam a pesquisa são da região Sul.

De acordo com o presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, há um fator social e religioso contra a legalização dos jogos; e a maioria dos que aprovam são de classe média.

Segundo Murilo Hidalgo, os de baixa renda acham que os pobres vão perder dinheiro e só ricos vão ganhar. E a ação contrária da Igreja católica e das evangélicas influencia na decisão.

Há um dado curioso. Em quatro das cinco categorias de faixa etária – entre 16 e mais de 59 anos – a maioria é a favor dos jogos. Mas os acima de 60 anos são contra.

 

ago
19

Justiça suspende entrega de título Doutor Honoris Causa a Lula

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Brasil     Tags , ,

Uma liminar da Justiça Federal na Bahia, concedida na última quinta-feira (17), suspendeu a entrega do título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula (PT), pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), em Cruz das Almas, cidade a cerca de lula-9145 quilômetros de Salvador. A cerimônia estava marcada para ontem (18) e, conforme a decisão judicial, não deve ser realizada em nenhuma outra data.

A decisão, do juiz Evandro Reimão dos Reis, da 10ª Vara Cível, foi tomada após ação popular impetrada na Justiça. No documento, o juiz ordenava, ainda, que a Polícia Federal estivesse presente na data e local anunciados da entrega da honraria para garantir o cumprimento da determinação.

No documento, o juiz argumentou que o ato era ilegal e lesivo ao patrimônio público. “O ato administrativo de concessão do título honorífico de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva parece configurar desvio de finalidade revelador de ofensa à moralidade administrativa”, diz o juiz na decisão.

Conforme Evandro Reimão dos Reis, o processo de concessão da honraria a Lula foi feito rápido e não atendeu aos requisitos administrativos necessários. Segundo o juiz, a proposta de dar o título ao ex-presidente foi feita por membros do Conselho Universitário, enquanto o regimento da instituição determina que seja feita mediante proposta justificada do reitor e aprovada por dois terços dos membros presentes na reunião (da proposta).

Em nota, a UFRB informou que recebeu com surpresa a notificação da decisão, e que já solicitou que a Advocacia Geral da União (AGU) tome as medidas cabíveis para a alteração da decisão e que aguarda o posicionamento do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF).

 
Fonte: G1
ago
18

Lava Jato pede suspeição de Gilmar Mendes, ministro do STF

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Brasil     Tags , , ,

Os procuradores da Força Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro pediram nesta sexta-feira (18), pela segunda vez, para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entre com uma ação para que seja declarada a suspeição do ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Federal (STF), no caso envolvendo o empresário Jacob Barata Filho. Mendes concedeu habeas corpus para soltar o empresário, do qual foi padrinho de casamento da filha. 

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O primeiro pedido foi encaminhado em julho. Para os procuradores, Mendes não pode tomar nenhuma decisão envolvendo o empresário por ter uma relação próxima com ele e seus familiares. Jacob Barata Filho foi preso no início de julho com base em investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. A força-tarefa encontrou indícios de que ele pagou milhões de reais em propina para políticos do Rio.

Segundo o Ministério Público Federal, Barata e Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor, participavam de esquema de propinas chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral – também preso e réu em 14 processos -. Ambos foram beneficiados pelo habeas corpus expedido nesta quinta por Gilmar Mendes. Em seguida, o juiz Marcelo Brêtas, do Rio, expediu novo mandado, anulando de certa forma a decisão do ministro. 

O empresário preso é filho de Jacob Barata, que atua no ramo dos transportes de ônibus no Rio de Janeiro há várias décadas. O pai do empresário é conhecido como “Rei do Ônibus” e fundador do Grupo Guanabara, do qual Jacob Barata Filho também é um dos gestores.

Nesta sexta, Mendes se manifestou sobre o pedido de suspeição. “Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que isto é relação íntima, como a lei diz? Não precisa responder”, disse.

Os procuradores afirmam que, além de ter sido padrinho de casamento da filha de Barata, o noivo é seu sobrinho, filho de sua mulher, Guiomar. O MPF também alega que um dos advogados de Barata também representou Mendes, sendo seu advogado.

Fonte: Portal G1

ago
16

STJ confirma condenação de Bolsonaro por danos morais a Maria do Rosário

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Brasil     Tags , ,

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, decisão da primeira instância que condenou o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais à também deputada Maria do Rosário (PT-RS).
bolsonaro
 
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou Bolsonaro por ter dito, em 2014, que Maria do Rosário não mereceria ser estuprada por ser “muito feia”, não fazendo seu “tipo”. As declarações foram dadas na Câmara e também em entrevista a um jornal.
 
O deputado foi condenado ainda a publicar uma retratação em jornal de grande circulação e em suas páginas nas redes sociais. Ele ainda não cumpriu nenhuma das determinações da Justiça, agora reiteradas pelo STJ. 
 
A defesa de Bolsonaro argumenta que ele goza de imunidade constitucional, não podendo ser alvo de ações do tipo ou de condenações por palavras que tenha proferido enquanto deputado. Entretanto, a Justiça entendeu até o momento que as declarações dele foram feitas fora do contexto da atividade parlamentar.
 
Bolsonaro ainda pode recorrer contra a decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado já é réu em duas ações penais na Corte por causa do mesmo episódio, ambas relatadas pelo ministro Luiz Fux.
 
ago
14

Fome volta a assombrar famílias brasileiras

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Brasil     Tags , , ,

No armário suspenso sobre a geladeira quase vazia, sacos de farinha de milho empilhados de uma lateral a outra são a única abundância no casebre onde moram três adultos e uma criança, no alto de um morro do bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

— Estamos comendo angu a semana toda. Ganhamos de uma vizinha. Mas é melhor angu do que nada. Carne, não vemos há meses — lamenta Maria de Fátima Ferreira, de 61 anos, enquanto abre as portas do móvel, como se precisasse confirmar seu drama.

fome

Três anos depois de o Brasil sair do mapa mundial da fome da ONU — o que significa ter menos de 5% da população sem se alimentar o suficiente —, o velho fantasma volta a assombrar famílias como a de Maria de Fátima. O alerta, endossado por especialistas ouvidos, é de relatório produzido por um grupo de mais de 40 entidades da sociedade civil, que monitora o cumprimento de um plano de ação com objetivos de desenvolvimento sustentável acordado entre os Estados-membros da ONU, a chamada Agenda 2030. O documento será entregue às Nações Unidas na semana que vem, durante a reunião do Conselho Econômico e Social, em Nova York.

Na casa de Maria de Fátima, a comida se tornou escassa depois que ela foi demitida do emprego de cozinheira na prefeitura de Belford Roxo, há oito meses. Os dois filhos mais velhos vivem de bicos, cada vez mais raros. Os três integram a estatística recorde de 14 milhões de desempregados, resultado da recessão iniciada no fim de 2014. Pesam ainda a crise fiscal, que tem levado União, estados e municípios a fazerem cortes em programas e políticas de proteção social, e a turbulência política.

— Quando o país atingiu um índice de pleno emprego, na primeira metade desta década, mesmo os que estavam em situação de pobreza passaram a dispor de empregos formais ou informais, o que melhorou a capacidade de acesso aos alimentos. A exclusão de famílias do Bolsa Família, iniciada ano passado, e a redução do valor investido no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), que compra do pequeno agricultor e distribui a hospitais, escolas públicas e presídios, são uma vergonha para um país que trilhava avanços que o colocava como referência em todo o mundo — afirma Francisco Menezes, coordenador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e consultor da ActionAid, que participaram da elaboração do relatório.

Fonte/Imagem: O Globo

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