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DOENÇAS MASCULINAS: UROLOGISTAS QUEREM POLÍTICAS PÚBLICAS

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Sem categoria     Tags

Urologistas das Américas do Sul e Central prepararam ontem (15), durante o 1º Fórum Sul-Americano de Saúde do Homem, um documento com sugestões de políticas públicas para o combate a doenças masculinas, que será entregue à Organização das Nações Unidas (ONU) e aos órgãos de saúde da região. O evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), ocorre na semana em que se lembra o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, segunda causa mais comum de morte por câncer entre os homens brasileiros. De acordo com  Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença deve atingir, somente neste ano, cerca de 60 mil homens.  

O desconhecimento e o preconceito são os maiores obstáculos no tratamento de doenças masculinas nas Américas do Sul e Central, diz o presidente da SBU, Aguinaldo Nardi, que defende campanhas frequentes para estimular o homem a fazer checkups com frequência. “O homem latino, de maneira geral, acha que é herói, que nada vai acontecer com ele, e tem um preconceito brutal com o exame de próstata, que é feito por meio do toque retal, O exame dura menos de dez segundos e não fere a masculinidade de ninguém”, explica Nardi. 

Justamente por conta desse preconceito, a mortalidade entre os homens latino-americanos por esse tipo de câncer é muito maior do que os números registrados na Europa e nos Estados Unidos, acrescenta o médico. Segundo ele, no evento de ontem, juntos, os países poderam discutir meios de conscientizar os homens da importância da prevenção.


De acordo com Nardi, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado proporcionam a cura em 90% dos casos de câncer de próstata. Segundo ele, é recomendável fazer o exame de toque retal a partir dos 45 anos. Quando há casos na família, os exames devem ser feitos antes, aos 40 anos. A recomendação do Ministério da Saúde é fazer o exame na faixa de 50 a 75 anos, devido ao fato de ser baixo o índice da doença entre homens com menos de 50 anos.


Os urologistas que participam do fórum defendem que os hospitais públicos dos seus países sejam equipados com as novas tecnologias disponíveis no mercado, como a robótica, e que os sistemas de saúde pública aumentem a oferta de remédios específicos para doenças relacionadas ao sexo masculino.


Também são comuns entre os homens a hiperplasia da próstata, a disfunção erétil, a deficiência androgênica do envelhecimento masculino (redução gradual da testosterona no sangue), a varicocele (varizes nas veias da região do escroto), a fimose (impossibilidade de retrair a pele do pênis para expor a glande), o câncer de pele e o de pênis. No caso do câncer de pênis, cerca de mil homens têm o pênis amputado no Brasil, por ano, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. O Paraguai, o Uruguai e o Peru também têm alto nível de incidência desse tipo de câncer.

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