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Em Olinda, mulher trans e reeducanda espera pelo nome social

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    Category Em: Olinda     Tags , ,

A reeducanda do regime aberto e mulher trans, Kayla Emanuele da Silva, 26 anos, trabalha no Setor de Drenagem em Olinda, graças ao convênio do Patronato Penitenciário, órgão de Execuções Penais da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) com a Prefeitura. A busca pela ressocialização e pela cidadania levou-a à vaga de emprego, que no início era para fazer serviço de varrição nas ruas, mas logo, pelo perfil mais delicado, mudou para funções administrativas. Hoje ela é assessora da Diretoria de Drenagem.

Kayla passou dois anos no Presídio de Igarassu (PIG), unidade que possui pavilhão específico para o público LGBT, mais conhecido como “Sem Preconceito”, e mais seis meses na Penitenciária Agroindustrial São João (PAI), em Itamaracá. “Este foi o primeiro emprego depois que saí da unidade prisional. Aqui eu atendo as pessoas, faço as solicitações de drenagens, assessoro a equipe. Quando entrei, fazia varrição, mas depois me encaminharam para este setor, onde estou há quatro meses e gosto muito”, revela.

Além de se empenhar pelo retorno ao mercado de trabalho, a reeducanda que conclui a pena em 2022, está aguardando ansiosa pelo registro do nome social. Ela foi orientada pelo Centro Estadual de Combate à Homofobia (CECH), encaminhada para a Defensoria Pública e, agora, faltam apenas algumas certidões para concluir o processo. “Com a mudança de Harlan para kayla espero que tudo melhore, principalmente que eu não passe mais pelo constrangimento das pessoas me chamarem por ele”, desabafa.

A adoção do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero foi garantido pelo decreto nº 8.727/2016, da Presidência da República. Ele prevê que a pessoa transgênero ou travesti tem o direito de solicitar a mudança do seu pré-nome em documentos oficiais e nos registros dos sistemas de informação dos órgãos e entidades da administração pública federal.

De acordo com o superintendente do Patronato Penitenciário, Josafá Reis, “reintegrar-se à sociedade, ressocializar-se e transformar a vida através do trabalho, cumprindo pena, é muito difícil para os reeducandos por conta do preconceito. Para uma mulher trans, romper as barreiras do preconceito se torna mais difícil ainda, mas ela está conseguindo através da oportunidade dada. Isso é um exemplo para outros reeducandos de que nada é impossível, é só querer,” reforça.

Fonte: DP. Foto: Divulgação

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