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HOMENS FARDADOS…INSISTEM EM FAZER JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Sem categoria     Tags

De novo a justiça é feita;
Cinco homens armados com fuzil e escopeta
Cercam o negro na calada da noite, que o mataram assim que acabou o açoite
Esse é o sistema usado mesmo sendo errado, 
Não importa se você é inocente ou culpado!
Militares ou civis não importa quem são,
São homens de sangue frio, sem perdão.
Morros e favelas é (sic) sua diversão
Pois é lá que eles pregam a sua lei do cão 
Acham que a morte é o seu ideal,
Ideal desses que os tornaram marginais. 

E quem era do bem, agora é do mal 
Por culpa de um sistema cruel e infernal
Digo isso porque sei que não é mentira
Porque mesmo sem querer eu sou mais uma mira
De uma arma que está em mão não confiável, 
Porque se eu vacilar serei mais um miserável,
Que morreu sem saber, nem como, nem por quê, 
Pois assim a lei é feita e assim faz proceder!

Nada podemos fazer, pra se tomar providência
O único jeito é fazer parte dessa violência
E sem saber qual será a conseqüência (não confio na policia, raça do caralho)
Policia unidade feita para proteger,
Não confio nela e nem pretendo ser
Mais um que faz justiça com uma arma na mão, 
Com uma farda no corpo e outro corpo no chão.
Faço minha segurança pra me proteger
Não é pra matar ninguém, assim como faz você
Homens fardados, encapuzados, procurando mais um corpo para ser fuzilado


Homens fardados eu não sei não, 

Se julgam os tais, os donos da razão!
Homens fardados eu não sei não,
Insistem em fazer justiça com as suas próprias mãos.
Homens fardados eu não sei não, 
Se julgam os tais, os donos da razão!
Homens fardados eu não sei não,
Insistem em fazer justiça com as suas próprias mãos.


Se julgam os tais, os donos da razão, 

Pois acabar com vidas é o seu lema, então!

Seu principal alvo é um marginal sem dinheiro, 

Mas o traficante rico ele protege o tempo inteiro. 

E a discriminação eles levam onde for, 

Seu prato preferido é um cidadão de cor!

Ser negro pra policia é ser um marginal,
Ignoram os negros, seu valor cultural.

Pois as leis eles não cumprem direito, 
Seu trabalho é nojento e não tem jeito.

Onde eles chegam, chamam sempre atenção, 
Assustam em vez de proteger a população,

Se eles te pegam por ai dando vacilo, 
Te matam, pois esse é o seu castigo.

Agora, amigo, preste muita atenção: lute pelos seus direitos, direitos de cidadão

Que funcionam no papel, mas na prática não.

Mas mesmo assim nunca baixe a cabeça,
Lute para que você nunca desapareça

Nas mãos desses covardes bandidos,
Que tiram vidas de pobres, de oprimidos

Por isso eu não me calo, eu sempre falo, 
Pois o rap é minha arma, meu calibre pesado.

Te passo toda e qualquer informação
Pois eu uso e abuso da minha liberdade de expressão


E eu não canto para agradar safado,
Se você não gostou que vá tomar no rabo

Pois esse é o recado, recado cantado: pra vocês aí homens fardados.

Homens fardados eu não sei não, se julgam os tais, os donos da razão!

Homens fardados eu não sei não, insistem em fazer justiça com as suas próprias mãos

Homens fardados eu não sei não, se julgam os tais, os donos da razão!

Homens fardados eu não sei não, insistem em fazer justiça com as suas próprias mãos.

(Faces do Subúrbio)

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