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MÉDICOS DA MATERNIDADE DO TRICENTENÁRIO VÃO PARAR POR 24 HORAS

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Sem categoria     Tags


Após quatro meses pressionando os órgãos competentes, a equipe da maternidade do Hospital do Tricentenário, em Olinda, vai paralisar os seus atendimentos, por 24 horas. Será na próxima terça-feira, dia 02 de julho. Aproximadamente 30 médicos que acompanham a maternidade cruzarão os braços em virtude do não reajuste de incentivo mensal, pactuado em dezembro de 2011, com a Prefeitura de Olinda. Atualmente, a maternidade do Hospital do Tricentenário realiza cerca de 550 partos por mês – sendo a maior maternidade de baixo risco de Pernambuco – e recebe um incentivo municipal, defasado, no valor de R$ 100 mil mensais.

Através de um abaixo-assinado enviado ao diretor da unidade, Gil Brasileiro, os diversos profissionais que optaram por aderir à paralisação lamentam a atual situação financeira da maternidade, que em 2011 ameaçou fechar as portas por falta de condições em manter os plantões. 

Os médicos esclarecem que o principal objetivo do movimento é fortalecer a maternidade para comportar a demanda do Estado. “Os munícipes, assim como todos os funcionários e o sistema de saúde vivenciam nossa luta e desbravamento contínuo para manter nossas ações de saúde dentro dos padrões éticos exigidos pelo Conselho Regional de Medicina, mas a insensatez é a única resposta capaz de explicar a falta de percepção para a demanda social crescente por leitos de maternidade em Olinda”, destacam.

A direção da unidade e a sua coordenação médica, que têm como representante o médico Roberto Calixto, esclarecem que diversas tentativas para evitar o movimento foram realizadas, através de contato com os órgãos competentes, mas, após quatro meses de negociação, nenhuma providência por parte do município foi tomada, tornando inviável qualquer acordo com a equipe médica. 

Hoje, o Hospital do Tricentenário gasta em média R$ 720 por cada parto e possui um déficit de R$ 200 mil. Com o atual incentivo, o cumprimento da meta de 550 partos por mês fica quase inviável. “Mesmo com tantas dificuldades financeiras, o hospital tem procurado investir na estrutura da sua maternidade, através da compra de materiais e reformas na ala, mas a insatisfação é geral. O que ainda segura nossos profissionais são os laços, conquistados através de anos, que muitos médicos possuem com a unidade”, explica Calixto.

A paralisação vai acontecer em caráter de advertência, atendendo apenas os casos de emergência e fechando aos atendimentos com a Central de Leitos do Estado e demandas espontâneas. Caso não haja um retorno do município, os médicos alertam para uma greve por tempo indeterminado.

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