jun
2

MEIO AMBIENTE: MAIS UMA REFLEXÃO

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Olinda     Tags

Estamos na Semana do Meio Ambiente (Dia 5 de junho é o Dia Internacional do Meio Ambiente, data estabelecida pela ONU, a partir da Resolução 2.994, de 15 de dezembro de 1972) e é importante que as pessoas parem para uma reflexão acerca das suas responsabilidades sobre os recursos naturais e o modo de vida que levam. Insistimos nesse tema porque hoje, mais do que nunca, é preciso encarar o meio ambiente como algo que faz parte das nossas vidas. Deve-se ter em mente que em um ambiente poluído, desmatado, sem água, com hiperconsumo e espécies animais sendo extintas não teremos condições de nos mantermos vivos ou de garantir a vida para as gerações futuras.
Profissionais mais dedicados ao estudo e acompanhamento da “saúde da Terra” apontam três questões que preocupam e podem levar a extinção da espécie humana em alguns milhares de anos: desperdício das águas, desmatamento e o hiperconsumo, aliado à grande produção de lixo.
A água doce é um recurso vital para a humanidade e, apesar de parecer abundante, não é inesgotável: de todo esse bem existente no planeta, somente 0,029% está nos rios e lagos; 0,39% no subterrâneo, e 0,001% na atmosfera. O restante é água salgada e imprópria para o consumo humano. Apesar disso, a nossa pouca educação ambiental faz com que vigore a cultura do desperdício.
Nos últimos 75 anos a população mundial triplicou, fazendo com que a demanda por água aumentasse em 60%. A estimativa é que se o consumo desordenado continuar, em 2025 estaremos consumindo 75% das reservas de água potável do planeta. Hoje, a água já é produto escasso para 2 bilhões de pessoas, metade delas residindo em áreas urbanas.
Por ser um bem essencial, a água doce deve estar na pauta de discussões sobre desenvolvimento e sustentabilidade dos governos, em todos os níveis. Somente assim se poderá definir, pelo menos, um programa de educação ambiental para orientar a população a evitar o desperdício indiscriminado que ocorre nos dias atuais.
A segunda questão preocupante é a derrubada do que ainda resta de árvores por este país. Lembremos-nos que o desmatamento das florestas brasileiras foi iniciado há exatos 509 anos, logo que os portugueses colocaram os pés na Terra Brasilis, em 1500. Começou pela Mata Atlântica (hoje um dos biomas mais ameaçados de extinção do planeta), com o corte e exportação do pau-brasil para o mercado europeu. De lá para cá não parou mais.
Depois da Mata Atlântica a devastação chegou ao cerrado, à caatinga, aos manguezais e à Floresta Amazônica, com a exploração ilegal de madeiras de lei. Em 2000, segundo relatório produzido pela ONG ambiental WWF, a Amazônia já havia perdido 13% da mata nativa. A situação da Mata Atlântica era muito pior: restava apenas 9% da cobertura original encontrada na época do descobrimento. A outrora segunda maior floresta tropical úmida do Brasil, com uma área de 1.306.421 quilômetros quadrados, conta hoje com apenas 52 mil quilômetros quadrados, ou pouco mais de 6% da área.
Infelizmente, o homem se esquece que as matas servem, entre outras coisas, para garantir o ciclo de produção de água doce; são o habitat natural de diversas espécies animais e responsáveis pela absorção de gases como os dióxidos de carbono (CO2) – um dos responsáveis pelo aquecimento global. As árvores e plantas também são fontes para a produção de remédios e substâncias utilizadas na higiene pessoal e no tratamento de inúmeras enfermidades.
Com relação ao consumo, nos últimos 30 anos passou a ser ilimitada a oferta de produtos eletroeletrônicos. As pessoas consomem irresponsavelmente e essas ações afetam diretamente o meio ambiente, com o descarte, sem qualquer cuidado, de celulares, computadores e outros aparelhos que contêm metais pesados, como o cádmio, chumbo e mercúrio – nocivos à natureza e à saúde humana. O professor da Universidade de Grenoble (França) e teórico da hipermodernidade, Gilles Lipovetsky, autor da obra “A felicidade paradoxal – Ensaio sobre a Sociedade do Hiperconsumo”, faz uma reflexão sobre a sociedade de consumo e comenta que estamos numa nova fase do capitalismo, com o nascimento do Homo consumericus – um ser imprevisível, imediatista e extremamente consumista. Além disso, produtor de (muito) lixo, que torna a vida insustentável no planeta. Reflitamos todos sobre o assunto!

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/06/02/opiniao.asp

2 Comentários to “MEIO AMBIENTE: MAIS UMA REFLEXÃO”

  • Hamilton Sevi 2 de junho de 2009 às 19:01

    O planeta está mesmo doente. Essa sua reportagem é uma verdade. A reflexão deve ser feita por todo mundo.
    Hamilton Sevi

  • Hamilton Sevi 2 de junho de 2009 às 19:01

    O planeta está mesmo doente. Essa sua reportagem é uma verdade. A reflexão deve ser feita por todo mundo.
    Hamilton Sevi

  • L.A.M. 3 de junho de 2009 às 03:02

    Artigo bom. È muito importante usar a água com respomsabilidade, snaõ vai faltar mesmo.
    L.A.M

  • L.A.M. 3 de junho de 2009 às 03:02

    Artigo bom. È muito importante usar a água com respomsabilidade, snaõ vai faltar mesmo.
    L.A.M

Envie um comentário

Carnaval 2020

Está chegando o Sábado de Carnaval22 de fevereiro de 2020
O grande dia está aqui.

Olinda Hoje no Facebook:

Previsão do Tempo:

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

Junte-se a 613 outros assinantes

Categorias do Blog:

Mapa do Site:

Arquivos do Blog:

Olinda Hoje

%d blogueiros gostam disto: