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MIMO: UM BOM FESTIVAL, MAS COM PÉSSIMA INFRAESTRUTURA

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Sem categoria     Tags

Foto: Beto Figueiroa/MIMO
O festival Mimo sempre foi um dos meus favoritos de Pernambuco. É uma chance de ver a beleza das igrejas de Olinda sendo usadas, de conferir artistas de ponta em um ambiente intimista, de ter contato com artistas que talvez nunca viriam ao Recife em outros eventos.
Comemorando dez edições neste ano, foi triste ver que a Mostra Internacional de Música Instrumental de Olinda não tem mais Olinda como prioridade. É o Festival Mimo. Cresceu para outras cidades. Foi para Ouro Preto (MG) no ano passado, foi para Paraty (RJ) neste ano. Cresceu para onde tem patrocínio, tem mais apoio e mais condições. Recife e João Pessoa foram praticamente minados – teve um único concerto no Teatro de Santa Isabel.
Foto: Beto Figueiroa/MIMO
E Olinda, me pareceu, foi deixada em segundo plano. Sem desmerecer as atrações que tocaram aqui, Olinda merecia nos seus dez anos Herbie Hancock. Merecia Madredeus.
Pessoalmente eu gosto de Nouvelle Vague. É legal para escutar no carro, para relaxar. É uma banda fofinha. Mas não dá para esquecer que é uma banda cover e que funciona em um esquema de franquia (sim, pode ter dois shows de Nouvelle Vague em duas noites diferentes, em dois países diferentes). Quando tocou em 2010 no mercado Eufrásio Barbosa encontrou seu local perfeito.
Foto: Tiago Calazans/MIMO
Na Mimo, o público foi grande nos dois dias em que fui, na sexta-feira (06) e no sábado (07). Mas não parecia a Mimo. O clima era de carnaval. Muita gente nem “subiu” para a Igreja da Sé e o Seminário. O show de Jards Macalé foi muito elogiado e fazia sentido. O de Gilberto Gil não era dele, era participação especial. E Gil sempre está tocando por aqui… Outra coisa foi a demora entre o shows de Jards e Gil. Acho que foi coisa de uma hora.
Se o festival diminuiu em Olinda e no Recife  e cresceu fora, o patrocínio com certeza pesou, mas o que falar das condições da cidade? É inacreditável que na sua décima edição Olinda tenha apresentado a estrutura que apresentou.
Uma cidade com tanto potencial turístico…No sábado, às 23h, era difícil encontrar um bom lugar para comer na Praça do Carmo. Creperia já não recebia novos clientes; Casbah estava com a cozinha fechada. Tinha o Estação Maxambomba, lotadíssimo. E algumas lanchonetes.
Banheiro? Foi um suplício. As filas eram gigantes. Muita gente usando o jardim da Praça do Carmo como banheiro. A décima edição de um evento que, se sabe com muita antecedência, vai dar muita gente. Neste ano, oficialmente, foram 30 mil pessoas.
E a sujeira na rua? vergonhosa. Era uma missão quase impossível encontrar uma lata de lixo na praça, a não ser as poucas fixas – que ficavam com lixo transbordando. Sem estrutura da iniciativa privada, sem estrutura do governo público, não é de se espantar que as atrações tenham mudado tanto.

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