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OBSERVATÓRIO DO ALTO DA SÉ ABERTO PARA CONTEMPLAR COMETA ISON

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Sem categoria     Tags

O Observatório Astronômico do Alto da Sé,  em Olinda, coordenado pelo Espaço Ciência, realizará uma primeira tentativa de observar o cometa ISON, catalogado como C/2012 S1 (ISON), que promete ser um dos mais brilhantes de todos, podendo chegar a ser visto a olho nu ou em plena luz do dia entre os meses de outubro, novembro e dezembro deste ano. 

Serão utilizados telescópios refletores e binóculos para buscar imagens diretas do objeto. O evento aconteceu já nas primeiras horas da madrugada deste sábado(28), das 2h às 4h e foi aberto gratuitamente ao público.

Informações – Cometa descoberto em 2012, o C/2012 S1 (ISON) (magnitude estimada em 9.0) cruza a constelação de Câncer em direção a de Leão, nas proximidades do planeta Marte (o “planeta vermelho”) ao amanhecer. 

O astro nebuloso é esperado entrar na zona de visibilidade de binóculos ou pequenos telescópios, mas talvez ainda não permita fotografias de uma cauda, por exemplo, com câmeras semi-profissionais ou profissionais (DSLR) adaptadas em instrumentos amadores, mas seria uma primeira tentativa de observá-lo na alta madrugada, também em grandes cidades. 

O observador deverá usar mapas, aplicativos ou programas gratuitos de computador para procurar o objeto e não confundi-lo com outros astros como estrelas débeis ou galáxias nas redondezas e parecem pequenas manchas (nebulosas) e existem nessa área do céu. E a Lua, por estar na fase minguante, atrapalharia a observação do objeto, que se apresentaria como uma mancha alongada. 

Nesse instante o ponto de referência será a constelação de Leão, onde o objeto estará a cerca de dois graus Norte do planeta Marte, numa área de poucas estrelas fracas e invisíveis a olho nu. 

Pode-se procurar o cometa nas proximidades do arco formado pelas estrelas HD81361 (Magnitude 6.3), vizinha no momento de Marte, descendo para HD81193 (Magnitude 7.1), HD81163 (Magnitude 7.1), HD81418 (Magnitude 8.7) e HD81506 (Magnitude 7.5), tendo como um ponto central do cometa ao redor de HD81580 (Magnitude 8.2) e HD81977 (Magnitude 7.5). 

Para tanto, será necessário, no mínimo, um binóculo de 50mm x 7 ou 80mm x 20, ou equipamento mais potente (desde que telescópio de distância focal curta ou longa adaptada com redutor focal). Além disso, deve-se ter em mente que a poluição luminosa das cidades poderá atrapalhar ou inviabilizar a visão do objeto. Bairros mais distantes do centro urbano e, especialmente, o interior do Estado, tem melhores condições de observação.

Cometas – Em média, a cada século pelo menos uns seis cometas são visíveis sem a ajuda de nenhum aparelho óptico. Pode ser que o Cometa C/2012 S1 (ISON) seja um dos mais brilhantes do século XXI. Talvez não seja o espetáculo de um novo cometa “Halley” (passagem de 1910) ou até se torne bem mais brilhante que este, porque há especulações de que se trate de um cometa ainda jovem ou que deu poucas passagens em torno do Sol e tenha mais massa. Por isso pode ter uma maior aproximação solar e vaporizar bem mais os gases congelados e ficar mais brilhante. 

Outra hipótese é que somente apresentaria melhores condições de boa visibilidade nos países do Hemisfério Norte, que entrará no outono, onde as noites serão praticamente iguais aos dias nos países do norte (Europa, América do Norte e Ásia), tem baixa inclinação do Sol e menor insolação, por subir pouco em relação ao horizonte, fazendo com o que um amanhecer ou anoitecer se torne mais demorado e intenso. 

No final do ano, no Brasil será verão (dias pouco mais longos que as noites) e para o Hemisfério Norte será inverno, época do ano em que as noites começam a durar mais tempo que os dias e que o amanhecer ou anoitecer também são mais longos, instantes melhores para enxergar o céu noturno, que no Hemisfério Sul, onde se entrará na estação da primavera no dia 22 de setembro 2013 em que a oscilação do movimento do Sol pender para o Hemisfério Celeste Sul.

No verão, a partir do dia 21 de dezembro, especialmente na nossa posição geográfica, há pouca diferença entre a duração entre o horário diurno e noturno. Também a própria posição dos observadores em relação às possíveis divisões do cometa (cabeça, coma e cauda) pode ser decisiva para enxergar melhor o objeto. 

Se o cometa resistir no caminho fisicamente perto do Sol e não se despedaçar ou se chocar contra ele, o momento de melhor visibilidade a olho nu (sem instrumentos) serão os meses de outubro, novembro e dezembro, sempre ao entardecer ou amanhecer, mas se especula que, nesse período, poderá ser observado em plena luz do dia.

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