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RENOVAÇÃO NA CÂMARA DE OLINDA SERÁ SUPERIOR AOS 50%

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Sem categoria     Tags

Movimentada a bolsa de apostas para as eleições à Câmara Municipal de Olinda. Os prognósticos são os mais diversos, mas o consenso é de que a renovação na Casa de Bernardo Vieira de Melo deverá girar em torno dos 50%. Três nomes já estão fora da disputa: os dos vereadores Enildo Arantes (PT), que compõe a chapa majoritária ao lado do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB); João Luiz (PSB) e André Avelar (PP) que resolveram não disputar a reeleição. Outros cinco nomes aparecem na corda bamba, entre eles, o do vereador Ulisses dos Santos Luna, o “Ula” (PCdoB), que ao longo do exercício do mandato se desgastou junto ao eleitorado por conta dos escândalos de apropriação indébita de recursos públicos e outras irregularidades.

Ula foi acusado de desviar recursos públicos da Prefeitura de Olinda, destinados às associações de moradores da Vila da Cohab 7º RO e de Ouro Preto (Amop). Ele chegou a responder a inquérito civil no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) por improbidade administrativa, denunciado por conta da falta de repasse dos recursos públicos destinados à realização de cursos e eventos sócio-culturais pelas duas associações e, em algumas ocasiões, falsificar a assinatura dos presidentes das entidades para receber as verbas em nome das mesmas (Diário Oficial do Estado, edição de 23 de janeiro de 2008).

Segundo a denúncia ao MPPE, o vereador teria recebido R$ 256 mil em recursos da Prefeitura de Olinda, durante as duas gestões da ex-prefeita Luciana Santos (2001 a 2008), para financiar cursos de formação de servidores e eventos culturais, mas não teria comprovado a realização deles ou os teria promovido com custo abaixo dos discriminados nas notas fiscais apresentadas. Ainda de acordo com o MPPE, o próprio vereador recebia as notas de empenho de verbas das secretarias municipais de Comunicação, Patrimônio e Cultura, Educação e Desporto e da chefia de Gabinete e descontava os valores na boca do caixa.

Na época, a juíza da 2ª Vara da Fazenda de Olinda, Eliane Ferraz Guimarães, decretou a indisponibilidade dos bens do vereador. Ao determinar a indisponibilidade dos bens, a juíza considerou a “evidência preliminar do enriquecimento ilícito” e citou, na sua decisão, que Ula teria usado o dinheiro que recebera em nome da Amop para custear despesas particulares. Constava dos autos algumas das citadas faturas (contas de celular e d’água), chegando a somar o valor de R$ 8.275,22. Foi dito que, na prática, “as linhas da operadora de telefonia móvel eram utilizadas pelo próprio vereador, por seus familiares e assessores”.

À época, o parlamentar negou o desvio de verbas e garantiu que todos os recursos oriundos da municipalidade foram utilizados pela Associação de Amigos e Moradores de Ouro Preto (Amop) para o pagamento de pessoas físicas e jurídicas que prestaram serviços à entidade. O vereador disse ter guardadas todas as notas para atestar as despesas e contestou o valor apontado pelo MPPE.

Ula atribuiu as denúncias à disputa política no bairro de Ouro Preto, mas não citou os nomes das entidades ou pessoas que fizeram a denúncia ao MPPE. “A denúncia foi anônima, mas sabemos quem foi e os motivos, mas não posso apontar nomes”, disse, na época.

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