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RESPOSTA BRASILEIRA NA ABERTURA DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES

AuthorPostado por: Paulo Fernando    Category Em: Sem categoria     Tags

Foto:Dida Sampaio/Estadão
Jadson Itainã

Quem pensa que o que chamou mais atenção na abertura dos jogos, foi à vitória da Seleção Brasileira sobre o Japão, ou o show de abertura do carnavalesco Paulo Barros, engana-se, pois o que mais impressionou a mídia presente e os milhões de espectadores no lançamento da Copa das Confederações da Fifa, foi a resposta do público no Estádio Nacional Mané Garrincha, ao vaiar a presidente Dilma e o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

O Estádio Nacional foi um ótimo cenário para expressar a reprovação às farsas embutidas pelo Governo Federal e pelos Estados que abrigam os jogos da Copa das Confederações para receber – ou pelo menos tentarem – os turistas que aqui visitam.  Rotas alternativas, dezenas de batedores, contratações temporárias, isso tudo para ludibriar as delegações que por aqui estão passando.

O que o Governo Federal tinha como trunfo virou a guilhotina para a chefa do Estado. As vaias traduziam o sentimento de revolta da população com o cenário em que vivemos: inflação, seca, enchentes, vias em péssimas condições, transportes públicos maquiados pela eficiência aparente, falta de segurança. Com tudo isso quem eles pensam que enganam? 

O foco da grande mídia já mudou novamente. Não faz nem um mês e todos estavam preocupados com a seca no Nordeste. Milhares de animais e pessoas morrendo de sede e fome. Agora, a sede e a fome são de bola. Que nobre preocupação! Que memória curta!

Hoje, o secretário extraordinário da Copa é mais importante que o secretário da Casa Civil. Com a bola no pé, e o apito na boca, o Governo comemora, com dinheiro público, os gols da nossa Seleção. Por sinal, até as caxirolas tão bem anunciadas pela Presidente Dilma nem puderam ser usadas. Ainda bem, pois virariam armas mortais na mão de torcedores revoltados com a nossa gestão.

Não são bandeirolas em verde e amarelo, nem estádios suntuosos e seleções bilionárias que irão mudar a nossa realidade. Vivemos um jogo que vai muito além dos noventa minutos. Antes mesmo de cantar Gonzagão a seca já afligia nosso povo, a fome já era cenário nos interiores do nosso Brasil. O senhor governador Eduardo Campos bem que poderia lembrar do grande discurso que imortalizou Miguel Arraes com o povo sertanejo. Ao invés de lutar pela solução no Estado, ele (o governador) vai em busca de holofotes para se promover a pré-candidato à Presidência da República. Seria muito bom que essas vaias ecoassem aqui em Pernambuco, para que o nosso governador repensasse também os seus atos.

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