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set
12

SUS disponibiliza medicamento para o tratamento da esclerose múltipla

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Saúde     Tags , ,

fumarato de dimetilaA Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) do Ministério da Saúde recomendou a incorporação do fumarato de dimetila ao Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para o tratamento da esclerose múltipla (EM) no SUS. O medicamento será disponibilizado para uso após falha com betainterferona ou glatirâmer.

Com a nova inclusão, os pacientes terão a oportunidade de contar com mais um medicamento oral para o controle da doença, que também contribui para a aderência ao tratamento. O fumarato de dimetila é indicado para esclerose múltipla recorrente-remitente (EMRR)i, que é a manifestação mais comum da doença. A terapia foi aprovada para uso no Brasil em 2015, e é considerada o medicamento oral para tratamento da esclerose múltipla mais prescrito no mundo, com 240 mil pacientes tratados.

Entre abril e maio de 2017, a Conitec realizou consulta pública (CP nº 21) sobre a incorporação do fumarato de dimetila pelo SUS. A consulta resultou em mais de 1.500 manifestações, majoritariamente a favor da incorporação. A participação da comunidade médica e de pacientes na consulta pública reforça a importância da disponibilização de novos tratamentos para os diferentes tipos de esclerose múltipla e a necessidade de ampliar o arsenal de medicamentos disponível aos pacientes.

No Brasil, existem mais de 30 mil pessoas afetadas pela doença. De causa ainda desconhecida, a esclerose múltipla é uma doença que atinge adultos jovens e compromete o sistema nervoso central. É caracterizada pela desmielinização da bainha de mielina, envoltório do axônio por onde passam os impulsos nervosos.

A esclerose múltipla é caraterizada por um processo de inflamação crônica de natureza autoimune que pode causar desde problemas momentâneos de visão, falta de equilíbrio até sintomas mais graves, como cegueira e paralisia completa dos membros. A doença é uma das principais causas de incapacidade de jovens adultos, com idade entre 20 e 40 anos. É mais frequente entre as mulheres.

jul
17

ANS abre consulta para inclusão de medicamento para esclerose múltipla

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Saúde     Tags , ,

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou consulta pública (CP) para a inclusão no seu Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, uma terapia imunobiológica para o tratamento da esclerose múltipla (EM). Este é o primeiro medicamento para a doença a ser disponibilizado pela ANS.

“Precisamos participar ativamente desta consulta pública. Por meio dela, podemos expor nossa visão sobre os tratamentos e contribuir para a compreensão da doença”, afirma o presidente e fundador da Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME), Gustavo San Martin. A ANS disponibiliza a Consulta Pública 61 no seu site, até o dia 26 de julho.

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde é a garantia dos direitos assistenciais dos beneficiários dos planos de saúde. Composto por uma série de procedimentos indispensáveis ao diagnóstico e tratamento de doenças, é revisado a cada dois anos. As sugestões e natalizucomentários poderão ser feitos por meio do formulário específico disponível na página da Consulta Pública n° 61 – RN do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, no site da ANS.

O medicamento a ser incorporado é indicado como terapia no tratamento da esclerose múltipla recorrente-remitente (EMRR), para prevenir surtos e retardar a progressão da incapacidade nos pacientes com doença altamente ativa, independentemente do uso prévio de outras terapias. O natalizumabe (foto) está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), como opção de tratamento para esclerose múltipla.

“Essa inclusão é muito importante, tanto pela perspectiva do acesso à tecnologia, quanto para a disponibilidade da ANS em avaliar a inclusão da Esclerose Múltipla no Rol. Desconsiderar a necessidade do melhor tratamento, no momento oportuno, é estimular a judicialização e contribuir para que a ‘EM’ siga sendo a doença neurológica que mais aposenta adultos jovens no país”, afirma Gustavo San Martin.

Segundo a AME, a rede privada atende a maioria dos pacientes (52%), mas os medicamentos – de alto custo – são na sua maioria fornecidos pelo SUS, que segue os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Esclerose Múltipla.

maio
14

Automedicação: 68% dos brasileiros tomam remédio por conta própria

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Brasil     Tags , ,

automedicação

Quando você sente dor ou mal estar, qual a primeira coisa que faz? Para 68% dos brasileiros a resposta é simples: automedicação. Uma pesquisa realizada pela NZN Intelligence, plataforma de pesquisa e inteligência da NZN, um dos principais players em soluções para publicidade e comunicação do mercado, traçou o perfil do brasileiro que se automedica.

De acordo com o levantamento, a automedicação é uma realidade entre os brasileiros, que cada vez mais contam com a internet para procurar sintomas de doenças e nomes de medicamentos. O levantamento aponta que 37% dos brasileiros procura os sintomas na internet quando se sentem mal. Segundo o Ministério da Saúde quase 60 mil internações causadas por automedicação foram registradas no Brasil entre 2009 e 2014.

A pesquisa ainda destacou os tipos de medicamentos mais utilizados entre os brasileiros: os mais consumidos por conta própria são os analgésicos (88%), os anti-inflamatórios (67%) e os antiácidos (48%). Por outro lado, os menos consumidos são 
os medicamentos homeopáticos (7%), os controlados (5%) e aqueles para emagrecer (5%).

Perguntados sobre as medidas tomadas quando têm algum problema de saúde (com múltiplas respostas permitidas), os pesquisados responderam que suas principais atitudes são procurar os sintomas na internet (37%), conversar com amigos ou familiares (31%) e utilizar medidas caseiras como chás (26%).

Enquanto isso, apenas 16% das pessoas disseram que vão à farmácia e 14% afirmaram que vão ao médico, mostrando que existe uma preferência entre os pesquisados por tentar resolver seus problemas de saúde por conta própria.

maio
10

Fechamento de Farmácia Popular prejudica pacientes de baixa renda

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Saúde     Tags , ,

farmácia popular

A partir deste mês, os pacientes de baixa renda ou que dependem de medicamentos importantes que até então eram distribuídos gratuitamente enfrentarão mais uma dificuldade. É que neste mês de maio serão fechadas as 393 unidades da rede própria do programa Farmácia Popular, de distribuição de medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto.

Agora, os produtos serão distribuídos unicamente pela rede de farmácias conveniadas. E essa medida do Ministério da Saúde prejudica os pacientes. É o que afirma a advogada especializada em Direito à Saúde, Claudia Nakano, do escritório Nakano Advogados Associados, em São Paulo.

“O fechamento das centenas de unidades da Farmácia Popular vai afetar principalmente os pacientes que procuram por medicamentos específicos e que não são encontrados facilmente nas farmácias conveniadas”, pontua ela.

A quantidade de remédios ofertados pode diminuir em cerca de 72%. Na rede própria são ofertados, hoje, 112 medicamentos – sendo os mais procurados os remédios para hipertensão, diabetes e asma. Já nas drogarias com desconto são disponibilizados apenas 32 medicamentos. Caso o remédio que o paciente necessita não esteja disponível nas conveniadas, o paciente precisará se informar para saber onde consegui-lo.

“Todo o processo ficará mais dispendioso para a população carente que faz uso desse serviço. Além de ser responsável por procurar uma unidade básica de saúde para descobrir onde encontrar o remédio, corre-se o risco de acabar tendo que pagar o valor cheio em uma farmácia particular comum”, avalia.

A especialista alerta também para a dificuldade que isso poderá trazer à população mais carente, que vive longe dos grandes centros, nas cidades do interior. “Quem mora nas capitais pode encontrar alternativas, mais recursos, já que os governos estaduais e municipais têm alguns outros programas de fornecimento de remédios. Porém, em muitas cidades do interior, a Farmácia Popular é a única opção para quem toma medicamentos onerosos e de uso contínuo”, conclui.

Segundo o Governo Federal, a desativação da rede própria irá economizar aproximadamente R$ 80 milhões para os cofres públicos. A intenção é repassar o montante para a compra de medicamentos.

jan
4

FABRICANTE RECOLHE LOTES DE DIPIRONA, EPOCLER, DORIL E POLARAMINE DO MERCADO

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Saúde     Tags ,

remedioO laboratório Brainfarma irá recolher 119 lotes de 59 produtos por problemas operacionais, entre eles unidades de Biotônico Fontoura, Epocler, Doril, Maracugina e Polaramine.

A empresa notificou voluntariamente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o recolhimento por uma falha no processo de pesagem dos lotes, fabricados entre janeiro e março de 2016.

Com a notificação, a Anvisa suspendeu a comercialização destes lotes. Os produtos a serem recolhidos representam 0,9% da produção da farmacêutica.

Segundo a Brainfarma, não há indicação que esses medicamentos possam causar efeitos adversos nos usuários. Veja a lista de medicamentos no site da Anvisa. Além dos lotes que serão recolhidos agora, a lista tem outros cinco que já não estavam em circulação.

maio
10

PÍLULA DO CÂNCER PODERÁ SER VENDIDA POR R$ 6 A CÁPSULA

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Saúde     Tags ,

pilNão se conhece os efeitos colaterais ou a eficácia, e nenhum estudo em humanos foi realizado. Mas a pílula do câncer pode começar a ser comercializada por R$ 6 pela PDT Pharma, laboratório que foi autorizado a produzir a fosfoetalonamina apenas para testes.

O preço foi calculado pela PDT Pharma quando questionada pela Justiça sobre a possibilidade de fornecer a droga mediante ações judiciais. Até agora, 12 liminares obrigam o laboratório a distribuir a cápsula. Outros 275 processos tramitam nos tribunais. As informações são do portal G1.

A substância ganhou fama de milagrosa entre pacientes, por curar diversos tipos de câncer. Tribunais de Justiça de todo o Brasil recebem ordens para obrigar laboratórios a fornecerem a pílula, que ainda não passou por todos os estudos exigidos pela legislação brasileira. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — que regulamenta o setor de medicamentos — e diversas entidades médicas já se posicionaram contra a venda da “fosfo”.

A PDT Pharma se vê em um beco sem saída. De um lado, a Justiça obriga o fornecimento da pílula do câncer. De outro, a Anvisa proíbe a venda enquanto os estudos clínicos não forem concluídos. Não se sabe ainda, por exemplo, a dosagem correta para ingestão da droga.

Para o médico da Aliança Oncologia, Márcio Almeida, a decisão de liberar a fosfoetalonamina abre um precedente perigoso: “Não se sabe nada da efetividade da pílula. Essa aprovação faz com que outros remédios experimentais também possam ser aprovados sem os testes exigidos”, analisa.

Márcio conta que é comum nos consultórios pacientes perguntarem se podem tomar doses da pílula do câncer. “Eu não vou proibir, mas também não vou prescrever uma substância que não tem o aval da Anvisa”, pontua.

Mesmo com os relatos de pacientes que conseguiram regredir os tumores e até mesmo se curar do câncer, Almeida se mantém cético. “Pela complexidade do câncer, com mais de 100 tipos e mecanismos moleculares diferentes, é difícil acreditar que uma substância vai resolver tudo”, opina.

Ele reforça que não é contra a pílula, mas se opõe ao que chamou de “aprovação sem critérios” da droga: “Os médicos trabalham em prol do paciente. Seria ótimo ter controlada uma doença grave como essa. Mas a liberação tem que ser realizada de maneira responsável”, completa o oncologista.

mar
21

RELATÓRIOS AFIRMAM QUE “PÍLULA DO CÂNCER” NÃO TEM EFICÁCIA

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Serviços     Tags ,

PILULAA fosfoetanolamina, principal componente da “pílula do câncer”, não age contra o tumor, tampouco destrói as células cancerosas.

Essa é a conclusão dos cinco primeiros relatórios de pesquisas realizadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). No total, a pasta vai investir, em três anos, R$ 10 milhões para se debruçar sobre o tema.

“Testamos dois tipos de células tumorais e três métodos diferentes. Ficou comprovado que o composto não tem efeito, nem mesmo em concentrações milhares de vezes maiores do que as usadas clinicamente”, disse a pesquisadora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), Alicia Kowaltowski, em entrevista ao UOL.

Dos vários compostos encontrados nas cápsulas, apenas a monoetanolamina apresentou resultados de destruição das células cancerosas de carcinomas de pâncreas. Mas, mesmo assim, com eficácia menor que a da quimioterapia comum. “Entretanto, a monoetanolamina já foi apontada como tóxica quando ingerida em grande escala em estudos anteriores”, concluiu Kowaltowski.

A médica da Aliança Oncologia, Gabrielle Scattolin, endossa as críticas em relação à efetividade da “pílula do câncer”: “Por enquanto, a cápsula pode ser considerada apenas um remédio experimental, quase uma curadoria, sem nenhuma comprovação de eficácia. Até hoje não existe remédio que sirva para o tratamento de todos os tipos de câncer e é pouco provável que isso possa acontecer”, esclareceu.

Pressão – Mesmo com as previsões pessimistas dos estudos, pacientes com câncer e familiares fazem forte campanha para a liberação da substância. Várias cidades brasileiras registraram passeatas que chamaram a atenção do poder público. Em março deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante a distribuição da pílula, mas frisou que voltaria atrás se estudos não comprovassem a eficácia.

Na rede social Facebook, grupos que somam mais de 10 mil usuários organizam protestos e trocam informações com os melhores atalhos para se conseguir a “pílula do câncer”. Na página virtual, muitos advogados fazem propaganda com os sucessos obtidos na Justiça para conseguir a medicação.

Até o final de 2015, foram movidos 13 mil processos contra a USP (instituição que produz a medicação) por pacientes que exigem o fornecimento da substância.

mar
8

DESCARTE DE MEDICAMENTO VENCIDO NO LIXO COMUM É CRIME

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Serviços     Tags ,

medicPouca gente sabe, mas no Hiper Bompreço de Boa Viagem (Recife) há uma estação de coleta de medicamentos vencidos. Despejar restos de medicamentos em pias ou jogar no lixo residencial é prejudicial e por isso, há três anos, o Walmart Brasil deu início ao seu programa de descarte de medicamentos vencidos. 

Somente no Recife, mais de 700 quilos de medicamentos vencidos já foram recolhidos e destinados para incineração, nesse período. Incentivar a prática consciente do descarte de sobras e de medicamentos vencidos faz parte do pilar de sustentabilidade do Walmart. A iniciativa das farmácias Walmart faz parte do programa de logística reversa da rede.

jan
25

ANVISA MANDA RECOLHER LOTE FALSIFICADO DE MEDICAMENTO

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Serviços     Tags , ,

genericoUma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta segunda-feira (25), no Diário Oficial da União, determina a apreensão e inutilização do lote 1.704 do medicamento genérico succinato sódico de cloranfenicol 1 grama, pó liófilo para solução injetável intravenosa. O antibiótico é indicado para vários tipos de infecções causadas por bactérias.

De acordo com o texto, tanto o lote 1.704, fabricado em julho de 2013 e com validade até julho de 2015, quanto o lote 1.704, fabricado em julho de 2014 e com validade até julho de 2016, são desconhecidos pela empresa Novafarma Indústria Farmacêutica Ltda, que possui o registro do produto.

“O lote citado é uma falsificação do medicamento, já que a empresa desconhece a existência do mesmo (lote)”, informou a Anvisa. A resolução entra em vigor nesta segunda-feira (25).

Fonte: Agência Brasil

 

dez
22

ANVISA INTERDITA LOTE DE CAPTROPIL-25mg, DA EMS

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Serviços     Tags ,

captoA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar do Lote n° L627883 do medicamento Captopril 25mg comprimidos, em todo o território nacional. A medida foi publicada em uma resolução no Diário Oficial da União de ontem (21). A resolução tem validade de 90 dias.

O medicamento é indicado para a hipertensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva, infarto do miocárdio e nefropatia diabética.

De acordo com a assessoria de comunicação da Anvisa, um dos componentes do medicamento estava fora do padrão. A agência explica que a interdição é preventiva e que, enquanto durar, a empresa pode pedir a realização de contraprova para que o resultado seja verificado.

Conforme o texto da resolução, laudo emitido pela Fundação Ezequiel Dias, de Minas Gerais, reportou “resultado insatisfatório de teor e limite de dissulfeto de captopril”.

Procurada pela Agência Brasil, a empresa EMS, fabricante do medicamento, disse que solicitou a análise de contraprova e que “aguarda a convocação da Vigilância Sanitária de Minas Gerais e Funed para a realização desta análise”. A nota diz ainda que a empresa está à disposição dos consumidores que tenham alguma dúvida.

“A empresa ressalta que mantém os mais rigorosos padrões de qualidade de seus medicamentos e está à disposição dos consumidores que tiverem eventuais dúvidas por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), pelos telefones 0800.191.914 / 0800.191.222, de segunda a sexta-feira das 9h às 17h”, diz a nota.

Fonte: folhapress

C

nov
11

QUEM TEM MEDO DA “PÍLULA ANTICÂNCER”?

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Serviços     Tags , ,

FOSFA luta de pacientes com câncer ganhou força recentemente com a notícia de uma pílula que supostamente combate e até mesmo cura a doença. Trata-se da “fosfoetanolamina sintética”, uma substância desenvolvida há mais de 20 anos por pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da USP.

Mas, ao contrário do que se poderia supor, a (boa?) notícia tem se transformado em um peso a mais para muitos que enfrentam a árdua batalha contra o câncer. Isto porque a fosfoetanolamina não tem registro na Anvisa, o que significa que não foram realizados os testes clínicos necessários para comprovar a sua eficácia e, desta forma, a substância não pode ser considerada um medicamento.

Na prática, isto quer dizer que a fosfoetanolamina não pode ser comprada nas farmácias, não tem bula com orientações sobre eventuais reações adversas e, pior: atualmente a pílula só é obtida mediante liminar judicial — e mesmo assim é preciso entrar na fila de espera pela substância.

Procurada pela reportagem do Opinião e Notícia, a Anvisa reiterou sua posição oficial, afirmando que “antes de qualquer medicamento ser disponibilizado para uso no Brasil, é necessária a avaliação de ensaios clínicos. Essa análise tem por finalidade atestar a eficácia e a segurança do produto que será registrado como medicamento no país”.

Ainda de acordo com a Anvisa, no caso da fosfoetanolamina, a agência “não recebeu qualquer pedido de avaliação para registro desta substância, tampouco pedido de pesquisa clínica, que é a avaliação com pacientes humanos. Isto significa que não há nenhuma avaliação de segurança e eficácia do produto realizada com o rigor necessário para a sua validação como medicamento”.

Em entrevista ao Opinião e Notícia, o médico oncologista Rodrigo Leijoto ressalta que a fosfoetanolamina é uma substância que foi testada mesmo apenas em ratos: “ainda não temos um estudo completo, com todas as fases necessárias, para determinar sua eficácia e, principalmente, se ela é segura. Não sabemos se ao invés de ajudar, estamos colocando em risco a vida dos pacientes”.

Apesar de inúmeros relatos de pacientes que se dizem até mesmo curados após iniciarem um tratamento experimental com a fosfoetanolamina, Leijoto diz que acha “difícil uma substância ser eficaz contra todos os tipos de câncer”. Ainda de acordo com o oncologista, “a cada dia temos mais certeza de que dentro de um mesmo tipo de neoplasia, cada paciente reage de uma maneira. Podemos utilizar o exemplo de duas pacientes com câncer de mama com as mesmas características e com comportamentos completamente diferentes. Mesmo com o mesmo tratamento terão respostas diferentes. A biologia é diferente. Cada vez mais os tratamentos são personalizados e tentamos ter um alvo específico para cada paciente, para cada célula”.

Em uma audiência pública no Senado, o principal pesquisador da suposta “pílula anticâncer”, o professor de Química aposentado Gilberto Chierice, afirmou, no entanto, que a fosfoetanolamina foi sim testada em humanos. O teste teria sido realizado pelo Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, no interior paulista, seguindo regras do Ministério da Saúde, quando a Anvisa ainda não existia.

Chiriece disse ainda que os documentos que comprovam a pesquisa estariam com o hospital. Procurados por uma reportagem do Portal Uol, o hospital e o ministério afirmaram, por sua vez, que desconhecem qualquer teste clínico com a substância.

Em uma tentativa de solucionar a polêmica, o Ministério da Saúde criou um grupo de trabalho para apoiar os estudos clínicos da fosfoetanolamina, a fim de verificar se ela “é ou não eficaz e por fim a essa celeuma”. A pasta recomenda, entretanto, que os pacientes não utilizem a substância “até que os estudos sejam concluídos”.

Em nota, a USP afirmou que a “fosfoetanolamina foi estudada de forma independente pelo Professor Doutor Gilberto Orivaldo Chierice” e que “chegou ao conhecimento do IQSC que algumas pessoas tiveram acesso à fosfoetanolamina produzida pelo citado docente (e por ele doada, em ato oriundo de decisão pessoal) e a utilizaram para fins medicamentosos”. A produção da substância, que era distribuída gratuitamente por Chierice e sua equipe, no entanto, foi interrompida no ano passado em virtude do que dispõe a legislação federal sobre drogas com a finalidade medicamentosa.

Mas centenas de pessoas conseguiram na Justiça liminares obrigando a universidade a continuar distribuindo a fosfoetanolamina sintética. Apesar disso, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo autuou, no último dia 28, o IQSC pela produção da substância.

Em meio a toda esta confusão estão os pacientes e seus familiares, muitas vezes em busca de um milagre para um estágio já avançado de câncer. Alguns estão deixando os tratamentos convencionais de lado, substituindo-os pela ingestão da fosfoetanolamina. Para o oncologista Rodrigo Leijoto, a postura destas pessoas é equivocada: “acho muito arriscado e perigoso, pois temos um tempo precioso para realizar o tratamento, e se perdermos o tempo certo o paciente pode ter perdido a oportunidade de aumentar seu tempo de vida ou até ficar livre da doença”.

Em entrevista ao portal G1, o pesquisador Gilberto Chierice explicou que, com a ingestão das cápsulas de fosfoetanolamina, as células cancerosas são mortas e o tumor desaparece entre seis e oito meses de tratamento. O pesquisador ressalta, entretanto, que o período pode variar de acordo com cada sistema imunológico.

Na última quinta-feira, dia 05 de novembro, Chierice afirmou à GloboNews que mais de 40 mil pessoas já tomaram a fosfoetanolamina e muitas ficaram curadas. Ainda de acordo com o pesquisador, alguns médicos que se recusam a indicar a substância aos seus pacientes já o procuraram após terem familiares com o diagnóstico de câncer.

Também em entrevista à GloboNews, Gustavo Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia, destacou que dezenas de moléculas promissoras não se comprovaram como medicamentos, por isso a necessidade de cumprir todos os procedimentos oficiais para atestar a segurança e a eficácia da fosfoetanolamina.

Há quem acredite em um complô do setor farmacêutico para encobertar a descoberta da cura do câncer, uma vez que cada cápsula de fosfoetanolamina é produzida por menos de R$ 0,10. Há, por outro lado, quem acredite em oportunismo dos pesquisadores envolvidos. Há quem condene a criação do mito de uma droga milagrosa. Há ainda quem fale em efeito placebo, em que a esperança na substância traz efeitos positivos. Há também quem diga que qualquer relato de melhora por causa da substância deve ser visto apenas como uma percepção e nada mais. Há, enfim, pessoas que querem ter o direito de tentar. Podemos negar?

out
23

PREÇOS DE GENÉRICOS EM PAULISTA VARIAM 316,1%

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Serviços     Tags , ,

remA pesquisa de medicamentos de marca e genérico realizada pelo Procon-PE, no Litoral Norte do Estado, contemplou 19 estabelecimentos do município de Paulista e os fiscais constataram, mais uma vez, considerável diferença de preços. 

Entre medicamentos genéricos há variações que chegam a mais de 300%, a exemplo do Captopril, utilizado no controle da hipertensão. Uma caixa do medicamento genérico com 30 comprimidos foi encontrada nos valores de R$ 24,60 (maior preço) e R$ 6,00. Ou seja, uma diferença percentual de 316,17%. O mesmo medicamento sendo comprado pela marca – e não pela droga – chega a custar R$ 49,36.

Outro medicamento bastante utilizado pela população mostrou uma grande variação. O paracetamol foi encontrado por R$ 8,90 e R$ 2,20, o genérico. Já no formato de marca, vendido com o nome de Tylenol, teve os preços variando entre R$ 16,31 E R$ 19,20.

O Procon-PE orienta que os consumidores, durante a consulta médica, peçam a prescrição da droga dos medicamentos para que possam comprá-los em formato genérico, embora a pesquisa de preço seja necessária. 

A pesquisa foi realizada no Centro de Paulista e nos bairros de Jardim Paulista, Paratibe, Janga, Pau Amarelo e Maranguape. Nesse levantamento é possível identificar o preço de cada item por estabelecimento, fornecendo ao consumidor os locais e endereços onde o produto está disponível com preço mais acessível.

O objetivo da pesquisa de preços de medicamentos realizada pelo Procon-PE é oferecer à população um instrumento auxiliar para a determinação de compras mais racional do ponto de vista do preço. Foram pesquisados 40 medicamentos, sendo 20 de referência (marca) e 20 genéricos.

A tabela pode ser consultada no site da Secretaria de Justiça – http://www.sjdh.pe.gov.br/noticias.

out
19

PREÇOS DE MEDICAMENTOS PODEM VARIAR ATÉ 1.937%

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Serviços     Tags ,

medicaApós a revelação do corte de recursos destinados ao programa Farmácia Popular, o Instituto de Ciências Tecnológicas e Qualidade Industrial (ICTQ) divulgou uma pesquisa mostrando que o consumidor deve ficar atento aos preços de medicamentos.

Levantamento feito em 18 capitais apontou variação de preço de até 1.937% em um mesmo remédio. O maior destaque ficou com os medicamentos genéricos da Aspirina, que foram encontrados por R$ 0,98 em uma farmácia de João Pessoa e por R$ 19,97 em um estabelecimento Porto Alegre.

A pesquisa foi feita em 433 farmácias de rede e independentes, entre os dias 07 e 25 de setembro, com analgésicos, anti-inflamatórios e ansiolíticos, além de seus respectivos genéricos. No caso dos analgésicos, o Nordeste e o Norte do país apresentaram preços menores, enquanto o Sul concentrou os mais elevados. Na comparação entre capitais, Maceió teve o menor preço médio da Aspirina (R$ 2,34), enquanto o Recife apresentou a média mais elevada do mesmo medicamento (R$ 17,14).

O anti-inflamatório Cataflan e seu genérico tiveram a menor média de preço em Belém (R$ 2,75) e a maior em Florianópolis (R$ 28,97). Já o ansiolíticos Rivotril teve a menor média de preço em Maceió (R$ 8,91) e a maior média em Belém (R$ 19,22).

Mesmo com a grande variação, o diretor de pesquisa do instituto, Marcus Vinícius Andrade, aponta que todos os valores estavam dentro da tabela de preço da Anvisa, que estabelece um teto para os valores a serem cobrados.

“Não esperávamos uma variação tão grande. E só usamos farmácias físicas no levantamento. Se incluíssemos as farmácias online a diferença dos preços poderia ser ainda maior”, afirma Marcus Vinícius Andrade.

A redução de R$ 574 milhões nos recursos destinados ao programa Farmácia Popular foi revelada em setembro e valerá para o próximo ano. O então ministro, Arthur Chioro, chegou a dizer, antes de deixar o cargo, que a Saúde vive situação financeira “crítica”.

Fonte: Folhapress

set
15

EM OLINDA, PREÇOS DE MEDICAMENTOS VARIAM ATÉ 397%

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Olinda     Tags , ,

medO Procon-PE pesquisou o valor dos medicamentos no município de Olinda e constatou diferenças surpreendentes de preços de um estabelecimento para outro. Um exemplo é o Captopril, utilizado por pessoas com hipertensão. Uma caixa do medicamento genérico com 30 comprimidos foi encontrada nos valores de R$ 24,85, o maior preço; e por R$ 5,00, ou seja, uma diferença percentual de 397%.

Muitos consumidores, quando vão ao consultório médico, já pedem que seja prescrita a droga, podendo ter a possibilidade de comprar o medicamento na sua fórmula genérica. De fato o genérico sai mais barato. Mas é preciso pesquisar, porque mesmo sendo genérico, a diferença dos preços entre os estabelecimentos é exorbitante.

Já entre os medicamentos de ‘marca’ o Losartana Potássica, também utilizado para o tratamento de hipertensão, foi com maior diferença de valores. A diferença percentual foi de 103,71%.

O objetivo da pesquisa de preços de medicamentos realizada pelo Procon-PE é oferecer à população um instrumento auxiliar para a determinação de compras mais racionais do ponto de vista do preço, permitindo uma visão mais clara da diferença de preços de um mesmo produto.

A pesquisa foi realizada em 16 estabelecimentos de Olinda, passando pelos bairros do Varadouro, Bairro Novo, Casa Caiada, Jardim Atlântico, Bultrins, Jardim Fragoso e Ouro Preto. Foram pesquisados 40 medicamentos, sendo 20 de referência (marca) e 20 genéricos.

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