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Lava Jato acha telefone da mulher do ministro Gilmar Mendes no celular do ‘Rei do Ônibus’

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Brasil     Tags , , ,

A força-tarefa da Operação Lava Jato encontrou o número de telefone de Guiomar Mendes, mulher do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), na agenda do celular do empresário Jacob Barata Filho, o “Rei do Ônibus”. Na noite de quinta-feira (17), Gilmar Mendes mandou soltar Jacob Barata Filho, preso pela Operação Ponto Final — que capturou a cúpula dos Transportes do Rio em julho.

O empresário nem chegou a sair da prisão, porque o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, do Rio, expediu novo mandado contra ele. A Procuradoria da República, no Rio, quer a suspeição de Gilmar.

gilmarhumor

Em ofício enviado, nesta sexta-feira (18), ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nove procuradores regionais da República e mais quatro procuradores que atuam perante a 1.ª instância argumentam que o número de telefone da mulher de Gilmar no celular do Rei do Ônibus reforça a proximidade do ministro com o empresário.

“A proximidade de Jacob Barata Filho com o ministro Gilmar Mendes também é demonstrada pelo fato de o contato da esposa do ministro, Guiomar Mendes, constar na agenda telefônica do aparelho celular do empresário”, afirma a força-tarefa.

“A informação consta no aparelho de celular Apple Iphone 7 plus, apreendido na prisão de Jacob Barata Filho, conforme relatório de extração.”

O documento tem nove páginas. Segundo o Ministério Público Federal, no Rio, Jacob Barata Filho “possui vínculo societário empresarial com Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, irmão da esposa do ministro, Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, na empresa Auto Viação Metropolitana LTDA”. A Procuradoria mandou a Janot um documento da Receita como comprovação.

“Além do vínculo societário, Jacob Barata Filho e Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, cunhado do Ministro, possuem íntimo relacionamento pessoal, tratando-se como amigos e compadres em diálogo travado dias antes da prisão do empresário”, observou a força-tarefa.

Na mensagem, de 29 de junho de 2017, o “Rei do Ônibus” escreve a Chiquinho Feitosa. “Chiquinho, bom dia! Vc está sumido. Onde anda? Saudade do amigo. Um grande abraço, Jacob.”

Às 19h21, Chiquinho responde. “Td bem, meu amigo. Saudade tbm d vc. Estava em Portugal cheguei ontem e vim direto pra Presidente Prudente, afinal de contas lembra q vc foi quem me deu corda? Estava eu aposentado e agora cheio d trabalho kkkk Mas a sua disposição sempre… só vc chamar, hora e lugar. Abraço grande do seu amigo e compadre, Chiquinho Feitosa.”

No dia seguinte, às 12h34, Jacob pergunta. “Vc estará em Fortaleza na 2f?”

“Estarei irmão”, responde Chiquinho Feitosa.

“Vou lá te dar um abraço”, diz o “Rei do Ônibus”.

“Será um grande prazer, irmão. Segunda é meu aniversário porém farei um almoço na sexta na boisa. Se tiver como vc equacionar a sua agenda será ótimo, ficarei muito feliz. Sr Humberto e outros amigos lá de Portugal estão vindo na quinta e retornando sábado só para o almoço e sua presença me prestigiaria bastante.”

Jacob Barata Filho foi preso no dia 2 de julho.

Na noite desta sexta-feira (18), ministro Gilmar Mendes concedeu um novo habeas corpus para soltar Barata Filho e o ex-presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio), Lélis Teixeira.

Fonte: Portal R7

 

ago
20

Partidos trocam de nome, mas as práticas políticas continuam as mesmas

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Artigos     Tags

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Sebastião da Paz

Faltando um ano para as eleições (presidente da República, governador, senador, deputados federais e estaduais) e sabedores do desgaste das siglas partidárias, os políticos tentam ludibriar o eleitorado, mudando os nomes do partidos. 

A novidade agora é substituir as siglas por nomes corridos, como o recém criado (partido) “Novo”, que abriga o ex-técnico da seleção brasileira de vôlei, Bernardinho; a “Rede”, da ex-candidata à presidência da República, Marina Silva; e o “Solidariedade”, de Paulinho da Força e do prefeito de Olinda, Professor Lupércio.

No dia 23 de setembro, o PMDB de Michel Temer, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, Romero Jucá, Rodrigo Rocha Loures e José Sarney realiza convenção nacional para oficializar a troca de nome:  deixa de ser PMDB e volta a chamar-se “MDB”, sigla usada durante o regime militar.

O DEM, de Mendonça Filho, José Agripino Maia e Ronaldo Caiado, também vai mudar de nome. O partido, que já foi PFL, PDS e Arena, entrou na onda e agora vai se chamar “Mude”. 

O Partido Ecológico Nacional (PEN), que deverá receber o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) nos seus quadros, vai virar “Patriotas”.

E por aí vai! O PTN já virou “Podemos”; o PTdoB, do deputado federal Sílvio Costa, virou “Avante” (foto); e o PSL de Luciano Bivar e do ex-vereador olindense Arlindo Siqueira, virou “Livres”.

Mas não se engane (e)leitor: a troca do nome do partido não significa absolutamente nada. Muda só o nome, mas a identidade e as práticas dos políticos permanecem as mesmas. Se eles continuam praticando irregularidades, aumentando salários escondido, legislando para si e para os amigos,  criando subsídios na calada da noite e escondendo o lixo embaixo do tapete… ou em bancos estrangeiros, então nada muda.

Se a prática política não muda, nada muda. O cinismo continua o mesmo. O que muda é apenas a máscara, num corpo sujo e fedorento. Mas a cara de pau permanece a mesma.

 

ago
18

Lupércio recebe hoje a visita do ministro de Minas e Energia

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Olinda     Tags , ,

O prefeito de Olinda, Professor Lupércio (Solidariedade), recebe na tarde desta sexta-feira (18), às 14h, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB).

O encontro está programado para ocorrer no Palácio dos Governadores, sede da Prefeitura, no Varadouro. Na pauta da reunião está a realização de entendimentos sobre energias renováveis na cidade.

A ideia do Professor Lupércio é viabilizar a criação de projetos, sobretudo, na popularização do uso da energia solar.

ago
16

Câmara de Olinda muda LDO e impõe derrota a Lupércio

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Política     Tags , , ,

Em uma derrota política do prefeito Lupércio (SD), a Câmara de Olinda aprovou uma emenda à LDO que obriga ao gestor enviar um projeto de lei ao Legislativo toda vez que quiser fazer alterações na Lei Orçamentária de 2018. O texto original previa que as alterações no orçamento fossem feitas por decreto.

Camara de Olinda A aprovação da LDO com as mudanças foi anunciada nesta terça-feira (15), pelo vereador Jorge Federal, presidente da Câmara de Olinda. A LDO foi aprovada com voto de 10 dos 17 vereadores. Ao todo foram oito emendas. 

“No caso da LDO, os vereadores que participaram da votação, entenderam que a matéria precisou receber oito emendas. E a câmara, por sua natural representação do povo, não pode jamais deixar de analisar as propostas vindas do Poder Executivo, tudo isso com o objetivo de que o orçamento do município seja o que a sociedade deseja”, afirmou Federal.

Fonte: Portal JC

ago
16

STJ confirma condenação de Bolsonaro por danos morais a Maria do Rosário

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Brasil     Tags , ,

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, decisão da primeira instância que condenou o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais à também deputada Maria do Rosário (PT-RS).
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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou Bolsonaro por ter dito, em 2014, que Maria do Rosário não mereceria ser estuprada por ser “muito feia”, não fazendo seu “tipo”. As declarações foram dadas na Câmara e também em entrevista a um jornal.
 
O deputado foi condenado ainda a publicar uma retratação em jornal de grande circulação e em suas páginas nas redes sociais. Ele ainda não cumpriu nenhuma das determinações da Justiça, agora reiteradas pelo STJ. 
 
A defesa de Bolsonaro argumenta que ele goza de imunidade constitucional, não podendo ser alvo de ações do tipo ou de condenações por palavras que tenha proferido enquanto deputado. Entretanto, a Justiça entendeu até o momento que as declarações dele foram feitas fora do contexto da atividade parlamentar.
 
Bolsonaro ainda pode recorrer contra a decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado já é réu em duas ações penais na Corte por causa do mesmo episódio, ambas relatadas pelo ministro Luiz Fux.
 
ago
15

Armando comemora manutenção da Hemobrás em Pernambuco

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Política     Tags , ,

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) comemorou, nesta terça-feira (15), a decisão do Governo Federal de manter em Pernambuco a fabricação do fator VIII recombinante, no complexo da Hemobrás em Goiana. A continuidade dos investimentos e a viabilidade da fábrica de Goiana vinha sendo ameaçada com a possível construção de outra planta no Paraná.

Para Armando, a ação articulada da bancada do Estado, que se uniu para pressionar contra a ameaça do Ministério da Saúde de esvaziar o empreendimento em Pernambuco, com a realização de diversas reuniões e audiências públicas, foi fundamental para a manutenção do projeto no Estado. “Como pernambucano, celebro essa grande conquista”, destacou o petebista, no plenário do Senado.

À tarde, o Ministério da Saúde publicou uma nota garantindo que todos os investimentos na planta da Hemobrás ficarão em Pernambuco, inclusive a produção do Fator VIII recombinante, que é a parte de maior valor econômico do empreendimento. O Ministério informou que fará negociações com a empresa Shire, atual parceira da Hemobrás, para iniciar a construção de uma fábrica de Fator VIII recombinante.

“A manutenção do projeto é fruto de uma ação solidária e articulada de toda a classe política de Pernambuco, especialmente da bancada federal, que desde o primeiro momento se alinhou na defesa dos interesses do Estado. A esse Pernambuco altivo e independente, a bancada pode hoje dar a sua melhor contribuição “, comemorou o senador.

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13

Doze anos sem Miguel Arraes

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Política     Tags , ,

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Neste domingo, dia 13 de agosto, comemora-se o Dia dos Pais. Mas também é uma data política: 12 anos atrás, morria o ex-governador de Pernambuco e ex-presidente nacional do PSB, Miguel Arraes de Alencar, após passar quase um mês hospitalizado. O político foi internado no dia 17 de julho de 2005, com suspeita de dengue. Depois o quadro clínico do político se complicou, apresentando problemas cardíaco e renal.

Faleceu no dia 13 de agosto de 2005, após vários tratamentos, inclusive a realização de duas cirurgias para conter hemorragias no duodeno e no pulmão esquerdo. Cearense, Miguel Arraes de Alencar governou Pernambuco por três vezes: 1962-1964, quando foi deposto pelo golpe militar; 1986-1990 e 1994-1998.

Arraes também foi secretário da Fazenda de Pernambuco, em 1948, na gestão do governador Barbosa Lima Sobrinho; prefeito do Recife (1950), deputado estadual e federal.

Também hoje (13), completam três anos da morte do ex-governador Eduardo Campos – neto de Miguel Arraes. Campo faleceu no dia 13 de agosto de 2014, num acidente aéreo em Santos (SP).

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13

Três anos após sua morte, parentes de Eduardo disputam legado na política

AuthorPostado por: Maraba Soares    CategoryEm: Política     Tags , ,

Este domingo, 13 de agosto, traz para o pernambucano uma triste lembrança: há três anos morria Eduardo Campos, líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB), em um acidente aéreo durante a sua campanha à presidência do Brasil. Herdeiro da política hábil de Miguel Arraes, seu avô, ele tinha chances de obter vitória nas eleições de 2014, porém precisava viajar, ser mais conhecido no resto do país. Morreu cumprindo uma agenda estratégica, mas cheia de riscos.

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Aquele que unia várias forças antagônicas não só em Pernambuco, mas no Brasil, deixou um vazio no seio de uma família acostumada com a política. Ninguém esperava ter que substituir tão cedo Eduardo Campos.

Por coincidência, o 13 de agosto também traz a amarga lembrança da morte de Miguel Arraes. Há 12 anos o “Pai Arraia” deixava este plano. Todavia, neste caso havia ficado Eduardo Campos lhe substituindo. Reportagem da BBC Brasil da última sexta-feira (11) faz uma análise da atual situação dos herdeiros desse legado político.

Segundo o jornalista Leandro Machado, três anos após a morte de Eduardo Campos, a família do ex-governador de Pernambuco está rachada. Hoje, ela se divide em três correntes políticas: uma do irmão, Antônio; outra do filho e da mulher, João e Renata; e uma terceira via, com a prima Marília.

Eduardo morreu no dia 13 de agosto, quando o avião em que fazia campanha para presidente da República caiu em Santos, no litoral paulista. Outras seis pessoas também morreram. O pernambucano, então com 49 anos, ocupava a terceira posição nas pesquisas, com 9% das intenções de voto.

Na família, o cenário atual é de troca de críticas e de disputa por um poder que surgiu há décadas: a “dinastia” começou com o avô, Miguel Arraes (1916-2005), ex-prefeito de Recife e ex-governador de Pernambuco por três vezes.

De um lado está o advogado Antônio Campos, único irmão de Eduardo. Neste ano, ele saiu do PSB – partido do clã desde 1990 e que completa 70 anos neste mês – e se filiou ao Podemos (ex-PTN). Nas eleições de 2018, Antônio vai concorrer a deputado federal.

Na disputa, ele enfrentará o próprio sobrinho, João Henrique Campos, um dos cinco filhos de Eduardo. O jovem é visto como o sucessor político de Eduardo Campos. Recém-formado em engenharia civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele tem 23 anos e assumiu, em fevereiro, o cargo de chefe de gabinete do atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).

Nesse aspecto, o jovem repetiu a história do pai, que, também aos 22 anos, virou chefe de gabinete do então governador Miguel Arraes, em 1987. No dia da sua posse no governo, João afirmou que “ninguém deve ser pré-julgado por ser filho de A ou de B; deve ser julgado pelo serviço prestado.”

A terceira corrente é encabeçada por Marília Arraes, prima do ex-governador e, como ele, neta de Miguel Arraes. Vereadora do Recife, Marília rompeu politicamente com a família ainda quando Eduardo concorria à Presidência, em 2014. Deixou o PSB, filiou-se ao PT e deverá ser a candidata do partido de Lula ao governo de Pernambuco.

Ana Arraes, mãe de Eduardo, também tem sido cortejada como parceira de chapa de pelo menos dois presidenciáveis. A BBC Brasil apurou que, dentro do PSB, o nome da matriarca é cogitado para dividir uma possível chapa com Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência. Para isso, no entanto, ela teria de deixar o cargo de ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), cadeira que assumiu durante o governo de Dilma Rousseff.

Uma briga ocorrida no fim do ano passado selou de vez a divisão na família Campos/Arraes. Nas últimas eleições municipais, Antônio se candidatou a prefeito de Olinda. Perdeu no segundo turno, com 43% dos votos – pouco mais de 90 mil. Era sua primeira eleição, ainda pelo PSB.

Paulo Câmara, sucessor de Eduardo no Governo do Estado, participou apenas de um ato de campanha de Antônio. Isso porque o governador não quis jogar contra os candidatos concorrentes, que eram de partidos da sua base.

Renata Campos e seu filho João também não subiram no palanque de Antônio. Ao final da eleição, o derrotado fez reclamações públicas contra a cunhada, pois se sentiu “traído” pela falta de apoio no próprio partido e na família. Antônio acusou Renata de temer que ele, como um candidato da família Campos, fizesse “sombra” para seu filho João Henrique.

“Renata não foi grata comigo. Eduardo teve minha solidariedade em vários momentos da vida dele”, disse Antônio, em entrevista coletiva logo após a derrota em Olinda. “Ela acha que qualquer candidatura, mesmo que não seja antagônica, pode fazer sombra a João. Renata finge não mandar (no PSB), numa pretensa imagem de frágil, enquanto manda nos bastidores o tempo todo.”

A reportagem contatou Renata, João e Antônio Campos, mas eles não quiseram dar entrevistas. Depois da briga, o advogado deixou o PSB e entrou no Podemos, partido mais à direita do espectro político, pelo qual deve se candidatar a deputado federal.

Para Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, a saída de Antonio não aponta divergências na família. “Lamentamos a decisão dele, que estava há muito tempo no partido. Quem disse que necessariamente todos da família devem estar no mesmo partido? Cada um toma seu rumo”, diz.

A mudança de Antônio para o Podemos criou a expectativa de que sua mãe, Ana Arraes, também pudesse deixar a legenda liderada por anos por Miguel e Eduardo. No mês passado, o senador Álvaro Dias, que deve ser candidato à presidência pelo Podemos, encontrou-se com a ministra do TCU em Pernambuco. Depois da reunião, circulou entre os pessebistas a possibilidade de Ana ser candidata em uma chapa com o parlamentar. O senador confirmou o encontro, mas disse que eleições não foram o assunto. “Nós conversamos sobre a filiação de Antônio. Até pelo cargo que ela ocupa no TCU, não poderíamos tratar de candidatura”, afirmou Dias, em entrevista à BBC Brasil.

O nome da matriarca é cotado ainda como vice de Alckmin em uma eventual candidatura do tucano à Presidência. Quem articula essa aliança é o vice-governador de São Paulo, Marcio França (PSB), aliado de Alckmin e próximo à família Arraes. Em 2018, França vai assumir o governo depois que Alckmin deixar o cargo de governador para concorrer à Presidência. Com Ana Arraes na chapa, o tucano teria um nome forte no Nordeste, região que historicamente dá vitórias ao PT. Já França, caso consiga conjurar a manobra, ganharia força para um eventual apoio do PSDB a sua candidatura ao governo de São Paulo, segundo a BBC Brasil apurou.

O problema é que Ana, que tem 70 anos, não estaria disposta a deixar seu cargo no TCU. E, em dois anos, ela deve virar presidente do tribunal. Um deputado ligado à família, que preferiu não se identificar, resumiu a situação: “Acho muito difícil dona Ana se candidatar a algum cargo. Se for pelo PSB, ela estaria numa corrente contrária a de seu único filho vivo, Antônio. Se for pelo Podemos, estaria contra a história de seu outro filho, Eduardo.”

Outra dissidente da família Campos é Marília Arraes (PT), de 33 anos, vereadora do Recife eleita com 11.800 votos. Prima de Eduardo, ela deixou o PSB por divergências com o partido. Em entrevista à BBC Brasil, disse que a sigla não é mais a mesma da época em que era comandada por seu avô Miguel. “Ideologicamente o partido estava em outro campo, o da esquerda. Hoje, é um serviçal do PSDB “, afirma. No segundo turno das eleições de 2014, o PSB apoiou o tucano Aécio Neves – historicamente, a legenda apoiava candidatos petistas. O próprio Eduardo foi ministro de Lula.

Por outro lado, pessoas próximas à família disseram à reportagem que, em 2014, Marília quis se candidatar a deputada federal, mas teve a legenda negada pelo primo, então presidente do PSB. No próximo ano, Marília deve ser a candidata do PT ao governo de Pernambuco. Nas redes sociais, ela aparece em fotos ao lado do ex-presidente Lula, também pernambucano e considerado um bom cabo eleitoral no Estado. Hoje, Marília é oposição a Geraldo Júlio (PSB), prefeito do Recife, e a Paulo Câmara – os dois foram indicados por Eduardo. Um ano antes da eleição, Câmara enfrenta dificuldades: o Estado vive uma escalada da violência e ele é rejeitado por 74% dos eleitores, segundo uma pesquisa de abril.

Câmara e Geraldo Júlio são investigados por suspeita de participação no superfaturamento da Arena Pernambuco, construída pela Odebrecht. Eduardo também foi citado na Operação Lava Jato por irregularidades.

Para parlamentares ouvidos pela reportagem, Marília é a que mais se aproxima ideologicamente do avô Miguel Arraes, um político de esquerda com forte atuação na área social. “Não tenho pretensão de dizer em qual lado Miguel Arraes estaria, mas posso dizer em qual ele não estaria, que é esse projeto liberal e entreguista do PSB hoje”, afirma ela.

No entanto, a vereadora não deve ter apoio de toda a família nas eleições, pois a tendência é de que Renata e João permaneçam ao lado de Paulo Câmara. A crítica de Marília sobre as condições ideológicas do partido é repetida por filiados mais antigos do PSB. A sigla está dividida entre redirecionar sua trajetória mais à esquerda ou se projetar à centro-direita de vez.

Na votação da Câmara que rejeitou a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB), essa divisão ficou latente: 22 deputados votaram pelo prosseguimento das investigações e 11 votaram pelo arquivamento. A executiva da legenda havia decidido ficar contra Temer, mas a líder da agremiação, Tereza Cristina, votou a favor do presidente.

Na votação da reforma trabalhista, em abril, 14 parlamentares votaram favor da medida e 16, contra. Eduardo Campos afirmou em 2014 que era contra mudanças na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Para Carlos Siqueira, a “divisão do partido” ocorre apenas na bancada da Câmara. “A bancada é uma instância do partido, não ele inteiro. Pessoas que divergem devem arrumar seu rumo, ou se adaptar às posições históricas do partido. Mas a decisão de entrar ou ficar é pessoal”, disse.

Segundo Adriano Oliveira, cientista político e professor da UFPE, a imagem de Eduardo Campos ainda influencia a escolha do eleitor pernambucano. Por isso, a briga por seu legado. O pesquisador explica o “eduardismo”, conceito que ele associa ao lulismo: “Eduardo conseguiu ser uma quase unanimidade: tinha eleitores em todas as faixas sociais, dos mais ricos aos mais pobres. Ele era carismático, tinha capacidade de aglutinar pessoas de várias vertentes e passava a imagem de trabalhador”, explica ele.

“Com apoio de Lula, conseguiu alavancar Pernambuco. Claro que, com o tempo, houve um declínio, até por causa de sua morte. Mas seus sucessores, Câmara e Geraldo Júlio, ainda estão aí”, diz.

Próximo a Arraes e Eduardo, Carlos Siqueira conta uma história de tom premonitório sobre o destino da família: Miguel não queria que nenhum de seus dez filhos seguissem carreira política. “Eu perguntava a ele: e seu neto Eduardo? Miguel respondia: ele faz o caminho dele, tem o jeito dele”, conta o presidente do PSB. “Arraes tinha receio de ser visto como um coronel do Nordeste, daqueles que têm a família inteira na política.”

ago
12

Herdeira de banco suíço vai doar R$ 500 mil para Lula

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Política     Tags ,

Uma grande apoiadora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer garantir que o bloqueio de bens determinado pelo juiz Sérgio Moro tenha um impacto mais leve sobre a vida do petista. Roberta Luchsinger, uma das herdeiras da família fundadora do banco Credit Suisse, desembolsará aproximadamente R$ 500 mil em “dinheiro, joias e objetos de valor” como doação para Lula

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Roberta é neta do suíço Peter Paul Arnold Luchsinger. “Com o bloqueio dos bens de Lula, Moro tenta inviabilizá-lo tanto na política quanto pessoalmente. Vou fazer uma doação para que o presidente possa usar conforme as necessidades dele”, disse ela.

Fonte: Época

ago
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Mídia internacional repercute votação de Temer e crise política do Brasil

A imprensa internacional acompanhou na quarta-feira (2) a votação sobre o arquivamento do processo de investigação do presidente do Brasil, Michel Temer

Para o diário norte-americano The New York Times o presidente “Temer tem pouco tempo para comemorar, porque apesar de ter salvado seu mandato, existem mais problemas legais à frente e isso afetará claramente seu governo de coalizão”.

O jornal francês Le Monde publicou uma matéria extensa onde descreve detalhadamente o cenário político e econômico do país. Sob o título “Presidente brasileiro escapa do processo em clima de indiferença generalizada”. O texto afirma que “a alguns ele prometeu favores, a outros créditos ou o desbloqueamento de emendas favoráveis”. 

O espanhol El País analisa que “os mesmos deputados que aprovaram a saída de Dilma Rousseff do poder, mantém seu sucessor durante ao menos seis meses”. O noticiário acrescenta que a a aliança de centro-direita que em abril de 2016 acabou com 13 anos de governo do esquerdista Partido dos Trabalhadores conseguiu o apoio necessário para impedir que o presidente seja processado.

The Guardian destacou que o “presidente manteve seu cargo” após a votação, mas a credibilidade do Congresso do Brasil foi gravemente abalada por não aprovar de maneira ampla a investigação por corrupção contra Michel Temer. O britânico ainda fala sobre a impopularidade do chefe de Estado.

Washington Post fala em sua matéria que o presidente estava determinado a permanecer no poder e foi buscar de forma firme o apoio de legisladores na sessão, que se estendeu por mais de 11 horas na quarta-feira.

Le Figaro traz em sua manchete “Brasil: o presidente Temer escapa do processo” e informa que o presidente conservador Michel Temer conseguiu os votos necessários no Congresso para impedir a abertura de um eventual processo. Apesar da acusação de corrupção, ele salva mais uma vez seu mandato, acrescenta. O periódico francês observa que apesar do nível de aprovação no fundo do poço (5%), o presidente parece ter um grande poder de manobra para implementar as medidas de austeridade exigidas pelo mercado para fazer o Brasil sair de uma recessão histórica.

O site da revista britânica The Times anuncia: “Temer sobrevive a votação sobre corrupção”. O texto lembra que ele é  acusado de receber milhões de dólares em subornos da gigante de carnes JBS. Times descreve o clima da votação como tenso, com brigas e acusações.

O veículo de finanças britânico Financial Times avalia em tom positivo: Vitória histórica de Temer traz novas esperanças a investidores. O texto aponta que o programa que tinha o objetivo de reduzir o déficit econômico, parecia estar no caminho certo. Times conclui que os mercados continuam otimistas de que o presidente “pode manter a estabilidade econômica” e possivelmente “tentar alguns ajustes no sistema previdenciário”.

The Wall Street Journal recorda a popularidade de apenas 5% do presidente e acredita que ele se salvou ao utilizar suas habilidades como exímio negociador para sobreviver, atraindo legisladores com recursos para seus Estados empobrecidos.

Fonte: Jornal do Brasil

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Deputado defende a integração dos países de língua portuguesa

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Pernambuco     Tags , ,

A instalação de consulados dos países de língua portuguesa em Pernambuco está na pauta de prioridades do presidente da Comissão de Assuntos Internacionais da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Ossésio Silva (PRB).

Ciente da importância da criação destes espaços para o Estado, o parlamentar vem trabalhando para o atendimento dessas reivindicações. Uma das metas do colegiado é estreitar as relações com os consulados já existentes no Estado e ainda atrair outros.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é uma organização internacional formada por países lusófonos, cujo objetivo é o fortalecimento da amizade mútua e da cooperação entre os seus membros. Criada em 1996, a CPLP é reconhecida pela comunidade internacional, preza pelo diálogo e a colaboração entre os países. Além do Brasil, fazem parte da comunidade Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O deputado Ossésio Silva destacou a importância da implantação dos consulados dos países da CPLP para a região Nordeste. “O Brasil precisa aumentar o intercâmbio e as relações com diversos países, e Pernambuco é o pioneiro dessa integração. Entre os desafios para os países da comunidade estão a necessidade de superar a dispersão geográfica através de uma pauta comum e de ações efetivas de combate às desigualdades” disse.

ago
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Deputado da tatuagem pede ‘nude’ durante votação sobre denúncia contra Michel Temer

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Brasil     Tags , ,

O polêmico deputado federal Wladimir Costa (SD-PA), que ficou conhecido nesta semana por ter tatuado o nome do presidente no ombro direito, foi flagrado nesta quarta-feira, 2, durante a sessão de votação sobre a denúncia contra Michel Temer (PMDB), pedindo um “nude” de uma mulher por meio do WhatsApp. Segundo o parlamentar, a mensagem era uma resposta a um “pedido insistente” da moça para ver sua tatuagem no plenário.

“Ela me encheu o saco para eu mostrar a tal da tatuagem. Eu não preciso estar provando nada. Como posso tirar a camisa e correr o risco de crime de responsabilidade dentro do plenário?”, disse o parlamentar. “Não estava pedindo para ela mostrar. A bunda mais bonita que conheço é a da minha esposa”.  

Apesar da justificativa, o deputado fez questão de dizer que “incontestavelmente as mulheres brasileiras possuem os bumbuns mais lindos do planeta.”

Na mensagem, o deputado escreveu, por volta das 17h27: “Mostra a tua bunda afinal não são suas profissões que a destacam como mulher, é sua bunda. Vai lá põe aí garota”. O registro de seu celular, feito pelo fotógrafo Lula Marques, é do momento em que os deputados ainda discutiam o parecer que pedia o arquivamento da acusação contra Temer.

Em outra mensagem, Wladimir diz ao mesmo contato: “Fátima Bernardes, Sonia Abrãao, Marilia Gabriela, Mariza Godói são elogiadas, respeitadas e até desejadas pelas suas capacidades técnicas e não por um par de bunda, já bastante banalizada por todo o Tapajos do decano shortinho preto que reveza com o vermelhinho já bastante desbotado pelos anos”. 

A moça rebate a mensagem do deputado. “Você poderia perder seu valioso tempo com coisas mais interessantes”, diz. 

Nesta quarta-feira, o deputado voltou a causar alvoroço ao levar dois bonecos Pixuleco, uma referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao plenário. Um deles chegou a ser tomado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que tentou destruí-lo com a boca. 

A famosa tatuagem, porém, não foi mostrada no plenário. Na última segunda-feira, 31, o desenho em homenagem a Temer agitou as redes sociais com discussões sobre a permanência – ou não – da tatuagem. O parlamentar garante que sim, mas um tatuador afirmou que o apoio foi feito a base de henna.

Defensor assumido de Temer, Wlad gravou um vídeo com o presidente após a votação na Câmara que barrou a denúncia por corrupção passiva contra o peemedebista nesta quarta-feira, 2. Nas redes sociais, o parlamentar chamou a data de “dia do fico”.

“Presidente, vitória do povo brasileiro, maioria absoluta. Deus e Michel Temer, com sua biografia e história”, começa Costa, ao se aproximar do presidente. Temer respondeu ao deputado chamando-o de “Wlad”, apelido pelo qual o paraense gosta de ser chamado. “Foi, Wlad, uma vitória significativa, porque afinal foi mais da maioria absoluta da Câmara dos Deputados, o que revela a conexão, a junção muito grande do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados, com o Poder Executivo”, disse o presidente, após a vitória. 

“A Câmara dos Deputados fez o que deveria fazer, justiça. Eu estou muito grato à Câmara dos Deputados, grato aos brasileiros e brasileiras que na verdade nos apoiaram neste tempo, aqueles que compreenderam as dificuldades do país, que estamos superando as dificuldades do país”, continuou Temer.

Fonte: Estadão

ago
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Vox Populi: 93% dos brasileiros querem Temer investigado

Caso se confirmem as previsões dos analistas políticos, a Câmara dos Deputados mais uma vez tomará uma decisão completamente dissociada do desejo dos eleitores. Segundo nova rodada da pesquisa Vox Populi, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), 93% dos brasileiros acham que os parlamentares deveriam acatar o prosseguimento da investigação contra Michel Temer

Os deputados decidem nesta quarta-feira (2) se autorizam ou não a abertura da investigação contra Temer. Se aprovado no Parlamento, o assunto retorna ao Supremo Tribunal Federal. Caberá então aos 11 ministros da Corte decidir se o peemedebista se torna réu ou não na denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República. Em caso positivo, Temer seria afastado do cargo por até 180 dias. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, assumiria interinamente a presidência da República.

Não parece ser esta a inclinação dos congressistas, tanto que a oposição cogita boicotar a sessão para evitar quórum suficiente no plenário e adiar a decisão. Durante o recesso parlamentar, o Palácio do Planalto negociou a liberação de emendas e a distribuição de cargos para garantir votos suficientes contra o prosseguimento da investigação. Os oposicionistas, por sua vez, tentam prorrogar a decisão parlamentar à espera de eventuais novas denúncias capazes de enfraquecer Temer.

A pesquisa realizou 1.999 entrevistas entre 29 e 31 de julho em todos os estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: Carta Capital

ago
2

Bolsonaro espera abertura da janela partidária para pular fora do PSC

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Política     Tags , ,

janela_partidariaFolha de São Paulo

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) escolheu o Partido Ecológico Nacional (PEN) para lançar a sua candidatura à Presidência da República em 2018.

De acordo com Adilson Barroso, presidente nacional da sigla, o acerto depende apenas da assinatura final, que só poderá ser feita durante a abertura da janela partidária – ou seja, o período de 30 dias em que os parlamentares podem trocar de legenda sem perder o mandato.

“Está 99,9% fechado, estamos só esperando a assinatura do ‘casamento partidário’, por isso o 0,1%”, afirmou Barroso à Folha. A assessoria do deputado também confirmou que a troca está acertada, mas ainda não concluída.

A janela partidária deve ocorrer em março de 2018, mas pode ser antecipada pela reforma política.

Segundo o presidente nacional do PEN, o partido conversa com o grupo de Bolsonaro há cerca de seis meses para acertar a troca de partido. “A gente chegou à conclusão que ele é o candidato que mais queremos”, afirmou. Na última pesquisa Datafolha, em junho, o pré-candidato apareceu com 16% de intenção de voto.

A saída de Bolsonaro do PSC já era dada como certa desde o começo de 2017, embora o parlamentar ainda não tivesse acertado com nenhum partido. O deputado se diz decepcionado com a aliança do PSC com o governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB, em 2016.

Troca de nome – Com a ida de Bolsonaro par a sigla, o PEN também acertou uma troca de nome. Barroso afirma que a mudança já estava sendo discutida. “Há quem ache que a ideologia do PEN por ter ‘ecológico’ no nome defende só isso, e não é verdade”, afirmou.

O partido – que precisa de autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para se renomear – ainda não decidiu qual deve ser o seu novo nome.

Em uma enquete na página de Facebook do partido, por enquanto vence o nome “Patriota”. Em segundo lugar, a opção “Prona”, nome do antigo partido de Enéas Carneiro (1938-2007), que se fundiu ao PL em 2006 para se tornar o PR.

Charge: Robson Pires

ago
2

Deputado do PTB e senador do PR querem ser “vice” de Bolsonaro

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Política     Tags , ,

Jair Bolsonaro

A perspectiva do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) chegar ao segundo turno nas eleições presidenciais de 2018, revelada por recentes pesquisas de intenção de voto, abriu uma procura de políticos interessados em ser candidato à vice-presidente na chapa dele.

Pelo menos dois parlamentares já procuraram o Capitão Bolsonaro para se colocar à disposição: o senador Magno Malta (PR-ES) e o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

A última pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial de 2018, divulgada em junho, mostrou que o deputado do PSC está em segundo lugar, tecnicamente empatado com a ex-ministra Marina Silva (Rede), com 16% e 15% das intenções de voto, respectivamente.

Fonte: Blog do Magno Martins

jul
31

Luciana Genro diz que Lula e o PT não querem a queda de Michel Temer

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Política     Tags , ,

Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo

Última candidata do PSOL ao Planalto, a ex-deputada Luciana Genro acusa Lula e o PT de fingirem interesse na queda de Michel Temer (PMDB). Ela afirma que o ex-presidente e o seu partido preferem prolongar o desgaste do presidente até as eleições de 2018.

“O PT não tem interesse em derrubar Temer agora. Eles querem deixar o governo sangrar e fazer os ajustes para quem assumir depois”, diz.

Luciana está cética quanto à chance de afastamento do presidente, denunciado sob acusação de corrupção. “Eu teria esperança se houvesse uma grande mobilização popular empurrando a Câmara a abrir o processo.”

A ex-deputada sustenta que a cúpula petista não se mexeu para evitar o esvaziamento das ruas. Ela diz que PT e PMDB já haviam se unido para barrar a cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral. “Ali o Temer poderia ter caído, havia clima político para isso.”

jul
30

Congresso Nacional custa R$ 1,16 milhão por hora aos brasileiros

Formado pelo Senado Federal e a Câmara de Deputados, o Poder Legislativo custa R$ 1,16 milhão por hora aos cidadãos brasileiros, em todos os 365 dias do ano. Essa é uma conclusão da organização não governamental (ONG) Contas Abertas, divulgada na semana que passou. O custo inclui fins de semana, recessos parlamentares e as segundas e sextas-feiras, quando os parlamentares deixam a capital federal e retornam às suas bases eleitorais.

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O valor também inclui o salário dos parlamentares. Cada deputado federal, por exemplo, recebe um salário bruto de R$ 33,7 mil. Os 513 deputados federais custam, em média, R$ 86 milhões ao mês e um custo anual de R$ 1 bilhão. Cada senador também tem um salário bruto de R$ 33,7 mil.

Segundo o fundador e secretário-geral da ONG, Gil Castello Branco, o levantamento dá ao cidadão a dimensão exata de quanto custa nossa representação. “A democracia não tem preço, mas o nosso Congresso tem custos extremamente elevados. Ele tem uma péssima imagem junto à população e pode, sim, reduzir seus custos. Cada parlamentar pode ter 25 assessores, um senador pode ter 50, 60, inclusive no seu próprio escritório de representação. Há privilégios e mordomias que podem ser contidos”, diz.

Castello Branco reforça que os abusos, verificáveis em todos os Poderes, têm o aval do presidente Michel Temer. “O dado do orçamento deles está na Lei Orçamentária Anual (LOA), sancionada pelo presidente da República. Temos criticado os 60 dias de férias de membros do Judiciário, auxílios a magistrados e os benefícios fiscais, que precisam ser revistos. Quando se tem um déficit de R$ 139 bilhões e o orçamento da saúde é de R$ 125 bilhões, o natural é que se tente reduzir essas despesas em todos os Poderes. Deveria partir dos próprios titulares dos Poderes a tentativa de reduzir (esses gastos)”.

No cálculo foram incluídos os recessos parlamentares e finais de semana. A ONG decidiu quantificar ainda os gastos gerados nas segundas e sextas-feiras, quando não há sessões deliberativas ordinárias. Nesses dias, porém, o Senado e a Câmara continuam funcionando, porque podem ocorrer sessões de debates, solenidades e reuniões das suas comissões. No seu site, a ONG destacou que, nesses períodos, “os parlamentares deixam a capital federal para fazer política nas suas bases eleitorais”.

Outro lado – A Agência Brasil solicitou às duas Casas do Congresso que comentassem o levantamento. A Câmara dos Deputados escreveu que “desconhece o método utilizado” e que mensurações como o da entidade “levam a valores genéricos pouco elucidativos”, já que, entre os gastos, há valores relativos à compra de bens duráveis com longa vida útil, que poderiam ser juntados na classe de investimento. Esses bens, portanto, não poderiam ser interpretados como sinais de exorbitância.

“Esclarecemos que configura equívoco calcular as despesas da Câmara dos Deputados a cada hora com base na mera divisão do valor total do seu orçamento pela quantidade de horas ao longo de um ano, na medida em que a previsão descrita no Orçamento da União abrange despesas relacionadas tanto a custeio quanto a investimento. A partir do raciocínio utilizado, é possível concluir, por exemplo, que o Poder Legislativo custa, por cidadão brasileiro, cerca de meio centavo de real por hora ou R$ 48,00 por ano”, diz trecho da nota.

Castello Branco rebateu, dizendo que “não cabe nenhuma contestação”. “Só mudaram o denominador e querem contestar o critério. É é claro que tem que ser calculado o custeio. Há custos com os funcionários, água, vigilância, o cafezinho, o papel, os computadores, as obras, os automóveis, a manutenção dos imóveis funcionais. Está tudo somado. É um cálculo simples. É o orçamento anual das casas dividido por 365″, disse.

Em resposta à reportagem, o Senado se limitou a mencionar o seu Portal da Transparência, que foi visitado mais de 743 mil vezes no ano passado. O número de acessos subiu 55,1%, em relação a 2015.

Fonte: Folhape

jul
25

Só queriam fim do governo Dilma e não da corrupção, diz procurador da Lava Jato

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Brasil     Tags , , ,

Em mensagem publicada em sua rede social, o procurador da República, Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou nesta segunda-feira (24), que ‘o próximo passo do PMDB’ parece ser acabar com a investigação.

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Carlos Lima reagiu à entrevista do vice-presidente da Câmara dos Deputados e substituto imediato de Rodrigo Maia (DEM-RJ), o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), ao jornal Estado de São Paulo, na qual o parlamentar defendeu um “prazo de validade” para a Lava Jato. O procurador afirmou que ‘as investigações vão continuar por todo o País’. 

“Acabar com a Lava Jato. Esse parece ser o próximo passo do PMDB. Infelizmente muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção. Agora que Temer conseguiu com liberação de verbas, cargos e perdão de dívidas ganhar apoio do Congresso, o seu partido deseja acabar com as investigações. Mas, mesmo com todas as articulações do governo e de seus aliados, as investigações vão continuar por todo País”, escreveu.

Fonte: Estadão

jul
24

Filho de Bolsonaro cria projeto que criminaliza apologia ao comunismo

AuthorPostado por: Jornalismo Redação    CategoryEm: Brasil     Tags , ,

A Câmara dos Deputados analisa proposta que criminaliza a apologia ao comunismo. A medida está prevista no Projeto de Lei 5358/16, do deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP). O projeto altera a Lei Antirracismo (7.716/89) para incluir entre os crimes ali previstos o de “fomento ao embate de classes sociais”. A pena prevista é reclusão de um a três anos e multa.

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Além disso, a proposta ameaça a quem fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos ou propaganda que utilizem a foice e o martelo ou quaisquer outros meios de divulgação favorável ao comunismo, com a reclusão de dois a cinco anos e multa, pena atualmente aplicada para a apologia ao nazismo.

A proposição altera ainda a Lei Antiterrorismo (13.260/16) para incluir o “fomento ao embate de classes sociais” como ato terrorista quando cometido com a finalidade de provocar terror social ou generalizado. E quem fizer apologia a pessoas que praticaram atos terroristas ou a regimes comunistas poderá ser punido com pena correspondente ao delito consumado, diminuída de um quarto até a metade.

Eduardo Bolsonaro argumenta que os regimes comunistas mataram mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo e implantaram a censura à imprensa, a opiniões e a religiões. “Mesmo assim, agremiações de diversas matizes defendem esse nefasto regime, mascarando as reais faces do terror em ideais de igualdade entre as classes sociais”, afirma o parlamentar.

Para ele, o que ocorre, nesses casos, é o fomento de formas veladas da luta entre grupos distintos que se materializam em textos jornalísticos, falsas expressões culturais, doutrinação escolar e atuações político-partidárias. “Em nome desses ‘ideais’, os adeptos dessa ideologia estão dispostos a tudo e já perpetraram toda a sorte de barbáries contra agentes do Estado que objetivaram neutralizar sua ‘causa’”, diz ainda Bolsonaro.

O texto de Bolsonaro suprime da Lei Antiterrorismo a exceção feita às manifestações políticas, os movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria profissional. Sobre esse ponto, o deputado explica que muitos desses movimentos são manipulados para depredar o patrimônio público e praticar o terror.

“Defendemos, e assim a legislação já permite, a livre manifestação pacífica de qualquer natureza, desde que respeitadas as normas legais para a manutenção da ordem pública”, acrescenta.

O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

Leia na íntegra a proposta.

Fonte: Agência Câmara

jul
24

Por que isentar as igrejas do pagamento de impostos?

AuthorPostado por: Acioli Alexandre    CategoryEm: Política     Tags , ,

IGREJAS

Folha de S. Paulo – Mônica Bergamo

A Câmara dos Deputados deve derrubar artigo inserido por parte da bancada evangélica na medida provisória (MP) do Refis, o programa de renegociação de dívidas com o governo. O artigo prevê que as igrejas serão dispensadas do pagamento de impostos quando fizerem remessas ao exterior. 

O item beneficia instituições que têm atividades fora do Brasil, em países da África e até da Europa. Hoje elas pagam 25% de Imposto de Renda e 0,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) quando enviam valores “de caráter missionário ou evangelizador” ao exterior. 

O artigo, que no limite possibilita até a devolução de impostos já pagos, é considerado um exagero, mesmo diante da crise política que obriga o governo de Michel Temer a agradar a bancada religiosa, de mais de 100 deputados. 

O discurso é que as igrejas já estão sendo extremamente beneficiadas: em outro artigo fica estabelecido que elas devem ser isentas não apenas de tributos, mas também de contribuições – e ainda devem ser perdoadas de todos os débitos do passado. 

Lei aprovada em 2015, quando Eduardo Cunha (PMDB-RJ) presidia a Câmara, já estabelecia que as igrejas não precisariam mais pagar contribuições sobre a remuneração de pastores, as chamadas prebendas. Mas havia divergências e a Receita continuava autuando as organizações religiosas. 

Há uma estimativa de que pelo menos 12 igrejas caíram na malha fina, algumas com multas superiores a R$ 50 milhões. Se o Refis for aprovado, serão todas perdoadas.

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